domingo, 1 de fevereiro de 2026

4. Hitler mostra sua força



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


4. Hitler mostra sua força

* A "guerra estranha" no Ocidente

No início de 1940, a guerra havia arrefecido. Durante o inverno, particularmente intenso, ambos os lados pouco fizeram além de patrulhar, manter os treinamentos e tentar sobreviver ao frio. Esse período ficou conhecido como "guerra estranha".

* As invasões da Dinamarca e Noruega

Em 30 de novembro de 1939, a União Soviética invadia a Finlândia. Josef Stálin queria evitar que os finlandeses permitissem a entrada dos alemães para atacar Leningrado e o vital ponto ártico de Murmansk.

* Os homens que decodificaram o Enigma

Agentes poloneses capturaram uma máquina Enigma e a entregaram aos britânicos que, sob as ordens de Alastair Denninston, quebraram seu código.

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COMENTÁRIO

Ganhei de um vizinho do condomínio uma coleção de DVDs sobre os 70 anos da II Guerra Mundial. A produção é da Abril Coleções, de 2009. São trinta DVDs e só estão faltando dois.

É interessante rever a história do nazifascismo neste momento da história humana com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. Ele pretende construir um novo Reich em sua busca de "espaço vital". 

É triste perceber que pouca gente no mundo liga para história ou para qualquer tipo de conhecimento e cultura. Estamos na era do incentivo à ignorância e a idiotice é premiada com milhões de seguidores em redes sociais e rios de dinheiro por views e likes.

No Ocidente, milhões de pessoas - crianças, jovens, adultos e idosos - estão com suas mentes capturadas por bichinhos, dancinhas, bets, pornografia, fake news e temas de violência e ódio. 

Os dias de existência das massas são desperdiçados dentro das grades das celas dos celulares, as prisões da humanidade em desfazimento. Já vivemos em um mundo de zumbis digitais...

Pensei nas big techs de hoje (parceiras de Trump e Netanyahu) ao assistir ao documentário sobre a máquina alemã Enigma, que codificava mensagens e que por um acaso foi descoberta (o imponderável) e isso permitiu aos cientistas britânicos, liderados pelo matemático e cientista da computação Alan Turing, descobrir o segredo daquele sistema de criptografia e surpreender os ataques nazistas. Quem vai parar os algoritmos e as "IAs" dos parceiros do presidente dos EUA?

Vendo os episódios deste DVD, também fiquei pensando sobre a atualidade ao me lembrar do pacto de não agressão feito entre Hitler e Stálin em 23/08/39, permitindo aos nazistas se concentrarem em seus objetivos de invasão naquele momento - França e Inglaterra - e aos soviéticos prepararem o Exército Vermelho para enfrentarem os nazistas quando fossem a bola da vez na expansão nazista em busca de seu "espaço vital" (a invasão ocorreu uns dois anos depois).

O Reich de Trump está na fase megalomaníaca de submeter todo o continente americano, o "quintal do império", e seu "espaço vital" inclui a Groelândia e outros países também. Venezuela, Cuba e Colômbia são alvos a qualquer momento; México e Brasil estão na mira. O Führer do Norte já conta com as maiores tecnologias para neutralizar e manipular seus alvos: as big techs.

As presidências de Brasil e México tentam algum acordo de não agressão com o pseudo-imperador, mas não há garantia alguma. Os dois países não têm exércitos nem armamentos para serem respeitados e não sofrerem agressões e interferências para mudanças de governos, colocando-se governos fantoches submetidos ao Reich do Norte.

Dureza!

William

01/02/26

sábado, 31 de janeiro de 2026

Diário e reflexões


Férias na Praia Grande SP 

Refeição Cultural

Osasco, 31 de janeiro de 2026. Sábado.


JANEIRO

Que posso dizer do primeiro mês do ano? Poderia começar dizendo que estou por aqui, e isso é bom! Me esforcei em cuidar da minha saúde para poder estar no mundo e com isso poder manter as relações sociais que nos fazem humanos.

A consciência sobre a importância de estar no mundo e a responsabilidade em relação às pessoas que pertencem às nossas relações sociais me ajudaram a superar a preguiça e o desânimo em diversos momentos do cotidiano e com isso pude praticar atividades físicas em 22 dias do mês e tentar me alimentar com consciência corporal. Sei da fragilidade da vida.

OS SENTIDOS DA VIDA

Tenho buscado sentidos para o momento presente do viver. Mais que sentidos, diria que busco motivos para seguir adiante.

Ao longo de décadas procurei respostas para questionamentos filosóficos que fazia a mim mesmo desde muito jovem. Avalio que encontrei as respostas principais sobre a vida e o mundo. Compreendi como é a vida. Por estudo, reflexão e experiência tenho compreensão sobre minha passagem pelo mundo.

A vida é uma oportunidade diária para novas experiências e descobertas. Só estando vivo e pertencendo ao mundo natural é que podemos participar de alguma forma das mudanças que alteram para melhor ou para pior a realidade. Cada um de nós pode e deve participar das lutas para mudar a realidade que oprime as maiorias e privilegia as minorias.

