segunda-feira, 16 de março de 2026

Vendo filmes (XXXIV)



Refeição Cultural

A EFEMERIDADE DA VIDA HUMANA


Quatro filmes me deixaram pensativo nesses dias, quatro filmes muito diferentes em suas temáticas e enredos, mas que me chamaram a atenção para uma questão: a efemeridade da vida humana. 

As histórias do professor Marcelo ("O agente secreto"), do lenhador Robert ("Sonhos de trem") e do autor de peças teatrais William ("Hamnet") são histórias de todos nós, homens e mulheres do mundo, de hoje e de ontem. 

A história do andarilho Chris McCandless é a história de pessoas que não se encaixam na sociedade humana dominada pela lógica da posse supérflua de coisas, coisas e mais coisas, mercadorias inúteis do fetiche capitalista. 

Uma história se passa nos anos setenta, durante a ditadura no Brasil, outra se passa um século antes, ainda na expansão para o Oeste, nos Estados Unidos, e uma terceira se passa lá na Inglaterra, séculos atrás. 

A história do jovem McCandless é a mais recente, é do tempo da minha adolescência, no início dos anos noventa do século XX. 

O que é a vida humana se a compararmos com a natureza e seus elementos? Podemos existir por muito ou pouco tempo, fazer coisas grandes e importantes ou nada de relevância histórica, nossa lembrança pode permanecer por um breve tempo ou por um pouco mais de tempo. No entanto, estamos fadados ao esquecimento, ao desaparecimento. 

A vida e a existência são assim mesmo. E tudo bem. Quer dizer, tudo bem nada! O difícil é aceitar essa nossa pequeneza diante do mundo, da natureza em si.

Ainda estou bolado pensando nessa questão da efemeridade natural da vida. 

Sabedores dessa realidade, deveríamos viver de forma mais consciente, sorvendo o que importa sem desvios de atenção para coisas irrelevantes. 

E o pior é que não fazemos isso. E a vida passa e não fizemos ou sentimos o que poderia ser feito ou sentido...

A vida é breve, é um instante, mesmo quando se vive algumas décadas... um instante. 

E como estamos vivendo? O que temos priorizado na vida? Já fizemos algo hoje que valha a pena?

Nunca se sabe se ao sair de casa um galho vá cair em nossa cabeça e o fim seja aquele instante. 

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FILMES


O agente secreto (2025)

Direção: Kleber Mendonça Filho. Com: Wagner Moura, Tânia Maria, Maria Fernanda Cândido e elenco.

Sinopse:

Ambientado no Recife, no final dos anos setenta, período de exceção da ditadura no Brasil, o filme conta a história de Marcelo, professor universitário - cujo nome verdadeiro é Armando - que retorna à terra natal após conflitos com um industrial poderoso que paga assassinos de aluguel para perseguir o professor. Marcelo quer encontrar seu filho, que está com os avós, e viver a sua vida e ser feliz.

Comentário:

A cena inicial do filme já me transportou para o passado no qual cresci: policiais bandidos e abusadores tentando receber propina dos cidadãos no cotidiano do Brasil dos anos setenta e oitenta (e ainda hoje). 

Mesmo sendo pobre de pele branca, tomei enquadro dos desgraçados da polícia desde pequeno...

Com os cidadãos pretos é mil vezes pior, a vida do pobre não vale nada para a polícia da casa-grande: matam o povo periférico mais do que se mata nas guerras. 

Gostei muito do filme! O que se passou com Armando, ou Marcelo, ser vítima de algum poderoso por qualquer motivo banal, é o retrato do Brasil do passado e do presente. 

Nossa vida pode encontrar o fim só pela casualidade de se cruzar o caminho de um fdp desses, caras do 1% ou do exército dessa casta canalha, que odeia o povo e o Brasil. 

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Sonhos de trem (2025)

Direção e roteiro: Clint Bentley. Com: Joel Edgerton, Felicity Jones e elenco.

Sinopse:

O filme conta a história de Robert Grainier, um lenhador do início do século XX nos Estados Unidos, desde sua adolescência, união com Gladys Olding, com quem constitui família, e suas jornadas e ausências de casa para ganhar o sustento cortando árvores centenárias para a construção de trilhos de trem rumo ao Oeste.

Comentário:

De todos os filmes dos quais teço impressões, "Sonhos de trem" é o de maior temática sobre a brevidade da vida, na minha opinião. 

Num instante, estamos e não estamos mais aqui, somos e não somos mais. 

Num instante, uma árvore com centenas de anos de existência perde a vida, morta por uns minúsculos seres com ferramentas cortantes lá no rés do chão. 

Num instante, um galho de uma árvore centenária cai na cabeça de um ser minúsculo lá no rés do chão e lá se vai a vida, num instante. 

Num instante, um incêndio pode por fim a inumeráveis formas de vida... e das cinzas novas formas de vida podem surgir. Outras vidas nunca mais serão as mesmas.

Somos natureza, somos seres quase invisíveis em nossas existências, assim somos nós. Robert é uma existência única, sua esposa e filha também, eu e vocês somos existências únicas. 

Todos somos passageiros do mesmo trem, o trem da vida, o trem da brevidade da vida. 

E todos temos nossos sonhos. E os sonhos nos movem por esses trilhos e caminhos...

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Hamnet: a vida antes de Hamlet (2025)

Direção: Chloé Zhao. Com: Jessie Buckley, Paul Mescal e elenco.

Sinopse:

O filme conta a história do casal Shakespeare, o nascimento dos filhos, a morte do filho Hamnet ainda pequeno, e o drama que essa perda trouxe à família. A tragédia inspirou o dramaturgo a escrever uma de suas peças mais famosas, Hamlet.

Comentário:

A interpretação brilhante de Jessie Buckley como Agnes Hathaway, esposa de William Shakespeare, rendeu a ela o prêmio de melhor atriz da Academia em 2026. Incrível sua performance, sem dúvida. O prêmio foi merecido.

No entanto, o filme me levou às lágrimas por uma questão sempre muito pessoal, naquilo que mais toca a cada um de nós: a morte e o sentido da vida. No meu caso, a lembrança do dilema dramático do personagem Hamlet, da clássica peça de Shakespeare. 

Ser ou não ser, eis a questão...

A reflexão completa do personagem é desconhecida por aqueles que ainda não conhecem a peça, Hamlet vive sob intensa dor ao saber das traições em família que levaram à morte seu pai. A dor lancinante aumenta ao ver sua mãe esposa de seu tio.

O filme me trouxe reflexões sobre a brevidade da vida, sobre o ser e estar por aqui ou não, me lembrou a difícil superação de não querer ser e estar por aqui por longos anos e pelas oportunidades surgidas por ter sido e ter estado por aqui nas últimas décadas... ser ou não ser... dormir, acordar, talvez sonhar...

Shakespeare, Hamlet, Hamnet... valem a pena!

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Na natureza selvagem (2007)

Direção: Sean Penn - Trilha sonora de Eddie Vedder

Com: Emile Hirsch (Chris), Jena Malone (irmã), Kristen Stewart ("crush"), William Hurt (pai), Marcia Gay Harden (mãe), e elenco. 

Sinopse:

Christopher McCandless, filho de pais ricos, se forma na Universidade de Emory como um dos melhores estudantes e atletas. Porém, ao invés de partir para uma carreira prestigiosa e lucrativa, ele escolhe doar suas economias para a caridade, livrar-se de seus pertences e viajar rumo ao Alasca.

