sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Diário e reflexões - Na Catedral da Sé



Refeição Cultural

Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026.


NA CATEDRAL DA SÉ

Passei duas horas na Catedral da Sé, no centro de São Paulo. Foi interessante. Fui encontrar um amigo e resolvi esperá-lo na paz da casa do Senhor. 

A arquitetura da catedral é belíssima, imponente. 

Certa vez, ouvi dizer que a grandeza das catedrais fazia homens e mulheres se sentirem pequenos perante a grandeza de Deus. É inegável que isso dá algum tipo de poder aos operadores da fé. 

Durante minha estadia naquele ambiente sagrado, assisti a duas celebrações: a Via Sacra de Jesus Cristo - paixão, morte e ressurreição - e depois a missa do meio-dia com o tema da Eucaristia. 

O padre nos falou em seu sermão sobre a quaresma e a questão do jejum. Eu gostei das reflexões e ensinamentos dele.

Aqueles que jejuam por opção, tendo o que comer, devem se colocar no lugar daqueles que não têm o que comer, e por isso têm fome.

Após explicar o sentido de se fazer jejum durante a quaresma, o padre avançou em uma metáfora de se jejuar também com a língua, aconselhou os fiéis a medirem as palavras durante essa quaresma, evitando-se maledicências, intrigas e mentiras.

Durante a metade da minha existência fui muito religioso, conhecia bastante os dogmas e doutrinas da igreja católica apostólica romana. Essa é nossa matriz cultural brasileira. 

Assistir hoje a duas missas foi como se o tempo estivesse parado há décadas. Os ritos de uma missa são exatamente os mesmos de antes, de sempre. Em dois milênios devem ter mudado pouca coisa. Após décadas, eu sabia cada passagem da missa.

Eu me persignei por décadas, tinha minha visão de mundo organizada através da concepção religiosa da vida humana. 

Por causa dessa experiência, tenho boa compreensão a respeito do comportamento humano por causa da fé em alguma religião. 

Durante as duas horas na Catedral da Sé, pude refletir muito sobre os brasileiros e os seres humanos. 

William 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Livro: Fidel Castro, comandante invicto - Norberto Escalona Rodríguez



Refeição Cultural

LITERATURA E HISTÓRIA


"Havia muitos guardas mortos, e me lembro de uma frase de Fidel que me comoveu muito. Quando percorria o campo de batalha, alguns companheiros zombavam dos cadáveres que ainda não tinham sido recolhidos, por conta da dinâmica do combate, dizendo coisas ofensivas. O Comandante em Chefe os ouviu e mandou que se calassem. Depois, disse algo mais ou menos assim: 'Estamos em uma guerra, onde eles estão errados e vêm nos combater, e temos de matá-los. Mas não se esqueçam de que são cubanos como nós, mesmo que não tenham razão'. Ele não permitiu que os companheiros desonrassem os inimigos mortos. Aquele gesto de humanidade nos impactou a todos." (Ada Bella, depoimento de uma das Marianas, p. 252)


Finalizei emocionado a leitura do livro Fidel Castro, comandante invicto: Serra Maestra pelo Quinteto Rebelde e Batalhão das Marianas. O momento no qual nos encontramos é de muita apreensão por causa do sofrimento imposto ao povo cubano por parte dos Estados Unidos e o bloqueio criminoso que vigora há mais de seis décadas - desde 1962 -, bloqueio recrudescido por Trump no período atual.

O livro tem um prefácio importante e esclarecedor de Beto Almeida, que engrandece o trabalho de pesquisa, entrevistas e organização da história da Revolução Cubana feito pelo jornalista e escritor Norberto Escalona Rodríguez. A tradução foi feita pela professora Maria Leite, especialista na área da educação em Cuba.

Tive a oportunidade de conhecer Cuba em duas visitas que fiz à ilha caribenha em 2023 e 2024. Foram experiências inesquecíveis e eu deixo a sugestão aos leitores e leitoras que se interessam pelas causas populares organizarem-se para visitar e conhecer pessoalmente o país e o povo cubano. 

Cuba é um dos raros países do mundo com poucos recursos que garante os três principais direitos humanos de forma gratuita ao povo: alimentação, saúde e educação. Isso graças à opção pelo socialismo.

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"Da relação do quinteto com o Exército Rebelde, surge o próprio nome do grupo e a ideia de usar melodias populares cubanas, como o famoso bolero La Barca, dotando-o de outra letra, com conteúdo sintonizado com a luta de libertação, com mensagens patrióticas, visando elevar o moral revolucionário." (Beto Almeida, no Prefácio, p. 14/15)


Norberto Escalona nos apresenta as histórias humanas dos músicos convocados pelos rebeldes para participarem da luta de libertação tocando e cantando através da Rádio Rebelde, cravada no meio da Serra Maestra. Os músicos criavam letras com as temáticas da guerrilha e os alto-falantes da rádio levavam suas mensagens até os soldados do ditador Batista. 

