domingo, 19 de abril de 2026

Sobre Cuba: lendo Aline Marcondes Miglioli



Refeição cultural

LEITURAS

Fiz um curso de extensão universitária em 2025 chamado "Como impedir o fim do mundo: colapso ambiental e alternativas", ministrado por professores e professoras de conceituadas universidades públicas brasileiras. 

Aline Marcondes Miglioli foi uma das professoras do curso e após a aula dela adquiri seu livro sobre Cuba: "Casa à venda: turismo, mercado de imóveis e transformação sócio-espacial em Havana". Li alguns capítulos ano passado e ao voltar de Cuba, dias atrás, decidi me debruçar sobre o livro de Aline.

Para fixar melhor a leitura, farei registro de algumas citações nesta e noutras postagens. O objetivo é puramente de estudos e reflexões. Qualquer interpretação da leitura é de minha exclusiva responsabilidade. 

William 

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EXCERTOS

"Ao longo deste livro busca-se responder à seguinte pergunta: o que mudou na forma de habitar a cidade e na organização dos estratos de classe em Cuba após a abertura do mercado de moradias? A hipótese inicial sobre a qual constituiu-se o objetivo deste trabalho é de que, com a abertura do mercado de moradias, houve uma transformação na estrutura socioclassista cubana com a criação de mais um estrato de classe e de um caminho de ascensão social, assim como de novas formas de ocupação da cidade de Havana pelos diferentes estratos de classe." (1. Introdução, p. 15)

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"Nas páginas a seguir serão narrados os fatos históricos cuja compreensão é fundamental e indispensável para a apresentação do nosso objeto de estudo -o mercado de moradia atual. Sendo assim, o objetivo deste capítulo é traçar o caminho entre a Reforma Urbana realizada em 1960 e a abertura do mercado de moradias." (2. Revolução Cubana e Reforma Urbana, p. 22)

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Na página 27, Aline explica o histórico da falta de moradias populares em Havana antes da Revolução Cubana: o foco do mercado e do governo eram "habitações de luxo da burguesia".

"O desamparo estatal, o alto preço dos aluguéis e o desinteresse privado pela construção de moradias acessíveis à classe trabalhadora eram os três pilares do problema habitacional em Cuba nesse período." (p. 28)

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O que unificava grupos de oposição contra o ditador Batista nos anos cinquenta? 

A luta por autonomia e independência, o problema do latifúndio e as lutas por direitos sociais e de cidadania para os trabalhadores.

"Em suma, a agenda que conduziu à Revolução Cubana configurava-se inicialmente como a agenda de uma revolução burguesa nacional, assentada sobre a autodeterminação e os direitos democráticos burgueses." (p. 31)

Aline cita o conceito de "homem natural" de José Martí:

"O homem natural é o sujeito e o destino da formação nacional cubana, a qual só pode realizar-se sobre uma organização social autóctone, ou seja, liberta das influências dos colonizadores." (p. 32)

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Na página 33 há uma boa síntese do governo provisório de Manuel Urritia após o triunfo da Revolução. Este representava a burguesia, enquanto o PCR e o MR26-7 representavam os interesses das classes populares. 

Fidel rompe com a pequena burguesia:

"A partir do acirramento das contradições internas do Governo Provisório, Fidel Castro, como representante do Exército Rebelde, rompeu com a pequena burguesia, mas a pressão popular levou-lhe a assumir o governo, um governo revolucionário com compromisso de promover as mudanças que o pacto de classes não permitiria. Encerrou-se assim a etapa de conciliação democrática e, com ela, a possibilidade de acordos com os EUA." (p. 34)

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Reforma Urbana, de 1960:

"O processo de reforma urbana incidiu sobre cinco eixos: a moradia, o uso e aproveitamento do espaço, o trânsito, a densidade populacional e a responsabilidade administrativa pelo ordenamento urbano." (p. 35)

e

"A escolha pela propriedade privada como resposta ao problema habitacional pode ser atribuída ao vislumbre da pequena propriedade como destino do hombre natural, deixado como herança pelo pensamento de José Martí (Trefftz, 2011)." (p. 39)

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A professora Aline vai explicando ao longo do primeiro capítulo do livro, segundo a opinião dela, os acertos e erros cometidos pelo governo cubano nas primeiras décadas de gestão socialista do país. 

O leitor toma conhecimento sobre os debates econômicos da época - "O Grande Debate", que contrapunham dois modelos - (SOF) x (CE) -, sendo um deles o preferido por Ernesto Che Guevara (SOF). 

Também vamos vendo a evolução na questão do direito universal à moradia, objetivo estatal prejudicado no tempo pela priorização do esforço produtivo na tentativa de produções recordes de cana-de-açúcar.

