domingo, 28 de setembro de 2008

As guerras e as pazes de todos nós...



Minissérie sobre a obra tolstoiana.

Refeição Cultural


Guerra e Paz - Leão Tolstói (VOINA I MIR)

Li uma introdução de Oscar Mendes sobre Leão Tolstói e sua obra Guerra e Paz. Muito interessante!

Cheguei a iniciar a leitura do primeiro tomo da obra - tenho a edição em dois volumes das Grandes Obras da Cultura Universal, volume 6, quinta edição, de 1997, editora Itatiaia, BH/RJ.

Iniciei mas não pude seguir lendo. Acabei por ceder e assisti a uma produção de 8h sobre a "epopeia russa". (não gosto de assistir a filmes baseados em livros clássicos sem antes lê-los)

Aliás, é estranho! Acho que ainda não rolou aquela empatia e firmeza de propósito entre Tolstói e eu. Já encarei os dois volumes de Ana Karênina e larguei o segundo tomo faltando pouco mais de uma centena de páginas. Talvez seja o problema das obras famosas cujo final já sabemos.

Quer um outro exemplo em que larguei um livro faltando um teco pra acabar? Os sertões e as veredas de Guimarães Rosa. Como vamos tirar da cabeça a imbecilidade imperdoável da Rede Bobo de Televisão do Roberto Marinho, que fez um seriado na década de 80, seriado que inicia a estória contando o segredo da obra?

Segredo que é a alma do romance, pois nem o jagunço-narrador Riobaldo Tatarana, que conta o passado a um forasteiro (em uma visita que deve ser ao menos de três dias), denuncia quem realmente era seu amigo Diadorim.

É isso! comecei falando de Guerra e Paz russa pra terminar falando da eterna Guerra e Paz de espírito de um jagunço do Brasil, típico representante do povo oriundo da miséria secular. 

O povo brasileiro negro, índio, branco, amarelo, mestiço, mulato, mameluco, pardo em tonalidades e cores várias, é o resultado da exploração por parte dos brancos europeus. Finda a escravidão dos negros e depois dos imigrantes, ficou uma massa de gente que não era dona de nada e se virou em macunaímas para sobreviver.

Bom, o filme em quatro episódios me deixou encantado. Foi muito bem feito e não me fez perder o interesse de ler os dois volumes de Tolstói. Estão na fila (nada pequena) de minhas leituras.

William

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