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"As jovens camponesas também foram incorporadas aos serviços de saúde, cuidavam dos feridos, ou trabalhavam na cozinha, ou buscando alimento na própria Serra. Também cumpriam funções muito arriscadas, como negociadoras com comandos do exército da ditadura, como é o caso de Teté, que com 16 anos desceu desarmada da Serra, com uma bandeirinha branca, enviada por Che a uma missão de negociar a libertação de feridos prisioneiros. E Teté assumiu a missão, mesmo sabendo que podia ser assassinada, como a advertiu o próprio Che. O próprio fato de ser uma mulher a negociadora já tinha efeito desmoralizador sobre o exército da ditadura." (Beto Almeida, no Prefácio, p. 13)


As histórias das jovens revolucionárias que foram para a Serra Maestra com o desejo de contribuir com a guerrilha para libertar suas famílias e o povo cubano das barbáries dos soldados do ditador Batista é pra lá de emocionante, é de nos encher de orgulho e esperança na capacidade de resistência e luta das mulheres, tantas vezes oprimidas e vítimas de um mundo machista e sexista.

Amigas e amigos leitores, os tempos são desafiadores. Diria que os tempos sempre foram difíceis e desafiadores para nós que não pertencemos ao pequeno grupo das elites da classe dominante do mundo. Para nós do povo, a vida é luta todos os dias.

O povo cubano é um dos maiores exemplos do mundo e da história das sociedades humanas de que lutar por sua liberdade e independência vale a pena, vale a vida, vale o esforço para se manter soberano, livre e decidindo por conta própria o destino.

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FIDEL CASTRO

"Não se pode negar o quanto Fidel sempre foi visionário. Ele tem algo que eu chamo de 'anjo', porque é muito previdente. Ele já sabia que faltava pouco tempo para o fim da guerra. Queria reivindicar o papel da mulher cubana, não o nosso em particular, por estarmos ali, embora fôssemos privilegiadas por estar mais próximas. Era desrespeitoso o que alguns homens diziam sobre as mulheres. Mas ele estava completamente certo de que cumpriríamos com nosso dever. Porque quem estava na Serra, independentemente do nível de instrução, tinha princípios e, de uma forma ou outra, havia sentido os rigores da ditadura." (Lilia Rielo, do Batalhão das Marianas, p. 209)


A postura do líder revolucionário Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz é um exemplo extraordinário para todos nós que lutamos por um mundo diferente deste no qual estamos, hegemonizado pelos valores do capitalismo - exploração dos seres humanos e da natureza e acumulação de lucros a qualquer custo -, uma sociedade sem ética, sem preocupação com o meio ambiente, sem justiça, sem igualdade, sem oportunidades para todas as pessoas.

Ao conversar com a população cubana, nas duas visitas que fiz à ilha caribenha, pude perceber o quanto o povo ama Fidel e o tem como referência de ser humano e líder.

Enfim, leitura essencial o livro de Norberto Escalona Rodríguez. Quanto mais conheço sobre Cuba e seu povo incrível, mais quero conhecer.

Em breve, estarei na ilha pela terceira vez, levando meu apoio e solidariedade aos nossos irmãos e irmãs cubanos.

William Mendes

18/02/26


Bibliografia:

RODRÍGUEZ, Roberto Escalona. Fidel Castro Comandante Invicto. Tradução: Maria do Carmo Luiz Caldas Leite. Prefácio: Beto Almeida. São Bento do Sapucaí, SP. Projeto Cultural Nossa América, 2025.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Leituras Capitais - A nova bolha?



Refeição Cultural

CartaCapital n° 1400


A NOVA BOLHA?

Cresce nos mercados globais a desconfiança em relação aos investimentos em IA


Depois de muito tempo sem ler uma edição da revista CartaCapital, por estar focando outras coisas, abri a revista e fui lendo aleatoriamente as matérias e artigos. Excelentes os textos, como sempre!

CAPA

BOLA DE NEVE

"Acumulam-se sinais de uma correção abrupta de preços, enquanto o investimento em IA atinge patamar sem precedentes", por Carlos Drummond 

Para mim não é novidade o que nos apresenta a reportagem. A enganação IA (nem Inteligente nem Artificial), em algum momento, imagino, vai deixar de enganar tanta gente. E isso vai dar merda na economia baseada nessa mitificação. 