Comentário:

Quando vi pela primeira vez o filme baseado na história real de Chris McCandless, dirigido por Sean Penn, a partir do livro de Jon Krakauer, fiquei impactado por muito tempo. 

McCandless nasceu um ano antes de mim e no início dos anos noventa estava em sua busca pessoal por liberdade, autoconhecimento e fuga de uma sociedade humana capitalista, toda ela baseada nas posses de coisas, coisas, coisas. Ele estava de saco cheio de relacionamentos humanos tóxicos e interesseiros e queria se isolar na natureza selvagem do Alasca. 

Na mesma idade e na mesma época, eu procurava respostas para as mesmas perguntas.

Ao rever o filme duas décadas depois, já sabendo da descoberta feita por "Alex Supertramp", o nome que McCandless adotou em seus tempos de andarilho, fiquei pensando em muitas coisas, muitas. 

A lição a respeito da felicidade verdadeira ser alcançada através dos relacionamentos humanos, algo que Chris compreendeu a partir da vivência de sua jornada e também pela leitura de grandes autores como, por exemplo, Tolstoi - e o livro "Felicidade conjugal" -, me pegou de jeito desde o instante que tomei conhecimento da história do jovem andarilho.

"Happiness only real when shared"... (é isso mesmo! é verdade isso! e nesse sentido, posso dizer que fui feliz... os momentos mais marcantes de minha vida foram ao lado de alguém)

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É isso, termina aqui mais um texto da série de comentários sobre filmes que me trazem reflexões sobre a vida.

O comentário anterior pode ser lido aqui

William Mendes 

16/03/26

domingo, 15 de março de 2026

Livro: Infância - Graciliano Ramos



Refeição Cultural 

LITERATURA


"Junto de mim, um homem furioso, segurando-me um braço, açoitando-me. Talvez as vergastadas não fossem muito fortes: comparadas ao que senti depois, quando me ensinaram a carta de A B C, valiam pouco. Certamente o meu choro, os saltos, as tentativas para rodopiar na sala como carrapeta, eram menos um sinal de dor que a explosão do medo reprimido. Estivera sem bulir, quase sem respirar. Agora esvaziava os pulmões, movia-me, num desespero." (G. RAMOS, "Um cinturão", p. 32)


Graciliano Ramos tinha 53 anos de idade quando publicou o livro Infância, em 1945. É um livro duro, sem meias palavras. A infância do personagem foi muito dura, de violência gratuita no cotidiano. A criança do romance é ele mesmo, o garoto que nasceu em 1892 no agreste de Alagoas.

São 39 capítulos de memórias do personagem adulto que conta sua infância no interior do Nordeste nos últimos anos do século XIX e início do século XX. 

O adulto narrador do romance é um escritor maduro e com uma obra de referência na literatura brasileira: Graciliano Ramos. Porém, as memórias do escritor, na forma de romance, são as memórias de todos nós, são universais.

A crítica literária tem longa história de estudos sobre discursos narrativos que mesclam realidade e ficção em obras literárias. Toda memória tem um quê de ficção porque preenchemos lacunas e damos sentidos a ela.

A técnica literária e a capacidade ímpar de Graciliano Ramos em mergulhar leitores em suas memórias da infância nos faz ver em cada capítulo - que para mim são contos - as nossas histórias pessoais e cotidianas da infância e adolescência.

Fui escrevendo minhas impressões enquanto ainda lia o romance, antes de finalizar os 39 capítulos. Não queria que a leitura acabasse... As histórias do livro são como as passagens da bíblia para as pessoas religiosas. O ideal seria ter a obra à cabeceira da cama. Cada parágrafo é uma lição, uma reflexão, um prazer ao ler texto bem escrito.

Certa vez, enquanto era aluno de Letras, fiz um poema abordando três autores que me influenciavam naquele momento (com uns trinta anos de idade): Caeiro, Drummond e Graciliano Ramos (ler aqui). Dizia que, ao final de meu desenvolvimento com a escrita, queria chegar à técnica literária de Ramos. O que desejava ser como escritor é o que leio em Infância. Demais!

As histórias da leitura e dos leitores, como nos contou magnificamente Alberto Manguel (um exemplo aqui) são únicas ao longo dos tempos. O personagem de Infância nos conta que até os nove anos de idade, seguia sem conseguir ler e entender o sentido dos textos. Sendo a história do escritor, vemos que aquela criança se tornou um dos melhores escritores do país.

Após ler mais algumas histórias - a do capítulo "Fernando" é fascinante -, avancei para as últimas cinco do livro. Repito: o romance-bíblia deveria ficar na cabeceira da cama para sempre. Queria escrever assim!

(E pensar que quis ser literato e professor, até entrei em uma faculdade de Letras e as veredas da vida me levaram a ser sindicalista...)

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"Às vezes o homem se excedia: amarrava os braços do garoto com uma corda, espancava-o rijo, abria a porta, e a desesperada humilhação exibia-se aos transeuntes, fungava, tentava enxugar as lágrimas e assoar-se. O choro juntava-se ao catarro, pingava no paletó e na camisa - e o pano molhado tinha um cheiro nauseabundo, mistura de formiga e mofo." ("A criança infeliz", p. 237)

Esse era o método de ensino no país no inicio do século XX...

Amigos leitores, cada conto (capítulo) é uma história comum a inumeráveis crianças do Brasil e do mundo, do passado e do presente...

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COMENTÁRIO FINAL

A leitura do livro Infância (1945) foi marcante para mim, foi uma leitura de reencontro com Graciliano Ramos. Uma leitura de descoberta e de compreensão a respeito do escritor que sempre admirei e do qual eu não conhecia seu passado, seu ambiente de aculturamento e formação.

O posfácio "Graciliano Ramos e o Sentido do Humano", de Octavio de Faria, que faz parte da minha edição do livro, ampliou ainda mais a minha compreensão a respeito da poética do escritor.

Um dos livros impactantes em minha vida, que me levou inclusive a escrever uma crônica relativa à minha infância e adolescência, é justamente Angústia (1936), considerado por Octavio de Faria, a obra principal de Graciliano Ramos. 

Ao ler o livro no início dos anos dois mil e após entrar na faculdade de Letras, me lembrei de meus dias de ajudante de encanador ao ler as reflexões do personagem Luís da Silva (ler aqui).

Eu já havia tido o privilégio de ler Caetés (1933), São Bernardo (1934) e Vidas secas (1938), além de Angustia. Cheguei a escrever em um poema que meu sonho era alcançar o estilo Graciliano Ramos de escrever após uma suposta evolução na produção literária. Utopia! G. Ramos é único!

Ao ler Infância, neste momento de meu viver, compreendi a obra toda de Graciliano Ramos. Agora vejo claramente Fabiano e toda a dureza do enredo de Vidas Secas. Como não entender Paulo Honório, de São Bernardo?

Ao terminar a leitura demorada de Infância, porque lia um capítulo ou conto e parava, concluí que a minha natureza psicológica é mais Graciliano Ramos que qualquer outro autor pelo qual nutro admiração. 

Machado de Assis, Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade são deuses para mim, assim como Graciliano Ramos. Mas quando olho para a minha vida, o meu percurso da infância até aqui, sou Graciliano. E minha infância até os dez anos foi o inverso da dele, mas a adolescência minha... foi a infância dele: miséria e violências sociais.

