quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Diário 070916 - Grito dos Excluídos



Com o povo na rua pelo Grito dos Excluídos - DF.

Quarta-feira, 7 de setembro. Estou em Brasília, capital do Brasil, que vive dias em Estado de Exceção, após golpe midiático-jurídico-parlamentar contra a democracia.

O cidadão brasileiro que está para além da dimensão social de representante dos trabalhadores em entidade de saúde anda muito triste ao ver o retrocesso que estamos enfrentando após tantos anos de avanços favoráveis aos povo trabalhador e mais humilde de nosso sofrido país, que volta a fazer papel de colônia dos imperialismos, sob a batuta dos golpistas vira-latas e lesa-pátrias que se apropriaram das instituições públicas do legislativo, executivo e judiciário.


Bonita manifestação na Explanada dos Ministérios.

Ao longo das semanas, eu trabalho ininterruptamente nas minhas tarefas de gestor de autogestão em saúde. Ao ver as notícias das barbaridades cometidas pelos fascistas, golpistas e pelos órgãos de repressão do aparelho do Estado, usados contra o povo que luta nas ruas, chega a nos dar desânimo em relação à esperança nas lutas dos trabalhadores contra o capitalismo e seus poucos donos exploradores.

Mas ao chegar às ruas tomadas de povo, com cheiro de povo, jeito de povo, e povo de luta... aí nosso coração se enche de energia e alegria para seguir!

Ter um dia livre para ir às ruas me juntar ao povo nas lutas foi muito bom e revigorante. Fiquei feliz por estar hoje no 22º Grito dos Excluídos, aqui em Brasília.


Olha aí o grande companheiro, amigo e poeta Jefão. Figuraça!

O evento foi muito bonito e foi marcado fortemente pela questão do "Fora Temer", por pedidos de eleições diretas já, por lemas como o "Volta Dilma" dentre vários lemas abordando os direitos das mulheres, negros, LGBT e direitos sociais. Foi a pura expressão do que estamos vivendo em nosso país.




Agradeço aos companheir@s do Sindicato dos Bancários de Brasília, que durante a semana acabaram me convidando para participar do Grito e, apesar do meu estado de cansaço, acabei acordando e indo para o ato.

Valeu a pena!

William Mendes
Cidadão brasileiro



História do Grito dos Excluídos (retirado do próprio site do evento)

A proposta do Grito surgiu no Brasil no ano de 1994 e o 1º Grito dos Excluídos foi realizado em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”, e responder aos desafios levantados na 2ª Semana Social Brasileira, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”. Em 1999 o Grito rompeu fronteiras e estendeu-se para as Américas.


O que é

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.


O Grito é uma descoberta, uma vez que agentes e lideranças apenas abrem um canal para que o Grito sufocado venha a público.

O Grito brota do chão e encontra em seus organizadores suficiente sensibilidade para dar-lhe forma e visibilidade. O Grito não tem um “dono”, não é da Igreja, do Sindicato, da Pastoral; não se caracteriza por discursos de lideranças, nem pela centralização dos seus atos; o ecumenismo é vivido na prática das lutas, pois entendemos que os momentos e celebrações ecumênicas são importantes para fortalecer o compromisso.


Marcas do Grito

O Grito trouxe inovações à mobilização social. A Criatividade, a Metodologia e o Protagonismo dos Excluídos são marcas do Grito.

Metodologia


O Grito privilegia a participação ampla, aberta e plural. Os mais diferentes atores e sujeitos sociais se unem numa causa comum, sem deixar de lado sua especificidade.

Criatividade/Ousadia

O Grito tem a cada ano, um lema nacional, que pode ser trabalhado regionalmente, a partir da conjuntura e da cultura local. As manifestações são múltiplas e variadas, de acordo com a criatividade dos envolvidos: caminhadas, desfiles, celebrações especiais, romarias, atos públicos, procissão, pré-Gritos, cursos, seminários, palestras…

Protagonismo dos Excluídos

É fundamental que os próprios excluídos assumam a direção do Grito em todas as fases – preparação, realização e continuidade, o que ainda é um horizonte a ser alcançado.

Parcerias

O Grito foi concebido para ser um processo de construção coletiva, neste mutirão estão juntos Pastorais Sociais, Semana Social Brasileira,Movimentos Populares, sociais e sindical, Campanha Jubileu, Grito Continental, Igrejas, Mutirão contra a Miséria e a Fome.

Por que o 7 de setembro

Desde 1995, o Grito dos Excluídos realiza-se no dia 7 de setembro. É o dia da comemoração da independência do Brasil. Nada melhor do que esta data para refletir sobre a soberania nacional, que é o eixo central das mobilizações do Grito.

Nesta perspectiva, o Grito se propõe a superar um patriotismo passivo em vista de uma cidadania ativa e de participação, colaborando na construção de uma nova sociedade, justa, solidária, plural e fraterna. O Dia da Pátria, além de um dia de festa e celebração, vai se tornando também em um dia de consciência política de luta por uma nova ordem nacional e mundial. É um dia de sair às ruas, comemorar, refletir, reivindicar e lutar. O Grito é um processo, que compreende um tempo de preparação e pré-mobilização, seguido de compromissos concretos que dão continuidade às atividades.

Objetivo Geral

Organizar o máximo de ações que fortaleçam a organização, a mobilização e as lutas populares.

Anunciar, em diferentes lugares, sinais de esperança da construção de um mundo melhor a toda população.

Denunciar toda e qualquer injustiça cometida pelo sistema capitalista, irradiando a mensagem que as mudanças acontecerão com o povo em luta, ocupando praças e ruas por direitos e liberdade.

Leiam mais no site www.gritodosexcluidos.org

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