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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Livro: O Hamas conta seu lado da história



Refeição Cultural

LITERATURA POLÍTICA 


"Nestas páginas, oferecemos ao leitor um conjunto de documentos e declarações que apresentam de maneira clara o que pensa o Hamas, e a sua versão dos acontecimentos do 7 de Outubro. Trata-se de uma verdade que forças poderosas trabalham para ocultar, para falsear, para distorcer. O resultado dessa operação fraudulenta é o de encobrir o genocídio do povo palestino." (Rui Costa Pimenta, na apresentação do livro)


Adquiri o livro O Hamas conta o seu lado da história (2024) nas manifestações do 30º Grito dos excluídos e excluídas, na Praça da Sé, em São Paulo. O livro foi organizado por Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, e confeccionado pelas Edições Causa Operária.

Logo na apresentação do livro, um conceito importante é dito por Pimenta e vale a pena reproduzi-lo:

"É a opressão que dá legitimidade à luta pela liberdade, e não qualquer característica misteriosa dos que lutam. A luta contra a opressão - e estamos falando de uma das mais brutais e criminosas opressões contra todo um povo - é inerentemente libertária, independentemente de maiores considerações." (p. 13)

Li mais da metade do livro logo nas primeiras semanas de aquisição da obra em setembro de 2024, que é dividida em quatro partes, além da apresentação e prefácio. Naquele momento, o mundo já acompanhava de forma televisionada o bombardeio diário à população da Faixa de Gaza. Era algo indescritível! Milhares de crianças, mulheres, idosos e população civil em geral sendo dizimados diariamente pelas bombas do exército sionista.

Hoje, maio de 2026, praticamente não existe mais nada na Faixa de Gaza, nada, hospitais, escolas, habitações, água, comida, energia, nada. Centenas de milhares de palestinos estão cercados e morrendo porque até ajuda humanitária é proibida quando os povos do mundo tentam socorrer o povo palestino.

Ajuda humanitária através de grupos de pessoas e organizações é impedida de se realizar até com sequestro de embarcações em áreas marítimas internacionais. O mundo viu isso recentemente com o sequestro de pessoas de diversos países em flotilhas cercadas e capturadas pelos sionistas.

"Certamente é uma guerra, uma guerra entre um povo ocupado e os ocupantes. E esses ocupantes, infelizmente, quero dizer, estão todos armados, todos eles. O povo inteiro é um exército e tem um Estado. Ao contrário de todos os países do mundo, em que a norma é que o Estado tenha um exército, 'Israel' é um exército que tem um Estado e tem um sistema." (Dr. Musa Abu Marzuk, p. 38)

Na entrevista cedida a Rui Costa Pimenta, Abu Marzuk, intelectual palestino e dirigente político do Hamas, apresentou os pensamentos e objetivos das lutas lideradas pelo povo palestino em defesa das terras nas quais vivem há centenas de anos.

Cito abaixo um trecho da entrevista que, de certa forma, sintetiza um pouco a luta desenvolvida pelos palestinos há décadas, desde que foram expulsos de suas terras após o fim da 2ª Guerra Mundial.

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"Por que o Hamas considera necessário o recurso da luta armada?

     Acredito que a luta armada é necessária porque nenhuma ocupação no mundo lhe dará sua independência por meio de negociações. Nunca aconteceu na história uma ação política que libertasse um país, ou lhe desse independência. Temos a experiência dos nossos irmãos do Fatá e da OLP, que disseram: 'Não queremos resistência, queremos negociação política'. Então assinaram os Acordos de Oslo, em 1994, que previa sua implantação em cinco anos. O acordo previa, depois de cinco anos, a independência dos palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, e Al-Quds (Jerusalém) como capital.

     Hoje estamos em 2024, ou seja, já se passaram trinta anos desde esse acordo, e não avançamos um único passo, porque é impossível a ocupação dar, em palavras, um Estado. Por quê? Por que o daria a você, se você não consegue conquistá-lo? É sabido que a liberdade é conquistada, não é dada. Ninguém dá liberdade a ninguém. Ela deve ser conquistada com suas forças e defesas, e continuamos nossa resistência até obter nossa liberdade." (p. 39)

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Comentário do blog:

O povo cubano que o diga em relação a essa afirmação de Abu Marzuk! Para conseguir a liberdade e independência dos impérios que subjugavam a ilha e seu povo - primeiro a Espanha e depois os Estados Unidos -, foram séculos de lutas para a libertação em 1º de janeiro de 1959, através do exército rebelde liderado pelo Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz.

