terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Leituras Capitais - A nova bolha?



Refeição Cultural

CartaCapital n° 1400


A NOVA BOLHA?

Cresce nos mercados globais a desconfiança em relação aos investimentos em IA


Depois de muito tempo sem ler uma edição da revista CartaCapital, por estar focando outras coisas, abri a revista e fui lendo aleatoriamente as matérias e artigos. Excelentes os textos, como sempre!

CAPA

BOLA DE NEVE

"Acumulam-se sinais de uma correção abrupta de preços, enquanto o investimento em IA atinge patamar sem precedentes", por Carlos Drummond 

Para mim não é novidade o que nos apresenta a reportagem. A enganação IA (nem Inteligente nem Artificial), em algum momento, imagino, vai deixar de enganar tanta gente. E isso vai dar merda na economia baseada nessa mitificação. 

DEMOCRACIA REFÉM

"A abdicação do Estado na regulação da Inteligência Artificial expõe o processo eleitoral aos bandoleiros digitais", por Marcelo Senise

Também tenho noções sobre as consequências trágicas para a sociedade humana da influência das big techs na manipulação das massas em favor dos poucos donos do poder político e econômico (1%) e em desfavor dos 99%.

COMENTÁRIO BREVE: parei de escrever opiniões políticas com minhas críticas ao meu lado da classe: uma decisão de autocensura. 

Apenas pergunto: a esquerda no poder político e o movimento organizado já definiram as estratégias para enfrentar os inimigos que farão tudo que está programado contra nós para os próximos meses de 2026? 

E é claro que toda merda que fizerem terá apoio das big techs. O planejamento estratégico da esquerda brasileira deveria estar em andamento... está? Temos um plano?

Já está em andamento uma Lava Jato 2, com vazamentos seletivos e o mesmo esquema que prendeu Lula e lideranças petistas. 

Lula pode ser inclusive inviabilizado de concorrer à reeleição nos próximos meses. Vocês duvidam disso? Já pensaram o que fazer se isso ocorrer?

SEU PAÍS 

DNA SUBALTERNO

"Minerais críticos: Lula defende a soberania na exploração de terras-raras, mas enfrenta oposição até no próprio governo", por André Barrocal

Amig@s leitores, é triste ler o que a reportagem nos mostra, mas não é novidade alguma saber que os quinta-colunas, traidores da pátria, estão em todos os espaços do governo e da máquina pública. 

A matéria traz até a foto de uma fulana, esposa de um serviçal bolsonarista, que atua em prol das mineradoras, de dentro de órgão público, para que o Brasil siga sendo um exportador de matéria prima sem valor agregado.

Essa gente do 1% e seus lacaios odeia o Brasil e o povo brasileiro. 

ESQUELETOS DA GUANABARA 

"Rio de Janeiro: Por determinação judicial, o governo fluminense inicia a remoção do 'cemitério de embarcações' da Baía", por Maurício Thuswohl

São mais de 80 barcos e navios apodrecendo no local e a vida segue normalmente... e o povo continua sendo fisgado pelas pautas difundidas pelas big techs, IAs e pelos "pastores" das ovelhas fluminenses...


A RECEITA DA IMPUNIDADE 

"Trabalho escravo: Estudo da UFMG mostra como a maioria dos escravocratas consegue escapar da cadeia no Brasil", por Fabíola Mendonça 

O crime compensa nesta ex-colônia de exploração de recursos naturais baseada na escravidão humana. 

De 4.321 réus, fdp que escravizaram quase 20 mil pessoas no Brasil recentemente, só 191 deles foram condenados. E ser condenado não quer dizer ser preso ou cumprir a sentença, ainda mais se o escravocrata for de pele branca, influente e com dinheiro. 

Que desgraça isso! Essa gente escravocrata sim, merecia pena de morte!

ARTIGOS SOBRE O STF

NEM CANETA NEM BOLSA

"Análise: Os riscos de o STF ultrapassar o papel de Corte constitucional", por Leonardo Avritzer

CÓDIGO DE CONDUTA 

Por Pedro Serrano

"A adoção de um regulamento tende a representar um mecanismo de defesa e de fortalecimento do Supremo, ao contrário de um mero instrumento de autocontenção"

O STF DIANTE DO ESPELHO

Por Marjorie Marona

"O debate sobre ética no Supremo fala menos de moral individual e mais de identidade institucional"

Comentário: dos três artigos, me chamou mais atenção o do Avritzer. O STF se mete em muitos temas que não deveria, que não fazem parte do seu papel institucional. 

Os caras da Corte, digo "os caras" porque são praticamente homens brancos, fazem política e viraram "influencers" e estrelas de redes sociais. Tudo errado!

VIOLÊNCIA SISTÊMICA 

"Pesquisa: O Brasil registrou, em 20 anos, mais de 1,1 mil assassinatos consumados ou tentados contra políticos e ativistas", por Rodrigo Martins 

O cenário apresentado pela matéria é assustador! Políticos morrem mais nas áreas urbanas e ativistas nas áreas rurais ou florestais. Os números mais que dobraram depois da tragédia Temer-Bolsonaro.

A vereadora Marielle Franco é um exemplo desse quadro trágico do Brasil. Ela foi assassinada há 12 anos e até hoje o caso não foi elucidado com condenação dos culpados. 

O ANO TODO NA SOMBRINHA

"Entrevista: O frevo não precisa esperar o próximo carnaval para retomar seu protagonismo, defende Climério Oliveira"

Grupo lança livro com músicas de frevo para universalizar o patrimônio imaterial dos pernambucanos. 

COINCIDÊNCIA OU VINGANÇA?

"Espírito Santo: Como um assassinato brutal se conecta a outra morte escabrosa de 50 anos antes", por Roberto Teixeira 

A reportagem fala sobre o assassinato de Araceli, criança de 8 anos, em 1973. Nunca houve um condenado pelo crime.

O principal suspeito, Dante Michelini, um homem rico e influente à época, foi encontrado morto dias atrás, decapitado. Seria algo ligado à suspeita do passado?

ECONOMIA 

UNHAS DE FOME

"Benefícios: Novas regras do vale-refeição entram em vigor, mas gigantes do setor driblam obrigações na Justiça"

Os capitalistas fdp e que atuam em cartel não querem reduzir a exploração dos pequenos comerciantes e dos trabalhadores.

O governo quer reduzir para 3,6% as taxas cobradas de restaurantes parceiros (hoje é o dobro) e fixar um limite de 15 dias para os repasses (chega a 60 dias).

Tem juiz dando liminar contra o governo por suposta interferência deste na "liberdade econômica", ou seja, liberdade do capitalista de foder com os consumidores. 