Não tenho outra opção em minha vida torta de leitor repleto de lacunas culturais a não ser ler Memórias do Cárcere (1953), do autor espelho de minha psicologia, daquilo que se costuma chamar alma. 

Espero que dê certo completar o percurso dos romances do mestre Graciliano Ramos. Ele teria muito que escrever para nós, quando faleceu no auge de sua produção, como aconteceu a Guimarães Rosa.

Viva a literatura!

William

quinta-feira, 12 de março de 2026

Diário e reflexões - Sou natureza e a vida é uma ordem



Refeição Cultural

Osasco, 12 de março de 2026. Quinta-feira.


SOU NATUREZA E A VIDA É UMA ORDEM

Nas últimas duas semanas, vivi dias que me fizeram recordar o que fui um dia. Em Brasília, passei dias nos locais de trabalho do Banco do Brasil conversando com os trabalhadores a respeito das eleições sindicais locais. Na grande São Paulo, revivi meus tempos de diálogo com a categoria bancária que representei por bastante tempo. Dessa vez, a eleição em pauta é a da nossa autogestão em saúde, na qual fui diretor eleito um dia.

Eu dediquei o melhor momento de minha vida adulta à representação da classe trabalhadora. Isso me deu um sentido na vida que eu não havia encontrado até então. A mudança daquele papel social para o seguinte foi difícil, pelo contexto no qual o desligamento se deu. Busquei outros sentidos do viver, assim como fiz da adolescência até aquela novidade de me pegar dirigente sindical de uma hora para outra. A vida é dar sentido ao viver, é o que penso.

Farei uma viagem nos próximos dias. A viagem também será uma oportunidade de dar sentidos ao viver: estarei num lugar especial - Cuba -, com pessoas solidárias e com ideias de mundo melhores que algumas que erram pela Terra. Quando voltar, estarei de novo buscando sentidos para os dias, meses, alvoradas e crepúsculos de um mundo em desfazimento total.

A vida em sociedade estará cada dia mais incerta, e com isso a nossa vida estará cada vez mais incerta também. A morte e a mudança de perspectiva social serão constantes ameaças em um mundo dominado por extremistas fascistas com poder de destruição e morte e com povos com pouca capacidade de reação.

O amanhã não será melhor... isso é desalentador. Mas devemos seguir lutando pela vida, pelas maiorias miseráveis e alienadas, não podemos desistir do mundo e das vidas. 

Ter adquirido o conhecimento que adquiri nas veredas que percorri na vida me torna responsável pelo mundo que está aí. Edward Said nos ensinou o papel ético daqueles que têm conhecimento. É a ética dos intelectuais.

O pessimismo da razão invade minha consciência... mas minha formação humana e de esquerda, fruto da minha trajetória sindicalista, me coloca firme na caminhada da vida e da luta pela mudança. O sol nascerá daqui algumas horas e a vida e a luta seguem.

William

sábado, 7 de março de 2026

Instantes (21h29)



Refeição Cultural

Na academia do condomínio, o usuário anterior do aparelho apertou com tanta força o parafuso que regula o encosto da cadeira que os usuários seguintes - homens e mulheres - não poderiam mais regulá-lo. O sujeito não tem o menor respeito pelos outros...

A energia acabou e voltou algumas vezes. O fornecimento de energia elétrica na grande São Paulo está cada dia pior. O serviço é privatizado. O governador de São Paulo, da extrema-direita, privatizou também a água. As pessoas na maior cidade do país estão sem água e energia elétrica a todo momento. E aqui nem tem embargo dos Estados Unidos como ocorre em Cuba...

A cidade de São Paulo e sua população estão largadas à própria sorte. O prefeito reeleito segue fazendo uma gestão semelhante à que fez quando herdou a cadeira do prefeito eleito e morto por câncer meses depois de assumir (não havia gestão e não há). Não há zeladoria, não se tem um olhar para as pessoas. Não se tem licitação para obra alguma, e se tem ela cheira a coisa estranha. Os parças financiadores de campanha mandam em tudo.

Vivemos assim: pessoas sem educação ao nosso redor; sem serviços básicos que prestam; sem governos locais que se preocupam com o povo.

E ainda lidamos com a epidemia de violência e assassinatos de mulheres...

Para registrar o instante, tem o Trump e os Estados Unidos, tem Netanyahu e Israel. Tem as bombas e assassinatos de crianças e mulheres e idosos executados por esses sujeitos. Tem os sequestros e assassinatos de líderes políticos de outros países.

Esses são os tempos...

E quase me esqueci de registrar que a casa-grande e sua mídia canalha estão a todo vapor para impedir Lula de ser reeleito, manipulando o povo como nunca antes... essa gente não merece viver. Mas estão por aí f. o conjunto do povo brasileiro.

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No entanto, temos os jovens, e as crianças, e a ciência que também cura, e pessoas que amam, que são solidárias, que cuidam e que abraçam com carinho...

Temos que perseverar e seguir e lutar para salvar as pessoas e o mundo. Ainda podemos educar e partilhar os conhecimentos que acumulamos ao longo de nossa história humana.

William

07/03/26

terça-feira, 3 de março de 2026

O sentido da vida (20)



Preservar a história coletiva dos trabalhadores


O momento histórico é de tráfego de bombas no céu, bombas que matam crianças, civis e autoridades políticas de países. 

Momento de mortes que atestam o baixo valor da vida no mundo onde tudo é mercadoria. Fim dos direitos. 

Ser do sexo feminino, ter pele não branca, ser periférico e pobre: perfis com baixo valor no capitalismo vigente. Risco alto de morte.

O sentido da vida talvez seja lutar para seguir vivendo para compartilhar a esperança na luta coletiva, na história da luta de classes. 

Passar dias nos locais de trabalho compartilhando com os novos trabalhadores o que todos já construíram juntos é uma razão para viver.

Salvar a humanidade tão incrível enquanto espécie e enquanto possibilidades é um sentido para a vida.

É necessário viver... e seguir lutando.

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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Sábado, 28 de fevereiro de 2026.


FEVEREIRO

AGENDA POLÍTICA

Passei a semana em Brasília, capital federal do país. 

Minha estadia na cidade foi para participar do processo eleitoral do Sindicato dos Bancários. Vim contribuir com o debate na base social da entidade e ao longo da semana fiz campanha nos locais de trabalho do Banco do Brasil, junto com outros companheiros e companheiras. Nós apoiamos a chapa 1, liderada por Rodrigo Britto, a chapa cutista que representa a unidade nacional.

Quando cheguei, no início da semana, estava cheio de expectativas e incertezas. Eu tinha receio se ainda conseguiria fazer o que fiz boa parte de minha vida: conversar com a categoria bancária, desenvolver boas falas nos locais de trabalho e ter alguma atenção dos trabalhadores. Após reflexões coletivas com a militância que apoia a chapa 1, posso concluir que deixei a minha contribuição para o processo democrático. Fico feliz por isso.

Por ter sido convidado, participei de algumas reuniões do movimento sindical bancário no mês de fevereiro, assim como ocorreu em janeiro e dezembro. Tenho o compromisso ético com o movimento sindical cutista de estar sempre à disposição, porque a CUT influenciou decisivamente na formação política que tenho hoje.