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Em outra entrevista, Rui Costa Pimenta, conversa com o doutor Basem Naim, membro do Birô Político do Hamas. Ele foi ministro da saúde do povo palestino.

Em uma parte da resposta à pergunta se a causa palestina estaria a caminho da vitória, Basem Naim aponta as dificuldades que seu povo vinha enfrentando por trinta anos pela estratégia do chamado "processo de paz", do qual diz que os palestinos foram enganados:

"Esta não é a nossa escolha. Se alguém puder nos ajudar a alcançar nossos objetivos de forma pacífica, por favor! Mas, se não, não podemos continuar a viver nessas condições desumanas. Portanto, quando Smotrich disse que os palestinos têm duas opções, sair ou serem mortos, nós respondemos. Também temos duas opções: viver aqui com liberdade e dignidade, ou morrer aqui de forma livre e digna. não há outra escolha." (p. 60)

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Na parte que trata da "Operação Dilúvio de Al-Aqsa", os leitores vão acessar os motivos acumulados ao longo de, pelo menos, 75 anos de ocupação e abusos que levaram os palestinos ao evento de 7 de outubro.

"A batalha do povo palestino contra a ocupação e o colonialismo não começou em 7 de outubro, mas sim há 105 anos, incluindo 30 anos de colonialismo britânico e 75 anos de ocupação sionista. Em 1918, o povo palestino possuía 98,5% das terras da Palestina e representava 92% da população na terra da Palestina, enquanto os judeus, que foram trazidos para a Palestina em campanhas massivas de imigração, em coordenação entre as autoridades coloniais britânicas e o Movimento Sionista, conseguiram controlar não mais que 6% das terras na Palestina e representavam 31% da população antes de 1948, quando a Entidade Sionista foi anunciada na histórica terra da Palestina. Naquela época, ao povo palestino foi negado o direito à autodeterminação, e as gangues sionistas empreenderam uma campanha de limpeza étnica contra o povo palestino, com o objetivo de expulsá-lo de suas terras e áreas. Como resultado, as gangues sionistas tomaram o controle à força de 77% da terra da Palestina, de onde expulsaram 57% do povo da Palestina e destruíram mais de 500 vilarejos e cidades palestinas, cometendo dezenas de massacres contra os palestinos, culminando na criação da Entidade Sionista em 1948. Além disso, em continuidade à agressão, as forças israelenses, em 1967, ocuparam o restante da Palestina, incluindo a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém, além de territórios árabes ao redor da Palestina." (p. 65/66)

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Convivência pacífica é possível entre os diferentes?

Acho interessante citar uma passagem do livro que me fez lembrar da convivência entre povos e credos diferentes em outras partes do mundo ao longo da história.

"O povo palestino sempre se posicionou contra a opressão, a injustiça e a prática de massacres contra civis, independentemente de quem os comete. E, com base em nossos valores religiosos e morais, afirmamos claramente nossa rejeição ao que os judeus sofreram nas mãos da Alemanha nazista. Aqui, lembramos que o problema judaico, em essência, era um problema europeu, enquanto o ambiente árabe e islâmico foi, ao longo da história, um refúgio seguro para o povo judeu e para outras pessoas de outras crenças e etnias. O ambiente árabe e islâmico foi um exemplo de convivência, interação cultural e liberdades religiosas. O conflito atual é causado pelo comportamento agressivo sionista e sua aliança com as potências coloniais ocidentais; portanto rejeitamos a exploração do sofrimento judaico na Europa, para justificar a opressão contra nosso povo na Palestina." (p. 75)

Como aceitar a situação na qual se encontra o povo palestino em Gaza?

"(...) No curso da agressão em Gaza, a ocupação israelense privou nosso povo em Gaza de alimentos, água, medicamentos e combustível, privando-os simplesmente de todos os meios de vida..." (p. 75)

Na parte três os leitores têm acesso a documentos formais do Hamas e na parte quatro há um conjunto de artigos e reportagens sobre o evento de 7 de outubro e o período posterior.

Há diversas matérias de inúmeras fontes que alegam que parte das mortes de judeus ocorreu por ataques das próprias forças militares de Israel naquele dia 7 de outubro.

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LER PARA COMPREENDER

Enfim, a leitura do livro com a versão do povo palestino no conflito trágico da ocupação da Palestina desde 1948 agrega informações a qualquer pessoa que queira compreender melhor a questão.

Sigamos lendo, estudando e tentando compreender o mundo para influir nele e modificá-lo em busca da justiça, da verdade e da possibilidade de convivência sustentável, igualitária e pacífica entre todas as pessoas e demais formas de vida.