DEMOCRACIA REFÉM

"A abdicação do Estado na regulação da Inteligência Artificial expõe o processo eleitoral aos bandoleiros digitais", por Marcelo Senise

Também tenho noções sobre as consequências trágicas para a sociedade humana da influência das big techs na manipulação das massas em favor dos poucos donos do poder político e econômico (1%) e em desfavor dos 99%.

COMENTÁRIO BREVE: parei de escrever opiniões políticas com minhas críticas ao meu lado da classe: uma decisão de autocensura. 

Apenas pergunto: a esquerda no poder político e o movimento organizado já definiram as estratégias para enfrentar os inimigos que farão tudo que está programado contra nós para os próximos meses de 2026? 

E é claro que toda merda que fizerem terá apoio das big techs. O planejamento estratégico da esquerda brasileira deveria estar em andamento... está? Temos um plano?

Já está em andamento uma Lava Jato 2, com vazamentos seletivos e o mesmo esquema que prendeu Lula e lideranças petistas. 

Lula pode ser inclusive inviabilizado de concorrer à reeleição nos próximos meses. Vocês duvidam disso? Já pensaram o que fazer se isso ocorrer?

SEU PAÍS 

DNA SUBALTERNO

"Minerais críticos: Lula defende a soberania na exploração de terras-raras, mas enfrenta oposição até no próprio governo", por André Barrocal

Amig@s leitores, é triste ler o que a reportagem nos mostra, mas não é novidade alguma saber que os quinta-colunas, traidores da pátria, estão em todos os espaços do governo e da máquina pública. 

A matéria traz até a foto de uma fulana, esposa de um serviçal bolsonarista, que atua em prol das mineradoras, de dentro de órgão público, para que o Brasil siga sendo um exportador de matéria prima sem valor agregado.

Essa gente do 1% e seus lacaios odeia o Brasil e o povo brasileiro. 

ESQUELETOS DA GUANABARA 

"Rio de Janeiro: Por determinação judicial, o governo fluminense inicia a remoção do 'cemitério de embarcações' da Baía", por Maurício Thuswohl

São mais de 80 barcos e navios apodrecendo no local e a vida segue normalmente... e o povo continua sendo fisgado pelas pautas difundidas pelas big techs, IAs e pelos "pastores" das ovelhas fluminenses...


A RECEITA DA IMPUNIDADE 

"Trabalho escravo: Estudo da UFMG mostra como a maioria dos escravocratas consegue escapar da cadeia no Brasil", por Fabíola Mendonça 

O crime compensa nesta ex-colônia de exploração de recursos naturais baseada na escravidão humana. 

De 4.321 réus, fdp que escravizaram quase 20 mil pessoas no Brasil recentemente, só 191 deles foram condenados. E ser condenado não quer dizer ser preso ou cumprir a sentença, ainda mais se o escravocrata for de pele branca, influente e com dinheiro. 

Que desgraça isso! Essa gente escravocrata sim, merecia pena de morte!

ARTIGOS SOBRE O STF

NEM CANETA NEM BOLSA

"Análise: Os riscos de o STF ultrapassar o papel de Corte constitucional", por Leonardo Avritzer

CÓDIGO DE CONDUTA 

Por Pedro Serrano

"A adoção de um regulamento tende a representar um mecanismo de defesa e de fortalecimento do Supremo, ao contrário de um mero instrumento de autocontenção"

O STF DIANTE DO ESPELHO

Por Marjorie Marona

"O debate sobre ética no Supremo fala menos de moral individual e mais de identidade institucional"

Comentário: dos três artigos, me chamou mais atenção o do Avritzer. O STF se mete em muitos temas que não deveria, que não fazem parte do seu papel institucional. 

Os caras da Corte, digo "os caras" porque são praticamente homens brancos, fazem política e viraram "influencers" e estrelas de redes sociais. Tudo errado!

VIOLÊNCIA SISTÊMICA 

"Pesquisa: O Brasil registrou, em 20 anos, mais de 1,1 mil assassinatos consumados ou tentados contra políticos e ativistas", por Rodrigo Martins 

O cenário apresentado pela matéria é assustador! Políticos morrem mais nas áreas urbanas e ativistas nas áreas rurais ou florestais. Os números mais que dobraram depois da tragédia Temer-Bolsonaro.

A vereadora Marielle Franco é um exemplo desse quadro trágico do Brasil. Ela foi assassinada há 12 anos e até hoje o caso não foi elucidado com condenação dos culpados. 

O ANO TODO NA SOMBRINHA

"Entrevista: O frevo não precisa esperar o próximo carnaval para retomar seu protagonismo, defende Climério Oliveira"

Grupo lança livro com músicas de frevo para universalizar o patrimônio imaterial dos pernambucanos. 

