Refeição Cultural
"Todas as histórias passam por términos..." (Sandro Sedrez)
Após ler dois livros de não ficção, leituras que considerei exigentes e cansativas, dei-me o direito ao prazer das estórias ficcionais.
Em literatura, estórias ficcionais nos colocam em contato com histórias de personagens que poderiam ser qualquer um de nós, leitores do mundo.
Peguei na estante o livro Sussurros Metropolitanos (2024), de Sandro Sedrez dos Reis.
O autor é meu amigo, trabalhamos juntos na área de gestão de saúde, e após uma vida de serviços prestados à comunidade do Banco do Brasil, Sandro está se dedicando a nos presentear com suas narrativas marcantes.
Logo após a aquisição do livro, li os três primeiros contos, da primeira parte da obra, e gostei muito das estórias: "Uma História de Café da Manhã ", "Visitas, Mimos & Segredos" e "Tá descendo?".
Depois, me envolvi com as outras diversas leituras que faço ao mesmo tempo e guardei os Sussurros Metropolitanos.
Recentemente, decidi mudar um pouco minha estratégia de leituras: vou ler um livro de cada vez ou, no máximo, dois livros com temáticas bem diferentes.
Foi com essa nova estratégia de leituras que escolhi retomar e terminar o livro Sussurros Metropolitanos.
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Almas e Rodas (p. 93)
Uma delícia de narrativa! A personagem Lúcia é encantadora. O nosso mundo está carente de lúcias e beatrizes.
- Ninguém solta a mão de ninguém, não é, Nina?
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Memória (p. 125)
Que diferença um gesto pode fazer na vida de alguém?
Narrativa incrível! O final da estória é de arrepiar!
Ao que parece, ao nos apresentar personagens como Lúcia ("Almas e Rodas") e Vicente, o autor nos lembra que a esperança no ser humano pode estar ao redor de cada um de nós, nas pessoas comuns do cotidiano.
Assim seja, Sandro!
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Voz nos Trilhos (p. 153)
Para alguém que cresceu em cidades do interior como eu (Uberlândia, MG), causos como o investigado por Walter e Werner são comuns.
Cantos, becos e passagens entre um lugar e outro são locais propícios para os sussurros da noite.
Narrativa envolvente!
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Desfolha Outonal (p. 179)
Amig@s leitores, esse escritor, Sandro Sedrez, sabe pegar a gente de jeito...
Nossa! Essa estória bateu fundo neste leitor que vos escreve...
Após o término do conto, só foi possível enxugar a lágrima, calçar o tênis e sair para caminhar... respirar entre as árvores.
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Invisível (p. 197)
Uma estória dramática a do personagem Joaquim, ou Quincas.
O autor nos coloca em enredos nos quais poderíamos figurar como personagens principais.
A identificação do leitor com os personagens, os acontecimentos e os sentimentos amplia muito a experiência da leitura.
Torci muito por Joaquim nesta narrativa.
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Um dia de (Ro)Tina(S) (p. 213)
Sandro tem uma habilidade incrível de nos transportar para a história que nos conta, para nos colocar ao lado dos personagens e de seus dramas e sentimentos.
Ao lado de Tina, vivi por instantes os desafios de milhões de mães solo no Brasil e no mundo. Refleti sobre muita coisa.
Literatura também é isso.
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Conexão (p. 241)
O autor fechou com chave de ouro o livro através deste conto.
Haveria um destino desenhado para cada pessoa ou ser vivente? Como compreender os acasos e as veredas que a vida nos apresenta?
A história de Endrigo nos põe a pensar...
De fato, os aeroportos são lugares cheios de histórias...
Assim como a vida da gente.
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COMENTÁRIO FINAL
O escritor Sandro Sedrez dos Reis é escritor refinado, criador de textos bem escritos e muito reflexivos.
As narrativas que nos conta trazem questões muito contemporâneas, tanto pessoais quanto coletivas, da vida em sociedade.
Sandro tem a habilidade de colocar os leitores no cenário das histórias que conta, nos vemos nas cafeterias, nas ruas, ao lado das personagens.
Seus textos nos dão prazer, algo raro hoje em dia, um prazer intelectual e popular, pois suas personagens são gente como a gente.
Valeu muito a leitura! Estou pensativo por causa de várias histórias que vivi com os Sussurros Metropolitanos.
William
26/05/26


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