Refeição Cultural
"- A vida me enfara. Só sinto que vivo realmente quando estou voando. Perigo? Sinto-me bem com ele. Viver sem perigo não é viver." (As lutas, a glória e o martírio de Santos Dumont. Fernando Jorge)
O capítulo que li - A "violenta alegria" de dirigir um balão a movimento rápido - aborda os insucessos e realizações do Dirigível n° 6 de Alberto Santos Dumont.
O capítulo começa com uma questão de política: estoura a Revolta da Armada com o objetivo de derrubar o governo do marechal Floriano Peixoto e um apoiador governista, Augusto Severo, sugere o uso de balões dirigíveis como armas de guerra. Isso não deu certo.
Severo, que era parlamentar, e acompanhava as notícias sobre as experiências de Santos Dumont em Paris, propôs um projeto de 100 contos de réis de apoio financeiro brasileiro ao inventor.
O Dirigível n°5 havia explodido e mais uma vez, o inventor brasileiro quase perde a vida.
"Aqui é preciso empregar um lugar-comum: Alberto escapou por milagre. Ficara suspenso na barquinha de vime e apesar de tudo a quilha não se rompeu, aguentou o seu peso, o motor e o da maquinaria." (idem)
Santos Dumont queria vencer o Prêmio Deutsch, que tinha regras muito detalhadas para que alguém desse uma volta com dirigível à Torre Eiffel, com tempo de 30 minutos em determinado percurso.
O biógrafo Fernando Jorge diz que o lema do inventor brasileiro era:
"As dificuldades nasceram para serem vencidas e não para nos vencerem."
A comissão organizadora do prêmio modificou os regulamentos, dificultando o atingimento do objetivo inicialmente definido.
Para resumir, Dumont realizou a façanha com o Dirigível n° 6 e não ganhou o prêmio por uma questão de 40 segundos.
COMENTÁRIO FINAL
A história de Santos Dumont e da invenção dos aviões é incrível! O ser humano é uma espécie animal extraordinária!
A ciência é uma das maiores façanhas humanas. E para fazer ciência é necessário foco na educação. Sem educação somos animais quaisquer.
Por isso é tão importante a participação e tomada de posição nas eleições brasileiras do próximo domingo, 4 de outubro.
De um lado, está o presidente Lula e a civilidade, a democracia, o apoio à educação, cultura e direitos básicos para a população do país chamado Brasil.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro e o fascismo, o ódio, a milícia e o crime organizado, a entrega da soberania do país aos Estados Unidos. O fim dos direitos humanos, civis, políticos e sociais.
Tenho orgulho de estar cumprindo meu dever cívico e cidadão de estar engajado na campanha eleitoral do lado certo dessa guerra existencial, ao lado do time do presidente Lula.
William Mendes
02/10/26


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