quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Forrest Gump: destino? Acaso? Correndo, refletindo.



Forrest Gump

Refeição Cultural

Os últimos dias têm sido muito estressantes em meu trabalho. Na semana anterior, as longas jornadas diárias me fizeram passar o final de semana prostrado de cansaço. 

Se as cargas físicas e emocionais fossem sazonais, nossa psique aguentaria sem drama. Mas o trabalho que desenvolvo é de estresse ininterrupto, semana a semana. Foi assim esses três dias de segunda, terça e quarta.

Hoje, quando foi 18 horas, saí do trabalho, desliguei o celular e cheguei a minha casa desesperado para colocar um tênis e sair para a rua, fosse para caminhar ou correr. Meu Tendão de Aquiles do pé direito não está bom já faz uns 13 dias.

Comecei a correr pelas alamedas da região que moro e logo pensei na cena do clássico Forrest Gump. Insisti em correr mesmo com o tendão estando sensível. Corri 7k em 44'.


Existe destino ou fazemos nosso destino? Coincidências ou acasos?

Coincidência? Cheguei da corrida, tomei banho e deitei no sofá para descansar. Assim que minha esposa clicou nos canais, lá estava ele, o filme Forrest Gump, no começo.

Hoje, o filme me emocionou várias vezes. É como estou: sensível como meu tendão.

Esse filme é um dos melhores filmes que conheço. A cena em questão, que citei acima, é a cena em que Forrest Gump ganha um tênis de sua amada Jenny, em uma de suas voltas do mundo (ela sempre vai embora).

Após um dos melhores dias de sua vida ao lado da amada, Forrest acorda sozinho de novo. Desolado, ele senta na varanda, olha para o horizonte e sai para correr. E correu; correu; correu.

Forrest correu 3 anos, 2 meses, 14 dias e 16 horas. Ele queria correr (entendo que precisava correr). Ele diz em suas reflexões que iam em seus pensamentos sua mãe, o tenente Dan Taylor, o amigo Bubba e, principalmente, sua amada Jenny.

Parece que minha vida atual me exige que eu coloque um tênis e corra, corra, corra. Acho que é para esquecer as coisas e poder olhar o amanhã, o futuro. Prosseguir.

Em outro momento em que Forrest fala sobre seu tempo nas estradas, nos mares e correndo, ele está descrevendo para Jenny o que viu pelos belos lugares por ando passou. Desertos, montanhas, oceanos. Jenny diz que gostaria de ter estado lá, e Forrest lhe explica que ela estava lá!

No leito de morte de sua mãe, ela explica a Forrest que está morrendo e que isso faz parte da vida. Ela fala sobre o conceito de destino, questionando esta lógica de que as coisas estão dadas. Explica que a vida é como uma caixa de chocolate, pois nunca se sabe o que vai se encontrar. Deixa a lição ao filho para aproveitar as oportunidades e fazer o seu destino.

O tenente Dan já abordava o destino de forma mais determinista. O que está escrito no destino, tem de ser.

Forrest termina refletindo sobre os dois conceitos e pensa que pode ser as duas coisas. Pode haver o destino e pode haver o acaso, e então fazemos o nosso destino.

E eu, que penso?

É duro de definir. Como tenho uma mente curiosa, um espírito filosófico, sempre me peguei pensando nisso, mas desde muito adolescente.

E não acho possível ter posição conclusiva.

Minha vida toda foi como uma caixa de chocolate...

Quando olho como fui parar nas coisas onde parei, fazer as coisas que fiz, as veredas que andei... nos dá muito a pensar! Muito!

Hoje precisava correr. Durante a corrida, lembrei das reflexões que o filme Forrest me traz. O acaso me colocou na frente o filme de Forrest. Agora vou dormir.

Não concluo nada sobre destino, sobre acasos.

A vida é muito parecida com uma caixa de chocolate.


William Mendes

Post Scriptum: se eu fosse falar da trilha sonora do filme, então... seria uma belezura, porque a trilha do filme é o mundo!!!

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