COINCIDÊNCIA OU VINGANÇA?

"Espírito Santo: Como um assassinato brutal se conecta a outra morte escabrosa de 50 anos antes", por Roberto Teixeira 

A reportagem fala sobre o assassinato de Araceli, criança de 8 anos, em 1973. Nunca houve um condenado pelo crime.

O principal suspeito, Dante Michelini, um homem rico e influente à época, foi encontrado morto dias atrás, decapitado. Seria algo ligado à suspeita do passado?

ECONOMIA 

UNHAS DE FOME

"Benefícios: Novas regras do vale-refeição entram em vigor, mas gigantes do setor driblam obrigações na Justiça"

Os capitalistas fdp e que atuam em cartel não querem reduzir a exploração dos pequenos comerciantes e dos trabalhadores.

O governo quer reduzir para 3,6% as taxas cobradas de restaurantes parceiros (hoje é o dobro) e fixar um limite de 15 dias para os repasses (chega a 60 dias).

Tem juiz dando liminar contra o governo por suposta interferência deste na "liberdade econômica", ou seja, liberdade do capitalista de foder com os consumidores. 

É isso... e dizem que o capitalismo não quer o Estado. Pelo contrário, o sistema de exploração precisa do Estado para subjugar o povo.

TUDO SE TRANSFORMA

"Construção civil" A Fuplastic aposta no plástico reciclado para redesenhar a cadeia produtiva do setor", por Allan Ravagnani

Excelente notícia na área do empreendedorismo. A Fuplastic usa matéria-prima de parcerias com cooperativas e ONGs para construir estruturas comerciais e agora residenciais. Interessante!

FINANÇA E CAPITAL 

"Sistemas: Na incessante busca de dinheiro, o capitalismo excita esperanças de enriquecimento e solapa as realidades da 'economia real'", por Luiz Gonzaga Belluzzo

É sempre bom ler os textos do professor Belluzzo. Neste, ele fala um pouco sobre as consequências da desregulação do sistema financeiro após os tais "30 anos de ouro do capitalismo" após a 2a GM. 

NOSSO MUNDO 

TOTALMENTE ILHADOS

"Cuba: Com a intervenção dos EUA na Venezuela e as novas sanções, o país atinge um nível de isolamento sem precedentes", por Gilberto Maringoni

O artigo do professor nos atualiza sobre a situação dramática imposta aos cubanos pelo governo de Trump.

IMPERADOR IMPOPULAR 

Por Jamil Chade

"O mundo demonstra seu desprezo pelo presidente dos Estados Unidos".

Muito bom o artigo!

AO VENCEDOR, AS BATATAS 

"Diplomacia: Bachelet recebe apoio brasileiro para dirigir uma ONU sem dinheiro, respaldo ou prestígio", por João Paulo Charleaux

A reportagem informa que a ex-presidenta do Chile é a aposta da esquerda latino-americana, mas o fato é que nem EUA nem China a querem. 

E mais, a ONU já era! Ela é hoje a Liga das Nações do período do entre guerras mundiais que não evitou nada do nazifascismo.

PLURAL

ENCRUZILHADA CLIMÁTICA

"Entrevista: Para Matthew Huber, a pauta climática se equilibra entre o limite político e sua apropriação pelo próprio capitalismo", por Leonardo Moura

Excelente entrevista! Sobre as IAs, ele informa:

"O futuro da IA é extremamente incerto. Há fundadores da IA dizendo que veem algo como 20% de chance de essa tecnologia levar à extinção da humanidade. Quando você combina um potencial destrutivo dessa magnitude com um sistema orientado pelo lucro, o quadro é preocupante. Se os retornos forem altos, o capital tende a ignorar os riscos sistêmicos..."

ARTIGO

Por Arthur Chioro

MEDICINA E EDUCAÇÃO 

"Autonomia universitária não é licença para formar mal. E o papel da transparência não é fragilizar a educação, e sim fortalecê-la"

Chioro disse que a decisão do governo de divulgar o péssimo resultado do Enamed 2025 foi uma escolha política e que as áreas de Educação e Saúde vão enfrentar o problema. 

UM CLÁSSICO COM TOQUE POP

"Cinema: O Morro dos Ventos Uivantes ganha versão tão controversa quanto exuberante da diretora Emerald Ferrell", por Marcelo Miranda 

A matéria nos conta que o romance de Emily Bronte já foi adaptado umas 30 vezes para o cinema. Publicado em 1847, filme estreia em fevereiro no Brasil. 

Comentário: nunca li o romance nem vi adaptações para o cinema. Caso o veja, não estranharei as controvérsias com a história original. 