Hoje, enquanto era mais um na multidão, seja no evento cultural magnífico que participei pela manhã no Armazém do Campo - o lançamento do livro "Vai pra Cuba! E eu fui!" do companheiro Tin Urbinatti -, seja entre a classe trabalhadora espremida dentro do vagão do trem voltando para casa, fiquei pensando o quanto me identifico com as classes populares e exploradas e o quanto é injusto o que os donos do poder fazem com o povo. A elite canalha da casa-grande é a principal culpada pelo sofrimento do povo brasileiro.


Luiza Erundina, Tin Urbinatti e José Genoino 

Ao ouvir e conversar no encontro cultural e político de hoje com grandes seres humanos como Aloísio Cuginotti, Tin Urbinatti, José Genoino, Luiza Erundina, Adriano Diogo e Rui Falcão, voltei para casa com um senso de responsabilidade diferente daquele que o cotidiano em casa nos impele a sentir no dia a dia, um certo desânimo e pusilanimidade em relação às lutas por um mundo melhor. 

A esperança e a utopia são centrais nos sentimentos e atitudes de um militante de esquerda, de um socialista, de um guerreiro pela liberdade do povo trabalhador e das classes populares. Somos inteligentes e podemos mudar a realidade miserável. Lutar pela mudança é o sentido da vida de um militante de esquerda.

Ouvir e conversar com o companheiro José Genoino é um convite à esperança, é um chamamento para as lutas populares com altivez e engajamento. 

CUBA - O tema central do encontro cultural foi a situação de nossos irmãos cubanos por causa do cerco dos Estados Unidos que atua neste momento para matar de fome milhões de crianças, mulheres, idosos e todo o povo da ilha caribenha. Cuba não tem recursos naturais em relação a fontes de energia, precisa de petróleo para movimentar a vida cotidiana e o governo fascista de Trump ampliou o bloqueio para que nenhum país forneça petróleo ao país socialista. Sem petróleo, não há energia, não há água e não há comida.

Livro do ator e diretor Tin Urbinatti 

Temos que apoiar e defender o povo cubano! É um dever de todas as pessoas decentes do mundo exigir o fim do bloqueio criminoso e genocida imposto pelos Estados Unidos e dizer um basta ao novo Hitler do século XXI.

Vamos apoiar Cuba como pudermos. Estarei lá daqui algumas semanas prestando minha solidariedade aos nossos irmãos. Será minha terceira visita à República Socialista de Cuba.  

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LIVRO SOBRE A CASSI - Decidi escrever sobre algo que sei alguma coisa a mais que a média das pessoas: a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI), uma autogestão em saúde que completou 82 anos neste mês e da qual tive a oportunidade de fazer parte de uma de suas gestões. Não acho correto guardar comigo e não compartilhar o que sei sobre essa extraordinária instituição de assistência social. 

A espécie humana inventou a escrita e deu um salto evolutivo por causa dessa tecnologia, passamos a transmitir o que acumulamos de conhecimento na vida e as gerações que se seguiram umas às outras foram acumulando saberes e histórias. Eu sei alguma coisa sobre a CASSI e tenho o dever de transmitir esse conhecimento, independente de quantas pessoas terão interesse nessas informações.

LIVRO DE POESIAS - Estou editando também um livro com algumas dezenas de poesias que criei ao longo da vida. Nunca pensei em reunir em livro os poemas, mas decidi fazê-lo agora. A coletânea estará dividida em dois blocos de poemas, um deles com textos experimentais criados ao longo de duas décadas, com um eu-lírico estudante de Letras e sindicalista. O outro bloco de textos é o resultado de sentimentos e impressões da realidade atual. 

Havia pensado em fazer uma pequena edição para presentear amigos/as e companheiros/as de luta, da mesma forma que fiz com o livro "Memórias de um trabalhador politizado pelos bancários da CUT". A ideia foi sendo burilada nos últimos dias e pensei em fazer um lançamento do livro para arrecadar recursos para alguma causa social. Hoje, após o evento cultural e político sobre Cuba, decidi tentar fazer um lançamento para arrecadar recursos para contribuir com a causa do povo cubano. Vou ver como posso levar adiante esse desejo.

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FAZER O QUE TEM QUE SER FEITO

Somos seres históricos, somos inteligentes e muitos de nós tivemos oportunidades na vida para desenvolverem suas habilidades enquanto espécie animal de natureza social. 

As pessoas que têm consciência e formação política não podem se dar ao luxo de se apartarem das lutas que estão sendo travadas neste momento da história humana pelo presente e pelo futuro da cada um de nós, do planeta Terra e de todas as formas de vida que existem.

Amigas e amigos leitores do blog, engajem-se nas causas do campo progressista, causas culturais, sociais, ambientais e do campo popular. Cada um de nós pode fazer a sua parte.

Eu escrevo e tento compartilhar o que sei, o que sinto e o que defendo para a sociedade humana. De forma gratuita, no meu caso.