É isso... e dizem que o capitalismo não quer o Estado. Pelo contrário, o sistema de exploração precisa do Estado para subjugar o povo.

TUDO SE TRANSFORMA

"Construção civil" A Fuplastic aposta no plástico reciclado para redesenhar a cadeia produtiva do setor", por Allan Ravagnani

Excelente notícia na área do empreendedorismo. A Fuplastic usa matéria-prima de parcerias com cooperativas e ONGs para construir estruturas comerciais e agora residenciais. Interessante!

FINANÇA E CAPITAL 

"Sistemas: Na incessante busca de dinheiro, o capitalismo excita esperanças de enriquecimento e solapa as realidades da 'economia real'", por Luiz Gonzaga Belluzzo

É sempre bom ler os textos do professor Belluzzo. Neste, ele fala um pouco sobre as consequências da desregulação do sistema financeiro após os tais "30 anos de ouro do capitalismo" após a 2a GM. 

NOSSO MUNDO 

TOTALMENTE ILHADOS

"Cuba: Com a intervenção dos EUA na Venezuela e as novas sanções, o país atinge um nível de isolamento sem precedentes", por Gilberto Maringoni

O artigo do professor nos atualiza sobre a situação dramática imposta aos cubanos pelo governo de Trump.

IMPERADOR IMPOPULAR 

Por Jamil Chade

"O mundo demonstra seu desprezo pelo presidente dos Estados Unidos".

Muito bom o artigo!

AO VENCEDOR, AS BATATAS 

"Diplomacia: Bachelet recebe apoio brasileiro para dirigir uma ONU sem dinheiro, respaldo ou prestígio", por João Paulo Charleaux

A reportagem informa que a ex-presidenta do Chile é a aposta da esquerda latino-americana, mas o fato é que nem EUA nem China a querem. 

E mais, a ONU já era! Ela é hoje a Liga das Nações do período do entre guerras mundiais que não evitou nada do nazifascismo.

PLURAL

ENCRUZILHADA CLIMÁTICA

"Entrevista: Para Matthew Huber, a pauta climática se equilibra entre o limite político e sua apropriação pelo próprio capitalismo", por Leonardo Moura

Excelente entrevista! Sobre as IAs, ele informa:

"O futuro da IA é extremamente incerto. Há fundadores da IA dizendo que veem algo como 20% de chance de essa tecnologia levar à extinção da humanidade. Quando você combina um potencial destrutivo dessa magnitude com um sistema orientado pelo lucro, o quadro é preocupante. Se os retornos forem altos, o capital tende a ignorar os riscos sistêmicos..."

ARTIGO

Por Arthur Chioro

MEDICINA E EDUCAÇÃO 

"Autonomia universitária não é licença para formar mal. E o papel da transparência não é fragilizar a educação, e sim fortalecê-la"

Chioro disse que a decisão do governo de divulgar o péssimo resultado do Enamed 2025 foi uma escolha política e que as áreas de Educação e Saúde vão enfrentar o problema. 

UM CLÁSSICO COM TOQUE POP

"Cinema: O Morro dos Ventos Uivantes ganha versão tão controversa quanto exuberante da diretora Emerald Ferrell", por Marcelo Miranda 

A matéria nos conta que o romance de Emily Bronte já foi adaptado umas 30 vezes para o cinema. Publicado em 1847, filme estreia em fevereiro no Brasil. 

Comentário: nunca li o romance nem vi adaptações para o cinema. Caso o veja, não estranharei as controvérsias com a história original. 

PÁGINAS DA REVOLUÇÃO 

"Livro: O escritor português Hugo Gonçalves criou uma família ficcional dividida pelas diferentes posições em relação ao salazarismo", por Alysson Oliveira 

Vejo sempre com interesse as indicações de livros de CartaCapital

COMENTÁRIO FINAL 

É sempre bom ler edições impressas da revista. Ao final, temos uma visão panorâmica da situação brasileira e mundial da sociedade humana. 

Basta lembrar que o grupo jornalístico é quem define a pauta da revista, como todos o fazem. Mas CartaCapital não quer enganar ou manipular seus leitores. Isso faz toda a diferença!

É isso! As coisas não estão boas. Mas seguimos na luta para mudar o mundo para melhor. 

William Mendes 

17/02/26

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

7. Pelo mar e pelo ar



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


7. Pelo mar e pelo ar

* A linha de suprimentos transatlântica

Após a Batalha da Inglaterra, as linhas marítimas de abastecimento da Grã-Bretanha passaram a ser alvos constantes de bombardeios noturnos. Só um país seria capaz de socorrer as ilhas britânicas: os Estados Unidos.

* Desvendando o código da Máquina Enigma

Em meados dos anos 30, os alemães desenvolveram uma máquina para codificar suas mensagens. Em julho de 1939, os poloneses decidiram organizar uma equipe de matemáticos para decifrar o código.

* O homem que salvou Londres

Para localizar o alvo exato à noite, os alemães valiam-se de emissões de rádio. Um integrante do serviço de inteligência britânico idealizou algo para a defesa: as contraemissões de rádio.

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COMENTÁRIO

Os tópicos acima são os assuntos tratados no 7º DVD da coleção sobre a II Guerra Mundial, da Abril Coleções, de 2009. Um vizinho doou o material a quem o quisesse, e fui o interessado.

As cenas dos bombardeios da força aérea alemã (Luftwaffe) sobre as cidades inglesas, com o objetivo de matar civis e destruir as cidades, é chocante! O ano daquela tragédia foi 1940. As guerras naquele momento não se davam mais em campos de batalha com um exército contra o outro. O objetivo dos senhores da guerra era matar civis e inviabilizar a vida daquela população.

Quem diria que 85 anos depois, em 2025, veríamos o mesmo processo e os mesmos objetivos dos senhores da guerra: bombardear cidades, matar a população civil e inviabilizar a vida daquele povo vitimado. O Estado de Israel, apoiado pelos Estados Unidos, fez isso com os palestinos na Faixa de Gaza: bombardeio, destruição e morte de civis. Dois milhões de pessoas sendo expulsas de suas terras e aqueles que ficaram sendo eliminados com bombas e com a fome e miséria geral.

Na Inglaterra, milhares de civis foram mortos durante os bombardeios nazistas em 1940. Na Faixa de Gaza, Palestina, morreram dezenas de milhares de crianças, mulheres e idosos durante os bombardeios de 2025. Pela imprensa dos capitalistas, os ingleses eram as vítimas, e os alemães os bandidos. No caso atual, os palestinos são as vítimas que não são vítimas pela narrativa da imprensa, e os bandidos não são os bandidos. Palestinos são árabes, chamados de terroristas; os israelenses são os mocinhos, estão sempre defendendo "seu" território e "seu" povo dos bárbaros terroristas.

