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| A persistência da memória, de Salvador Dalí. |
Refeição Cultural
Tic-tac, tic-tac, tic-tac... o tempo escorre por minha ampulheta-corpo e ainda sonho ler muitas obras, autores e autoras que não li.
Minha referência é Italo Calvino quando penso em livros que gostaria de ler, até mesmo livros que teria uma certa "obrigação" de ler, por serem "cânones" da literatura universal.
Fui apresentado ao escritor e crítico italiano em uma disciplina do curso de Letras. Seu texto "Por que ler os clássicos?" me marcou para sempre. Isso já faz mais de duas décadas e quando penso em listas de desejos de leituras, penso em Calvino.
Ele afirma que nossa biblioteca de desejos poderia ser dividida em estantes com livros a ler, dentre eles os clássicos, livros a serem relidos, e o espaço para os livros e autores novos que vão surgindo.
Com a leitura de meu corpo, meu mundo, a sociedade humana neste momento e o planeta Terra - Paulo Freire ensina que lemos o mundo, além de palavras -, ouço o tic-tac do tempo avançando rumo ao fim, constantemente.
A divina comédia, de Dante; Guerra e paz, de Tolstói; Orlando e Mrs Dalloway, de Woolf; Doutor Fausto, de Mann; Os miseráveis, de Hugo; Eneida, de Virgílio; Ilíada, de Homero; Viagens de Gulliver, de Swift; Crime e castigo, de Dostoievski; O nome da rosa, de Eco... são tantos clássicos que não li ainda!
Até Italo Calvino! Não li nenhum romance dele! Borges, D. H. Lawrence, Zola... a lista é infinita.
E os livros de filosofia, sociologia, história, crítica literária e outras áreas de meu interesse? São muitas obras que gostaria de ler.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac...
William
06/07/26
00h06


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