Abraços fraternos e sigamos na luta por um mundo livre do imperialismo e do totalitarismo do capitalismo.

William

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Livro: Forrest Gump - Winston Groom



Refeição Cultural 

LITERATURA

"Sou idiota de nascença. Meu QI é de quase 70, então eu encaixo na definição, pelo que falam. Se bobiar devo estar mais perto de ser um débil mental ou até mesmo um retardado, e pessoalmente prefiro achar que sou um pateta, ou auguma coisa do tipo, e não idiota..." (Groom, 2016, p. 9)


Certa vez, conversando com o amigo Jair Rosa, jornalista da Secretaria de Imprensa do Sindicato, falamos a respeito do personagem Forrest Gump. 

Eu havia corrido a São Silvestre com uma camiseta na qual escrevi "Run, Forrest, run!", e estava com uma barba enorme. Foi uma brincadeira legal! As pessoas na rua me viam e gritavam "Vai, Forrest!"; outras diziam "Olha o Forrest!". Foi divertido!

São Silvestre de 2009

O Jair me disse que seria legal ler o livro Forrest Gump. Eu nem sabia que existia o livro que teria inspirado o filme com a interpretação de Tom Hanks. 

Anos depois, ganhei o livro de minha companheira. Uma bela edição da Editora Aleph, com tradução de Aline Storto Pereira. O livro é de 1986 e o filme de 1994, dirigido por Robert Zemeckis.

Meu amigo me disse que no livro havia mais aventuras de Forrest, além daquelas que vimos no filme. 

Na verdade, a história de Forrest Gump no livro tem diferenças em relação ao filme, algo que considero normal. 

Na verdade, lendo o artigo de Isabelle Roblin - "Da página à tela: a reformulação de Forrest Gump" - incluído na edição que tenho, descobre-se que a história foi reescrita para o filme.

Acho importante citar também o tipo de deficiência intelectual do personagem: Síndrome de Savant, condição chamada no passado de "idiota savant". As pessoas com essa condição têm habilidades extraordinárias em certas áreas como matemática, musica, artes e esportes, memória incrível etc.

O filme me marcou muito, de verdade. Tem cenas do filme que me fazem chorar e pensar muito na minha vida. Além, é claro, da trilha sonora espetacular!

Vamos ver o que a obra original nos traz. Ainda estou no começo, o livro é grande.  

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COMENTÁRIO SOBRE O LIVRO

02/02/26

"Mas eu bem sei uma coisa sobre os idiotas. Se bobiar é a única coisa que eu sei de verdade, mas eu li mesmo sobre eles... Li tudo desde o idiota dum tal Dois-toi-és-viquis, até o bobo da corte do Rei Lear; o idiota do livro do Faulkner, Benjie, e até o Boo Radley de O sol é para todos... ele era um idiota de verdade. O que eu gosto mais é o velho Lennie de Ratos e homens. A maioria desses escritores entendeu como funciona, porque seus idiotas são sempre mais espertos do que as pessoas pensam. Bom, eu concordava com isso. Qualquer idiota concordaria. Rá-rá." (Groom, 2016, p. 11)


Terminei a leitura do romance com um nó na garganta, da mesma forma que acontece comigo quando assisto ao filme de Zemeckis.

O mais difícil na leitura de um romance que já foi adaptado para o cinema é conseguir se desfazer das imagens do filme e da caracterização dos personagens, além das diferenças de adaptação do roteiro ou versão dada pelo diretor.

Então, antes de apresentar meu comentário sobre o romance de Winston Groom, registro que o filme é muito bom e que o livro é muito bom também, mesmo sendo obras com enredos bem diferentes. 

O personagem Forrest Gump tem algum grau de deficiência intelectual - Síndrome de Savant - e tanto ele quanto sua mãe sabem disso. Ele é um sujeito grande, de uns dois metros de altura, com uma bunda enorme. Desde pequeno, ele sempre deseja fazer as coisas certas, mesmo quando isso não acontece.

Além de sua mãe, outras pessoas foram importantes e marcaram a vida de Forrest Gump: Jenny Curran, amiga do colégio e amor de sua vida; Bubba, amigo da faculdade e companheiro na Guerra do Vietnã; e Tenente Dan, que conheceu na guerra. Outras personagens também vão aparecendo ao longo das peripécias que marcam a vida de Forrest.

Groom faz uma crítica ácida aos norte-americanos considerados "normais". Ao longo da história do deficiente intelectual Forrest Gump é comum vermos cenas como a do pneu do carro:

Forrest pega uma carona com um rapaz e o pneu do carro precisa ser trocado. Enquanto o motorista troca o pneu, deixa os parafusos caírem no bueiro e fica se lamentando por não poderem resolver o problema e irem embora. Forrest pensa por um instante e sugere ao motorista que tire um dos quatro parafusos de cada um dos três pneus e fixe o pneu trocado. O motorista fica puto e envergonhado por não ter pensado nisso e questiona Forrest "Como você pensou nisso se é idiota?" e Forrest responde "Sou idiota, mas não sou burro!".