PÁGINAS DA REVOLUÇÃO 

"Livro: O escritor português Hugo Gonçalves criou uma família ficcional dividida pelas diferentes posições em relação ao salazarismo", por Alysson Oliveira 

Vejo sempre com interesse as indicações de livros de CartaCapital

COMENTÁRIO FINAL 

É sempre bom ler edições impressas da revista. Ao final, temos uma visão panorâmica da situação brasileira e mundial da sociedade humana. 

Basta lembrar que o grupo jornalístico é quem define a pauta da revista, como todos o fazem. Mas CartaCapital não quer enganar ou manipular seus leitores. Isso faz toda a diferença!

É isso! As coisas não estão boas. Mas seguimos na luta para mudar o mundo para melhor. 

William Mendes 

17/02/26

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

7. Pelo mar e pelo ar



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


7. Pelo mar e pelo ar

* A linha de suprimentos transatlântica

Após a Batalha da Inglaterra, as linhas marítimas de abastecimento da Grã-Bretanha passaram a ser alvos constantes de bombardeios noturnos. Só um país seria capaz de socorrer as ilhas britânicas: os Estados Unidos.

* Desvendando o código da Máquina Enigma

Em meados dos anos 30, os alemães desenvolveram uma máquina para codificar suas mensagens. Em julho de 1939, os poloneses decidiram organizar uma equipe de matemáticos para decifrar o código.

* O homem que salvou Londres

Para localizar o alvo exato à noite, os alemães valiam-se de emissões de rádio. Um integrante do serviço de inteligência britânico idealizou algo para a defesa: as contraemissões de rádio.

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COMENTÁRIO

Os tópicos acima são os assuntos tratados no 7º DVD da coleção sobre a II Guerra Mundial, da Abril Coleções, de 2009. Um vizinho doou o material a quem o quisesse, e fui o interessado.

As cenas dos bombardeios da força aérea alemã (Luftwaffe) sobre as cidades inglesas, com o objetivo de matar civis e destruir as cidades, é chocante! O ano daquela tragédia foi 1940. As guerras naquele momento não se davam mais em campos de batalha com um exército contra o outro. O objetivo dos senhores da guerra era matar civis e inviabilizar a vida daquela população.

Quem diria que 85 anos depois, em 2025, veríamos o mesmo processo e os mesmos objetivos dos senhores da guerra: bombardear cidades, matar a população civil e inviabilizar a vida daquele povo vitimado. O Estado de Israel, apoiado pelos Estados Unidos, fez isso com os palestinos na Faixa de Gaza: bombardeio, destruição e morte de civis. Dois milhões de pessoas sendo expulsas de suas terras e aqueles que ficaram sendo eliminados com bombas e com a fome e miséria geral.

Na Inglaterra, milhares de civis foram mortos durante os bombardeios nazistas em 1940. Na Faixa de Gaza, Palestina, morreram dezenas de milhares de crianças, mulheres e idosos durante os bombardeios de 2025. Pela imprensa dos capitalistas, os ingleses eram as vítimas, e os alemães os bandidos. No caso atual, os palestinos são as vítimas que não são vítimas pela narrativa da imprensa, e os bandidos não são os bandidos. Palestinos são árabes, chamados de terroristas; os israelenses são os mocinhos, estão sempre defendendo "seu" território e "seu" povo dos bárbaros terroristas.

Os episódios do DVD destacam a importância da ciência no desenvolvimento da guerra de conquista e extermínio entre os adversários. 

Os alemães durante o nazismo (1933-1945), em busca de seu "espaço vital", desenvolveram a ciência para matar em escala industrial e invadir territórios, tomar terras de outros povos e ampliar seu domínio, tudo isso em benefício de seu povo de "raça superior", e dane-se quem estivesse em seu caminho.

Na atualidade, os EUA de Trump e seus apoiadores e exércitos, estão bombardeando países, sequestrando presidentes (da Venezuela, Nicolás Maduro), estabelecendo bloqueios para matar de fome e miséria mais de 8 milhões de cubanos, ameaçando tomar a posse de outros países como Canadá e Groelândia, perseguindo e prendendo cidadãos e crianças em solo americano e o mundo não reage, não faz nada concreto para deter isso.

Estudar história serve ao menos para demonstrar aos leitores de textos como este para onde podemos estar caminhando neste momento. A história registra eventos que poderiam educar e nos fazer impedir a repetição de tragédias. 

Vamos deixar as coisas seguirem como estão? Entre 1933 e mais ou menos 1940 os países e líderes do mundo ficaram assistindo passivamente as arbitrariedades de Hitler e não fizeram nada. Fizeram de conta que não estavam vendo...

É impressão minha ou é exatamente o que está acontecendo agora em relação ao Trump?