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CULTURA

Li apenas um livro no mês de fevereiro, o livro "Fidel Castro, comandante invicto", de Norberto Escalona Rodríguez (comentário aqui). O escritor e jornalista cubano nos conta a respeito da participação dos músicos do Quinteto Rebelde na luta de libertação do povo. Também aborda a participação das mulheres na Revolução Cubana: o Batalhão das Marianas fez história e influenciou as políticas de igualdade que fizeram parte da construção da República Socialista de Cuba.

Estou editando um livro com as poesias que escrevi ao longo da vida. O manuseio do material textual do livro foi um processo interessante. A editora Cleusa Slaviero está me ajudando com o material. 

Encadernei poesias, crônicas e textos da professora e amiga Marili Santos. Foi um processo prazeroso de leitura. Presenteamos a escritora e passamos um dia delicioso com a família dela. 

FILMES - Vi alguns filmes no mês e só não escrevi as minhas impressões e sentimentos sobre eles porque não tive tempo e os textos que faço dão muito trabalho. 

Vimos "Sonhos de trem" (2025, EUA), de Clint Bentley; "A vida invisível" (2019, BRA), de Karim Aïnouz; "O agente secreto" (2025, BRA), de Kleber Mendonça Filho; "Hamnet: a vida antes de Hamlet" (2025, Reino Unido e EUA), de Chloé Zhao. 

Todos os filmes são excelentes e me deixaram pensativo. Todos! Hamnet me fez chorar.

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A VIDA E O MUNDO

A notícia do último dia do mês de fevereiro foi o bombardeio do Irã e o assassinato de dezenas de crianças. Os assassinos são os estados terroristas Estados Unidos e Israel. Eles não vão parar, assim como Hitler e a Alemanha nazista não pararam no passado.

Os terroristas dos Estados Unidos atacaram no início do ano a Venezuela e sequestraram seu presidente e a esposa. Mataram dezenas de pessoas. Vergonhosamente, nenhum dos principais países do mundo exigiram a libertação imediata de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Nem o meu país, o Brasil. Sinto vergonha e uma decepção indescritível por essa atitude brasileira.

O império fascista do Norte está matando a população de Cuba de fome, falta de medicamentos e itens básicos para a subsistência. Os genocidas do Norte querem que Cuba vire uma estância balneária dos ricos norte-americanos, o mesmo projeto que têm para a Faixa de Gaza, na Palestina.

Estava olhando da janela do quarto do hotel a bela imagem da cidade de Brasília e pensando a respeito das consequências de ninguém reagir e fazer nada contra os fascistas de Israel e EUA. Eles podem decidir bombardear nosso país, matar nosso presidente e invadir nossa terra para tomarem os recursos naturais que temos. Ninguém vai fazer nada a respeito. Nada.

Esse é o valor da vida humana e dos seres vivos neste momento da história, dia 28 de fevereiro de 2026, pelo Calendário Gregoriano.

Isso não é natural e não deveria ser aceito por nós. Se é para sermos assassinados e explodidos por bombas a qualquer momento, deveríamos ter as nossas bombas para persuadirmos os fascistas a não nos atacarem e para nos defendermos caso nos atacassem para roubar os nossos recursos naturais.

William

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Diário e reflexões - Na Catedral da Sé



Refeição Cultural

Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026.


NA CATEDRAL DA SÉ

Passei duas horas na Catedral da Sé, no centro de São Paulo. Foi interessante. Fui encontrar um amigo e resolvi esperá-lo na paz da casa do Senhor. 

A arquitetura da catedral é belíssima, imponente. 

Certa vez, ouvi dizer que a grandeza das catedrais fazia homens e mulheres se sentirem pequenos perante a grandeza de Deus. É inegável que isso dá algum tipo de poder aos operadores da fé. 

Durante minha estadia naquele ambiente sagrado, assisti a duas celebrações: a Via Sacra de Jesus Cristo - paixão, morte e ressurreição - e depois a missa do meio-dia com o tema da Eucaristia. 

O padre nos falou em seu sermão sobre a quaresma e a questão do jejum. Eu gostei das reflexões e ensinamentos dele.

Aqueles que jejuam por opção, tendo o que comer, devem se colocar no lugar daqueles que não têm o que comer, e por isso têm fome.

Após explicar o sentido de se fazer jejum durante a quaresma, o padre avançou em uma metáfora de se jejuar também com a língua, aconselhou os fiéis a medirem as palavras durante essa quaresma, evitando-se maledicências, intrigas e mentiras.

Durante a metade da minha existência fui muito religioso, conhecia bastante os dogmas e doutrinas da igreja católica apostólica romana. Essa é nossa matriz cultural brasileira. 

Assistir hoje a duas missas foi como se o tempo estivesse parado há décadas. Os ritos de uma missa são exatamente os mesmos de antes, de sempre. Em dois milênios devem ter mudado pouca coisa. Após décadas, eu sabia cada passagem da missa.

Eu me persignei por décadas, tinha minha visão de mundo organizada através da concepção religiosa da vida humana. 

Por causa dessa experiência, tenho boa compreensão a respeito do comportamento humano por causa da fé em alguma religião. 

Durante as duas horas na Catedral da Sé, pude refletir muito sobre os brasileiros e os seres humanos. 

William 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Livro: Fidel Castro, comandante invicto - Norberto Escalona Rodríguez



Refeição Cultural

LITERATURA E HISTÓRIA


"Havia muitos guardas mortos, e me lembro de uma frase de Fidel que me comoveu muito. Quando percorria o campo de batalha, alguns companheiros zombavam dos cadáveres que ainda não tinham sido recolhidos, por conta da dinâmica do combate, dizendo coisas ofensivas. O Comandante em Chefe os ouviu e mandou que se calassem. Depois, disse algo mais ou menos assim: 'Estamos em uma guerra, onde eles estão errados e vêm nos combater, e temos de matá-los. Mas não se esqueçam de que são cubanos como nós, mesmo que não tenham razão'. Ele não permitiu que os companheiros desonrassem os inimigos mortos. Aquele gesto de humanidade nos impactou a todos." (Ada Bella, depoimento de uma das Marianas, p. 252)


Finalizei emocionado a leitura do livro Fidel Castro, comandante invicto: Serra Maestra pelo Quinteto Rebelde e Batalhão das Marianas. O momento no qual nos encontramos é de muita apreensão por causa do sofrimento imposto ao povo cubano por parte dos Estados Unidos e o bloqueio criminoso que vigora há mais de seis décadas - desde 1962 -, bloqueio recrudescido por Trump no período atual.

O livro tem um prefácio importante e esclarecedor de Beto Almeida, que engrandece o trabalho de pesquisa, entrevistas e organização da história da Revolução Cubana feito pelo jornalista e escritor Norberto Escalona Rodríguez. A tradução foi feita pela professora Maria Leite, especialista na área da educação em Cuba.

Tive a oportunidade de conhecer Cuba em duas visitas que fiz à ilha caribenha em 2023 e 2024. Foram experiências inesquecíveis e eu deixo a sugestão aos leitores e leitoras que se interessam pelas causas populares organizarem-se para visitar e conhecer pessoalmente o país e o povo cubano. 

Cuba é um dos raros países do mundo com poucos recursos que garante os três principais direitos humanos de forma gratuita ao povo: alimentação, saúde e educação. Isso graças à opção pelo socialismo.