O personagem carrega aquela ideia comum dos norte-americanos de se venderem como sujeitos que empreendem e que se dão bem na vida por esse motivo. Algo como "qualquer idiota esforçado consegue fazer qualquer coisa" (idiota no sentido de pessoa comum). É a ideia do self-made man, a meritocracia que manipula tanta gente de nossas classes exploradas e sem os direitos básicos da cidadania.

Forrest ao sabor do acaso vira jogador de futebol americano, astronauta, jogador de pingue-pongue, toca gaita de forma magistral, é campeão de xadrez, lutador de luta livre e outras coisas que vão aparecendo nas veredas que percorre na vida.

Com a produção de camarões, Forrest alcança fortuna e sucesso, mas mesmo com esses sonhos comuns dos homens do capital, algo falta para aquele cidadão, algo que não é dinheiro. Algo que dê sentido e satisfação em sua vida. Percebemos isso quando Forrest insiste em lutar mais após ter conseguido o dinheiro que precisava para o projeto dos camarões. 

Valeu bastante a experiência de ler a obra original que inspirou o filme de sucesso dirigido por Robert Zemeckis em 1994, com interpretações magistrais de Tom Hanks (Forrest Gump), Robin Wright (Jenny Curran), Gary Sinise (Tenente Dan), Sally Field (Senhora Gump), Mykelti Williamson (Bubba) e demais personagens no elenco.

Sobre o filme, reafirmo que sou um fã desde a primeira vez que o vi. E a trilha sonora é inesquecível!

William


Bibliografia:

GROOM, Winston. Forrest Gump. Tradução: Aline Storto Pereira. Ilustrado por Rafael Coutinho. São Paulo: Aleph, 2016.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Praia Grande, 26 de janeiro de 2026. Segunda-feira. 


A areia com sujeira deixada por humanos sem educação e sem consciência ambiental é a mesma, estejamos em Praia Grande ou Porto de Galinhas. A diferença são os poluidores: nas praias do Nordeste, os porcalhões falam esquisito e ficam da cor dos camarões: são os gringos. 

A cor do mar até pode ser diferente: em um local a água é marrom; noutro, é verde-esmeralda. Num, não se vê mais peixinhos n'água; noutro, peixinhos, corais e bioma estão morrendo, pisoteados e cozidos. A igualdade é questão de tempo.

Passar uns dias na Colônia dos Professores na Praia Grande é muito mais que cor de areia, de mar e de humanos que emporcalham as praias. É um tempo e espaço de reflexão e busca de rumos. Sentidos!

Enquanto vinha ao calçadão para ver o mar, o movimento e me despedir, refletia sobre o caminhar, o enxergar, o ter condições psicológicas de refletir. Sinceramente, não sei se num futuro próximo terei condições para essas ações triviais do ser humano. 

O que fazer do meu tempo ao subir a serra e retornar a Osasco? 

Não tenho conseguido ler por prazer, único sentido da leitura no meu caso neste momento. Não tá legal minha leitura. Pra ler assim, é melhor não ler.

Talvez devesse estabelecer uma rotina disciplinada de sistematização de meus textos dos blogs três ou quatro vezes por semana, por algumas horas, para aliviar minha consciência e poder fazer outras coisas. 

Enquanto não cumprir esse objetivo, não terei cabeça pra outras coisas. 

Entendi que tenho que escrever sobre a Cassi. Até para isso, preciso definir a questão da sistematização dos blogs. Porém, boa parte do conteúdo sobre a Cassi está nos blogs, então, daria pra conciliar essas ações. 

A percepção do tempo mudou para mim. Tenho pouco tempo agora. Não é mais a percepção de antes. A natureza se impõe. Sou natureza. 

Tenho pouco tempo agora. 

Vamos embora. De volta a Osasco. Tchau, Praia Grande. 

William

10h27

domingo, 25 de janeiro de 2026

O sentido da vida (19)



Compreender melhor o povo muda alguma coisa?


Envelhecer pode significar o ganho de experiência e sabedoria. Ou não. 

Pode ser que se tenha mais referências para nortear os passos a seguir.

Ao participar de rodas de conversas, sejam elas com conhecidos ou estranhos, percebia-se na prática as teorias do sociólogo Jessé Souza, em sua interpretação do povo brasileiro. 

Os brasileiros são aquilo que Jessé Souza explica em seus livros e palestras, um saber acumulado após décadas de estudos.

Um povo que foi aculturado para ser racista, um tipo de preconceito naturalizado por séculos, a partir da casa-grande. Racismo cultural. 

As diversas formas de preconceito e discriminação são ferramentas ideológicas para encobrir os privilégios dos donos do poder. 

Ele entendia isso claramente naquele momento de sua existência. 

A questão para ele era saber o que fazer com essa compreensão melhor sobre seu mundo e seu povo. 

Compreender como opera o sistema de aculturamento em seu mundo não significa capacidade de alterar aquela situação. 

Como mudar a realidade e salvar a humanidade e a vida no planeta Terra?

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Instantes (14h47)



Refeição Cultural

Que poderia registrar neste instante? O que ocupa meus pensamentos?