Deixo algumas citações abaixo só para ilustrar o conteúdo do capítulo:

"A história econômica do Período Revolucionário, que vai de 1959 até a atualidade, pode ser dividida em três períodos históricos: o primeiro inicia-se em 1960 e vai até 1989 e é identificado pela aproximação com a URSS e com os países do bloco socialista; o segundo é marcado pelo fim da URSS em 1990 e o 'reajuste' da estratégia de desenvolvimento ao novo contexto geopolítico e se estende até 2010; por fim, o período atual que inicia-se em 2011 é marcado pelo processo de Actualización del modelo Económico y Social." (p. 44)

e

"A crítica feita por Guevara ao sistema de CE incide principalmente sobre o problema da propriedade dos meios de produção no socialismo. Guevara se indagava sobre o sentido da venda de mercadorias entre as empresas socialistas, visto que elas são parte de uma mesma propriedade, a propriedade social." (p. 46)

e

"(...) Guevara rechaçava a ideia de incentivo material aos trabalhadores e advogava que o uso dos incentivos materiais deveria ser secundário frente aos incentivos morais de edificação e construção do Homem Novo, nome dado ao novo sujeito histórico do socialismo cubano.' (p. 47)

e

"(...) Sendo assim tem-se em debate duas propostas para o período de transição socialista, marcado ou pela preponderância da solidificação moral e construção dos valores e identidade do homem novo, ou pela construção dos mesmos através do desenvolvimento das forças produtivas (Pericás, 2004; Guevara, 1987c)." (p. 48)

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Abaixo, a autora aborda as escolhas econômicas após a Revolução Cubana:

"Voltando-nos para as estratégias de desenvolvimento das forças produtivas, em 1960 foi traçada uma política econômica com objetivo de romper com o subdesenvolvimento e a dependência e consolidar as bases de uma economia socialista a partir de três mudanças: (i) acabar com o latifúndio e a monoexportação açucareira, substituindo-a pela diversificação da produção e pela soberania alimentar; (ii) superar a condição de economia exportadora a partir da substituição de importações; (iii) implementar o planejamento econômico como principal forma de organização da economia." (p. 49)

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ANOS OITENTA

Em meados dos anos oitenta, Fidel Castro, lança o programa Rectificación de Errores (RE), devido aos acontecimentos que vinham ocorrendo na URSS, como a Perestroika e a aproximação soviética com os Estados Unidos. 

"(...) Fidel Castro publicou em 1986 o programa conhecido como Rectificación de Errores (RE), cujo objetivo era promover uma autocrítica coletiva das medidas adotadas nos últimos anos por influência da URSS e resgatar os valores morais da Revolução Cubana." (p. 64)

e

"A RE também preocupou-se em recuperar o caráter coletivo e moralizante do trabalho e, para tanto, reduziu os incentivos materiais e aumentou os incentivos morais para o trabalho, aprofundando a coletivização e estabelecendo maior controle sobre o mercado de trabalho. Esperava-se, assim, aumentar a produtividade através do fortalecimento da disciplina, da diminuição da corrupção nos centros de trabalho e da redução do excedente de mão de obra em alguns setores." (p. 65)

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PERÍODO ESPECIAL 

Aline descreve nas páginas seguintes aos anos oitenta, as consequências econômicas, políticas e sociais em Cuba após o fim da URSS no início dos anos noventa. Também aponta os problemas relativos ao tema do livro: o setor de moradias e imóveis. 

"Em suma, no que compete à moradia, a década de 1990 correspondeu à queda na quantidade construtiva de novos imóveis. No que diz respeito à economia, as transformações pelas quais Cuba passou durante o Período Especial alteraram de forma significativa a composição das suas forças produtivas. Devido à paralisação da produção sucroalcooleira pela falta de insumos, o setor primário rebaixou sua participação no produto total; em contraposição, devido ao estímulo ao setor turístico, o setor terciário incrementou seu peso na composição setorial da economia. Como consequência, houve mudanças no balanço de pagamentos, com aumento da participação das importações e das operações em moeda conversível. Houve também uma mudança nas relações de propriedade dos meios de produção, com incremento do trabalho privado após a introdução do TCP e das UBPCs e atualmente 12% do total de empregados são trabalhadores cuentapropia, que, se somados aos trabalhadores em cooperativas, totalizam 23% de empregos não estatais (ONEI, 2018)." (p. 74)

TCP é trabalho por conta própria e UBPC é Unidade Básica de Produção Cooperativa. O estudo é até 2019, período de produção dos estudos da autora. 

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MUDANÇAS APÓS 2011

Aline descreve as mudanças na legislação que trata das moradias e demais imóveis e também as atualizações relativas ao mundo do trabalho promovidas pelo governo cubano. 