Os episódios do DVD destacam a importância da ciência no desenvolvimento da guerra de conquista e extermínio entre os adversários. 

Os alemães durante o nazismo (1933-1945), em busca de seu "espaço vital", desenvolveram a ciência para matar em escala industrial e invadir territórios, tomar terras de outros povos e ampliar seu domínio, tudo isso em benefício de seu povo de "raça superior", e dane-se quem estivesse em seu caminho.

Na atualidade, os EUA de Trump e seus apoiadores e exércitos, estão bombardeando países, sequestrando presidentes (da Venezuela, Nicolás Maduro), estabelecendo bloqueios para matar de fome e miséria mais de 8 milhões de cubanos, ameaçando tomar a posse de outros países como Canadá e Groelândia, perseguindo e prendendo cidadãos e crianças em solo americano e o mundo não reage, não faz nada concreto para deter isso.

Estudar história serve ao menos para demonstrar aos leitores de textos como este para onde podemos estar caminhando neste momento. A história registra eventos que poderiam educar e nos fazer impedir a repetição de tragédias. 

Vamos deixar as coisas seguirem como estão? Entre 1933 e mais ou menos 1940 os países e líderes do mundo ficaram assistindo passivamente as arbitrariedades de Hitler e não fizeram nada. Fizeram de conta que não estavam vendo...

É impressão minha ou é exatamente o que está acontecendo agora em relação ao Trump?

William

Instantes (11h30)



Refeição Cultural

LEITURAS


Todos os dias, recebemos notícias de assassinatos de mulheres ou outras violências contra as mulheres. O Brasil enfrenta uma epidemia de feminicídio neste primeiro quarto de século XXI. 

O livro que estou lendo conta aos leitores a história da participação feminina nas lutas de libertação nacional do povo cubano, e lá estão as mulheres guerreiras e revolucionárias da maior das ilhas antilhanas.

O exército rebelde liderado pelo Comandante Fidel Castro Ruz, que se estabeleceu na Serra Maestra entre o final de 1956 e até 1958 e de lá iniciou a libertação do povo cubano, contou com um batalhão de guerreiras revolucionárias, o Batalhão das Marianas.

A inspiração daquelas jovens mulheres cubanas era a lendária patriota "Mariana Grajales Cuello, considerada a mãe da Pátria, que no dia 10 de outubro de 1868, ao repicar dos sinos do engenho açucareiro Demajagua, quando Carlos Manuel de Céspedes iniciou as guerras por nossa independência, fez toda a sua família jurar, ante uma imagem de Cristo, que lutariam até libertar a terra amada ou morrer" (p. 137/138)

Mariana Grajales colocou a serviço da Pátria toda a sua "tribo heroica", como diz o livro. "Seus 14 filhos lutaram nas fileiras mambisas, e apenas dois sobreviveram, com os corpos marcados pelos ferimentos de guerra." (p. 138)

Neste instante, estou em casa em Osasco, me inspirando através de feitos como esses do exército rebelde e libertador de Fidel Castro e do Batalhão das Marianas. Temos que acreditar nas causas justas e na mudança da realidade ruim para os povos do mundo.

Pessoas comuns como eu e vocês já realizaram grandes feitos em benefício do povo mais humilde e sem acesso aos direitos básicos da cidadania como alimentação, saúde e educação. 

Cuba sofre um bloqueio genocida promovido pela potência militar EUA porque há 67 anos, após a Revolução, fornece ao povo alimentação, saúde, educação, moradia e outros direitos humanos de forma coletiva e universal. 

Isso é um péssimo exemplo de sociedade fora do padrão capitalista de vender direitos humanos como serviços entregues a quem puder comprar.

No Brasil, onde prevalece a cultura do capitalismo bárbaro oriundo dos cinco séculos de escravidão e genocídio dos povos oprimidos, as mulheres não são consideradas pela casa-grande seres humanos plenos de direitos, são posses, são coisas, como os demais patrimônios dos homens brancos e seus jagunços. Por isso os homens no Brasil matam as mulheres.

Temos que dar um basta nessa violência e nesse abuso machista e sexista.

Que tenhamos mais pelotões de mulheres e homens lutando unidos contra essa barbárie oriunda dos homens brancos do capitalismo. 

William Mendes

16/02/26


Bibliografia:

RODRÍGUEZ, Roberto Escalona. Fidel Castro Comandante Invicto. Tradução: Maria do Carmo Luiz Caldas Leite. Prefácio: Beto Almeida. São Bento do Sapucaí, SP. Projeto Cultural Nossa América, 2025.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Instantes (12h04)



Refeição Cultural

LEITURAS 

"Enquanto eu estive em El Hombrito, aconteceu o combate de Mar Verde, quando morreu Ciro Redondo. Quando o Che retornou, se reuniu conosco para informar sobre os resultados da ação. Quando falou dos companheiros caídos, escorreram lágrimas dos seus olhos, e isso me impactou profundamente, porque um grande guerreiro era capaz de chorar de emoção diante de uma perda tão dolorosa." (Teté Puebla, em citação no livro Fidel Castro Comandante Invicto, de Norberto Escalona Rodríguez, p. 151, Projeto Cultural Nossa América, 2025)


Ler os relatos e as histórias dos homens e mulheres que enfrentaram a ditadura de Fulgencio Batista, ditadura apoiada pelos Estados Unidos em meados do século XX, é um estímulo a todas as pessoas que militam nas causas libertárias dos povos oprimidos e explorados do mundo.

A libertação de Cuba foi realizada por pessoas comuns como eu e vocês que me leem. Pessoas comuns lideradas por grandes seres humanos como Fidel e Raúl Castro, Ernesto Che Guevara, Camilo Cienfuegos, Celia Sánchez e seus companheiros de luta.

Cuba e seu povo aguerrido enfrentam neste momento de sua história momentos difíceis para seguirem livres e soberanos. A maior potência bélica e terrorista do mundo sufoca o povo cubano neste momento com o bloqueio total à ilha. Os EUA querem matar de fome e miséria o povo cubano. 

Estamos todos convocados a apoiar a população da República Socialista de Cuba na luta por sua sobrevivência, liberdade e soberania. Apoiem com recursos financeiros as entidades que estão arrecadando contribuições para comprar e enviar medicamentos e outros itens básicos a Cuba como, por exemplo, o MST.

E se organizem para ir a Cuba, o turismo é uma fonte de recursos central para o governo manter de forma gratuita para o povo os três direitos humanos principais: alimentação, saúde e educação. 

Em breve, estarei em Cuba pela terceira vez, apoiando o governo e o povo cubano. 