O amor, esse nobre sentimento, poderia ser a pauta a definir a agenda da sociedade humana. Mas ele não é o que importa no mundo dos homens. 

O projeto humano em andamento é outro - o necrocapitalismo -, e as ferramentas para se levar adiante o projeto são antagônicas ao amor.

Ódio e medo são os sentimentos a serem trabalhados pelos donos do poder para implantar o preconceito entre os iguais nas classes subalternas. 

E o pior é que dá certo manipular as massas humanas desprovidas de todos os meios essenciais à vida e ao pleno desenvolvimento do ser humano. 

O que fazer ao perceber esse cenário ao seu redor? Se contrapor a esse projeto de sociedade humana é o básico. Mas não basta. 

Que mais se poderia fazer para impedir esse projeto de dominação das massas humanas através do ódio e do medo, alcançando o predomínio do preconceito entre as vítimas miseráveis desse sistema?

Só escrever não basta. Só estudar e refletir não basta. Só pregar o pacifismo não basta. Isso é óbvio! 

Enquanto um sujeito pacifista faz isso, o dono do poder explode ele... boom!

Entendem? Só pacifismo não basta contra os donos do poder. Não pararam Hitler com passeatas pacifistas.

Estamos ferrados! Um século depois, os pacifistas copiam os "pacifistas" hipócritas (covardes?) do entreguerras entre os anos vinte e quarenta da "Era dos extremos".

A gente vê isso e sente uma impotência imensa sendo um cidadão politizado. 

Sigamos sem esmorecer ou desistir. Salvar a humanidade e a vida no planeta Terra deve ser um compromisso ético de cada um de nós. 

William 

23/01/26

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Instantes (23h57)


Flores na USP


Refeição Cultural

Neste instante estava revendo instantes do passado.

A viagem a Cuba. As explicações do senhor Luis nos contando sobre a resistência criativa do povo cubano para enfrentar as dificuldades causadas ao país por causa do bloqueio criminoso imposto pelos EUA há mais de seis décadas. 

A retomada dos estudos universitários na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas quando voltei de Brasília. Os instantes são repletos de imagens da natureza. 

A gente acumula tanta coisa... neste instante estava revendo imagens e vídeos da vida. Muita coisa!

E se eu parasse de registrar imagens, palavras, emoções, situações, ideias? E se eu não tivesse mais suporte algum à memória de minhas células?

Neste instante estou aqui, sei quem sou, sei o que sou. Sei meu valor. Mesmo que não tivesse registro algum de minha existência ou de algo que fiz.

No entanto, não sou só esse corpo pelado e desnudo, como poetei certa vez, não sou só eu, sou também minhas relações sociais, sou parte de alguma relação humana. 

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"UMA FRASE QUALQUER 

Nossa vida deveria caber dentro de um livro, de bolso." (Marili Santos)

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Como diz o poema da professora poeta Marili, talvez fosse o caso de sintetizar nossa existência em um livro de bolso.

Que palavras usaria para preencher meu pequeno livro de bolso da vida? Que imagem poderia ilustrar meu livro?

Não sei. Não sei. 

Ainda procuro alguma coisa, algum sentido.

William 

19/01/26

sábado, 17 de janeiro de 2026

3. O começo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


3. O começo

* Hitler a caminho da guerra: Áustria e Tchecoslováquia

Ao ser nomeado chanceler da Alemanha, em 30 de janeiro de 1933, Hitler começou a trabalhar nos seus planos de longo prazo. Um deles era "conquistar o território do Leste e germanizá-lo de forma implacável..."

* A blitzkrieg devasta a Polônia

Na tarde de 31 de agosto de 1939, as forças alemãs realizaram os preparativos finais para a invasão da Polônia. Os tanques foram colocados em suas posições de ataque e as tripulações estudavam seus objetivos.

* O homem que projetou o Spitfire

O caça mais famoso da Segunda Guerra Mundial foi concebido pelo inventor R. J. Mitchell. O Spitfire tornou-se onipresente entre as forças britânicas na Batalha da Inglaterra.

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COMENTÁRIO

Com a desculpa de retomar e ou anexar territórios nos quais parte da população falava a língua alemã, Adolf Hitler começou sua expansão rumo ao Leste. A Alemanha e seu Führer retomavam o projeto do "Espaço vital" para o povo alemão.

Depois de invadir e anexar Áustria e Tchecoslováquia, foi a vez da Polônia. A motivação para atacar o país foi uma mentira contada por Hitler: alguns soldados alemães se vestiram com uniformes dos soldados poloneses, invadiram e mataram alguns alemães numa rádio na região da fronteira e essa fake news valeu a invasão da Polônia para se defender...

Pois é, no ano de 2026 do século seguinte ao do Terceiro Reich, o presidente do país mais terrorista do século XX, causador da maioria das guerras pelo mundo, um tal Trump, começou a seguir os passos de Hitler e através de mentiras ou na cara de pau mesmo sequestrou um presidente em país da América do Sul para roubar seu petróleo (inventou que o presidente era narcotraficante) e mira diversos países para invadir e ou anexar aos Estados Unidos.