Um resumo:

"O direito de herança pode ser considerado como o último passo jurídico para reconhecimento do direito de propriedade privada da moradia e, portanto, como último passo para sua transformação em mercadoria. Quando da aprovação da diretriz 297 do documento de atualização do modelo de socialismo cubano, a moradia já possuía o status de propriedade privada. No entanto, desde então, garantiu-se o direito de herança e o seu valor de troca, completando seus requisitos enquanto mercadoria." (p. 86)

e

"Os decretos que foram publicados após 2011 também incidem em outro aspecto caro à LGV* e à Reforma Urbana: o da transformação da moradia em um espaço econômico. A Reforma Urbana havia mostrado-se contrária à utilização da moradia enquanto meio de vida, referindo-se à atividade rentista pré-revolucionária. No entanto, o trabalho cuentapropia é muitas vezes realizado no espaço doméstico: sapatarias, lojas, cafeterias, restaurantes e o aluguel de quartos para estrangeiros são exemplos destas atividades. Sendo assim, a legislação urbana precisou ser modificada para alcançar a legislação trabalhista, que já permitia o uso comercial da casa para atividades do trabalho autônomo." (p. 87)

* Ley General de las Viviendas

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PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO ATUAL DE MORADIAS 

Aline se debruça sobre todas as atualizações da legislação até o momento dos seus estudos para descrever a situação da questão da moradia.

Uma situação ficou clara para mim, leitor: com o recrudescimento do bloqueio, o foco do governo passou a ser os direitos humanos básicos, ou seja, alimentação, saúde e educação. 

"(...) Neste contexto, desde os anos 1990, outros bens e serviços públicos de maior importância para a população foram priorizados, tais como a alimentação, a saúde pública e a educação." (p. 89)

e

"O acesso aos materiais de construção é um dos principais problemas na construção de moradias em Cuba atualmente. Ele deriva da restrição à importação de produtos estrangeiros - pelo bloqueio norte-americano ou pela falta de recursos - e da baixa qualidade dos produtos nacionais." (p. 90)

A autora faz um excelente fechamento do capítulo a partir da página 99, mas cito abaixo um excerto anterior à conclusão que também resume o tema da moradia em Cuba:

"Retomando as proposições da Reforma Urbana adotada em 1960, que estabeleciam como terceira e última etapa do processo de reforma a estatização e a gratuidade completa da provisão habitacional, o cenário atual difere-se muito do cenário programado. Atualmente existem diversas vias para obter-se uma moradia, que pode ser comprada no mercado, ser construída por esforço próprio ou adquirida do Estado. Ainda assim, nestes sessenta anos desde a aplicação da Reforma Urbana manteve-se a proibição à produção comercial de moradias e apenas aqueles que possuem a intenção de construção para uso próprio podem fazê-lo. Neste ínterim, também modificaram-se as formas de intervenção estatal, pois além da construção e distribuição de novas moradias, o Estado também oferece subsídios, apoio técnico e regula o mercado de materiais de construção civil, a construção por auto-esforço e o mercado de moradias." (p. 98/99)

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Fim da primeira parte da leitura. 

Repito que o intuito deste fichamento é puramente para estudos deste leitor. 

Estive três vezes em Cuba nos últimos quatro anos e meu interesse pelo país, por seu povo e por sua história só aumenta. 

Sigamos apoiando o povo cubano e lutando por uma sociedade humana que supere a lógica destrutiva do capitalismo. 

William 

19/04/26

quinta-feira, 16 de abril de 2026

16 de abril


16 de abril


O mês das muitas significações

nas minhas veredas percorridas

vividas corridas sobrevividas.


O mês dos aniversários...

Aniversários nascimentos

das pessoas das veredas,

das instituições da minha vida.


O mês do nosso Sindicato.

O mês da Caixa de Previdência.

O mês que golpearam a Dilma.

Abril o mês dos nascimentos.


Aniversário do nosso Sindicato

para o qual dediquei minha vida.

Aniversário do fundo de pensão

que meus pares criaram e sustentam (nos)


Abril... 

16 de abril...

Estamos aqui...

Mais uma cirurgia na língua...

Sigo escrevendo, lendo, sobrevivendo.


Que venham os meses de abril...


William

Viagem a Cuba III (2026)


Museu da Revolução


Refeição cultural

O primeiro dia de nossa programação sociopolítica em Havana incluiu visitas a museus imprescindíveis para turistas que desejam conhecer a história de Cuba e de seu povo altivo e libertário, principalmente no que diz respeito às motivações para a Revolução Cubana. 


MUSEU DA REVOLUÇÃO E MEMORIAL GRANMA

A primeira visita que fizemos foi ao Museu da Revolução e às áreas ao redor do palácio principal, que inclui o Memorial Granma. 


O edifício está em reforma e não havia visitas internas, mas a Amistur conseguiu autorização para que adentrássemos ao pátio central do edifício, que já foi o Palácio Presidencial até o período de Fulgencio Batista. 


