Refeição Cultural
"(...) uma névoa densa envolveu os aeronautas, mergulhando-os em quase completa obscuridade. Só conseguiam distinguir a barquinha, os objetos e o equipamento próximos do cordame. Apenas divisavam uma parte da rede que os prendia ao balão, e este parecia ter sumido, não era mais visível senão até certo ponto (...) às cegas na bruma espessa, experimentaram a inquietante sensação de estarem suspensos no vácuo, desprovidos de apoio, libertos da lei da gravidade, 'prisioneiros do nada opaco'." (As lutas, a glória e o martírio de Santos Dumont. Fernando Jorge)
Ao ler esse trecho da biografia de Alberto Santos Dumont, descrevendo a experiência do primeiro voo de balão do brasileiro, realizado na França, me veio à memória meu primeiro salto de paraquedas, que foi também a primeira vez que voei na vida. Recordo aqui que estou lendo este livro porque meu pai o leu nos anos setenta.
Através da descrição do texto, que fala de névoa densa, bruma espessa e sensação de suspensão no vácuo, voltei naqueles dias de saltos de paraquedas em Piracicaba, interior de São Paulo. Posso imaginar o que Santos Dumont sentiu dentro daquele balão naquele seu primeiro voo.
A sensação de estar no céu, suspenso no vácuo, entre as nuvens, vendo pássaros ao redor, é algo único na vida de uma pessoa, de uma espécie que não foi feita para voar, que não possui asas. É um acontecimento marcante em nossas vidas.
Em 2000, se não me engano, quando fiz meu primeiro salto de paraquedas, experimentei uma das maiores emoções da minha vida. Depois do primeiro salto, foram mais treze experiências únicas. Eu vivia em busca de adrenalina naquela época. Tem uma postagem no blog sobre essas lembranças (ler aqui).
É isso! Minha experiência de voar, saltar do avião e descer ao chão de paraquedas, um século depois da invenção do avião, devo ao brasileiro Alberto Santos Dumont.
William
03/09/26


Chocada amigo! Não sabia desse seu lado adrenalina kkkkk acho que jamais puxaria a cordinha!
ResponderExcluirMarili, essa coisa de viver de adrenalina é muito de momento de vida, confesso. Fico pensando se hoje eu me pendurava naquela porta do avião pra me soltar no vácuo... aff!
ExcluirFala para o Mário que estou lendo Memórias do subsolo do Dostoiévski. Pergunta se ele já leu. Outra coisa, O Enrique quer saber se ele já conseguiu soldar o treco kkkkkk Abração!
ResponderExcluirEita... rsrs, vou falar pra ele. Abração pro'cês"
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