Considerando o momento atual do mundo e da humanidade, é difícil considerar que no século seguinte (XXII) - em tempos cronológicos do planeta Terra - tenhamos humanos estudando o século anterior, na época que a sociedade humana era dominada por IAs e por governantes estúpidos, psicopatas e que não encontraram resistência para destruir a sociedade humana ainda na primeira metade do século XXI.

Por fim, ao ver o documentário sobre a busca incessante por aviões que matassem mais nos tempos de guerra, fiquei pensando na tristeza que Alberto Santos Dumont deve ter sentido ao ver sua invenção servindo para matar pessoas em 1932 na chamada "revolução constitucionalista" entre paulistas e as forças do governo de Getúlio Vargas.

William

17/01/26

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

2. A tempestade se aproxima



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


2. A tempestade se aproxima 

* A aventura imperialista de Mussolini na Abissínia

Com o governo paralisado por uma greve geral em agosto de 1922, Mussolini ordenou seus seguidores a marchar sobre Roma. Temendo uma guerra civil, o rei da Itália pediu-lhe que formasse um governo. Mussolini assumiu poderes ditatoriais e empenhou-se no objetivo de criar um novo império romano. 

* Ensaio geral: a Guerra Civil Espanhola 

Suas armas e táticas de combate somadas às experiências da Primeira Guerra Mundial serviram de laboratório para a Segunda Guerra Mundial. 

* O tanque 

A Segunda Guerra Mundial testemunhou o surgimento de enormes tanques, como os lendários Pantera e Rei Tigre alemães, e de tanques leves, como os russos T-34 e os americanos Sherman. Mas qual modelo foi o mais eficaz?

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COMENTÁRIO 

Ao ver o documentário sobre a ascensão de Benito Mussolini na Itália e o avanço do regime fascista nos anos vinte do século XX, é assustadora a semelhança com a atualidade deste primeiro quarto de século XXI. 

Mussolini chegou ao poder, invadiu a Abissínia, no continente africano, e os países da Liga das Nações não fizeram absolutamente nada.

Exatamente o que está acontecendo agora com os arroubos ditatoriais de Donald Trump e a máquina de guerra dos Estados Unidos. 

Trump borbardeou a Venezuela, sequestrou o presidente do país e a ONU não fez absolutamente nada. Agora ele ameaça a Groenlândia e outros países. 

O segundo vídeo, sobre a Guerra Civil Espanhola, é uma lição do passado a nós do presente. Enquanto os republicanos pediram apoio para a Grã-Bretanha e a França e receberam um "não", a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini deram armas e soldados aos nacionalistas liderados por Franco.

Nazistas e fascistas derrotaram os republicanos, Franco iniciou seu regime totalitário e ficou provado para a extrema-direita que as democracias eram covardes e nada fariam contra o avanço extremista. 

No último documentário, se pode assistir ao poder imenso dos tanques de guerra. 

Infelizmente, caminhamos para o fim da paz global. 

William 

16/01/26

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Dom Quixote de La Mancha - Cervantes (7)


Eu com Cervantes em Toledo, 2009


Refeição Cultural

"Pagan a las veces justos por pecadores" (El ingenioso caballero don Quijote de la Mancha. Parte 1, Miguel de Cervantes)


Tive o privilégio de ler o clássico de Miguel de Cervantes no início dos anos dois mil, eu havia entrado na Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo naquele momento. Li uma edição comemorativa da Alfaguara na ocasião dos 400 anos de lançamento da obra.

Foi uma das maiores aventuras literárias de minha vida. Ri e chorei enquanto lia as aventuras e desventuras de Dom Quixote e de seu fiel escudeiro Sancho Pança.

Pegar e ler qualquer capítulo dos dois volumes é um ato de prazer, de satisfação e de comemoração à capacidade humana para a construção de coisas grandiosas quando os humanos se dedicam a fazer coisas boas. Miguel de Cervantes nos legou Dom Quixote e Sancho Pança. Só temos a agradecer a ele por isso.

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CAPÍTULO 7

"De la segunda salida de nuestro buen caballero don Quijote de la Mancha"


Os "amigos inquisidores" de nosso aficionado leitor, Alonso Quijana, ainda estavam expurgando os livros de sua biblioteca, alimentando a fogueira no quintal com volumes de cavalarias, poesia, novelas e quase tudo que o ancião tinha, quando o acamado cavaleiro começou seus delírios e chamou a atenção do cura e do barbeiro.