A guia do museu nos contou a história da Revolução e eventos que envolveram aquele edifício. 


Em março de 1957, estudantes do Diretório Revolucionário 13 de Março (DR-13-M) invadiram o local na tentativa de eliminar o ditador Batista e faleceram durante seu ato heroico. As marcas de balas do combate estão até hoje nas paredes do edifício. 


A emoção tomou o coração de todos quando nos vimos diante do iate Granma preservado no Memorial que reúne artefatos dos dias de lutas pela libertação do povo cubano do jugo imperialista. 


Um grupo de jovens revolucionários liderados por Fidel Castro saíram do México em 1956 em uma pequena embarcação e chegaram à ilha para levar adiante o sonho de José Martí de ver Cuba livre e independente. 


MEMORIAL DA DENÚNCIA

Outro local importante para se conhecer em Havana é o Memorial da Denúncia, inaugurado em 14 de agosto de 2017, em um belíssimo edifício que abrigava antes o Ministério do Interior. 


Nossa caravana da solidariedade a Cuba, composta por 22 pessoas, foi acolhida pela equipe responsável pelo Memorial, que nos apresentou informações relevantes sobre os ataques terroristas sofridos pelo povo cubano desde 1959, quando a população apoiou os jovens de ideais martianos que libertaram o país. 


Centenas de tentativas de assassinato do Comandante Fidel Castro, atentado a bomba em avião cubano com dezenas de mortes, a invasão da Baía dos Porcos, lançamento de pragas nas produções de alimentos na ilha, atentados a bomba em Cuba promovidos com apoio norte-americano etc. 

E depois acusam os cubanos... que só exportam solidariedade!


O turista descobre durante a visita informações que não chegam até nós pelas mídias hegemônicas como, por exemplo, o caso das 14 mil crianças cubanas levadas aos Estados Unidos, sem os pais, nos anos iniciais da Revolução, com o apoio da igreja católica local, que apoiou a ditadura de Batista.


Foi a terceira vez que visitei o Memorial e espero voltar a ele sempre que estiver em Cuba. 


CENTRO FIDEL CASTRO RUZ

Outro local de grande significado para o povo cubano e para os turistas é o Centro Fidel Castro Ruz. Ali vemos o sentido claro do ensinamento de José Martí: "Ser cultos é a única maneira de ser livres".


A emoção pelo discurso que ouvimos da jovem responsável pelo Centro Fidel Castro Ruz, ainda nas escadarias do edifício, levou alguns de nós às lágrimas. 

Fidel, em porcelana

Ela nos recebeu com alegria e explicou os desafios de sua geração para seguir com os avanços alcançados pela Revolução Cubana. 


O local oferece aos visitantes salas modernas e interativas com a história de Fidel Castro e de seus companheiros e companheiras de lutas pela libertação do país e implantação de uma sociedade sonhada por figuras históricas como José Martí, Máximo Gomes, Antonio Maceo, Mariana Grajales e demais cubanos que deram a vida pela independência de Cuba. 


O Centro Fidel Castro conta com 4 visitas guiadas por dia e tem uma página na Internet de fácil navegação para se fazer uma visita virtual. 


HISTÓRIA E CULTURA 

Nosso primeiro dia em Havana foi muito intenso, repleto de história e cultura, a caravana solidária de brasileiros e brasileiras conheceu as lutas seculares por liberdade e independência de um povo que só quer ser feliz e viver a vida sem interferência de ninguém. 


Ainda visitamos a Praça da Revolução e a Fortaleza San Carlos de la Cabañha, onde assistimos à cerimônia do "Cañonazo", mas conto depois essas aventuras.

Amigas e amigos leitores do blog, visitem Cuba! A nossa companheira Telma Araújo está organizando um novo grupo para agosto deste ano. Vale muito a pena realizar o sonho de ir a Cuba.

William 

16/04/26

terça-feira, 14 de abril de 2026

Viagem a Cuba II (2026)


Foto histórica de Fidel e o povo

Refeição cultural

"(...) una revolución en las condiciones de Cuba, frente a un país tan poderoso como Estados Unidos, sólo hubiera podido defender y sólo habría podido sobrevivir con el apoyo de la inmensa mayoría del pueblo." (Fidel, 1988)


Ao chegarmos a Havana, ao aeroporto José Martí, pela companhia aérea Copa Airlines, vindos da conexão no Panamá, é certo que muitas pessoas passaram a viver e realizar um sonho de suas vidas: conhecer Cuba.

O que somos senão seres que sonham e desejam realizações ao longo da jornada da vida? As utopias são esses desejos e sonhos que nos movem, que nos dão um norte a seguir. Havíamos chegado a Cuba, a ilha cujo povo realizou o sonho de liberdade e independência após séculos de invasão e colonização. 


