domingo, 30 de março de 2014

2001 Uma Odisseia no Espaço... Voltando a ser primatas?






2001 Uma Odisseia no Espaço

Refeição Cultural


Revi o fantástico filme de Stanley Kubrick, produzido em 1968. É uma catarse visual e auditiva este filme.

A primeira parte, A Aurora do Homem, é uma das entradas mais espetaculares de filmes que conheço. Eu já cheguei várias vezes a minha casa e coloquei aqueles primeiros 20 minutos de filme.

Fiquei pensando no comportamento de Hal, o computador HAL 9000 da nave espacial Discovery One, cuja missão se destinava a ir a Júpiter. Eu nunca confiei nem confio em computadores ou máquinas que fazem tudo por nós humanos.

Depois deste filme, o cinema jamais seria o mesmo. E também depois de 2001 Uma Odisseia no Espaço, outros filmes abordando a questão homem versus máquina iriam nos deixar a refletir sobre essa convivência e ou dependência na sociedade mundial.


Estaremos voltando no tempo?

Passei a primeira parte de minha vida, até uns vinte e poucos anos, acreditando na possibilidade de vida inteligente no Universo, vida além da que se desenvolveu aqui no planeta Terra. Hoje não acredito mais nisso. A casualidade da vida e das formas que aqui se desenvolveram é um nascer e morrer em meio ao ambiente agressivo e trágico à vida durante bilhões de anos.

Mas até aquela idade eu acreditava em várias coisas além do mundo físico e tridimensional, como religião e deuses, fenômenos paranormais etc. Hoje tenho uma visão mais pé no chão. Acredito que as coisas acontecem a todo instante por pura casualidade, por falta de atenção e ou por serem planejadas por nós mesmos. Também entendo que o homem, o ser racional de nosso planeta, é um universo em miniatura (em seu funcionamento). 

Somos uma máquina de inventar coisas, somos muito eficientes em sobrevivência nas piores condições e temos a capacidade de amar e odiar, de sermos o melhor e o pior em tudo.

Mas fico sempre pensando nas máquinas que estamos criando a milhares de anos. Boa parte delas, criamos para matar. Outra parte delas para produzir sobrevivência em condições adversas. Mas estamos numa fase de construir máquinas que tenham independência em relação a nossos comandos. Aí é que eu não sei aonde vamos parar.

Vejo a humanidade andando com os olhos nas telas de seus aparelhos portáteis com o dedo correndo a tela para cima e para baixo, com letrinhas bem pequenas. Curtir, compartilhar, comentar... replicar e espalhar microcoisas que não querem dizer nada na maior parte do tempo. Horas e horas da vida real nesta vida virtual.




Humanos máquinas, máquinas humanas, hum... má... onde está a humanidade? Máquinas calculam que humanos são desnecessários... alguns humanos seguem o que lhes mandam por trás das máquinas... as redes sociais... que diabo é isso? A cada dia o Facebook e outras empresas que se instalam em qualquer e todo tipo de aparelho de comunicação direciona nossos filhos e conhecidos... ao acordar já nos plugamos e quando vemos estamos sendo guiados por aquilo...


Tenho a impressão que estamos voltando a ser primatas...

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