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"Da relação do quinteto com o Exército Rebelde, surge o próprio nome do grupo e a ideia de usar melodias populares cubanas, como o famoso bolero La Barca, dotando-o de outra letra, com conteúdo sintonizado com a luta de libertação, com mensagens patrióticas, visando elevar o moral revolucionário." (Beto Almeida, no Prefácio, p. 14/15)


Norberto Escalona nos apresenta as histórias humanas dos músicos convocados pelos rebeldes para participarem da luta de libertação tocando e cantando através da Rádio Rebelde, cravada no meio da Serra Maestra. Os músicos criavam letras com as temáticas da guerrilha e os alto-falantes da rádio levavam suas mensagens até os soldados do ditador Batista. 

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"As jovens camponesas também foram incorporadas aos serviços de saúde, cuidavam dos feridos, ou trabalhavam na cozinha, ou buscando alimento na própria Serra. Também cumpriam funções muito arriscadas, como negociadoras com comandos do exército da ditadura, como é o caso de Teté, que com 16 anos desceu desarmada da Serra, com uma bandeirinha branca, enviada por Che a uma missão de negociar a libertação de feridos prisioneiros. E Teté assumiu a missão, mesmo sabendo que podia ser assassinada, como a advertiu o próprio Che. O próprio fato de ser uma mulher a negociadora já tinha efeito desmoralizador sobre o exército da ditadura." (Beto Almeida, no Prefácio, p. 13)


As histórias das jovens revolucionárias que foram para a Serra Maestra com o desejo de contribuir com a guerrilha para libertar suas famílias e o povo cubano das barbáries dos soldados do ditador Batista é pra lá de emocionante, é de nos encher de orgulho e esperança na capacidade de resistência e luta das mulheres, tantas vezes oprimidas e vítimas de um mundo machista e sexista.

Amigas e amigos leitores, os tempos são desafiadores. Diria que os tempos sempre foram difíceis e desafiadores para nós que não pertencemos ao pequeno grupo das elites da classe dominante do mundo. Para nós do povo, a vida é luta todos os dias.

O povo cubano é um dos maiores exemplos do mundo e da história das sociedades humanas de que lutar por sua liberdade e independência vale a pena, vale a vida, vale o esforço para se manter soberano, livre e decidindo por conta própria o destino.

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FIDEL CASTRO

"Não se pode negar o quanto Fidel sempre foi visionário. Ele tem algo que eu chamo de 'anjo', porque é muito previdente. Ele já sabia que faltava pouco tempo para o fim da guerra. Queria reivindicar o papel da mulher cubana, não o nosso em particular, por estarmos ali, embora fôssemos privilegiadas por estar mais próximas. Era desrespeitoso o que alguns homens diziam sobre as mulheres. Mas ele estava completamente certo de que cumpriríamos com nosso dever. Porque quem estava na Serra, independentemente do nível de instrução, tinha princípios e, de uma forma ou outra, havia sentido os rigores da ditadura." (Lilia Rielo, do Batalhão das Marianas, p. 209)


A postura do líder revolucionário Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz é um exemplo extraordinário para todos nós que lutamos por um mundo diferente deste no qual estamos, hegemonizado pelos valores do capitalismo - exploração dos seres humanos e da natureza e acumulação de lucros a qualquer custo -, uma sociedade sem ética, sem preocupação com o meio ambiente, sem justiça, sem igualdade, sem oportunidades para todas as pessoas.

Ao conversar com a população cubana, nas duas visitas que fiz à ilha caribenha, pude perceber o quanto o povo ama Fidel e o tem como referência de ser humano e líder.

Enfim, leitura essencial o livro de Norberto Escalona Rodríguez. Quanto mais conheço sobre Cuba e seu povo incrível, mais quero conhecer.

Em breve, estarei na ilha pela terceira vez, levando meu apoio e solidariedade aos nossos irmãos e irmãs cubanos.

William Mendes

18/02/26


Bibliografia:

RODRÍGUEZ, Roberto Escalona. Fidel Castro Comandante Invicto. Tradução: Maria do Carmo Luiz Caldas Leite. Prefácio: Beto Almeida. São Bento do Sapucaí, SP. Projeto Cultural Nossa América, 2025.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Leituras Capitais - A nova bolha?



Refeição Cultural

CartaCapital n° 1400


A NOVA BOLHA?

Cresce nos mercados globais a desconfiança em relação aos investimentos em IA


Depois de muito tempo sem ler uma edição da revista CartaCapital, por estar focando outras coisas, abri a revista e fui lendo aleatoriamente as matérias e artigos. Excelentes os textos, como sempre!

CAPA

BOLA DE NEVE

"Acumulam-se sinais de uma correção abrupta de preços, enquanto o investimento em IA atinge patamar sem precedentes", por Carlos Drummond 

Para mim não é novidade o que nos apresenta a reportagem. A enganação IA (nem Inteligente nem Artificial), em algum momento, imagino, vai deixar de enganar tanta gente. E isso vai dar merda na economia baseada nessa mitificação. 

DEMOCRACIA REFÉM

"A abdicação do Estado na regulação da Inteligência Artificial expõe o processo eleitoral aos bandoleiros digitais", por Marcelo Senise

Também tenho noções sobre as consequências trágicas para a sociedade humana da influência das big techs na manipulação das massas em favor dos poucos donos do poder político e econômico (1%) e em desfavor dos 99%.

COMENTÁRIO BREVE: parei de escrever opiniões políticas com minhas críticas ao meu lado da classe: uma decisão de autocensura. 

Apenas pergunto: a esquerda no poder político e o movimento organizado já definiram as estratégias para enfrentar os inimigos que farão tudo que está programado contra nós para os próximos meses de 2026? 

E é claro que toda merda que fizerem terá apoio das big techs. O planejamento estratégico da esquerda brasileira deveria estar em andamento... está? Temos um plano?

Já está em andamento uma Lava Jato 2, com vazamentos seletivos e o mesmo esquema que prendeu Lula e lideranças petistas. 

Lula pode ser inclusive inviabilizado de concorrer à reeleição nos próximos meses. Vocês duvidam disso? Já pensaram o que fazer se isso ocorrer?

SEU PAÍS 

DNA SUBALTERNO

"Minerais críticos: Lula defende a soberania na exploração de terras-raras, mas enfrenta oposição até no próprio governo", por André Barrocal

Amig@s leitores, é triste ler o que a reportagem nos mostra, mas não é novidade alguma saber que os quinta-colunas, traidores da pátria, estão em todos os espaços do governo e da máquina pública. 

A matéria traz até a foto de uma fulana, esposa de um serviçal bolsonarista, que atua em prol das mineradoras, de dentro de órgão público, para que o Brasil siga sendo um exportador de matéria prima sem valor agregado.

Essa gente do 1% e seus lacaios odeia o Brasil e o povo brasileiro. 

ESQUELETOS DA GUANABARA 

"Rio de Janeiro: Por determinação judicial, o governo fluminense inicia a remoção do 'cemitério de embarcações' da Baía", por Maurício Thuswohl

São mais de 80 barcos e navios apodrecendo no local e a vida segue normalmente... e o povo continua sendo fisgado pelas pautas difundidas pelas big techs, IAs e pelos "pastores" das ovelhas fluminenses...