A vida na Terra pode ser melhor.

William

27/05/26


Bibliografia:

O Hamas conta o seu lado da história. Edição geral Rui Costa Pimenta. São Paulo: Editora Democritus, 2024. 

domingo, 18 de maio de 2025

O Hamas conta seu lado da história (3)

 

Refeição Cultural 

Osasco, 18 de maio de 2025. Domingo.


"(...) Hoje é a Palestina, e amanhã será algum outro país ou países, pois o plano sionista não tem limites, e depois da Palestina pretenderão se expandir do Nilo até o Eufrates, e quando terminarem de devorar uma área, estarão famintos por novas expansões, e assim por diante, indefinidamente. O plano deles está exposto nos Protocolos dos Sábios de Sião, e o comportamento deles, no presente, é a melhor prova daquilo que lá está dito." (A Constituição do Hamas, de 1988, um documento histórico, e que foi atualizado em 2017, hoje menos rígido em algumas questões políticas. p. 131)


O exército sionista do Estado de Israel segue com o assassinato e expulsão dos árabes palestinos de suas terras na Palestina. 

É insuportável para qualquer pessoa decente e com princípios éticos aceitar o massacre de um povo com o intuito de roubar suas terras.

O que posso fazer a respeito estando do outro lado do mundo? 

Protestar, denunciar e me indignar a respeito desse crime bárbaro de lesa-humanidade. Não devemos pactuar com aquilo que fazem aos outros que não gostaríamos que fizessem a nós. 

O que os imperialistas dos Estados Unidos apoiadores do regime sionista de Netanyahu estão fazendo pode acontecer a qualquer um de nós. A QUALQUER UM DE NÓS!

Se decidirem roubar à força de armas as terras aqui do Parque Continental (Butantã, São Paulo) e Vila Yara (Osasco), onde estou há 25 anos, estaremos na mesma condição dos árabes palestinos de toda a Palestina, como fizeram em 1948 e seguem fazendo até hoje na Faixa de Gaza e Cisjordânia. 

Pensem nisso! O imperialismo é assim!

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O livro que estou lendo "O Hamas conta seu lado da história" foi adquirido no Grito dos Excluídos, em 7 de setembro de 2024. É bem atualizado e nos conta um pouco da luta de um povo por sua vida e seu lugar no mundo.

A postagem anterior com informações sobre essa história pode ser lida aqui.

William 


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Poema 15: Com a palavra, o Hamas


COM A PALAVRA, O HAMAS


        Princípios e políticas gerais (maio de 2017)


Movimento de Resistência Islâmica, "Hamas".

Movimento de libertação nacional, que

confronta o projeto sionista

e não os judeus e o judaísmo.


A Palestina se estende do Rio Jordão, a Leste,

até o Mediterrâneo, a Oeste.

Desde Ras Al-Naqurah, ao Norte,

até Umm Al-Rashrash, ao Sul,

é uma unidade territorial integral.


Palestinos são árabes que viveram (ou vivem)

na Palestina até 1947, incluídos

os expulsos e seus descendentes. 

A identidade palestina é autêntica e atemporal,

e transmitida de geração a geração. 


A Palestina está no coração da Umá árabe e islâmica.

Umá é a comunidade dos muçulmanos do mundo.

Jerusalém é a capital da Palestina. 

A abençoada Mesquita de Al-Aqsa

pertence aos palestinos e à Umá.


A causa palestina é a causa

de uma terra ocupada 

e de um povo deslocado. 

O direito dos refugiados ao retorno

é um direito natural, por leis divinas,

por princípios de direitos humanos

e pelo Direito Internacional. 


E pra finalizar, é importante frisar:

O conflito do Hamas é contra o sionismo, 

não com os judeus e sua religião.

É uma luta contra a ocupação sionista,

da sagrada terra Palestina. 


William 

13/02/25


(Com informações do livro "O Hamas conta seu lado da história", edição geral Rui Costa Pimenta, 2024.)

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

O Hamas conta seu lado da história (2)



Refeição Cultural 

"Aqui, lembramos que o problema judaico, em essência, era um problema europeu, enquanto o ambiente árabe e islâmico foi, ao longo da história, um refúgio seguro para o povo judeu e para outras pessoas de outras crenças e etnias. O ambiente árabe e islâmico foi um exemplo de convivência, interação cultural e liberdades religiosas." (p. 75)


O regime político sionista que governa a região da Palestina como ocupante invasor, denominado hoje Estado de Israel, de Benjamin Netanyahu, segue matando diariamente palestinos e árabes dentro e fora da Palestina de todas as formas conhecidas e ainda inovadoras na forma de matar.