William

Instantes (11h30)



Refeição Cultural

LEITURAS


Todos os dias, recebemos notícias de assassinatos de mulheres ou outras violências contra as mulheres. O Brasil enfrenta uma epidemia de feminicídio neste primeiro quarto de século XXI. 

O livro que estou lendo conta aos leitores a história da participação feminina nas lutas de libertação nacional do povo cubano, e lá estão as mulheres guerreiras e revolucionárias da maior das ilhas antilhanas.

O exército rebelde liderado pelo Comandante Fidel Castro Ruz, que se estabeleceu na Serra Maestra entre o final de 1956 e até 1958 e de lá iniciou a libertação do povo cubano, contou com um batalhão de guerreiras revolucionárias, o Batalhão das Marianas.

A inspiração daquelas jovens mulheres cubanas era a lendária patriota "Mariana Grajales Cuello, considerada a mãe da Pátria, que no dia 10 de outubro de 1868, ao repicar dos sinos do engenho açucareiro Demajagua, quando Carlos Manuel de Céspedes iniciou as guerras por nossa independência, fez toda a sua família jurar, ante uma imagem de Cristo, que lutariam até libertar a terra amada ou morrer" (p. 137/138)

Mariana Grajales colocou a serviço da Pátria toda a sua "tribo heroica", como diz o livro. "Seus 14 filhos lutaram nas fileiras mambisas, e apenas dois sobreviveram, com os corpos marcados pelos ferimentos de guerra." (p. 138)

Neste instante, estou em casa em Osasco, me inspirando através de feitos como esses do exército rebelde e libertador de Fidel Castro e do Batalhão das Marianas. Temos que acreditar nas causas justas e na mudança da realidade ruim para os povos do mundo.

Pessoas comuns como eu e vocês já realizaram grandes feitos em benefício do povo mais humilde e sem acesso aos direitos básicos da cidadania como alimentação, saúde e educação. 

Cuba sofre um bloqueio genocida promovido pela potência militar EUA porque há 67 anos, após a Revolução, fornece ao povo alimentação, saúde, educação, moradia e outros direitos humanos de forma coletiva e universal. 

Isso é um péssimo exemplo de sociedade fora do padrão capitalista de vender direitos humanos como serviços entregues a quem puder comprar.

No Brasil, onde prevalece a cultura do capitalismo bárbaro oriundo dos cinco séculos de escravidão e genocídio dos povos oprimidos, as mulheres não são consideradas pela casa-grande seres humanos plenos de direitos, são posses, são coisas, como os demais patrimônios dos homens brancos e seus jagunços. Por isso os homens no Brasil matam as mulheres.

Temos que dar um basta nessa violência e nesse abuso machista e sexista.

Que tenhamos mais pelotões de mulheres e homens lutando unidos contra essa barbárie oriunda dos homens brancos do capitalismo. 

William Mendes

16/02/26


Bibliografia:

RODRÍGUEZ, Roberto Escalona. Fidel Castro Comandante Invicto. Tradução: Maria do Carmo Luiz Caldas Leite. Prefácio: Beto Almeida. São Bento do Sapucaí, SP. Projeto Cultural Nossa América, 2025.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Instantes (12h04)



Refeição Cultural

LEITURAS 

"Enquanto eu estive em El Hombrito, aconteceu o combate de Mar Verde, quando morreu Ciro Redondo. Quando o Che retornou, se reuniu conosco para informar sobre os resultados da ação. Quando falou dos companheiros caídos, escorreram lágrimas dos seus olhos, e isso me impactou profundamente, porque um grande guerreiro era capaz de chorar de emoção diante de uma perda tão dolorosa." (Teté Puebla, em citação no livro Fidel Castro Comandante Invicto, de Norberto Escalona Rodríguez, p. 151, Projeto Cultural Nossa América, 2025)


Ler os relatos e as histórias dos homens e mulheres que enfrentaram a ditadura de Fulgencio Batista, ditadura apoiada pelos Estados Unidos em meados do século XX, é um estímulo a todas as pessoas que militam nas causas libertárias dos povos oprimidos e explorados do mundo.

A libertação de Cuba foi realizada por pessoas comuns como eu e vocês que me leem. Pessoas comuns lideradas por grandes seres humanos como Fidel e Raúl Castro, Ernesto Che Guevara, Camilo Cienfuegos, Celia Sánchez e seus companheiros de luta.

Cuba e seu povo aguerrido enfrentam neste momento de sua história momentos difíceis para seguirem livres e soberanos. A maior potência bélica e terrorista do mundo sufoca o povo cubano neste momento com o bloqueio total à ilha. Os EUA querem matar de fome e miséria o povo cubano. 

