sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Diário - 120914





Refeição Cultural


Silêncio no apartamento. Primeiros minutos da madrugada de sexta-feira 12. Hoje, ouvi o CD Legião Urbana (o nº 1). Teve um momento em que tocava a música "Por enquanto" e eu me peguei na janela olhando as ruas por onde a Legião tanto andou naqueles anos de banda em Brasília.

Cheguei de Goiânia nesta quinta-feira 11. Estive lá a trabalho. Como não havia almoçado, comi no aeroporto de Brasília e fiquei por lá, na praça de alimentação, até umas sete horas da noite, lendo e escrevendo.

Cheguei bem cansado e estou com a garganta inflamada. Encostei no sofá e apaguei mais ou menos uma hora. Pela manhã, vou para São Luiz, Maranhão, também a trabalho. Chegarei em Osasco no sábado, pela manhã.


PARAQUEDISMO - FUI UM DELES, EU VOEI SEM ASAS

Vi um programa na TV, com o brasileiro Sabiá fazendo saltos de wingsuit. São saltos de paraquedas com a roupa de morcego, que permite voos a cem quilômetros por hora.

Comecei a lembrar de tanta coisa...

Quando eu voltei de Uberlândia (MG) para morar em São Paulo, após 1987, vi, certa vez, uma reportagem de paraquedistas malucos que estavam surfando no ar. Eu fiquei tão impressionado com a capacidade dos seres humanos de superarem o impossível, que senti o desejo de saltar de paraquedas também.

Anos mais tarde, apareceu a oportunidade e fui fazer meu salto em 2002. Eu não fiz o salto acoplado, aquele em que a pessoa é levada por um profissional. Eu fiz o curso pela manhã e saltei sozinho. Detalhe: eu nunca havia voado em minha vida e meu primeiro voo foi entrar em um monomotor e saltar dele pendurado na asa.

Naquele dia, eu me senti um ser diferente. Fiz algo incomum. A sensação foi de super homem.

Depois do primeiro salto, fiz mais treze saltos nos meses seguintes. Mas não acabei o curso, que era calculado em 35 saltos.

Eu cheguei a ficar entre 8 e 9 minutos planando nos céus de Piracicaba, vendo os pássaros abaixo de mim. Era a cidade lá embaixo, o barulho do vento nos velames, eu e o céu.

Nestes dias, ando pensando muito na tal lista de desejos ou objetivos, que boa parte das pessoas fazem ou já fizeram alguma vez na vida. Eu tenho (ou tinha) a minha desde a adolescência. Realizei algumas coisas. Outras se tornaram obsoletas para a pessoa que sou hoje. Outros objetivos estão lá...

Saltar de paraquedas foi um dos grandes momentos da minha vida.

Se eu não estivesse onde estou hoje e fazendo o meu papel social que tenho que fazer, vai saber se eu não iria realizar o restante das maluquices daquela lista...

São devaneios...

Fui...

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