sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Lendo as memórias do Zé Dirceu (11)



Refeição Cultural

LITERATURA POLÍTICA 


Estamos em período eleitoral no país, em agosto de 2026. O momento é propício para estudarmos um pouco de história do Brasil. 

O companheiro Zé Dirceu viveu intensamente a história política do país nas últimas seis décadas. 

Suas memórias contam aos leitores os bastidores de momentos decisivos da vida de todos nós, membros da classe trabalhadora. 

Vamos para mais um capítulo. 

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22. TEMPOS DIFÍCEIS 

Aliança com Brizola afasta o companheiro Vladimir Palmeira, enquanto o governo FHC começa a derreter

No primeiro mandato, FHC foi um trator em relação a nós da classe trabalhadora. 

Além das questões citadas pelo autor das memórias, incluo a reestruturação do Banco do Brasil, um massacre com dezenas de suicídios e 50 mil trabalhadores na rua.

"(...) A repressão à greve dos petroleiros, o apoio da mídia e a maioria no Congresso propiciaram a FHC uma hegemonia..." (p. 292)

O ano de 1996 ficou marcado pelo Massacre de Carajás, no Pará. A chacina vitimou 19 trabalhadores sem terra. Tanto o governo do estado quanto o federal eram comandados pelo PSDB.

Zé Dirceu aborda o desgaste que ele e a Articulação sofreram ao apoiarem a parceria com Brizola nas eleições do RJ em 1998, indicando Benedita da Silva a vice de Garotinho, do PDT. O diretório do PT no estado queria candidatura própria com Vladimir Palmeira.

Sobre a derrota de Lula para FHC, no primeiro turno, cita o tal "Dossiê Cayman":

"Perdemos as eleições, mas não a dignidade. Lula, Márcio Thomaz Bastos e eu nos recusamos a veicular o chamado 'Dossiê Cayman', um conjunto de documentos comprovadamente falsos criado com o objetivo de atribuir crimes inexistentes a políticos e candidatos do PSDB, nas eleições brasileiras de 1998..." (p. 299)

Comentário: obrigado, PT! Não podemos ser como os outros. 

O PT precisava mudar, diz Zé Dirceu, em relação às 3 derrotas seguidas à Presidência da República.

"Nunca tive ilusões com 1998. O ciclo de FHC não acabara e a hegemonia política e cultural das ideias neoliberais persistia. Após as derrotas de 1989, 1994 e agora de 1998, era o PT que precisava mudar." (p. 300)

Na página 301, Zé Dirceu afirma que Marta Suplicy não foi ao 2° turno em SP em 1998 por manipulação da Rede Globo, favoreceu Covas e ele disputou com Maluf. 

Eu me lembro disso. Muitos petistas e simpatizantes pregaram voto útil em Covas, manipulados contra Marta. Covas foi ao 2° turno com 74.436 votos a mais que Marta (0,44%)

O capítulo termina com uma lista de crimes da era FHC, todos ficaram sem punição, não deram em nada...

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Comentário final 

Terminei a leitura do capítulo 22 após ver Lula ser desrespeitado por quarenta minutos na bancada do JN da Rede Globo, rede esgoto. A emissora está entrevistando candidatos à presidência do Brasil. 

O PT e o presidente Lula já sabem o que essa empresa de merda faz há quarenta anos e mesmo assim seguem frequentando os estúdios e concedendo entrevistas para essa instituição porta-voz do fascismo. 

Eu estou muito puto, com raiva desse comportamento do nosso partido. O PT deveria tratar as Organizações Globo pelo que são. Não deveria ter relação alguma com essa instituição mentirosa, manipuladora e que tanto mal já fez ao país e seu povo. 

Essa é minha opinião. 

William 

27/08/26

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