sábado, 6 de setembro de 2008

Pôr o coração naquilo que se faz



Não estive na Dublin de Joyce, mas veja que
bela foto tirei do centro de Florença - Itália/2009.

REFEIÇÃO CULTURAL


Meu alimento recente foi baseado em sensações literárias e filmográficas, com uma pequena pitada de música.

Reli mais alguns contos de Dublinenses, de James Joyce. Sua descrição do cotidiano dublinense do início do século XX é fria e crua (nua, diria). São hipocrisias; fuxicos; crendices opressoras; banalidades de todas as vidas comuns. É bem diferente!

Como assumo minhas lacunas gigantes (opressoras, confesso!) em relação à literatura mundial - incluindo a tupiniquim - acho que vou começar a ler um pouco mais as obras contemporâneas (tipo... de gente viva!).

Quase nada li de autores nacionais ou de língua portuguesa (quem vê, acha que leio coisa nova de outras línguas!). Na verdade, sinto uma falta pecaminosa por não ter lido os grandes autores da história da literatura, sociologia e filosofia. Em geral, leio coisas com cem anos ou mais de nascença.

Bom, resolvi e comprei o lançamento mais recente de Luís Fernando Veríssimo - O Mundo é Bárbaro - e o que nós temos a ver com isso. A leitura foi feita em um fim de semana e o livro é bárbaro!

Assisti ao filme Arquivo X - Eu quero acreditar, de 2008. Tá certo que isso é coisa de fãs do seriado como eu, que colecionei todos os episódios dos nove anos da série. Gostei do filme! Manteve a linha que se esperava, penso eu.

Ouvi também uns videoclipes dos anos noventa e oitenta (os da minha época!). São as músicas que me trazem alguma sensação boa.

A digestão disso tudo me trouxe a necessidade cada vez maior de estar com meus pais e minha avó e apreciar mais cada segundo do tempo implacável. Aproveitá-lo mais. Percebê-lo mais.

Fazer as coisas com mais essência nelas. Cada momento é único.

Vi um programa com Anita Leocádia Prestes falando a respeito do pai Luís Carlos Prestes e de sua vida dedicada ao comunismo. Ele é um exemplo a se seguir. Que firmeza de propósito! Me fez pensar que é uma bobagem este lugar-comum de dizer que o envelhecimento torna as pessoas conservadoras e reacionárias.

É a pouca firmeza de propósito ou a falta de um compromisso verdadeiro com as mudanças sociais e melhoria de vida dos povos necessitados que faz os ex-militantes, ou militantes mais velhos, serem reacionários e menos aguerridos.

É preciso pôr o coração sempre em tudo o que fazemos!

É isso!


Post Scriptum: em minha releitura da postagem, corrigi a ortografia da palavra firmeza, que estava grafada como 'firmesa'. Se tivesse sido uma fala minha ao microfone, o problema do 'erro ortográfico' jamais teria acontecido...rsrsrs (09/12/09)



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