quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Diário - 230915






Madrugada.
Estava na janela da sala.
O dia foi muito estressante.

Ouvindo o silêncio da madrugada candanga.
Sentindo o cheiro característico da relva seca de Brasília.
Aqui, agora, aprendi a olhar mais o céu. Árvores. Sair do automático.

Respiração profunda. Sinal de atenção.
Cismando, pensando nos meus, nos propósitos.

Olhando tudo do ponto de vista do agora,
posso ir dormir o sono pesado do cansaço físico.
Posso ir dormir o sono leve da consciência do ser.

Sobrinha, parabéns nesta terça.
Mãe, boa sorte nesta quarta.
Irmã, boa sorte nesta quinta.
Pai, estamos fazendo o possível.
Vocês aí. Eu aqui. Filho e esposa aqui.
Estamos fazendo o possível
por todos os entes queridos.

Madrugada.
Silêncio. Sentido. Relva seca.
Vamos dormir.
O sono leve e pesado
da consciência
do possível
do ser.


William Mendes

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