Em nosso grupo de 22 pessoas solidárias a Cuba, 16 delas estavam realizando o sonho de conhecer pela primeira vez o povo de uma ilha no Caribe que ousou enfrentar dois impérios para serem pessoas livres e organizarem suas vidas da forma como quisessem. Cuba é um país de gente alegre, inteligente e soberana.

Após os trâmites comuns de aeroporto, o que incluiu a verificação de malas enormes com centenas de medicamentos, fomos recebidos pela simpática Margarita, guia da Amistur que nos acompanharia na estadia em Cuba. Nossa hospedagem seria no hotel Copacabana, e só no dia seguinte teríamos programação intensa. 

Ruas de Havana 

Nosso grupo ficaria em Cuba entre os dias 24/3 e 01/04, cumprindo uma programação em um pacote de viagem com uma agenda sociopolítica, visitaríamos locais importantes na história do país e instituições sociais relevantes na vida do povo cubano. 

Parte de nosso grupo ficaria mais alguns dias em Cuba, em casas de cubanos ou em locais alugados, pois as plataformas de aplicativos já operam no país. Eu, meus amigos e Telma Araújo ficaríamos na Casa de Isabel e Luis. Um grupo paulista de novos amigos ficaria em um Airbnb. Todos nós ficaríamos nos últimos dias próximos ao Capitólio Nacional de Cuba.

Vista do Hotel Copacabana

Após a visita a Amistur, almoçamos em um restaurante local e fomos para o hotel, onde jantamos e encerramos o dia.

Por ter estado em Cuba três vezes nos últimos quatro anos, tive a impressão clara do quanto Havana está vazia, sem a movimentação de turistas que vi das outras vezes. Os efeitos do bloqueio atual são nefastos para o governo e a economia do país, ou seja, nefastos para o povo cubano. 

Por outro lado, vi também a vida cotidiana se desenvolvendo do jeito que dá. Apesar do bloqueio criminoso, o povo está nas ruas, o comércio está funcionando, agora com micro e pequenos comerciantes. Até sorveterias, cafeterias e lanchonetes se veem nas ruas de Havana. 


Cuba é linda, o povo cubano é altivo e libertário. O mundo progressista deve apoiar a causa cubana e exigir o fim do bloqueio e da interferência norte-americana ao país caribenho. 

William

14/04/26

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Viagem a Cuba I (2026)


Ano 67 da Revolução Cubana (2026)


Refeição cultural

"No hay dudas de que el amor a la patria, el apego a los pobres de la tierra, la fe en el mejoramiento humano y en la utilidad de la virtud, son componentes esenciales de la personalidad de Fidel aprendidos e interiorizados desde Martí." (Citação no Centro Fidel Castro Ruz)


Estive novamente em Cuba entre o final de março e o início de abril deste ano. Participei de uma caravana solidária organizada pela companheira Telma Araújo, de Belo Horizonte (MG). 

Contamos em nossa estadia com o apoio logístico do ICAP (Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos) e da Amistur (Agência cubana de turismo). Nosso grupo era composto por 22 pessoas e correu tudo bem em nossa viagem. 

Telma Araújo é homenageada
pelo ICAP por anos de dedicação

A viagem foi antecedida por determinadas incertezas e ansiedades por causa dos acontecimentos provocados pelo governo dos Estados Unidos que, desde a posse do presidente atual - Trump -, vem rompendo uma ordem política, econômica e diplomática estabelecida no mundo desde o fim da 2ª Guerra Mundial.

A caravana solidária reunida por Telma Araújo, uma militante histórica de Cuba que organizou brigadas sul-americanas por décadas, foi se formando desde o semestre passado e, se tudo correu bem, devemos muito ao trabalho persistente e incansável da companheira brigadista e amiga de Cuba e seu povo.

O ICAP está à disposição
dos povos solidários a Cuba

As ações do governo dos Estados Unidos iniciadas assim que entramos no ano de 2026 como, por exemplo, o ataque ao país venezuelano e sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua companheira Cilia Flores, em 3 de janeiro, mudaram drasticamente o cenário em relação à viagem para Cuba. A primeira ação de Trump foi asfixiar o povo cubano ao impedir o fornecimento de petróleo.

Depois, os Estados Unidos bombardearam o Irã e iniciaram outra guerra que alterou mais ainda o panorama político mundial. As ameaças de invadir e fazer com o governo e povo cubano o mesmo que fizeram com a Venezuela, além do bloqueio total de fornecimento de petróleo à ilha caribenha, deixaram todos os admiradores e apoiadores de Cuba apreensivos de irem ao país e o turismo está praticamente nulo neste momento.

