quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A leitura como ato de reflexão e mudança


Refeição Cultural

O que podemos e devemos fazer com a informação e o conhecimento advindo de uma boa leitura?

Ao lermos o mestre Paulo Freire e captarmos seus ensinamentos sobre a educação, educação para a mudança e não para o adestramento, é necessário acordar e por em prática a mudança que buscamos.

Cada um de nós faz a diferença. É nesse sentido que precisamos informar e comunicar melhor. Envolver os agentes da mudança social.


A leitura de revistas como a Revista Fórum nº 66 de setembro de 2008 é uma das diversas formas de aumentar o nosso desejo de lutar por mudanças. Lutar como agentes sociais que somos.

Desejo de lutar por mudanças ao vermos que existem pessoas como o professor Ladislau Dowbor, da PUC SP, um intelectual legítimo, dentro do conceito de intelectual defendido por Edward Said, ao lê-lo aguçamos a vontade de compartilhar conhecimento de forma gratuita, como direito humano e não como produto.

Desejo de lutar por mudanças ao lermos sobre o que vem ocorrendo com nossos irmãos latino-americanos da Bolívia, onde uma pequena elite fascista busca derrubar um governo com 67% de aprovação popular, que nada mais quer que cumprir o programa de mudanças sociais que o elegeu.

Desejo de lutar por mudanças lendo matérias como a que fala sobre o destino trágico das crianças da Guatemala, e que lembrou-me o livro de contos Weekend na Guatemala de Miguel Angel Astúrias, Prêmio Nobel de Literatura de 1967, guatemalteco que denunciou as condições de seu país e do golpe de estado em 1954 realizado por um exército de mercenários recrutados pela empresa American Fruit Company (La Frutera) e financiado pelo governo norte-americano.

Para seguir falando de outra matéria muito próxima a nós, leiam com atenção a matéria sobre a Europa e sua xenofobia atual contra os imigrantes, principalmente os de origem africana. E, por fim, gerou-me expectativa o projeto de Danny Glover de filmar a vida do revolucionário Toussaint L'Ouverture, líder da Revolução Haitiana.

Não pensem que não são problemas “nossos” os temas relatados na revista. Vivemos numa aldeia global. Sempre que atenta-se contra a democracia, a liberdade e os direitos humanos, atinge-se a todos. No último período de ditaduras latino-americanas do século XX, financiadas quase sempre pelo regime capitalista liderado pelo império americano, derrubou-se um governo popular aqui, outro ali, e como as comunidades latinas não agiram em conjunto, quando vimos, toda a América Central e do Sul estava assolada pela tragédia dos regimes ditatoriais que levaram décadas de miséria, cerceamento da liberdade, morte e concentração de renda.

Acreditemos que outro mundo é possível, através da coletividade e cooperativismo. É possível mudar qualquer situação sobretudo a partir de nós mesmos.


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