sexta-feira, 15 de maio de 2026

Sobre empatia (II): Lendo Frans de Waal



Refeição Cultural

LEITURA: A ERA DA EMPATIA

"(...) A solidariedade difere da empatia pelo fato de ser proativa. A empatia é o processo pelo qual nos damos conta da situação de outra pessoa. A solidariedade, em contraste, reflete a nossa preocupação com o outro e um desejo de fazer com que a sua situação melhore..." (p. 130)


O autor, Frans de Waal, nos explica alguns conceitos em relação a comportamentos de animais, dentre eles, os humanos. 

A empatia é mais intuitiva, mais emocional e menos racional, pelo que pude entender. Mas a inteligência pode atuar sobre a empatia. 

Waal explica um pouco isso citando dois casos de filhotes de primatas sob risco de morte (presos com cordas no pescoço). Em um, o filhote morre pela ação inadequada da mãe, em outro, o filhote é salvo por uma ação mais eficiente do salvador.

"(...) é preciso inteligência para inibir o impulso natural de puxar e substituí-lo por uma ação mais eficiente. Casos como esses ilustram os dois processos diferentes que entram em jogo no comportamento de ajudar alguém: emoção e raciocínio." (p. 147)

Comentário:

E aí, volto a outro conceito do capítulo anterior, sobre identificação, para tentar compreender o momento no qual eu e vocês nos encontramos: uma sociedade humana polarizada de forma planejada por grupos que detêm o poder e os meios para isso (e que utilizam as "IA" para alcançar seus objetivos). 

"(...) E embora nos identifiquemos facilmente com nossos semelhantes, não o fazemos automaticamente. É difícil, por exemplo, nos identificarmos com pessoas que consideramos diferentes ou que encaramos como pertencentes a outro grupo. A identificação ocorre mais facilmente com as pessoas que têm a mesma origem cultural que nós, os mesmos traços étnicos, a mesma idade, o mesmo sexo, profissão, e assim por diante." (p. 118)

A empatia pode ser suprimida de forma consciente e racional, e pode ser trabalhada para o efeito oposto em relação ao comportamento empático. 

"(...) Pessoas que se mostram perfeitamente sensíveis e efetivamente ligadas aos outros num determinado contexto podem agir como monstros em outra situação." (p. 119)

Comentário final

Estamos sendo usados como cobaias num experimento das big techs há mais de uma década. Os algoritmos se utilizam de todos os nossos dados pessoais para nos manusear como gados em criadouros. Somos compartimentados e manipulados diuturnamente.

As big techs, no contexto atual da fase capitalista, se apropriaram dos avanços nas ciências duras, as de tecnologia, e também da neurociência e estudos do comportamento animal para modificar as gerações atuais de seres humanos.

Existe muita ciência e intenção por trás dos algoritmos das big techs para modificar os seres humanos desde a mais tenra idade até aqueles que têm décadas de vida e que ainda participam da vida cidadã nas cidades do mundo. 

É um erro acharmos enquanto espécie que é possível "controlar" ou "regular" os efeitos das "IA" sobre os seres humanos. As "IA" estão sendo usadas para emburrecer e dominar a espécie humana. 

Temos que tomar consciência disso e reverter o uso e avanço dessa ferramenta utilizada pelos donos do poder global, uma minoria de humanos que estão definindo a destruição do mundo e da vida na Terra. 

Somos mais importantes que essa droga, essa abstração inventada por nossa espécie. 

William 

15/05/26

Nenhum comentário:

Postar um comentário