domingo, 3 de agosto de 2014

Reflexões sobre liberdade, esperança nos humanos e foco na tolerância



Mandela aprende com um companheiro mostrando a mão aberta
 e depois fechada (estava revoltado com a injustiça contra os negros):
cada dedo era um e juntos eram todos - fortes!

Refeição Cultural


O que tenho de refeição cultural neste fim de semana? O que vi, li e fiz em meu descanso em casa em Osasco após duas semanas de trabalho ininterrupto?


Filme – Mandela, o caminho para a liberdade

"Mandela, você não pode combater a injustiça sozinho. Cada um de nós é pequeno demais para fazer algo. (mostra a mão fechada com os dedos unidos) Juntos, nós temos o poder!"


Assisti ao filme baseado na autobiografia do grande líder sul-africano Nelson Mandela. A história do povo negro sul-africano pelo fim da política do Apartheid é um exemplo de luta pela igualdade e pelos direitos civis, políticos e sociais dos povos do mundo.

Me chamou a atenção no filme a questão da divisão interna entre os sul-africanos negros sobre a forma de buscar a solução contra a discriminação e falta de direitos em relação à população sul-africana branca.

Após décadas preso, Mandela se vê numa encruzilhada. O país está à beira da guerra civil com mortes e assassinatos e os sul-africanos negros, vítimas por décadas das violências do Apartheid, querem a vingança em sangue e extermínio dos brancos.

Mandela diz nas discussões políticas que apesar de seu povo querer a guerra e o sangue dos brancos, o papel das lideranças é liderar e para buscar a paz no país é preciso que as vítimas do Apartheid perdoem o que fizeram com eles. Em troca, os direitos políticos e civis serão conquistados e os dois lados, brancos e negros, precisarão aprender a conviverem juntos como povos sul-africanos.

A história de vida e de luta de Nelson Mandela mais que nunca é um exemplo e uma referência para mim que passei por grandes momentos de ódio em minha vida, misérias e violências e humilhações como usa acontecer com a classe trabalhadora.

A solução, a luz, está em nossas mãos.

Leituras – A era da empatia, de Frans de Waal

Após duas semanas ininterruptas e intensas de trabalho e militância política, cheguei para o descanso no fim de semana precisando ler algo que me desse um norte, uma certeza de que a melhor opção para construir boas políticas para a classe trabalhadora é "engolindo sapo" às vezes por algumas pequenezas feitas contra a gente para utilizar nossa energia naquilo que é mais importante.

Olhei para a estante e acabei pegando o livro de Frans de Waal. A linha de argumentação científica que ele defende é bem interessante. A natureza está repleta de exemplos de que nós somos animais gregários e que a base da teoria do Darwinismo Social é uma leitura “científica” forçada pelos defensores do liberalismo político e econômico de que o egoísmo é bom para os humanos e para a sociedade humana.

A obra está repleta de exemplos inversos. Assim como há diversos casos na natureza, os animais humanos são seres sociais e precisam uns dos outros para sobreviver. A natureza dá exemplos, mas não prescreve nada. Ela é referência para estudos, mas nós humanos temos que ter a capacidade de dar um salto adiante e resolver os problemas de convivência em sociedade e preservação humana. A solução está em nossas mãos.


Preparação física para caminhar 75 km daqui a alguns dias

Pois é, daqui a alguns dias farei a minha Romaria anual lá em Minas Gerais, e como tem ocorrido nos últimos anos, chegarei com muito pouca preparação física, além de estar trabalhando num ritmo alucinante há muitos meses.

Até tinha corrido quase todos os dias no meio do mês de julho. No entanto, acabei entrando num ritmo de duas semanas ininterruptas de trabalho e só voltei a correr ontem e hoje. Corri pouco porque estou muito cansado fisicamente.

Terei uma longa semana de trabalho de novo e praticamente só farei mais uma ou duas caminhadas preparatórias para a Romaria dia 14 de agosto.

Entretanto, meu corpo, mente e coração já entraram num ritmo de concentração. Eu vou conseguir caminhar direto e chegarei bem ao destino. Após as dificuldades que terei, estarei com mais energia ainda para enfrentar os desafios, dificuldades e alcançarei os objetivos que estou buscando para os trabalhadores que represento.

O momento será único como todas as vezes que já fiz o percurso.


Vamos para uma semana que será muito intensa novamente. Vamos com energia!


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