Refeição Cultural
"Todo o Brasil estava em delírio, orgulhoso do seu filho. Santos Dumont era o primeiro a dar fama internacional à sua pátria, uma fama sólida, indestrutível. Sim, ele fora a Paris com o objetivo de ensinar aos homens o roteiro das estrelas! Só em 1907, um outro grande brasileiro, Rui Barbosa, iria alcançar o mesmo triunfo, quando chefiou a nossa delegação à segunda Conferência da Paz, em Haia, na holanda meridional, onde se reuniram quarenta e oito nações." (As lutas, a glória e o martírio de Santos Dumont, Fernando Jorge)
17/10/26
Aos poucos, vou lendo a biografia de Alberto Santos Dumont, o inventor brasileiro que voou em um avião pela primeira vez no mundo.
Li o capítulo 6, "Ensinando aos homens o roteiro das estrelas", do livro As lutas, a glória e o martírio de Santos Dumont (1973), de Fernando Jorge. Meu pai tem a edição original em casa, ele leu o livro à época. Estou lendo uma versão digital.
Enquanto leio esse livro em homenagem ao meu pai que o leu no passado, uma história da ciência e da participação de um brasileiro na história da evolução tecnológica humana, estamos a poucos dias das eleições presidenciais mais importantes da história do Brasil: Lula ou Bolsonaro?
Neste momento, as pesquisas apontam que a metade dos brasileiros está propensa a votar no candidato do clã Bolsonaro, que acabará com a ciência e a educação do país, destruirá o meio ambiente, entregará o país como colônia aos Estados Unidos. Não é porque a metade dos brasileiros seja má e canalha. É porque as formas de manipulação são imensas e desleais.
Nós, a metade que defende a democracia e a civilização e que defende a ciência e a educação, a metade que teve mais oportunidades e é menos manipulável, estamos na luta para eleger Lula e seguirmos avançando nos direitos do povo de forma soberana.
Santos Dumont, nosso brasileiro inventor, alguém do lado da ciência, também tinha um olhar para o povo, como nós temos. Neste capítulo, li que Alberto, ao ganhar o Prêmio Deutsch, por contornar com seu dirigível N° 6, a Torre Eiffel, no dia 19 de outubro de 1901, um percurso de onze quilômetros em 30 minutos, "destinou cinquenta mil aos operários e mecânicos que o ajudaram, e o restante da quantia, a três mil novecentos e cinquenta pobres de Paris" (idem).
O capítulo descreveu de forma sucinta séculos de tentativas e erros fatais de pessoas que tentaram voar e sentir o que os pássaros sentem ao cruzarem os céus do mundo.
COMENTÁRIO FINAL
Estou esperançoso neste momento, em relação à vitória da civilização contra a barbárie, nas eleições brasileiras daqui a oito dias. A juventude, ameaçada em seu futuro, está tomando pra si a campanha de Lula e ocupando as ruas e as redes sociais. Está somando conosco, que já estávamos em campanha nas ruas desde agosto.
O inimigo é um monstro, um leviatã, um consórcio do mal decidido a tomar o Brasil. O império criminoso do norte tem muitos aliados (vassalos) no Brasil para entregar o país ao estrangeiro. A batalha é desigual. Mas o nosso lado não é de mercenários, nosso lado tem espírito de pertencimento à causa e coração valente. Claramente, nossos soldados são melhores que a canalha deles.
Venceremos!
William Mendes


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