William 

12/02/26

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

6. A Grã-Bretanha em perigo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


6. A Grã-Bretanha em perigo

* Os planos de invasão de Hitler

Em junho de 1940, a França já havia se rendido, e Adolf Hitler não duvidava que, muito em breve, a Grã-Bretanha tentaria negociar a paz.

* A batalha da Grã-Bretanha e a blitz de Londres

A Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, vinha castigando a Marinha britânica no canal da Mancha desde junho de 1940. O objetivo do marechal do Terceiro Reich, Hermann Göring, era provocar a Força Aérea britânica para que entrasse em combate.

* Os homens que libertaram Belsen

As cenas testemunhadas pelas tropas britânicas no campo de concentração de Belsen, em 1945, causaram enorme impacto. Correspondentes de guerra, como Richard Dimbleby, revelaram ao mundo, em transmissões radiofônicas e numa única sequência filmada, os terríveis crimes cometidos pelos nazistas.

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COMENTÁRIO

Os documentários sobre fatos históricos poderiam servir para que gerações humanas futuras aprendessem com os erros do passado e não os repetissem no presente. 

A sociedade humana do século XXI sabe o que foi a 2a GM? O que a motivou, seus participantes e como ela terminou?

O que e quem define a pauta e a agenda de milhões de pessoas no mundo neste exato momento?

Tenho a impressão que não, que as pessoas não sabem nada disso que perguntei acima. Isso não é o que prevalece no cotidiano das massas.

Não é. 

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Ao ver os documentários da coleção de DVDs sobre aquela guerra e refletir sobre o momento atual do mundo com o conhecimento que tenho, vejo o quão próximo estamos de repetir todo aquele horror.

Os humanos ao meu redor (o mundo) poderiam repetir o que os nazistas fizeram com as pessoas que habitavam a própria Alemanha e as terras que decidiram se apropriar?

Sim.

Pessoas que pensam diferente de mim poderiam fazer comigo o que os nazistas fizeram com suas vítimas?

Sim.

Essa é a realidade no mundo humano em fevereiro de 2026.

Podemos mudar essa realidade? 

Sim.

Sabendo dessa possibilidade por ser consciente, acordo diariamente pensando em como posso contribuir para mudar a realidade. 

Escrever o que sei e penso é uma forma de contribuir com a sociedade humana. 

Sigamos adiante.

William 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

5. A guerra-relâmpago



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


5. A guerra-relâmpago

* Blitzkrieg na Holanda, Bélgica e França

No dia em que Winston Churchill assumiu como primeiro-ministro, Adolf Hitler determinou o início da guerra-relâmpago (blitzkrieg) contra o Reino Unido e a França. Ao mesmo tempo, caças e bombardeiros alemães atacavam as bases aéreas holandesas e belgas.

* A França entra na luta

Em 25 de maio de 1940, a situação da Força Expedicionária Britânica e do 1º Exército Francês era desesperadora. Os alemães haviam ocupado o porto de Boulogne, isolado Calais e os britânicos foram forçados a recuar até o porto de Dunquerque.

* O incrível coronel Doolittle

Os cidadãos japoneses mal podiam acreditar ao ver os aviões norte-americanos sobrevoando Tóquio. Era o primeiro ataque, sob o comando de James Doolittle.

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COMENTÁRIO

Enquanto assistia ao documentário sobre os ataques dos Aliados ao território japonês, fiquei me lembrando do livro "Era dos extremos", do historiador marxista Eric Hobsbawm, na parte que ele fala das mudanças de alvo nas guerras contemporâneas, saindo dos campos de batalha e tendo como foco a destruição e morte das cidades e da população civil. O que pode ser mais bárbaro que isso?

O experimento na cidade de Guernica, na Espanha, em 1937, virou a referência no ataque aéreo às cidades dos países adversários.

O documentário do DVD, do tal Doolittle, aborda essa temática. Os aviões foram a tecnologia humana utilizada para ampliar a escala de morte e destruição de cidades e população civil durante uma guerra.

Dessa nova metodologia de matar - jogar zilhões de toneladas de bombas sobre as cidades e civis -, chegamos ao experimento "Faixa de Gaza" no primeiro quarto do século seguinte à 2ª GM. 

Os palestinos do século XXI, vítimas das decisões imperialistas dos vencedores da guerra mundial entre 1939-45, viviam espremidos na pequena Faixa de Gaza após o roubo de suas terras, cercados pelo exército de Israel, quando foram dizimados pelas bombas dos sionistas no ano de 2025. Ali viviam dois milhões de pessoas... dezenas de milhares foram trucidados pelas bombas e não sobrou nada em pé naquela parte da Palestina.

A estratégia nazista das guerras-relâmpago viraram referência na forma de invadir e tomar territórios pela força das bombas. Diplomacia pra quê? Os EUA de Trump estão no presente momento atuando pelo "espaço vital" do Reich que o novo führer quer estabelecer no século XXI.

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A coleção de DVDs sobre a II Guerra Mundial é do ano de 2009, da Abril Coleções. Um vizinho do condomínio iria se desfazer do material e decidi pegá-lo para ver e aprender um pouco mais sobre aquele período da história humana.

William

05/02/26

domingo, 1 de fevereiro de 2026

4. Hitler mostra sua força



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


4. Hitler mostra sua força

* A "guerra estranha" no Ocidente

No início de 1940, a guerra havia arrefecido. Durante o inverno, particularmente intenso, ambos os lados pouco fizeram além de patrulhar, manter os treinamentos e tentar sobreviver ao frio. Esse período ficou conhecido como "guerra estranha".

* As invasões da Dinamarca e Noruega

Em 30 de novembro de 1939, a União Soviética invadia a Finlândia. Josef Stálin queria evitar que os finlandeses permitissem a entrada dos alemães para atacar Leningrado e o vital ponto ártico de Murmansk.

* Os homens que decodificaram o Enigma

Agentes poloneses capturaram uma máquina Enigma e a entregaram aos britânicos que, sob as ordens de Alastair Denninston, quebraram seu código.

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COMENTÁRIO

Ganhei de um vizinho do condomínio uma coleção de DVDs sobre os 70 anos da II Guerra Mundial. A produção é da Abril Coleções, de 2009. São trinta DVDs e só estão faltando dois.

É interessante rever a história do nazifascismo neste momento da história humana com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. Ele pretende construir um novo Reich em sua busca de "espaço vital". 

É triste perceber que pouca gente no mundo liga para história ou para qualquer tipo de conhecimento e cultura. Estamos na era do incentivo à ignorância e a idiotice é premiada com milhões de seguidores em redes sociais e rios de dinheiro por views e likes.