Aquella noche quemó y abrasó el ama cuantos libros había en el corral y en toda la casa; y tales debieron de arder, que merecían guardarse en perpetuos archivos; mas no lo permitió su suerte y la pereza del escrutiñador, y así se cumplió el refrán en ellos de que pagan a las veces justos por pecadores.” (de “El ingenioso caballero don Quijote de la Mancha. Parte 1 [Spanish Edition]” por “Miguel de Cervantes”)


Nosso cavaleiro andante encontra seu fiel escudeiro Sancho Pança:


En este tiempo solicitó don Quijote a un labrador vecino suyo, hombre de bien (si es que este título se puede dar al que es pobre), pero de muy poca sal en la mollera. En resolución, tanto le dijo, tanto le persuadió y prometió, que el pobre villano se determinó de salirse con él y servirle de escudero.” (ibidem)


Sancho Pança aceita convite do vizinho Alonso Quijana, agora cavaleiro andante:


Con estas promesas y otras tales, Sancho Panza (que así se llamaba el labrador) dejó su mujer e hijos, y asentó por escudero de su vecino.


Poderia um honrado cavaleiro ter ao seu lado um escudeiro montado num burrico?


En lo del asno reparó un poco don Quijote, imaginando si se le acordaba si algún caballero andante había traído escudero caballero asnalmente; pero nunca le vino alguno a la memoria; mas con todo esto determinó que le llevase, con presupuesto de acomodarle de más honrada caballería en habiendo ocasión para ello, quitándole el caballo al primer descortés caballero que topase.


E então, cavaleiro andante e fiel escudeiro tomaram as veredas do Campo de Montiel em busca de aventuras e ilhas a serem conquistadas:


Acertó don Quijote a tomar la misma derrota y camino que él había tomado en su primer viaje, que fue por el Campo de Montiel...


Sancho gostaria de ser rei para que sua companheira, Juana Gutiérrez, fosse rainha e os filhos infantes, mas ele não acreditava que isso pudesse acontecer:


- Yo lo dudo - replicó Sancho Panza-, porque tengo para mí que, aunque lloviese Dios reinos sobre la tierra, ninguno asentaría bien sobre la cabeza de Mari Gutiérrez. Sepa, señor, que no vale dos maravedís para reina; condesa le caerá mejor, y aun Dios y ayuda.


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Os comentários do capítulo anterior podem ser lidos aqui.

Sigamos lendo e nos mantendo humanos.

William

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O sentido da vida (18)



Tem que haver sentido? A pergunta sempre volta


Ao se frustrar por não chegar na parte que queria da leitura de Os miseráveis, fechou o livro. O sono constante atrapalha muito qualquer projeto de leitura. 

Falou através de ligação por vídeo com seus pais. Essa oportunidade de contato com eles pode não se repetir mais. A vida é um instante. Se os jovens, se os fortes, se os abastados morrem, que dirá o restante dos mortais.

Os dias passam e nada de efetivo acontece naquilo que gostaria que mudasse. Tudo está mudando rápido, mas nada muda no que gostaria que mudasse. 

É pouco provável que vá ler obras que gostaria. Nem saberia dizer se tem sentido o esforço para ler algumas delas. Que coisa mais sem sentido pensar assim...

E o esforço de sistematizar milhares de textos escritos? A razão lhe diz que isso tem sentido. Na prática, não tem. Escrever e registrar algo do que sabe, então, piorou. Quem quer saber disso?

No fundo, nas horas de maior angústia, o que vem à memória e mostra algum sentido real na existência, o que ficou mesmo, foram cheiros, toques, sensações, arrepios, olhares, horizontes. 

Estar diante das Cataratas do Iguaçu em algum momento da existência não tem sentido algum. Mas dá todo sentido à vida. Assim como amar, realizar sonhos, ser feliz.

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Instantes (0h12)



Refeição Cultural


CONCLUSÕES 

A vida

O tempo

As veredas

Os sentidos 

A liberdade 


A vida rolou no possível 

O tempo nunca volta, nunca

As veredas definiram a vida

Os sentidos... existiram?

A liberdade... nunca existiu.


Wmofox

12/01/26

domingo, 11 de janeiro de 2026

Dirce Mendes: Diálogo com Cristo



Textos de minha mãe (3)

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DIÁLOGO COM CRISTO

Meu Deus, Vós que estais cheio de amor e compreensão, ajuda-me a superar minha derrota pessoal.

Às vezes, me sinto muito deprimida, por não conseguir ser uma pessoa submissa, e respeito muito o direito de cada ser humano, mas isso não me ajuda em nada; pelo contrário, às vezes, isso me prejudica, pois me ponho sempre em último lugar.

Não sei se isso é certo. Às vezes, tenho dúvidas; outras vezes, vejo a vida por outro lado, penso que daqui nada levamos, e que estamos apenas de passagem, fazendo um teste, e nossa obrigação é evoluir espiritualmente. Porque isso é o que conta, o que fazemos de bom para nossos semelhantes.

Admiro tremendamente a criatura humana, seus predicados, seus defeitos e, por que não dizer, o seu todo.

Não consigo dialogar em paz com meu marido e nem com meus filhos, isso me deixa bastante triste.

Quando não há diálogo, nos fechamos, como se fôssemos uma pessoa muito só, e isso não é bom.

Por isso, cada dia mais me apego ao Senhor, como meu Mestre e Senhor, que pode ouvir e sentir toda angústia, toda dúvida e dor que podemos sentir.

Cada dia mais, preciso do Senhor, como Conselheiro e Mestre. 