A RECEITA DA IMPUNIDADE 

"Trabalho escravo: Estudo da UFMG mostra como a maioria dos escravocratas consegue escapar da cadeia no Brasil", por Fabíola Mendonça 

O crime compensa nesta ex-colônia de exploração de recursos naturais baseada na escravidão humana. 

De 4.321 réus, fdp que escravizaram quase 20 mil pessoas no Brasil recentemente, só 191 deles foram condenados. E ser condenado não quer dizer ser preso ou cumprir a sentença, ainda mais se o escravocrata for de pele branca, influente e com dinheiro. 

Que desgraça isso! Essa gente escravocrata sim, merecia pena de morte!

ARTIGOS SOBRE O STF

NEM CANETA NEM BOLSA

"Análise: Os riscos de o STF ultrapassar o papel de Corte constitucional", por Leonardo Avritzer

CÓDIGO DE CONDUTA 

Por Pedro Serrano

"A adoção de um regulamento tende a representar um mecanismo de defesa e de fortalecimento do Supremo, ao contrário de um mero instrumento de autocontenção"

O STF DIANTE DO ESPELHO

Por Marjorie Marona

"O debate sobre ética no Supremo fala menos de moral individual e mais de identidade institucional"

Comentário: dos três artigos, me chamou mais atenção o do Avritzer. O STF se mete em muitos temas que não deveria, que não fazem parte do seu papel institucional. 

Os caras da Corte, digo "os caras" porque são praticamente homens brancos, fazem política e viraram "influencers" e estrelas de redes sociais. Tudo errado!

VIOLÊNCIA SISTÊMICA 

"Pesquisa: O Brasil registrou, em 20 anos, mais de 1,1 mil assassinatos consumados ou tentados contra políticos e ativistas", por Rodrigo Martins 

O cenário apresentado pela matéria é assustador! Políticos morrem mais nas áreas urbanas e ativistas nas áreas rurais ou florestais. Os números mais que dobraram depois da tragédia Temer-Bolsonaro.

A vereadora Marielle Franco é um exemplo desse quadro trágico do Brasil. Ela foi assassinada há 12 anos e até hoje o caso não foi elucidado com condenação dos culpados. 

O ANO TODO NA SOMBRINHA

"Entrevista: O frevo não precisa esperar o próximo carnaval para retomar seu protagonismo, defende Climério Oliveira"

Grupo lança livro com músicas de frevo para universalizar o patrimônio imaterial dos pernambucanos. 

COINCIDÊNCIA OU VINGANÇA?

"Espírito Santo: Como um assassinato brutal se conecta a outra morte escabrosa de 50 anos antes", por Roberto Teixeira 

A reportagem fala sobre o assassinato de Araceli, criança de 8 anos, em 1973. Nunca houve um condenado pelo crime.

O principal suspeito, Dante Michelini, um homem rico e influente à época, foi encontrado morto dias atrás, decapitado. Seria algo ligado à suspeita do passado?

ECONOMIA 

UNHAS DE FOME

"Benefícios: Novas regras do vale-refeição entram em vigor, mas gigantes do setor driblam obrigações na Justiça"

Os capitalistas fdp e que atuam em cartel não querem reduzir a exploração dos pequenos comerciantes e dos trabalhadores.

O governo quer reduzir para 3,6% as taxas cobradas de restaurantes parceiros (hoje é o dobro) e fixar um limite de 15 dias para os repasses (chega a 60 dias).

Tem juiz dando liminar contra o governo por suposta interferência deste na "liberdade econômica", ou seja, liberdade do capitalista de foder com os consumidores. 

É isso... e dizem que o capitalismo não quer o Estado. Pelo contrário, o sistema de exploração precisa do Estado para subjugar o povo.

TUDO SE TRANSFORMA

"Construção civil" A Fuplastic aposta no plástico reciclado para redesenhar a cadeia produtiva do setor", por Allan Ravagnani

Excelente notícia na área do empreendedorismo. A Fuplastic usa matéria-prima de parcerias com cooperativas e ONGs para construir estruturas comerciais e agora residenciais. Interessante!

FINANÇA E CAPITAL 

"Sistemas: Na incessante busca de dinheiro, o capitalismo excita esperanças de enriquecimento e solapa as realidades da 'economia real'", por Luiz Gonzaga Belluzzo

É sempre bom ler os textos do professor Belluzzo. Neste, ele fala um pouco sobre as consequências da desregulação do sistema financeiro após os tais "30 anos de ouro do capitalismo" após a 2a GM. 

NOSSO MUNDO 

TOTALMENTE ILHADOS

"Cuba: Com a intervenção dos EUA na Venezuela e as novas sanções, o país atinge um nível de isolamento sem precedentes", por Gilberto Maringoni

O artigo do professor nos atualiza sobre a situação dramática imposta aos cubanos pelo governo de Trump.

IMPERADOR IMPOPULAR 

Por Jamil Chade

"O mundo demonstra seu desprezo pelo presidente dos Estados Unidos".

Muito bom o artigo!

AO VENCEDOR, AS BATATAS 

"Diplomacia: Bachelet recebe apoio brasileiro para dirigir uma ONU sem dinheiro, respaldo ou prestígio", por João Paulo Charleaux

A reportagem informa que a ex-presidenta do Chile é a aposta da esquerda latino-americana, mas o fato é que nem EUA nem China a querem. 

E mais, a ONU já era! Ela é hoje a Liga das Nações do período do entre guerras mundiais que não evitou nada do nazifascismo.

PLURAL

ENCRUZILHADA CLIMÁTICA

"Entrevista: Para Matthew Huber, a pauta climática se equilibra entre o limite político e sua apropriação pelo próprio capitalismo", por Leonardo Moura

Excelente entrevista! Sobre as IAs, ele informa:

"O futuro da IA é extremamente incerto. Há fundadores da IA dizendo que veem algo como 20% de chance de essa tecnologia levar à extinção da humanidade. Quando você combina um potencial destrutivo dessa magnitude com um sistema orientado pelo lucro, o quadro é preocupante. Se os retornos forem altos, o capital tende a ignorar os riscos sistêmicos..."

ARTIGO

Por Arthur Chioro

MEDICINA E EDUCAÇÃO 

"Autonomia universitária não é licença para formar mal. E o papel da transparência não é fragilizar a educação, e sim fortalecê-la"

Chioro disse que a decisão do governo de divulgar o péssimo resultado do Enamed 2025 foi uma escolha política e que as áreas de Educação e Saúde vão enfrentar o problema. 

UM CLÁSSICO COM TOQUE POP

"Cinema: O Morro dos Ventos Uivantes ganha versão tão controversa quanto exuberante da diretora Emerald Ferrell", por Marcelo Miranda 

A matéria nos conta que o romance de Emily Bronte já foi adaptado umas 30 vezes para o cinema. Publicado em 1847, filme estreia em fevereiro no Brasil. 

Comentário: nunca li o romance nem vi adaptações para o cinema. Caso o veja, não estranharei as controvérsias com a história original. 

PÁGINAS DA REVOLUÇÃO 

"Livro: O escritor português Hugo Gonçalves criou uma família ficcional dividida pelas diferentes posições em relação ao salazarismo", por Alysson Oliveira 

Vejo sempre com interesse as indicações de livros de CartaCapital

COMENTÁRIO FINAL 

É sempre bom ler edições impressas da revista. Ao final, temos uma visão panorâmica da situação brasileira e mundial da sociedade humana. 