Caravana brasileira solidária a Cuba
é recebida pela Amistur/ICAP

Fomos recebidos pelos agentes turísticos da Amistur e pelos trabalhadores em todas as estruturas turísticas com muito carinho e consideração, eles sabem o esforço que fizemos para estar em Cuba, levar medicamentos e demais itens necessários e prestarmos nossa solidariedade, além de ativar a cadeia produtiva do turismo.

Por isso, a mensagem inicial que deixo nesta primeira postagem sobre nossa viagem a Cuba em 2026 é para que vocês visitem o país e fortaleçam a luta do povo cubano para resistirem aos ataques criminosos e genocidas dos Estados Unidos.

O mundo civilizado deve exigir o fim do bloqueio estadunidense contra o povo cubano. Nossa solidariedade! Cuba livre e soberana!

William

13/04/26

Instantes (8h55) - Remoção de uma leucoplasia



(Pela manhã)

Antes da cirurgia na língua, ele comeu pela manhã um prato de comida como faziam seus ancestrais quando caçavam um javali ou algum outro animal. Comeu bastante arroz com feijão por não saber que dia faria outra refeição mastigando o alimento... (tentando ser humorado)

13/04/26

Post Scriptum (de tarde):

Leucoplasia 

São manchas ou lesões em mucosas da boca, em geral na língua, gengivas ou bochechas. Como são indolores, é importante que as pessoas observem a região da boca ao fazerem a higiene bucal.

Eu percebi uma mancha branca na língua um tempo atrás e fui verificar o que poderia ser. Após consultar uma dentista, ela me sugeriu um estomatologista, e me indicou ir até a Odontologia da USP. 

Felizmente, meu caso vem sendo acompanhado pelas equipes da USP. A leucoplasia deve ser identificada e monitorada por especialistas, pois uma porcentagem pequena dos casos pode virar câncer. As biópsias auxiliam os profissionais da área. 

Hoje passei por nova cirurgia para remoção da lesão. Agora é esperar a cicatrização e torcer por uma biópsia positiva. 

Amigas e amigos leitores, se cuidem e fiquem atentos a lesões e manchas na região bucal.

William 

domingo, 12 de abril de 2026

Diário e reflexões


"Vas  bien, Fidel!" (Camilo Cienfuegos)*

Refeição Cultural

Osasco, 12 de abril de 2026. Domingo.


"             William

                                       Sérgio Gouveia


Braços e pernas em equilíbrio.

Forte. Firme. Seguro.

Paixão.  Inteligência.


Seus óculos, com lentes sempre limpas,

filtram o que vê.

Sua língua, que também lhe preocupa,

escolhe o que fala.

Aulas. Aulas. Aulas.|


E ele se nos forma."


Tive a honra de ser presenteado com o poema "William", feito por meu amigo professor e poeta Sérgio Gouveia. Também tive a sorte de ser agraciado por uma dessas veredas da vida que nos colocou numa viagem juntos. A vida é oportunidade, é o que venho refletindo nos últimos anos de existência.

Hoje faz uma semana que nossa caravana solidária chegou de Cuba. Ainda estou digerindo as impressões e as experiências que vivenciamos, que vivenciei, nessa nova visita ao país socialista.

O acolhimento que tivemos por parte do povo cubano foi inesquecível, o afeto e a gratidão demonstrados a nós por estarmos lá num momento tão difícil ficará em meu coração. 

Nós do campo da esquerda também somos gratos ao povo cubano pelo exemplo que eles nos dão diariamente e há décadas, de que é possível sair da lógica capitalista e imperialista.

Quero e não quero escrever sobre Cuba... quero e não quero escrever sobre várias coisas que agitam as sinapses de meu cérebro...

Estou meio esquisito, acredito na ciência e não tenho mais encantos por abstrações (religiosas) que nossa espécie cria há milênios para dar sentidos ao mundo e à vida.

Sou um homem de sorte, tenho leitura clara sobre isso. Chegar até aqui na existência foi algo de muita sorte. Acasos e veredas percorridas fazendo caminhos que não existiam. Pegadas ficaram pelos caminhos em solos moles e duros.

Amanhã faço mais um procedimento chato na boca, descobri no ano passado uma leucoplasia na língua e tenho que acompanhar a reprodução irregular de células na região para o resto da vida... 

A ciência fará sua parte, os profissionais de saúde estão lá na Faculdade de Odontologia da USP para cuidar de nós e eu só tenho que agradecer por ter alguém acompanhando o meu caso.

Falar é importante para nós humanos. E olha que eu sempre pensei na importância de meus pés e meus olhos, porque caminhar, correr e ler são atos centrais na minha vida. Mas falar também é de nossa natureza humana... mesmo quando o melhor seja calar.

Sigamos! Vou caminhar ao sol e comer um pão com manteiga hoje. Amanhã e nos próximos dias não farei isso.