No Ocidente, milhões de pessoas - crianças, jovens, adultos e idosos - estão com suas mentes capturadas por bichinhos, dancinhas, bets, pornografia, pastores empresários sofistas, fake news e temas de violência e ódio. 

Os dias de existência das massas são desperdiçados dentro das grades das celas dos celulares, as prisões dos humanos atuais com seus cérebros em desfazimento. Já vivemos em um mundo de zumbis digitais...

Pensei nas big techs de hoje (parceiras de Trump e Netanyahu) ao assistir ao documentário sobre a máquina alemã Enigma, que codificava mensagens e que por um acaso foi descoberta (o imponderável) e isso permitiu aos cientistas britânicos, liderados pelo matemático e cientista da computação Alan Turing, descobrir o segredo daquele sistema de criptografia e surpreender os ataques nazistas. Quem vai parar os algoritmos e as "IAs" dos parceiros do presidente dos EUA?

Vendo os episódios deste DVD, também fiquei pensando sobre a atualidade ao me lembrar do pacto de não agressão feito entre Hitler e Stálin em 23/08/39, permitindo aos nazistas se concentrarem em seus objetivos de ataque naquele momento - França e Inglaterra - e aos soviéticos prepararem o Exército Vermelho para enfrentarem os nazistas quando fossem a bola da vez na expansão nazista em busca de seu "espaço vital" (a invasão ocorreu uns dois anos depois).

O Reich de Trump está na fase megalomaníaca de submeter todo o continente americano, o "quintal do império", e seu "espaço vital" inclui a Groelândia e outros países também. Venezuela, Cuba e Colômbia são alvos a qualquer momento; México e Brasil estão na mira. O Führer do Norte já conta com as maiores tecnologias para neutralizar e manipular seus alvos: as big techs.

As presidências de Brasil e México tentam algum acordo de não agressão com o pseudo-imperador, mas não há garantia alguma. Os dois países não têm exércitos nem armamentos para serem respeitados e não sofrerem agressões e interferências para mudanças de governos, colocando-se governos fantoches submetidos ao Reich do Norte.

Dureza!

William

01/02/26

sábado, 31 de janeiro de 2026

Diário e reflexões


Férias na Praia Grande SP 

Refeição Cultural

Osasco, 31 de janeiro de 2026. Sábado.


JANEIRO

Que posso dizer do primeiro mês do ano? Poderia começar dizendo que estou por aqui, e isso é bom! Me esforcei em cuidar da minha saúde para poder estar no mundo e com isso poder manter as relações sociais que nos fazem humanos.

A consciência sobre a importância de estar no mundo e a responsabilidade em relação às pessoas que pertencem às nossas relações sociais me ajudaram a superar a preguiça e o desânimo em diversos momentos do cotidiano e com isso pude praticar atividades físicas em 22 dias do mês e tentar me alimentar com consciência corporal. Sei da fragilidade da vida.

OS SENTIDOS DA VIDA

Tenho buscado sentidos para o momento presente do viver. Mais que sentidos, diria que busco motivos para seguir adiante.

Ao longo de décadas procurei respostas para questionamentos filosóficos que fazia a mim mesmo desde muito jovem. Avalio que encontrei as respostas principais sobre a vida e o mundo. Compreendi como é a vida. Por estudo, reflexão e experiência tenho compreensão sobre minha passagem pelo mundo.

A vida é uma oportunidade diária para novas experiências e descobertas. Só estando vivo e pertencendo ao mundo natural é que podemos participar de alguma forma das mudanças que alteram para melhor ou para pior a realidade. Cada um de nós pode e deve participar das lutas para mudar a realidade que oprime as maiorias e privilegia as minorias.

Hoje, enquanto era mais um na multidão, seja no evento cultural magnífico que participei pela manhã no Armazém do Campo - o lançamento do livro "Vai pra Cuba! E eu fui!" do companheiro Tin Urbinatti -, seja entre a classe trabalhadora espremida dentro do vagão do trem voltando para casa, fiquei pensando o quanto me identifico com as classes populares e exploradas e o quanto é injusto o que os donos do poder fazem com o povo. A elite canalha da casa-grande é a principal culpada pelo sofrimento do povo brasileiro.


Luiza Erundina, Tin Urbinatti e José Genoino 

Ao ouvir e conversar no encontro cultural e político de hoje com grandes seres humanos como Aloísio Cuginotti, Tin Urbinatti, José Genoino, Luiza Erundina, Adriano Diogo e Rui Falcão, voltei para casa com um senso de responsabilidade diferente daquele que o cotidiano em casa nos impele a sentir no dia a dia, um certo desânimo e pusilanimidade em relação às lutas por um mundo melhor. 

A esperança e a utopia são centrais nos sentimentos e atitudes de um militante de esquerda, de um socialista, de um guerreiro pela liberdade do povo trabalhador e das classes populares. Somos inteligentes e podemos mudar a realidade miserável. Lutar pela mudança é o sentido da vida de um militante de esquerda.

Ouvir e conversar com o companheiro José Genoino é um convite à esperança, é um chamamento para as lutas populares com altivez e engajamento. 

CUBA - O tema central do encontro cultural foi a situação de nossos irmãos cubanos por causa do cerco dos Estados Unidos que atua neste momento para matar de fome milhões de crianças, mulheres, idosos e todo o povo da ilha caribenha. Cuba não tem recursos naturais em relação a fontes de energia, precisa de petróleo para movimentar a vida cotidiana e o governo fascista de Trump ampliou o bloqueio para que nenhum país forneça petróleo ao país socialista. Sem petróleo, não há energia, não há água e não há comida.

Livro do ator e diretor Tin Urbinatti 

Temos que apoiar e defender o povo cubano! É um dever de todas as pessoas decentes do mundo exigir o fim do bloqueio criminoso e genocida imposto pelos Estados Unidos e dizer um basta ao novo Hitler do século XXI.

Vamos apoiar Cuba como pudermos. Estarei lá daqui algumas semanas prestando minha solidariedade aos nossos irmãos. Será minha terceira visita à República Socialista de Cuba.  

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LIVRO SOBRE A CASSI - Decidi escrever sobre algo que sei alguma coisa a mais que a média das pessoas: a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI), uma autogestão em saúde que completou 82 anos neste mês e da qual tive a oportunidade de fazer parte de uma de suas gestões. Não acho correto guardar comigo e não compartilhar o que sei sobre essa extraordinária instituição de assistência social. 

A espécie humana inventou a escrita e deu um salto evolutivo por causa dessa tecnologia, passamos a transmitir o que acumulamos de conhecimento na vida e as gerações que se seguiram umas às outras foram acumulando saberes e histórias. Eu sei alguma coisa sobre a CASSI e tenho o dever de transmitir esse conhecimento, independente de quantas pessoas terão interesse nessas informações.