Estamos todos convocados a apoiar a população da República Socialista de Cuba na luta por sua sobrevivência, liberdade e soberania. Apoiem com recursos financeiros as entidades que estão arrecadando contribuições para comprar e enviar medicamentos e outros itens básicos a Cuba como, por exemplo, o MST.

E se organizem para ir a Cuba, o turismo é uma fonte de recursos central para o governo manter de forma gratuita para o povo os três direitos humanos principais: alimentação, saúde e educação. 

Em breve, estarei em Cuba pela terceira vez, apoiando o governo e o povo cubano. 

William 

12/02/26

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

6. A Grã-Bretanha em perigo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


6. A Grã-Bretanha em perigo

* Os planos de invasão de Hitler

Em junho de 1940, a França já havia se rendido, e Adolf Hitler não duvidava que, muito em breve, a Grã-Bretanha tentaria negociar a paz.

* A batalha da Grã-Bretanha e a blitz de Londres

A Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, vinha castigando a Marinha britânica no canal da Mancha desde junho de 1940. O objetivo do marechal do Terceiro Reich, Hermann Göring, era provocar a Força Aérea britânica para que entrasse em combate.

* Os homens que libertaram Belsen

As cenas testemunhadas pelas tropas britânicas no campo de concentração de Belsen, em 1945, causaram enorme impacto. Correspondentes de guerra, como Richard Dimbleby, revelaram ao mundo, em transmissões radiofônicas e numa única sequência filmada, os terríveis crimes cometidos pelos nazistas.

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COMENTÁRIO

Os documentários sobre fatos históricos poderiam servir para que gerações humanas futuras aprendessem com os erros do passado e não os repetissem no presente. 

A sociedade humana do século XXI sabe o que foi a 2a GM? O que a motivou, seus participantes e como ela terminou?

O que e quem define a pauta e a agenda de milhões de pessoas no mundo neste exato momento?

Tenho a impressão que não, que as pessoas não sabem nada disso que perguntei acima. Isso não é o que prevalece no cotidiano das massas.

Não é. 

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Ao ver os documentários da coleção de DVDs sobre aquela guerra e refletir sobre o momento atual do mundo com o conhecimento que tenho, vejo o quão próximo estamos de repetir todo aquele horror.

Os humanos ao meu redor (o mundo) poderiam repetir o que os nazistas fizeram com as pessoas que habitavam a própria Alemanha e as terras que decidiram se apropriar?

Sim.

Pessoas que pensam diferente de mim poderiam fazer comigo o que os nazistas fizeram com suas vítimas?

Sim.

Essa é a realidade no mundo humano em fevereiro de 2026.

Podemos mudar essa realidade? 

Sim.

Sabendo dessa possibilidade por ser consciente, acordo diariamente pensando em como posso contribuir para mudar a realidade. 

Escrever o que sei e penso é uma forma de contribuir com a sociedade humana. 

Sigamos adiante.

William 

09/02/26

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

5. A guerra-relâmpago



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


5. A guerra-relâmpago

* Blitzkrieg na Holanda, Bélgica e França

No dia em que Winston Churchill assumiu como primeiro-ministro, Adolf Hitler determinou o início da guerra-relâmpago (blitzkrieg) contra o Reino Unido e a França. Ao mesmo tempo, caças e bombardeiros alemães atacavam as bases aéreas holandesas e belgas.

* A França entra na luta

Em 25 de maio de 1940, a situação da Força Expedicionária Britânica e do 1º Exército Francês era desesperadora. Os alemães haviam ocupado o porto de Boulogne, isolado Calais e os britânicos foram forçados a recuar até o porto de Dunquerque.

* O incrível coronel Doolittle

Os cidadãos japoneses mal podiam acreditar ao ver os aviões norte-americanos sobrevoando Tóquio. Era o primeiro ataque, sob o comando de James Doolittle.

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COMENTÁRIO

Enquanto assistia ao documentário sobre os ataques dos Aliados ao território japonês, fiquei me lembrando do livro "Era dos extremos", do historiador marxista Eric Hobsbawm, na parte que ele fala das mudanças de alvo nas guerras contemporâneas, saindo dos campos de batalha e tendo como foco a destruição e morte das cidades e da população civil. O que pode ser mais bárbaro que isso?

O experimento na cidade de Guernica, na Espanha, em 1937, virou a referência no ataque aéreo às cidades dos países adversários.

O documentário do DVD, do tal Doolittle, aborda essa temática. Os aviões foram a tecnologia humana utilizada para ampliar a escala de morte e destruição de cidades e população civil durante uma guerra.

Dessa nova metodologia de matar - jogar zilhões de toneladas de bombas sobre as cidades e civis -, chegamos ao experimento "Faixa de Gaza" no primeiro quarto do século seguinte à 2ª GM. 

