domingo, 11 de janeiro de 2015

Mar Adentro - Filme sobre a questão da eutanásia





Refeição Cultural

Sinopse (a melhor que encontrei está em espanhol)

Mar adentro es una película española ganadora del Óscar, filmada en 2004 y dirigida por Alejandro Amenábar. La película se basa en la historia real de Ramón Sampero, un marinero, quien tras un accidente ocurrido durante su juventud, queda tetrapléjico , permaneciendo postrado en una cama durante casi 30 años, y a causa de esta situación desea morir mediante la aplicación de la eutanasia.

Ramón (Javier Bardem) lleva casi treinta años "encerrado en su cuerpo", postrado en una cama al cuidado de su familia. Su única ventana al mundo es la de su habitación, junto al mar, por el que tanto viajó y donde sufrió el accidente que interrumpió su juventud. Desde entonces, su único deseo es terminar con su vida, haciendo uso del suicidio asistido, pues solo así, sería libre de nuevo. Ante dicho deseo se interpone el hecho de que, esta es una práctica ilegal en España, al igual que en la mayoría de países alrededor del mundo. Por lo cual, debe luchar contra los servicios administrativos españoles y la iglesia, una lucha bastante agotadora. Pero, su espera se ve alterada por la llegada de dos mujeres: Julia (Belén Rueda), una hermosa abogada (que padece de CADASIL) que quiere apoyar su lucha, y Rosa (Lola Dueñas), una mujer del pueblo llena de alegría de vivir, quien intentará convencerle de que vivir merece la pena. La luminosa personalidad de Ramón termina por cautivar a ambas mujeres, las cuales, tendrán que cuestionar como nunca antes, los principios con que rigen sus vidas. Él por su parte, se mantendrá firme en su idea, de que sólo la persona que de verdad le ame, será quien le ayude a cumplir su deseo.

Fonte: wikipedia


Reflexões e comentários

O filme é muito bom e muito bem feito. A interpretação de Javier Bardem é brilhante. Também gostei da interpretação da personagem Rosa, vivida por Lola Dueñas.

A história verdadeira de Ramón Sampero me deixou muito reflexivo. Pensei tanta coisa. A questão do tipo de vida que vale a pena viver, ou o inverso, o tipo de existência forçada que não vale a pena. Eu penso a respeito disso desde que me entendo por gente, diria que desde minha adolescência.

É muito bom o debate de Ramón com o padre também tetraplégico, que tenta convencê-lo de que a vida é maravilhosa e que não compete a Ramón decidir sobre quando viver ou morrer. Vale a pena ouvir os argumentos do marinheiro.

Sempre pensei a respeito dessa questão do viver e do tipo de viver que uma pessoa tem. Ao longo de minhas décadas de vida, a questão filosófica do tipo e qualidade do viver permeou momentos duros tanto na minha adolescência, quanto nas década dos meus vinte e dos meus trinta anos.

Hoje, aos 45 anos, sigo buscando o tempo inteiro motivações e objetivos de longo prazo, de médio prazo e de curto prazo. Busco válvulas de escape para alternar os duros momentos com alguma coisa prazerosa e que alimente minha psiquê. É sempre um difícil jogo de xadrez combinar as tristezas, decepções e dores com as coisas que nos convencem que vale a pena seguir.

Atualmente eu estou entranhado em uma tarefa que me designaram profissionalmente, a mais difícil em minha vida de lutas porque ela me consome de forma total e absoluta e eu não posso falhar. E estarei centrado nela nos próximos anos (ao menos até maio de 2018).

Vejamos como está minha existência neste instante. Estou em "férias" em meu trabalho já faz uma semana. Foi necessário que eu trabalhasse muito nestes dias de "férias" para produzir coisas que sei que se eu não fizer, não serão feitas. Não é mania de centralizar nada. Estou no movimento há bastante tempo para ter a certeza que se eu não fizer algumas coisas que ajudei a organizar, ninguém fará.

E a válvula de escape para compensar o viver?

Meus sonhos e desejos de realização pessoal estão praticamente todos no campo da leitura e pesquisa literária e cultural, no campo do esporte individual - corridas, e no campo das viagens de conhecimento. Quase nada no campo da aquisição de posses e bens materiais.

Pois é. Eu me chateio cada vez que namoro meus livros, meus desejos literários. Pego neles, aliso, cheiro, começo a ler algumas páginas, faço devaneios de ler e escrever sobre eles... e em seguida preciso parar por causa de minhas prioridades profissionais. Aconteceu isso nestes primeiros dias de férias. Namorei os livros, escolhi um, comprei outro, e percebi que não posso mais ler mesmo. Não rola mais.

Eu preciso me convencer disso para não me chatear com o movimento de namorar, pegar e largar... a obra. Não posso ler como gostaria até acabar a minha missão profissional. E não posso deixar que isso afete meu ânimo.

Aí pensei em outra coisa do campo dos sonhos e das realizações pessoais. O esporte de corridas de rua. Recomecei faz dois meses me preparando e correndo a 90ª São Silvestre. Foi legal e foi importante porque a corrida faz bem à saúde e traz compensações para o estresse altíssimo de meu trabalho, que pode até nos matar. Será que vou conseguir manter ao menos essa válvula de escape para compensar o meu viver nos próximos três anos e meio?

A questão das viagens de conhecimento também será difícil porque algumas delas demandaria preparação e tempo. Eu não tenho tempo para nada mais complexo e programado para meses.

Por fim, vou tentar assistir a um pouco mais de filmes, porque a duração do prazer dura cerca de duas horas, mais um período de reflexão, talvez catarse e talvez comentário escrito.

Tudo isso pensei a partir da questão de viver ou não viver preso em um corpo inerte com a história de Ramón Sampero.


William Mendes
Um cidadão cumprindo compromissos
e buscando formas de valer a pena viver

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