Entre ontem e hoje, centenas de pessoas árabes foram vítimas no Líbano de explosões simultâneas de aparelhos pagers e walkie-talkies de membros do Hezbollah. 

Os atentados foram atribuídos pelas vítimas ao governo de Israel. Morreram mais de 20 pessoas, entre elas crianças, e centenas tiveram ferimentos nas mãos, nos rostos e na região do abdômen. 

Semanas atrás, uma das principais lideranças políticas dos palestinos, Ismail Hanié, foi assassinado no Irã. 

Leio as declarações e versões dos palestinos, através de suas lideranças do Hamas neste livro, como alguém preocupado em ouvir os dois lados do conflito. 

Pergunto a vocês, amigas e amigos leitores do blog, se vocês têm facilidade de acesso ao que dizem os palestinos? Sei que não. Só nos chega a voz do colonizador, do invasor, dos donos do poder hegemônico do mundo ocidental, a voz dos capitalistas imperialistas.

Então, é importante a leitura do lado massacrado deste conflito, a versão dos povos árabes e palestinos.

Informa o Hamas:

1. O Movimento de Residência Islâmica "Hamas" é um movimento palestino de libertação nacional e resistência islâmica. Seu objetivo é libertar a Palestina e confrontar o projeto sionista. Sua referência é o Islã, que determina seus princípios, objetivos e meios. O Hamas rejeita a perseguição a qualquer ser humano ou a subversão de seus direitos, por motivos nacionalistas, religiosos ou sectários. (p.74/75)

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Ler e estudar, ouvir todos os lados e pensamentos, é parte da formação política da cidadania de um mundo democrático. 

William 


domingo, 8 de setembro de 2024

O Hamas conta seu lado da história (1)



Refeição Cultural 

"Certamente é uma guerra, uma guerra entre um povo ocupado e os ocupantes. E esses ocupantes, infelizmente, quero dizer, estão todos armados, todos eles. O povo inteiro é um exército e tem um Estado. Ao contrário de todos os países do mundo, em que a norma é que o Estado tenha um exército, 'Israel' é um exército que tem um Estado e tem um sistema." (Dr. Musa Abu Marzuk, chanceler do Hamas, p. 38)


Ao participar ontem, 7 de setembro, do 30° Grito dos Excluídos e Excluídas, na Praça da Sé, conversei com diversas pessoas que panfletam e disponibilizam jornais e documentos de causas libertárias e de movimentos que lutam por um mundo alternativo ao qual nos encontramos. 

A causa palestina deve ser abraçada por todos nós que lutamos contra as injustiças e por direitos humanos. 

Adquiri este livro editado e publicado em julho deste ano pela editora do PCO e um dos objetivos do livro é dar voz aos palestinos e suas lideranças, pois o que temos disponível na mídia hegemonizada pelos capitalistas e imperialistas é a versão dos sionistas, grupo político que domina as questões políticas do povo judeu na atualidade.

Li duas entrevistas muito esclarecedoras: uma com o Dr. Musa Abu Marzuk, chanceler do Hamas, e outra com Basem Naim, do Birô Político do Hamas.

"Esta não é a nossa escolha. Se alguém puder nos ajudar a alcançar nossos objetivos de forma pacífica, por favor! Mas, se não, não podemos continuar a viver nessas condições desumanas. Portanto, quando Smotrich disse que os palestinos têm duas opções, sair ou serem mortos, nós respondemos. Também temos duas opções: viver aqui com liberdade e dignidade, ou morrer aqui de forma livre e digna. Não há outra escolha." (Basen Naim, p. 60)

Também li a declaração de Ismail Hanié, líder do Hamas, ao povo brasileiro. 

"O primeiro ponto é que o Movimento de Resistência Islâmica, Hamas, na Palestina, é um movimento de libertação nacional palestino que limita sua resistência e luta dentro da Palestina ocupada, e não fora da Palestina, e contra a ocupação israelense. Não é hostil a ninguém, mesmo que discordemos, mas foca na sua causa, no seu povo, no seu direito firme e inerente, dentro da terra abençoada da Palestina." (Ismail Hanié, p. 27)

A declaração foi feita em um encontro com Rui Costa Pimenta e lideranças do PCO, meses antes do assassinato de Ismail Hanié no último dia 31 de julho, no Irã.

Enfim, sigamos lendo e estudando para compreendermos melhor o mundo e sabermos nos posicionar sobre as questões da sociedade humana. 

William Mendes