Os palestinos do século XXI, vítimas das decisões imperialistas dos vencedores da guerra mundial entre 1939-45, viviam espremidos na pequena Faixa de Gaza após o roubo de suas terras, cercados pelo exército de Israel, quando foram dizimados pelas bombas dos sionistas no ano de 2025. Ali viviam dois milhões de pessoas... dezenas de milhares foram trucidados pelas bombas e não sobrou nada em pé naquela parte da Palestina.

A estratégia nazista das guerras-relâmpago virou referência na forma de invadir e tomar territórios pela força das bombas. Diplomacia pra quê? Os EUA de Trump estão no presente momento atuando pelo "espaço vital" do Reich que o novo führer quer estabelecer no século XXI.

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A coleção de DVDs sobre a II Guerra Mundial é do ano de 2009, da Abril Coleções. Um vizinho do condomínio iria se desfazer do material e decidi pegá-lo para ver e aprender um pouco mais sobre aquele período da história humana.

William

05/02/26

domingo, 1 de fevereiro de 2026

4. Hitler mostra sua força



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


4. Hitler mostra sua força

* A "guerra estranha" no Ocidente

No início de 1940, a guerra havia arrefecido. Durante o inverno, particularmente intenso, ambos os lados pouco fizeram além de patrulhar, manter os treinamentos e tentar sobreviver ao frio. Esse período ficou conhecido como "guerra estranha".

* As invasões da Dinamarca e Noruega

Em 30 de novembro de 1939, a União Soviética invadia a Finlândia. Josef Stálin queria evitar que os finlandeses permitissem a entrada dos alemães para atacar Leningrado e o vital ponto ártico de Murmansk.

* Os homens que decodificaram o Enigma

Agentes poloneses capturaram uma máquina Enigma e a entregaram aos britânicos que, sob as ordens de Alastair Denninston, quebraram seu código.

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COMENTÁRIO

Ganhei de um vizinho do condomínio uma coleção de DVDs sobre os 70 anos da II Guerra Mundial. A produção é da Abril Coleções, de 2009. São trinta DVDs e só estão faltando dois.

É interessante rever a história do nazifascismo neste momento da história humana com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. Ele pretende construir um novo Reich em sua busca de "espaço vital". 

É triste perceber que pouca gente no mundo liga para história ou para qualquer tipo de conhecimento e cultura. Estamos na era do incentivo à ignorância e a idiotice é premiada com milhões de seguidores em redes sociais e rios de dinheiro por views e likes.

No Ocidente, milhões de pessoas - crianças, jovens, adultos e idosos - estão com suas mentes capturadas por bichinhos, dancinhas, bets, pornografia, pastores empresários sofistas, fake news e temas de violência e ódio. 

Os dias de existência das massas são desperdiçados dentro das grades das celas dos celulares, as prisões dos humanos atuais com seus cérebros em desfazimento. Já vivemos em um mundo de zumbis digitais...

Pensei nas big techs de hoje (parceiras de Trump e Netanyahu) ao assistir ao documentário sobre a máquina alemã Enigma, que codificava mensagens e que por um acaso foi descoberta (o imponderável) e isso permitiu aos cientistas britânicos, liderados pelo matemático e cientista da computação Alan Turing, descobrir o segredo daquele sistema de criptografia e surpreender os ataques nazistas. Quem vai parar os algoritmos e as "IAs" dos parceiros do presidente dos EUA?

Vendo os episódios deste DVD, também fiquei pensando sobre a atualidade ao me lembrar do pacto de não agressão feito entre Hitler e Stálin em 23/08/39, permitindo aos nazistas se concentrarem em seus objetivos de ataque naquele momento - França e Inglaterra - e aos soviéticos prepararem o Exército Vermelho para enfrentarem os nazistas quando fossem a bola da vez na expansão nazista em busca de seu "espaço vital" (a invasão ocorreu uns dois anos depois).

O Reich de Trump está na fase megalomaníaca de submeter todo o continente americano, o "quintal do império", e seu "espaço vital" inclui a Groelândia e outros países também. Venezuela, Cuba e Colômbia são alvos a qualquer momento; México e Brasil estão na mira. O Führer do Norte já conta com as maiores tecnologias para neutralizar e manipular seus alvos: as big techs.

As presidências de Brasil e México tentam algum acordo de não agressão com o pseudo-imperador, mas não há garantia alguma. Os dois países não têm exércitos nem armamentos para serem respeitados e não sofrerem agressões e interferências para mudanças de governos, colocando-se governos fantoches submetidos ao Reich do Norte.

Dureza!

William

01/02/26