William


*Post Scriptum

Sobre a importância da língua e da fala e da comunicação em si, a frase dita por Camilo Cienfuegos a Fidel Castro "Vas bien, Fidel!" tem um contexto central sobre o comunicar-se bem de acordo com cada público ouvinte. 

O Comandante em Chefe Fidel Castro discursava ao povo cubano, já de noite, após a vitória e a marcha até a capital do país, Havana, quando pergunta ao companheiro Camilo Cienfuegos, um campesino revolucionário, se o discurso que ele estava fazendo ao povo simples estava bom, se ele se fazia entender, e Camilo, uma liderança popular, sem formação acadêmica como o próprio Fidel e o médico Ernesto Che Guevara, respondeu ao Comandante que ele estava no caminho certo da comunicação com o povo.

Comunicar-se bem é muito importante!

sábado, 11 de abril de 2026

Livro: Um anjo de mochila azul - Diogo Almeida



Refeição Cultural

LITERATURA 

“Nunca fui uma aluna exemplar, mas era esforçada: sempre tive que dar um tranco no tico e teco, porque meu cérebro demora um pouco para funcionar, mas, depois que ele pega no tranco, aí vai que vai! Das três amigas que estudavam comigo, uma delas, a Josi, era parte integrante do meu time (o das esforçadas) e as outras duas eram trabalhadas na inteligência.” (de “Um Anjo de Mochila Azul” por “Diogo Almeida”)


Ao ler o romance de Diogo Almeida, sendo companheiro de uma professora, me senti em casa na leitura das aventuras e desventuras da Francislena (Francis, por favor!) e suas amigas de profissão. 

Temáticas desenvolvidas no romance: o dia a dia em sala de aula com os alunos ("os capirotos"), as dificuldades inerentes à educação em um país que não valoriza a profissão de professor(a), os perrengues de se viver ganhando um salário insuficiente e os desafios imensos relativos à condição da mulher brasileira.

“A separação foi avassaladora na minha vida. Meu Deus! Eu achei que não fosse superar! Porque, por mais insuportável que seja a pessoa, a gente acaba se acostumando com a criatura. Relacionamento é igual a banho no inverno: ruim para entrar e, depois que se acostuma, muito pior de sair. Se ver sozinha depois de um longo período com alguém é meio assustador, mas essa sensação e esse medo passam com o tempo.”

Eu sempre digo e escrevo que considero a área da educação a dimensão humana mais necessária do mundo e a profissão de professor(a) a mais importante entre todas as profissões que existem. O mundo seria outro, seria melhor, se a educação fosse prioridade de governos e famílias. 

O autor desenvolveu o romance em linguagem oral e prosaica, com falares cotidianos das classes populares e de trabalhadores, fato que torna a leitura fácil e descontraída. A intenção me pareceu ser a reprodução do ambiente real do mundo do trabalho dos professores. 

Uma particularidade: estou refletindo comigo mesmo os motivos para um certo desconforto que senti com o linguajar específico nas temáticas sexuais... o desconforto me deixou atento para o fato de talvez eu estar me comportando de forma antiquada no tema da sexualidade. Seria por estar ficando mais velho? Não sei. Seguirei digerindo essa refeição cultural. 

“De repente, um dos alunos me abraça muito forte, um abraço que demora uns dez segundos. Na verdade, eu nem reparei muito nele durante a aula; ele é bem quieto, quase imperceptível. Ele veio com a sua mochila azul bem surradinha, me abraçou bem forte e agora diz: – Como estão a Francis e a Lena que moram dentro de você? Brigando ou unidas? Como está o seu povo interior? – Ri e vai embora!”

O livro é bom. Vale a leitura. Sobre o anjo de mochila azul, esse garoto brincalhão do romance, deixo pra vocês a descoberta. 

William 

11/04/26

terça-feira, 7 de abril de 2026

Cuba resiste e conta com apoio solidário



Estive em Cuba pela terceira vez em 4 anos. Cada experiência é única. 

Médicas e médicos para o mundo

O povo cubano tem muito a nos ensinar e temos muito a compartilhar com o povo cubano, a começar pela solidariedade. 

Visita a uma policlínica 

Desta vez, conheci uma policlínica, conversei com um combatente da Serra Maestra, o senhor Gil de 85 anos, visitei uma produção de charutos e experimentei conhecimentos novos. 

Revolucionários como Gil e Luis fazem a história de um povo livre e soberano

Cuba é uma referência para o mundo humano que pensa outras possibilidades de organização social diferente do modelo predatório capitalista.

Músicos cubanos 

O povo cubano é um povo inteligente, criativo, alegre e defensor da paz.

Um povo que preserva a história sabe o que quer e luta por seus objetivos 

Toda pessoa decente deve se manifestar em defesa da liberdade e soberania do povo cubano e lutar pelo fim do bloqueio criminoso dos Estados Unidos ao país. 

