Refeição Cultural
Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026.
Passei duas horas na Catedral da Sé, no centro de São Paulo. Foi interessante. Fui encontrar um amigo e resolvi esperá-lo na paz da casa do Senhor.
A arquitetura da catedral é belíssima, imponente.
Certa vez, ouvi dizer que a grandeza das catedrais fazia homens e mulheres se sentirem pequenos perante a grandeza de Deus. É inegável que isso dá algum tipo de poder aos operadores da fé.
Durante minha estadia naquele ambiente sagrado, assisti a duas celebrações: a Via Sacra de Jesus Cristo - paixão, morte e ressurreição - e depois a missa do meio-dia com o tema da Eucaristia.
O padre nos falou em seu sermão sobre a quaresma e a questão do jejum. Eu gostei das reflexões e ensinamentos dele.
Aqueles que jejuam por opção, tendo o que comer, devem se colocar no lugar daqueles que não têm o que comer, e por isso têm fome.
Após explicar o sentido de se fazer jejum durante a quaresma, o padre avançou em uma metáfora de se jejuar também com a língua, aconselhou os fiéis a medirem as palavras durante essa quaresma, evitando-se maledicências, intrigas e mentiras.
Durante a metade da minha existência fui muito religioso, conhecia bastante os dogmas e doutrinas da igreja católica apostólica romana. Essa é nossa matriz cultural brasileira.
Ao assistir hoje a duas missas, foi como se o tempo estivesse parado há decadas. Os ritos de uma missa são exatamente os mesmos de antes, de sempre. Em dois milênios devem ter mudado pouca coisa. Após décadas, eu sabia cada passagem da missa.
Eu me persignei por décadas, tinha minha visão de mundo organizada através da concepção religiosa da vida humana.
Por causa dessa experiência, tenho boa compreensão a respeito do comportamento humano por causa da fé em alguma religião.
Durante as duas horas na Catedral da Sé, pude refletir muito sobre os brasileiros e os seres humanos.
William

Nenhum comentário:
Postar um comentário