terça-feira, 30 de setembro de 2008

Philip Roth, escritor norte-americano


Eis mais um teco de minhas lacunas literárias, que são infindáveis. Não conheço nada sobre este escritor norte-americano.


Tem uma entrevista dele na Carta Capital nº 515, com o título "O rei e seu reino", página 56, com uma frase que me chamou a atenção:


"Estou com 75 anos, número estranho... é uma estranha descoberta para mim. Quando você é jovem não vai a enterros a cada seis meses"






Obras traduzidas em português:


-Adeus, Columbus
-Complô contra a América
-O Complexo de Portnoy
-Teatro de Sabath
-O avesso da vida
-Professor de desejo
-Diário de uma ilusão
-Todo-o-Mundo
-Casei com um comunista
-Pastoral Americana
-A marca humana
-O animal agonizante
-Homem comum
-Fantasma sai de cena

"Apenas um modesto escritor"

NOVA YORK. Philip Roth, um dos maiores escritores americanos vivos, acha que a literatura está morrendo. “Não por falta de bons escritores, o público é que morreu”, diz, com jeito de quem não tem a menor dúvida sobre o futuro pouco brilhante dos livros no mundo tecnológico contemporâneo. Depois de ganhar todos os prêmios literários americanos, ele acaba de ser “canonizado” com a publicação de seus livros na coletânea de clássicos Library of America, uma honraria reservada geralmente aos monstros sagrados que já morreram há muito tempo, como Faulkner ou Melville. O que ele acha disso? “Melhor do que ser atropelado por um caminhão, não?”, responde, com a ironia sombria, típica dos personagens de seus livros. O homem não cede um milímetro às mundanidades da vida: mora sozinho num sítio em Connecticut, diz que não dialoga com nenhum dos escritores contemporâneos desde que Saul Bellow, seu grande amigo e inspirador, morreu há cinco meses. Quando virou uma celebridade, nos idos de 1968, ao lançar “O Complexo de Portnoy”, passou a viver só na comunidade tcheca em Manhattan — uma maneira de se exilar em sua própria cidade — e depois foi viver no exterior. Dá pouquíssimas entrevistas e é ele quem liga na hora marcada para evitar que seu número de telefone fique circulando entre jornalistas. É gentil, mas não cai em nenhuma armadilha de marketing, como a tentativa dos críticos que querem ver no seu livro mais recente, “Complô contra a América” (lançado no Brasil pela Companhia das Letras) uma metáfora do governo Bush. Já disse que acha o presidente americano incapaz de cuidar da loja da esquina, mas não crê que cabe ao escritor o papel de fazer crítica política. “Não sou profeta, não sou sociólogo, não sou analista político, sou apenas um modesto escritor. Meu trabalho é escrever da melhor maneira possível”, diz ele.


Fonte: wikipédia e http://www.revista.agulha.nom.br/philiproth1.html

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