Lutemos pelo fim do bloqueio

Amigas e amigos leitores do blog, visitem Cuba, pois o turismo é muito importante para o país e seu povo acolhedor.

William 

07/04/26

domingo, 5 de abril de 2026

Cuba livre e soberana!



A humanidade deve se unir para transformar o mundo num lugar de paz e solidariedade. 

Cuba e seu povo solidário são exemplos a serem seguidos e apoiados por todos nós.


Defendemos o fim do bloqueio imperialista e o respeito à soberania do povo cubano!

William 

05/04/26

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Primeiro pôr do sol em Cuba



Nossa caravana solidária a Cuba chegou a Havana no dia 24 de março. O grupo foi organizado por Telma Araújo, uma militante histórica do país socialista. 


Nossa estadia e roteiro de viagem ficou sob responsabilidade da agência cubana de turismo, Amistur. 

O pôr do sol desta postagem é a partir do hotel Copacabana.

Cuba é linda! 

William 

03/04/26

terça-feira, 31 de março de 2026

Mausoléu do Che Guevara: emoção inesquecível!




Nossa caravana de solidariedade a Cuba partiu cedo de Havana no sábado 28 de março para o lado oriental da ilha, com destino a Santa Clara (cerca de 300 Km), para visitarmos o Mausoléu do Che Guevara e o Museu do Trem Blindado.


Ainda pela manhã, soubemos que Santa Clara estava sem energia elétrica na cidade. Sem luz, não poderíamos visitar o Mausoléu. 

Chegando à cidade, almoçamos no hotel e fomos ao Museu do Trem Blindado (ler aqui). 


Ainda passamos na sede do Partido Comunista de Santa Clara para conhecermos o local e admirarmos a escultura de bronze de Che com o menino.

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No domingo, a sorte esteve ao nosso lado. Com a volta da energia pudemos visitar o Mausoléu. 

Foi uma emoção inesquecível! O grupo teve um tratamento admirável por parte dos cubanos.

Em vários momentos de nossa viagem, os cubanos reconheceram o esforço de todos nós de virmos a Cuba num momento no qual a campanha de desinformação e ameaças dos Estados Unidos afetou severamente o turismo ao país.

Os restos mortais de Che Guevara e seus companheiros foram devolvidos ao povo cubano em 1997.

Mais uma vez, a emoção tomou conta de mim. 

Foto de Che

Em 2023 estive com meu filho no Mausoléu do Che Guevara: a visita é sempre silenciosa. Desta vez, os cubanos quebraram o protocolo e a guia nos contou toda a história do Mausoléu e de seus heróis. 

Grande experiência estar diante dos restos mortais de grandes seres humanos que souberam mudar a história de seus compatriotas e dar o exemplo de que é possível construir uma sociedade solidária e sem a exploração das pessoas. 

William 

31/03/26

sábado, 28 de março de 2026

Santa Clara: a batalha decisiva do trem blindado


Depois de viajar uns 300 Km de Havana até a área central da ilha caribenha, chegamos a Santa Clara, local histórico onde se deu a decisiva batalha do trem blindado, nos últimos três dias do ano de 1958.

Na véspera do Natal de 1958, o ditador Fulgencio Batista havia mandado um importante carregamento de armamentos e munições de Havana para Santiago de Cuba, 1000 Km a Oriente.

O Comandante em Chefe, Fidel Castro, líder dos rebeldes revolucionários estava cercado pelo exército de Batista na Serra Maestra. Se aquela quantidade enorme de munição chegasse até os inimigos do povo, tudo poderia se perder.

Fidel destaca os comandantes Che Guevara e Camilo Cienfuegos para interceptar o trem blindado no município de Santa Clara. 

Che e os guerrilheiros usam um pequeno trator para destruir os trilhos e ao descarrilar o trem blindado começa a batalha entre os soldados de Batista e os revolucionários.

Sendo o trem blindado, os revolucionários usam milhares de coquetéis Molotov para forçar os soldados a se renderem. Foi a batalha decisiva. Ao tomar o armamento e munição do ditador, Batista foge em 1° de janeiro de 1959, roubando milhões de dólares do banco central do país. A revolução triunfou!

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UM POVO ALTIVO ENFRENTANDO O BLOQUEIO NORTE-AMERICANO

Voltar ao museu do trem, um espaço a céu aberto em Santa Clara, é uma emoção imensa. O povo cubano tem muito orgulho de sua história e de suas façanhas pela liberdade. 

Ao chegar a Santa Clara, num sábado, soubemos que a cidade está sem energia elétrica. É o bloqueio criminoso imperialista contra o povo cubano. 

Mesmo assim, vimos um povo altivo e resistente na defesa de suas conquistas com a revolução. 

William 

28/03/26