Basta lembrar que o grupo jornalístico é quem define a pauta da revista, como todos o fazem. Mas CartaCapital não quer enganar ou manipular seus leitores. Isso faz toda a diferença!

É isso! As coisas não estão boas. Mas seguimos na luta para mudar o mundo para melhor. 

William Mendes 

17/02/26

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

7. Pelo mar e pelo ar



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


7. Pelo mar e pelo ar

* A linha de suprimentos transatlântica

Após a Batalha da Inglaterra, as linhas marítimas de abastecimento da Grã-Bretanha passaram a ser alvos constantes de bombardeios noturnos. Só um país seria capaz de socorrer as ilhas britânicas: os Estados Unidos.

* Desvendando o código da Máquina Enigma

Em meados dos anos 30, os alemães desenvolveram uma máquina para codificar suas mensagens. Em julho de 1939, os poloneses decidiram organizar uma equipe de matemáticos para decifrar o código.

* O homem que salvou Londres

Para localizar o alvo exato à noite, os alemães valiam-se de emissões de rádio. Um integrante do serviço de inteligência britânico idealizou algo para a defesa: as contraemissões de rádio.

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COMENTÁRIO

Os tópicos acima são os assuntos tratados no 7º DVD da coleção sobre a II Guerra Mundial, da Abril Coleções, de 2009. Um vizinho doou o material a quem o quisesse, e fui o interessado.

As cenas dos bombardeios da força aérea alemã (Luftwaffe) sobre as cidades inglesas, com o objetivo de matar civis e destruir as cidades, é chocante! O ano daquela tragédia foi 1940. As guerras naquele momento não se davam mais em campos de batalha com um exército contra o outro. O objetivo dos senhores da guerra era matar civis e inviabilizar a vida daquela população.

Quem diria que 85 anos depois, em 2025, veríamos o mesmo processo e os mesmos objetivos dos senhores da guerra: bombardear cidades, matar a população civil e inviabilizar a vida daquele povo vitimado. O Estado de Israel, apoiado pelos Estados Unidos, fez isso com os palestinos na Faixa de Gaza: bombardeio, destruição e morte de civis. Dois milhões de pessoas sendo expulsas de suas terras e aqueles que ficaram sendo eliminados com bombas e com a fome e miséria geral.

Na Inglaterra, milhares de civis foram mortos durante os bombardeios nazistas em 1940. Na Faixa de Gaza, Palestina, morreram dezenas de milhares de crianças, mulheres e idosos durante os bombardeios de 2025. Pela imprensa dos capitalistas, os ingleses eram as vítimas, e os alemães os bandidos. No caso atual, os palestinos são as vítimas que não são vítimas pela narrativa da imprensa, e os bandidos não são os bandidos. Palestinos são árabes, chamados de terroristas; os israelenses são os mocinhos, estão sempre defendendo "seu" território e "seu" povo dos bárbaros terroristas.

Os episódios do DVD destacam a importância da ciência no desenvolvimento da guerra de conquista e extermínio entre os adversários. 

Os alemães durante o nazismo (1933-1945), em busca de seu "espaço vital", desenvolveram a ciência para matar em escala industrial e invadir territórios, tomar terras de outros povos e ampliar seu domínio, tudo isso em benefício de seu povo de "raça superior", e dane-se quem estivesse em seu caminho.

Na atualidade, os EUA de Trump e seus apoiadores e exércitos, estão bombardeando países, sequestrando presidentes (da Venezuela, Nicolás Maduro), estabelecendo bloqueios para matar de fome e miséria mais de 8 milhões de cubanos, ameaçando tomar a posse de outros países como Canadá e Groelândia, perseguindo e prendendo cidadãos e crianças em solo americano e o mundo não reage, não faz nada concreto para deter isso.

Estudar história serve ao menos para demonstrar aos leitores de textos como este para onde podemos estar caminhando neste momento. A história registra eventos que poderiam educar e nos fazer impedir a repetição de tragédias. 

Vamos deixar as coisas seguirem como estão? Entre 1933 e mais ou menos 1940 os países e líderes do mundo ficaram assistindo passivamente as arbitrariedades de Hitler e não fizeram nada. Fizeram de conta que não estavam vendo...

É impressão minha ou é exatamente o que está acontecendo agora em relação ao Trump?

William

Instantes (11h30)



Refeição Cultural

LEITURAS


Todos os dias, recebemos notícias de assassinatos de mulheres ou outras violências contra as mulheres. O Brasil enfrenta uma epidemia de feminicídio neste primeiro quarto de século XXI. 

O livro que estou lendo conta aos leitores a história da participação feminina nas lutas de libertação nacional do povo cubano, e lá estão as mulheres guerreiras e revolucionárias da maior das ilhas antilhanas.

O exército rebelde liderado pelo Comandante Fidel Castro Ruz, que se estabeleceu na Serra Maestra entre o final de 1956 e até 1958 e de lá iniciou a libertação do povo cubano, contou com um batalhão de guerreiras revolucionárias, o Batalhão das Marianas.

A inspiração daquelas jovens mulheres cubanas era a lendária patriota "Mariana Grajales Cuello, considerada a mãe da Pátria, que no dia 10 de outubro de 1868, ao repicar dos sinos do engenho açucareiro Demajagua, quando Carlos Manuel de Céspedes iniciou as guerras por nossa independência, fez toda a sua família jurar, ante uma imagem de Cristo, que lutariam até libertar a terra amada ou morrer" (p. 137/138)

Mariana Grajales colocou a serviço da Pátria toda a sua "tribo heroica", como diz o livro. "Seus 14 filhos lutaram nas fileiras mambisas, e apenas dois sobreviveram, com os corpos marcados pelos ferimentos de guerra." (p. 138)

Neste instante, estou em casa em Osasco, me inspirando através de feitos como esses do exército rebelde e libertador de Fidel Castro e do Batalhão das Marianas. Temos que acreditar nas causas justas e na mudança da realidade ruim para os povos do mundo.

Pessoas comuns como eu e vocês já realizaram grandes feitos em benefício do povo mais humilde e sem acesso aos direitos básicos da cidadania como alimentação, saúde e educação. 

Cuba sofre um bloqueio genocida promovido pela potência militar EUA porque há 67 anos, após a Revolução, fornece ao povo alimentação, saúde, educação, moradia e outros direitos humanos de forma coletiva e universal. 

Isso é um péssimo exemplo de sociedade fora do padrão capitalista de vender direitos humanos como serviços entregues a quem puder comprar.

No Brasil, onde prevalece a cultura do capitalismo bárbaro oriundo dos cinco séculos de escravidão e genocídio dos povos oprimidos, as mulheres não são consideradas pela casa-grande seres humanos plenos de direitos, são posses, são coisas, como os demais patrimônios dos homens brancos e seus jagunços. Por isso os homens no Brasil matam as mulheres.

Temos que dar um basta nessa violência e nesse abuso machista e sexista.

Que tenhamos mais pelotões de mulheres e homens lutando unidos contra essa barbárie oriunda dos homens brancos do capitalismo. 

