domingo, 17 de janeiro de 2016

Diário - 170116



Domingo de chuva.
Foto: Ione.

O domingo em Brasília amanheceu nublado, com ventos fortes e chuvisco.

Li dois contos de José J. Veiga, do livro Os cavalinhos de Platiplanto (1959). Li "Tia Zi rezando" e "Fronteira".

Fui ao mercado.

Depois do café, era para voltar a ler, mas perdi um tempo na internet.

Fiquei esperando a chuva passar para sair para correr. Queria aproveitar o domingo para correr no Eixão, já que fiquei fora de Brasília por algumas semanas. Como a chuva demorou, demorei a correr.

Fui para a corrida depois das quatro horas da tarde, sem almoçar. Corri 6k num ritmo bom. Não tinha ninguém no Eixão. A pista molhada e com garoa fina era só minha. Foi muito diferente. Depois que cheguei ao local e durante o tempo da corrida, cruzei com meia dúzia de pessoas, de bike ou correndo.

A paisagem do Eixão é sempre diferente conforme a época do ano. É muito interessante. Não é época de flores rosas, roxas e amarelas dos ipês. Nem amarelas, vermelhas e alaranjadas dos flamboyants. Verde, verde e verde. Tudo muito verde por causa da temporada de chuva.

Os pássaros que encantaram o meu caminho desta vez foram os quero-quero na pista, lindos! Na volta, acabei sendo premiado pelo maior bando de curicacas juntas que já vi, do lado de casa, oito bichonas com seus bicos curvos catando bichos na grama molhada. Show! Deslumbramento!


Curicacas em Brasília. Neste dia que bati a foto eram duas.
Hoje, num domingo de chuva, vi oito juntas.

Depois do almoço-janta, assistimos ao Planeta Terra, na TV Cultura, um canal que eu adorava e que agora virou um lixo politizado 24h por dia, pró governo paulista do PSDB e contra o governo federal do PT. Vimos mais um episódio da série da BBC de Londres, Planeta Humano. Neste episódio, abordou-se a vida no Pólo Ártico: como nós humanos conseguimos sobreviver naquela terra inóspita. É de nos por a pensar muito sobre o quanto somos seres fantásticos quando se trata de sobrevivência no Planeta.

Agora no final do dia, assisti a um programa com uma entrevista a uma professora da FFLCH-USP abordando o grande escritor tcheco Franz Kafka e sua obra principal O processo, que peguei para reler semanas atrás.

Comecei a ler hoje o conto de Machado de Assis, Teoria do medalhão, e tive que interromper várias vezes. Que saco! Vou terminar a leitura antes de dormir.

Fim do domingo!

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