LIVRO DE POESIAS - Estou editando também um livro com algumas dezenas de poesias que criei ao longo da vida. Nunca pensei em reunir em livro os poemas, mas decidi fazê-lo agora. A coletânea estará dividida em dois blocos de poemas, um deles com textos experimentais criados ao longo de duas décadas, com um eu-lírico estudante de Letras e sindicalista. O outro bloco de textos é o resultado de sentimentos e impressões da realidade atual. 

Havia pensado em fazer uma pequena edição para presentear amigos/as e companheiros/as de luta, da mesma forma que fiz com o livro "Memórias de um trabalhador politizado pelos bancários da CUT". A ideia foi sendo burilada nos últimos dias e pensei em fazer um lançamento do livro para arrecadar recursos para alguma causa social. Hoje, após o evento cultural e político sobre Cuba, decidi tentar fazer um lançamento para arrecadar recursos para contribuir com a causa do povo cubano. Vou ver como posso levar adiante esse desejo.

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FAZER O QUE TEM QUE SER FEITO

Somos seres históricos, somos inteligentes e muitos de nós tivemos oportunidades na vida para desenvolverem suas habilidades enquanto espécie animal de natureza social. 

As pessoas que têm consciência e formação política não podem se dar ao luxo de se apartarem das lutas que estão sendo travadas neste momento da história humana pelo presente e pelo futuro da cada um de nós, do planeta Terra e de todas as formas de vida que existem.

Amigas e amigos leitores do blog, engajem-se nas causas do campo progressista, causas culturais, sociais, ambientais e do campo popular. Cada um de nós pode fazer a sua parte.

Eu escrevo e tento compartilhar o que sei, o que sinto e o que defendo para a sociedade humana. De forma gratuita, no meu caso.

Abraços fraternos e sigamos na luta por um mundo livre do imperialismo e do totalitarismo do capitalismo.

William

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Livro: Forrest Gump - Winston Groom



Refeição Cultural 

LITERATURA

"Sou idiota de nascença. Meu QI é de quase 70, então eu encaixo na definição, pelo que falam. Se bobiar devo estar mais perto de ser um débil mental ou até mesmo um retardado, e pessoalmente prefiro achar que sou um pateta, ou auguma coisa do tipo, e não idiota..." (Groom, 2016, p. 9)


Certa vez, conversando com o amigo Jair Rosa, jornalista da Secretaria de Imprensa do Sindicato, falamos a respeito do personagem Forrest Gump. 

Eu havia corrido a São Silvestre com uma camiseta na qual escrevi "Run, Forrest, run!", e estava com uma barba enorme. Foi uma brincadeira legal! As pessoas na rua me viam e gritavam "Vai, Forrest!"; outras diziam "Olha o Forrest!". Foi divertido!

São Silvestre de 2009

O Jair me disse que seria legal ler o livro Forrest Gump. Eu nem sabia que existia o livro que teria inspirado o filme com a interpretação de Tom Hanks. 

Anos depois, ganhei o livro de minha companheira. Uma bela edição da Editora Aleph, com tradução de Aline Storto Pereira. O livro é de 1986 e o filme de 1994, dirigido por Robert Zemeckis.

Meu amigo me disse que no livro havia mais aventuras de Forrest, além daquelas que vimos no filme. 

Na verdade, a história de Forrest Gump no livro tem diferenças em relação ao filme, algo que considero normal. 

Na verdade, lendo o artigo de Isabelle Roblin - "Da página à tela: a reformulação de Forrest Gump" - incluído na edição que tenho, descobre-se que a história foi reescrita para o filme.

Acho importante citar também o tipo de deficiência intelectual do personagem: Síndrome de Savant, condição chamada no passado de "idiota savant". As pessoas com essa condição têm habilidades extraordinárias em certas áreas como matemática, musica, artes e esportes, memória incrível etc.

O filme me marcou muito, de verdade. Tem cenas do filme que me fazem chorar e pensar muito na minha vida. Além, é claro, da trilha sonora espetacular!

Vamos ver o que a obra original nos traz. Ainda estou no começo, o livro é grande.  

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COMENTÁRIO SOBRE O LIVRO

02/02/26

"Mas eu bem sei uma coisa sobre os idiotas. Se bobiar é a única coisa que eu sei de verdade, mas eu li mesmo sobre eles... Li tudo desde o idiota dum tal Dois-toi-és-viquis, até o bobo da corte do Rei Lear; o idiota do livro do Faulkner, Benjie, e até o Boo Radley de O sol é para todos... ele era um idiota de verdade. O que eu gosto mais é o velho Lennie de Ratos e homens. A maioria desses escritores entendeu como funciona, porque seus idiotas são sempre mais espertos do que as pessoas pensam. Bom, eu concordava com isso. Qualquer idiota concordaria. Rá-rá." (Groom, 2016, p. 11)


Terminei a leitura do romance com um nó na garganta, da mesma forma que acontece comigo quando assisto ao filme de Zemeckis.

O mais difícil na leitura de um romance que já foi adaptado para o cinema é conseguir se desfazer das imagens do filme e da caracterização dos personagens, além das diferenças de adaptação do roteiro ou versão dada pelo diretor.

Então, antes de apresentar meu comentário sobre o romance de Winston Groom, registro que o filme é muito bom e que o livro é muito bom também, mesmo sendo obras com enredos bem diferentes. 

O personagem Forrest Gump tem algum grau de deficiência intelectual - Síndrome de Savant - e tanto ele quanto sua mãe sabem disso. Ele é um sujeito grande, de uns dois metros de altura, com uma bunda enorme. Desde pequeno, ele sempre deseja fazer as coisas certas, mesmo quando isso não acontece.

Além de sua mãe, outras pessoas foram importantes e marcaram a vida de Forrest Gump: Jenny Curran, amiga do colégio e amor de sua vida; Bubba, amigo da faculdade e companheiro na Guerra do Vietnã; e Tenente Dan, que conheceu na guerra. Outras personagens também vão aparecendo ao longo das peripécias que marcam a vida de Forrest.

Groom faz uma crítica ácida aos norte-americanos considerados "normais". Ao longo da história do deficiente intelectual Forrest Gump é comum vermos cenas como a do pneu do carro:

Forrest pega uma carona com um rapaz e o pneu do carro precisa ser trocado. Enquanto o motorista troca o pneu, deixa os parafusos caírem no bueiro e fica se lamentando por não poderem resolver o problema e irem embora. Forrest pensa por um instante e sugere ao motorista que tire um dos quatro parafusos de cada um dos três pneus e fixe o pneu trocado. O motorista fica puto e envergonhado por não ter pensado nisso e questiona Forrest "Como você pensou nisso se é idiota?" e Forrest responde "Sou idiota, mas não sou burro!".