William Mendes

16/02/26


Bibliografia:

RODRÍGUEZ, Roberto Escalona. Fidel Castro Comandante Invicto. Tradução: Maria do Carmo Luiz Caldas Leite. Prefácio: Beto Almeida. São Bento do Sapucaí, SP. Projeto Cultural Nossa América, 2025.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Instantes (12h04)



Refeição Cultural

LEITURAS 

"Enquanto eu estive em El Hombrito, aconteceu o combate de Mar Verde, quando morreu Ciro Redondo. Quando o Che retornou, se reuniu conosco para informar sobre os resultados da ação. Quando falou dos companheiros caídos, escorreram lágrimas dos seus olhos, e isso me impactou profundamente, porque um grande guerreiro era capaz de chorar de emoção diante de uma perda tão dolorosa." (Teté Puebla, em citação no livro Fidel Castro Comandante Invicto, de Norberto Escalona Rodríguez, p. 151, Projeto Cultural Nossa América, 2025)


Ler os relatos e as histórias dos homens e mulheres que enfrentaram a ditadura de Fulgencio Batista, ditadura apoiada pelos Estados Unidos em meados do século XX, é um estímulo a todas as pessoas que militam nas causas libertárias dos povos oprimidos e explorados do mundo.

A libertação de Cuba foi realizada por pessoas comuns como eu e vocês que me leem. Pessoas comuns lideradas por grandes seres humanos como Fidel e Raúl Castro, Ernesto Che Guevara, Camilo Cienfuegos, Celia Sánchez e seus companheiros de luta.

Cuba e seu povo aguerrido enfrentam neste momento de sua história momentos difíceis para seguirem livres e soberanos. A maior potência bélica e terrorista do mundo sufoca o povo cubano neste momento com o bloqueio total à ilha. Os EUA querem matar de fome e miséria o povo cubano. 

Estamos todos convocados a apoiar a população da República Socialista de Cuba na luta por sua sobrevivência, liberdade e soberania. Apoiem com recursos financeiros as entidades que estão arrecadando contribuições para comprar e enviar medicamentos e outros itens básicos a Cuba como, por exemplo, o MST.

E se organizem para ir a Cuba, o turismo é uma fonte de recursos central para o governo manter de forma gratuita para o povo os três direitos humanos principais: alimentação, saúde e educação. 

Em breve, estarei em Cuba pela terceira vez, apoiando o governo e o povo cubano. 

William 

12/02/26

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

6. A Grã-Bretanha em perigo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


6. A Grã-Bretanha em perigo

* Os planos de invasão de Hitler

Em junho de 1940, a França já havia se rendido, e Adolf Hitler não duvidava que, muito em breve, a Grã-Bretanha tentaria negociar a paz.

* A batalha da Grã-Bretanha e a blitz de Londres

A Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, vinha castigando a Marinha britânica no canal da Mancha desde junho de 1940. O objetivo do marechal do Terceiro Reich, Hermann Göring, era provocar a Força Aérea britânica para que entrasse em combate.

* Os homens que libertaram Belsen

As cenas testemunhadas pelas tropas britânicas no campo de concentração de Belsen, em 1945, causaram enorme impacto. Correspondentes de guerra, como Richard Dimbleby, revelaram ao mundo, em transmissões radiofônicas e numa única sequência filmada, os terríveis crimes cometidos pelos nazistas.

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COMENTÁRIO

Os documentários sobre fatos históricos poderiam servir para que gerações humanas futuras aprendessem com os erros do passado e não os repetissem no presente. 

A sociedade humana do século XXI sabe o que foi a 2a GM? O que a motivou, seus participantes e como ela terminou?

O que e quem define a pauta e a agenda de milhões de pessoas no mundo neste exato momento?

Tenho a impressão que não, que as pessoas não sabem nada disso que perguntei acima. Isso não é o que prevalece no cotidiano das massas.

Não é. 

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Ao ver os documentários da coleção de DVDs sobre aquela guerra e refletir sobre o momento atual do mundo com o conhecimento que tenho, vejo o quão próximo estamos de repetir todo aquele horror.

Os humanos ao meu redor (o mundo) poderiam repetir o que os nazistas fizeram com as pessoas que habitavam a própria Alemanha e as terras que decidiram se apropriar?

Sim.

Pessoas que pensam diferente de mim poderiam fazer comigo o que os nazistas fizeram com suas vítimas?

Sim.

Essa é a realidade no mundo humano em fevereiro de 2026.

Podemos mudar essa realidade? 

Sim.

Sabendo dessa possibilidade por ser consciente, acordo diariamente pensando em como posso contribuir para mudar a realidade. 

Escrever o que sei e penso é uma forma de contribuir com a sociedade humana. 

Sigamos adiante.

William 

09/02/26

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

5. A guerra-relâmpago



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


5. A guerra-relâmpago

* Blitzkrieg na Holanda, Bélgica e França

No dia em que Winston Churchill assumiu como primeiro-ministro, Adolf Hitler determinou o início da guerra-relâmpago (blitzkrieg) contra o Reino Unido e a França. Ao mesmo tempo, caças e bombardeiros alemães atacavam as bases aéreas holandesas e belgas.

* A França entra na luta

Em 25 de maio de 1940, a situação da Força Expedicionária Britânica e do 1º Exército Francês era desesperadora. Os alemães haviam ocupado o porto de Boulogne, isolado Calais e os britânicos foram forçados a recuar até o porto de Dunquerque.

* O incrível coronel Doolittle

Os cidadãos japoneses mal podiam acreditar ao ver os aviões norte-americanos sobrevoando Tóquio. Era o primeiro ataque, sob o comando de James Doolittle.

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COMENTÁRIO

Enquanto assistia ao documentário sobre os ataques dos Aliados ao território japonês, fiquei me lembrando do livro "Era dos extremos", do historiador marxista Eric Hobsbawm, na parte que ele fala das mudanças de alvo nas guerras contemporâneas, saindo dos campos de batalha e tendo como foco a destruição e morte das cidades e da população civil. O que pode ser mais bárbaro que isso?

O experimento na cidade de Guernica, na Espanha, em 1937, virou a referência no ataque aéreo às cidades dos países adversários.

O documentário do DVD, do tal Doolittle, aborda essa temática. Os aviões foram a tecnologia humana utilizada para ampliar a escala de morte e destruição de cidades e população civil durante uma guerra.

Dessa nova metodologia de matar - jogar zilhões de toneladas de bombas sobre as cidades e civis -, chegamos ao experimento "Faixa de Gaza" no primeiro quarto do século seguinte à 2ª GM. 

Os palestinos do século XXI, vítimas das decisões imperialistas dos vencedores da guerra mundial entre 1939-45, viviam espremidos na pequena Faixa de Gaza após o roubo de suas terras, cercados pelo exército de Israel, quando foram dizimados pelas bombas dos sionistas no ano de 2025. Ali viviam dois milhões de pessoas... dezenas de milhares foram trucidados pelas bombas e não sobrou nada em pé naquela parte da Palestina.

A estratégia nazista das guerras-relâmpago virou referência na forma de invadir e tomar territórios pela força das bombas. Diplomacia pra quê? Os EUA de Trump estão no presente momento atuando pelo "espaço vital" do Reich que o novo führer quer estabelecer no século XXI.

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A coleção de DVDs sobre a II Guerra Mundial é do ano de 2009, da Abril Coleções. Um vizinho do condomínio iria se desfazer do material e decidi pegá-lo para ver e aprender um pouco mais sobre aquele período da história humana.

William

05/02/26