domingo, 30 de julho de 2017

Diário e reflexões - 300717



Por do Sol em Foz do Iguaçu. Foto de William Mendes.

Refeição Cultural

Domingo. Estou me preparando para iniciar mais uma semana de lutas pela entidade de autogestão em saúde dos trabalhadores do Banco do Brasil, onde sou diretor eleito pelos associados. Será uma semana intensa que só terminará no sábado de manhã, quando eu chegar das Conferências de Saúde que faremos na Bahia e em Sergipe.

Hoje fiz uma caminhada de 20k em 3h30' como parte do treinamento que estou tentando fazer para chegar bem à Romaria que farei daqui alguns dias lá em Minas Gerais. Com o passar dos anos, a gente acaba conhecendo melhor o nosso corpo. Ao optar por caminhar ao invés de correr nas últimas semanas, porque tenho que preparar o corpo para andar por horas a fio, minha pressão arterial aumentou (por diversos motivos, na verdade). Por uma questão de saúde, após a Romaria será preciso retomar com vigor as corridas porque só elas abaixam minha pressão.

Não ando com muito ânimo para escrever por causa da tristeza que tenho carregado ao ter consciência de tudo que está se passando com o mundo ao meu redor, com o meu País vilipendiado pelos golpistas, com a ascensão do fascismo e com o predomínio do ódio nos corações das pessoas neste quarto da história. Não tem como não sofrer sendo um ser humano que se importa com os outros, com as pessoas de minha classe social - a classe trabalhadora -, não tem como não sofrer com a destruição da natureza e esgotamento dos recursos naturais por causa da ganância e do consumo do sistema capitalista; sofrem aqueles que em sua ética, no seu caráter, se importam com o bem comum.


Adaptação leve e prazerosa da
obra de Jack London.

Mas eu me esforço em sentar e escrever. Falar para o mundo, por mais que seja para poucas pessoas (se comparado com qualquer dos representantes das ideias que combato no mundo, que têm milhões de seguidores), falar o que pensamos e o que defendemos é preciso. Salvar o mundo, salvar a natureza, salvar as pessoas, só é possível se a gente não desistir de fazer o que fazemos: lutar com as armas que temos e no espaço social em que estamos empreendendo a luta. Minhas armas são minhas palavras e minhas atitudes.

Nesta semana que passou, eu li um livro ilustrado que comprei pela internet a pedido de meu filho e, por desatenção, comprei errado. Era para comprar o romance do escritor americano Jack London, O chamado da floresta (1903), e eu comprei uma edição adaptada por Sonia Robatto, com ilustrações. Leitura agradável e valeu a pena. Fiquei pensando na estória de Buck, um filhote de são-bernardo com collie, roubado na Califórnia e levado para o Alasca. O destino reservou uma vida dura para Buck a partir de então, mas com o tempo, ele passou a ouvir o chamado da floresta, atiçando em si a busca por sua verdadeira natureza.


O totalitarismo que o mundo temia no século 20 virou o
totalitarismo inesperado dos donos da mídia,
manipulando o mundo.

Assisti ao filme 1984, na primeira versão para o cinema, de 1956. A obra é baseada na ficção de George Orwell 1984 (1949). Edmond O'Brien interpreta o personagem principal Winston Smith e a bela Jan Sterling interpreta Julia. Michael Redgrave é o General O'Connor. Gostei mais desta versão em preto e branco do que da outra que saiu em 1984, também inglesa. Ano passado, fiz uma série de postagens enquanto relia o clássico de Orwell e enquanto o Grande Irmão do mundo real (Globo/PIG) aplicava novo golpe de Estado ao Brasil (ler postagens com referência à obra 1984 AQUI). Ao saber o final da estória ficcional e ao ver a história real do mundo dominado pelos donos dos meios comerciais de manipulação global, eu me pergunto se haverá esperanças. Como estão as coisas, não. Só se houver uma reviravolta no controle dos meios midiáticos, inverter-se os donos.

Eu estive com a família em Foz do Iguaçu dias atrás e quis fazer umas postagens de fotos. Não consegui. Aquele mundo das águas é uma das coisas mais fantásticas do planeta Terra. Recomendo que cada pessoa que não conhece as Cataratas do Iguaçu se programe para ir até lá. É uma das maravilhas do mundo.


Maravilha do nosso mundo, as Cataratas do Iguaçu.
Foto de William Mendes.

Por fim, eu comecei a ler neste fim de semana o icônico Casa Grande e Senzala (1933), de Gilberto Freyre. Meu desejo era ter acabado o primeiro capítulo. Li por horas no sábado, mas não consegui. Porque li devagar e com reflexões. Só a Introdução de Freyre já é grande. Comecei a entender qual a tese que o autor desenvolve no ensaio.

Eu refleti que este será o último livro do ano porque preciso aproveitar meus finais de semana para trabalhar em meus dois blogs e já não fiz isso neste fim de semana.

Fim de minhas reflexões. Um abraço aos amig@s que passaram pela postagem e partilharam minhas palavras.

William

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