Através da minha consciência e razão, recebo Sua mensagem, que me ajuda a superar as dificuldades e os problemas da vida.

Senhor, confio em Vós! E Vos amo cada vez mais!

Sua Serva

Dirce Mendes

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Comentário:

Neste texto, uma oração, entendo que minha mãe, com a palavra "submissa", quis dizer que às vezes não consegue ser conciliadora e pacificar as relações em conflito na família, o que deprime muito a gente.

Muitos dos textos que recolhi de minha mãe não têm data, então, pode ser que a autora já pense diferente ou tenha uma perspectiva diferente dos temas registrados antes.

A religiosidade de minha mãe segue a mesma de antes, isso eu sei.

Por fim, ao falar com ela ontem, por telefone, pude perceber a atualidade do tema tratado nesse diálogo com Cristo. A falta de comunicação entre as pessoas na família e na vida em geral, segue sendo um desafio de todos nós. 

William 

sábado, 10 de janeiro de 2026

1. A ascensão dos regimes fascistas



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


1. A ascensão dos regimes fascistas

* Sementes do conflito: Hitler chega ao poder

Em janeiro de 1933, o presidente Hindenburg nomeou Adolf Hitler chanceler. Foi o início da ascensão política e militar do futuro Führer do Terceiro Reich, cuja ambição de dominar o mundo não tinha limites.

* O Japão invade a Manchúria e a China

No início do século 20, o Japão era uma potência militar, que havia combatido ao lado dos Aliados na Primeira Guerra Mundial, disposta a conseguir uma rápida expansão econômica e territorial.

* Os homens que inventaram o radar

A invenção do radar resultou da fascinante corrida tecnológica empreendida pelas grandes potências econômicas nos anos 30. Essa nova tecnologia foi essencial para a defesa aérea britânica durante a Segunda Guerra Mundial.

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COMENTÁRIO

Ao ver o documentário foi possível fazer comparações com o momento atual do mundo neste primeiro quarto de século XXI. Nos episódios do primeiro volume da coleção, vemos o nascimento da Liga das Nações e a sua incapacidade de evitar guerras através do diálogo diplomático.

A ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha nos lembra um pouco os estudos que demonstram como as democracias morrem. O partido nazista conseguiu maioria eleitoral no início dos anos trinta e depois Hitler virou o Führer do Terceiro Reich.

Os Estados Unidos de Donald Trump caminham a passos largos para causar na sociedade humana o que o nazifascismo causou um século atrás. Hitler não foi parado por nenhuma diplomacia da época. 

A extrema-direita vem crescendo eleitoralmente no mundo e seu líder, Trump, inviabilizou organizações internacionais criadas ao final da 2ª GM para buscar entendimentos globais sem novas guerras. A ONU perdeu completamente seu papel neste momento da história. Pensemos nisso.

Sobre a coleção de DVDs 

O resumo acima, constante na caixinha do documentário, sintetiza bem o que se vê nos filmes remasterizados pela Abril Coleções em 2009.

Um vizinho do condomínio perguntou em uma rede social se alguém queria a coleção e resolvi pegá-la para assistir aos DVDs, relembrar o que sei de história e melhorar meus conhecimentos gerais.

A história pode nos ensinar sobre os erros da sociedade humana e nos fazer pensar maneiras de não repetir as tragédias do passado.

William

10/01/26

Instantes (13h21)



Refeição Cultural 

LEITURAS

"Foi nesse momento crucial que um dilema existencial se impôs, deixando marcas profundas e atormentando-me: dedicar-me aos estudos e alcançar o título de doutor para, assim, libertar minha família da labuta rural e da pobreza, ou trilhar o caminho da política, visando o bem-estar da sociedade como um todo?" (José Genoino, em Uma Vida Entrevista, p. 22)


Me identifiquei com essa passagem das memórias do companheiro José Genoino. Na hora, me lembrei dos momentos de angústia pessoal que viveria a partir de 2002, quando virei dirigente sindical dos bancários e um ano antes havia me tornado aluno da Universidade de São Paulo. 

Ao mesmo tempo, me peguei na condição de realizar um sonho antigo de me tornar um intelectual, um acadêmico, quiçá um professor, e me vi eleito dirigente político de um dos maiores sindicatos do país, me sentindo com a responsabilidade de ser o melhor representante que pudesse ser de meus colegas bancários que estavam sofrendo péssimas condições de trabalho na categoria. 

Somente meus diários antigos, minhas lembranças e algumas pessoas próximas sabem o quanto sofria por não conseguir conciliar todo estudo que teria que fazer para ser um bom aluno de Letras e para ser um bom dirigente de classe. 

Prevaleceu o compromisso com a classe trabalhadora e com a coletividade, com a luta pela mudança social da classe à qual sempre pertenci na sociedade brasileira. Não fui professor. Tentei ser um bom dirigente sindical. 

Felizmente, tive o privilégio e a sorte de ter boas referências como, por exemplo, essa figura extraordinária de nossa história, José Genoino. 

William 

10/01/26