sexta-feira, 27 de março de 2026

Cuba: referência em saúde pública


Neste quarto dia em Cuba, visitamos uma policlínica e recebemos informações relevantes por parte da médica gestora da unidade de saúde. Foram quase duas horas de palestra e esclarecimentos sobre o sistema.

O policlínico Universitario Dr. Abelardo Ramírez Márquez fica no município de Plaza de la Revolución e é responsável pelo acolhimento e cuidado de cerca de 30 mil cidadãos da área onde se localiza.

Em Cuba a saúde é um direito universal, público e de acesso igualitário. Não há permissão no país para modelos privados de "serviços de saúde". Saúde não é mercadoria, é direito. 

As policlínicas cubanas são modelos de Atenção Primária (APS) baseada na Medicina de Família e Comunidade (MFC), como as Unidades Básicas de Saúde (UBS), mescladas com funções de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), modelos de nosso Sistema Único de Saúde (SUS). 

Cada equipe de família cuida de no máximo 1.500 pessoas. A unidade que visitamos tem umas 25 equipes. Além de um(a) médico(a) e um(a) enfermeiro(a) por equipe, há diversas especialidades no policlínico. 

Pelo que percebi, o nosso modelo brasileiro tem muitas referências no modelo cubano, existente há mais de seis décadas. As equipes médicas acompanham a vida de cada pessoa do pré-natal até o falecimento, a vida toda.

O sistema de vacinação é incrivel, o tratamento preventivo contra doenças crônicas se inicia assim que se identifica a doença. A busca por evitar-se agravamentos de doenças comuns e a tentativa de minimizar riscos em relação ao conjunto da população do país é admirável!

Eu fui gestor eleito de um sistema privado de saúde no Brasil, a autogestão dos funcionários do Banco do Brasil, que tem o modelo de Atenção Primária e Medicina de Família como referência, e registro que fiquei muito impressionado com o conhecimento in loco do modelo cubano de saúde. 

O policlínico que visitamos, assim como o restante dos locais de cuidados com a população cubana estão sofrendo com o embargo. Os apagões por falta de energia das termoelétricas do país fazem com que áreas do hospital de Atenção Primária e Pronto Atendimento estejam sem luz. Os painéis solares que ali existem são para áreas prioritárias.

Todos nós, pessoas conscientes e defensoras de um mundo mais justo, igualitário e inclusivo, temos que nos engajar pelo fim do bloqueio criminoso dos Estados Unidos a Cuba. O povo cubano só quer ser feliz, sem interferência de ninguém em seu destino e soberania. 

William 

27/03/26

Um comentário:

  1. Adorei saber que Cuba resiste e ainda funciona, apesar de precariamente. A atenção à saúde é um dos princípios básicos para a população, sem ela não dá nem para pensar um país com mais igualdades. Ainda bem que aqui, como aí, temos um sistema básico que apesar de atacado pelos inimigos ainda resiste.
    Força Cuba!

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