O personagem carrega aquela ideia comum dos norte-americanos de se venderem como sujeitos que empreendem e que se dão bem na vida por esse motivo. Algo como "qualquer idiota esforçado consegue fazer qualquer coisa" (idiota no sentido de pessoa comum). É a ideia do self-made man, a meritocracia que manipula tanta gente de nossas classes exploradas e sem os direitos básicos da cidadania.

Forrest ao sabor do acaso vira jogador de futebol americano, astronauta, jogador de pingue-pongue, toca gaita de forma magistral, é campeão de xadrez, lutador de luta livre e outras coisas que vão aparecendo nas veredas que percorre na vida.

Com a produção de camarões, Forrest alcança fortuna e sucesso, mas mesmo com esses sonhos comuns dos homens do capital, algo falta para aquele cidadão, algo que não é dinheiro. Algo que dê sentido e satisfação em sua vida. Percebemos isso quando Forrest insiste em lutar mais após ter conseguido o dinheiro que precisava para o projeto dos camarões. 

Valeu bastante a experiência de ler a obra original que inspirou o filme de sucesso dirigido por Robert Zemeckis em 1994, com interpretações magistrais de Tom Hanks (Forrest Gump), Robin Wright (Jenny Curran), Gary Sinise (Tenente Dan), Sally Field (Senhora Gump), Mykelti Williamson (Bubba) e demais personagens no elenco.

Sobre o filme, reafirmo que sou um fã desde a primeira vez que o vi. E a trilha sonora é inesquecível!

William


Bibliografia:

GROOM, Winston. Forrest Gump. Tradução: Aline Storto Pereira. Ilustrado por Rafael Coutinho. São Paulo: Aleph, 2016.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Praia Grande, 26 de janeiro de 2026. Segunda-feira. 


A areia com sujeira deixada por humanos sem educação e sem consciência ambiental é a mesma, estejamos em Praia Grande ou Porto de Galinhas. A diferença são os poluidores: nas praias do Nordeste, os porcalhões falam esquisito e ficam da cor dos camarões: são os gringos. 

A cor do mar até pode ser diferente: em um local a água é marrom; noutro, é verde-esmeralda. Num, não se vê mais peixinhos n'água; noutro, peixinhos, corais e bioma estão morrendo, pisoteados e cozidos. A igualdade é questão de tempo.

Passar uns dias na Colônia dos Professores na Praia Grande é muito mais que cor de areia, de mar e de humanos que emporcalham as praias. É um tempo e espaço de reflexão e busca de rumos. Sentidos!

Enquanto vinha ao calçadão para ver o mar, o movimento e me despedir, refletia sobre o caminhar, o enxergar, o ter condições psicológicas de refletir. Sinceramente, não sei se num futuro próximo terei condições para essas ações triviais do ser humano. 

O que fazer do meu tempo ao subir a serra e retornar a Osasco? 

Não tenho conseguido ler por prazer, único sentido da leitura no meu caso neste momento. Não tá legal minha leitura. Pra ler assim, é melhor não ler.

Talvez devesse estabelecer uma rotina disciplinada de sistematização de meus textos dos blogs três ou quatro vezes por semana, por algumas horas, para aliviar minha consciência e poder fazer outras coisas. 

Enquanto não cumprir esse objetivo, não terei cabeça pra outras coisas. 

Entendi que tenho que escrever sobre a Cassi. Até para isso, preciso definir a questão da sistematização dos blogs. Porém, boa parte do conteúdo sobre a Cassi está nos blogs, então, daria pra conciliar essas ações. 

A percepção do tempo mudou para mim. Tenho pouco tempo agora. Não é mais a percepção de antes. A natureza se impõe. Sou natureza. 

Tenho pouco tempo agora. 

Vamos embora. De volta a Osasco. Tchau, Praia Grande. 

William

10h27

domingo, 25 de janeiro de 2026

O sentido da vida (19)



Compreender melhor o povo muda alguma coisa?


Envelhecer pode significar o ganho de experiência e sabedoria. Ou não. 

Pode ser que se tenha mais referências para nortear os passos a seguir.

Ao participar de rodas de conversas, sejam elas com conhecidos ou estranhos, percebia-se na prática as teorias do sociólogo Jessé Souza, em sua interpretação do povo brasileiro. 

Os brasileiros são aquilo que Jessé Souza explica em seus livros e palestras, um saber acumulado após décadas de estudos.

Um povo que foi aculturado para ser racista, um tipo de preconceito naturalizado por séculos, a partir da casa-grande. Racismo cultural. 

As diversas formas de preconceito e discriminação são ferramentas ideológicas para encobrir os privilégios dos donos do poder. 

Ele entendia isso claramente naquele momento de sua existência. 

A questão para ele era saber o que fazer com essa compreensão melhor sobre seu mundo e seu povo. 

Compreender como opera o sistema de aculturamento em seu mundo não significa capacidade de alterar aquela situação. 

Como mudar a realidade e salvar a humanidade e a vida no planeta Terra?

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Instantes (14h47)



Refeição Cultural

Que poderia registrar neste instante? O que ocupa meus pensamentos?

O amor, esse nobre sentimento, poderia ser a pauta a definir a agenda da sociedade humana. Mas ele não é o que importa no mundo dos homens. 

O projeto humano em andamento é outro - o necrocapitalismo -, e as ferramentas para se levar adiante o projeto são antagônicas ao amor.

Ódio e medo são os sentimentos a serem trabalhados pelos donos do poder para implantar o preconceito entre os iguais nas classes subalternas. 

E o pior é que dá certo manipular as massas humanas desprovidas de todos os meios essenciais à vida e ao pleno desenvolvimento do ser humano. 

O que fazer ao perceber esse cenário ao seu redor? Se contrapor a esse projeto de sociedade humana é o básico. Mas não basta. 

Que mais se poderia fazer para impedir esse projeto de dominação das massas humanas através do ódio e do medo, alcançando o predomínio do preconceito entre as vítimas miseráveis desse sistema?

Só escrever não basta. Só estudar e refletir não basta. Só pregar o pacifismo não basta. Isso é óbvio! 

Enquanto um sujeito pacifista faz isso, o dono do poder explode ele... boom!

Entendem? Só pacifismo não basta contra os donos do poder. Não pararam Hitler com passeatas pacifistas.

Estamos ferrados! Um século depois, os pacifistas copiam os "pacifistas" hipócritas (covardes?) do entreguerras entre os anos vinte e quarenta da "Era dos extremos".

A gente vê isso e sente uma impotência imensa sendo um cidadão politizado. 

Sigamos sem esmorecer ou desistir. Salvar a humanidade e a vida no planeta Terra deve ser um compromisso ético de cada um de nós. 

William 

23/01/26

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Instantes (23h57)


Flores na USP


Refeição Cultural

Neste instante estava revendo instantes do passado.

A viagem a Cuba. As explicações do senhor Luis nos contando sobre a resistência criativa do povo cubano para enfrentar as dificuldades causadas ao país por causa do bloqueio criminoso imposto pelos EUA há mais de seis décadas. 

A retomada dos estudos universitários na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas quando voltei de Brasília. Os instantes são repletos de imagens da natureza. 

A gente acumula tanta coisa... neste instante estava revendo imagens e vídeos da vida. Muita coisa!

E se eu parasse de registrar imagens, palavras, emoções, situações, ideias? E se eu não tivesse mais suporte algum à memória de minhas células?

Neste instante estou aqui, sei quem sou, sei o que sou. Sei meu valor. Mesmo que não tivesse registro algum de minha existência ou de algo que fiz.

No entanto, não sou só esse corpo pelado e desnudo, como poetei certa vez, não sou só eu, sou também minhas relações sociais, sou parte de alguma relação humana. 

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"UMA FRASE QUALQUER 

Nossa vida deveria caber dentro de um livro, de bolso." (Marili Santos)

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Como diz o poema da professora poeta Marili, talvez fosse o caso de sintetizar nossa existência em um livro de bolso.

Que palavras usaria para preencher meu pequeno livro de bolso da vida? Que imagem poderia ilustrar meu livro?

Não sei. Não sei. 

Ainda procuro alguma coisa, algum sentido.

William 

19/01/26

sábado, 17 de janeiro de 2026

3. O começo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


3. O começo

* Hitler a caminho da guerra: Áustria e Tchecoslováquia

Ao ser nomeado chanceler da Alemanha, em 30 de janeiro de 1933, Hitler começou a trabalhar nos seus planos de longo prazo. Um deles era "conquistar o território do Leste e germanizá-lo de forma implacável..."

* A blitzkrieg devasta a Polônia

Na tarde de 31 de agosto de 1939, as forças alemãs realizaram os preparativos finais para a invasão da Polônia. Os tanques foram colocados em suas posições de ataque e as tripulações estudavam seus objetivos.

* O homem que projetou o Spitfire

O caça mais famoso da Segunda Guerra Mundial foi concebido pelo inventor R. J. Mitchell. O Spitfire tornou-se onipresente entre as forças britânicas na Batalha da Inglaterra.

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COMENTÁRIO

Com a desculpa de retomar e ou anexar territórios nos quais parte da população falava a língua alemã, Adolf Hitler começou sua expansão rumo ao Leste. A Alemanha e seu Führer retomavam o projeto do "Espaço vital" para o povo alemão.

Depois de invadir e anexar Áustria e Tchecoslováquia, foi a vez da Polônia. A motivação para atacar o país foi uma mentira contada por Hitler: alguns soldados alemães se vestiram com uniformes dos soldados poloneses, invadiram e mataram alguns alemães numa rádio na região da fronteira e essa fake news valeu a invasão da Polônia para se defender...

Pois é, no ano de 2026 do século seguinte ao do Terceiro Reich, o presidente do país mais terrorista do século XX, causador da maioria das guerras pelo mundo, um tal Trump, começou a seguir os passos de Hitler e através de mentiras ou na cara de pau mesmo sequestrou um presidente em país da América do Sul para roubar seu petróleo (inventou que o presidente era narcotraficante) e mira diversos países para invadir e ou anexar aos Estados Unidos.

Considerando o momento atual do mundo e da humanidade, é difícil considerar que no século seguinte (XXII) - em tempos cronológicos do planeta Terra - tenhamos pessoas estudando o século anterior, na época que a sociedade humana era dominada por IAs e por governantes estúpidos, psicopatas e que não encontraram resistência para destruir o mundo ainda na primeira metade do século XXI.

Por fim, ao ver o documentário sobre a busca incessante por aviões que matassem mais nos tempos de guerra, fiquei pensando na tristeza que Alberto Santos Dumont deve ter sentido ao ver sua invenção servindo para matar pessoas em 1932 na chamada "revolução constitucionalista" entre paulistas e as forças do governo de Getúlio Vargas.

William

17/01/26

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

2. A tempestade se aproxima



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


2. A tempestade se aproxima 

* A aventura imperialista de Mussolini na Abissínia

Com o governo paralisado por uma greve geral em agosto de 1922, Mussolini ordenou seus seguidores a marchar sobre Roma. Temendo uma guerra civil, o rei da Itália pediu-lhe que formasse um governo. Mussolini assumiu poderes ditatoriais e empenhou-se no objetivo de criar um novo império romano. 

* Ensaio geral: a Guerra Civil Espanhola 

Suas armas e táticas de combate somadas às experiências da Primeira Guerra Mundial serviram de laboratório para a Segunda Guerra Mundial. 

* O tanque 

A Segunda Guerra Mundial testemunhou o surgimento de enormes tanques, como os lendários Pantera e Rei Tigre alemães, e de tanques leves, como os russos T-34 e os americanos Sherman. Mas qual modelo foi o mais eficaz?

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COMENTÁRIO 

Ao ver o documentário sobre a ascensão de Benito Mussolini na Itália e o avanço do regime fascista nos anos vinte do século XX, é assustadora a semelhança com a atualidade deste primeiro quarto de século XXI. 

Mussolini chegou ao poder, invadiu a Abissínia, no continente africano, e os países da Liga das Nações não fizeram absolutamente nada.

Exatamente o que está acontecendo agora com os arroubos ditatoriais de Donald Trump e a máquina de guerra dos Estados Unidos. 

Trump borbardeou a Venezuela, sequestrou o presidente do país e a ONU não fez absolutamente nada. Agora ele ameaça a Groenlândia e outros países. 

O segundo vídeo da coleção, que aborda a Guerra Civil Espanhola, é uma lição do passado a nós do presente. Enquanto os republicanos pediram apoio para a Grã-Bretanha e a França e receberam um "não", a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini deram armas e soldados aos nacionalistas liderados por Franco.

Nazistas e fascistas derrotaram os republicanos, Franco iniciou seu regime totalitário e ficou provado para a extrema-direita que as democracias eram covardes e nada fariam contra o avanço extremista. 

No último documentário do DVD, é possível ter uma noção do imenso poder dos tanques de guerra. 

Infelizmente, caminhamos para o fim da paz global. 

William 

16/01/26