domingo, 26 de julho de 2026

Instantes (11h37)



Refeição Cultural

LEITURAS


Domingo na Colônia dos Professores de São Paulo na Praia Grande. O sol deu o ar de sua graça, depois de sumir por três dias. Minha gripe começa a diminuir, depois de três dias mals.

Estou lendo a peça "O pão e a pedra", de Sérgio de Carvalho, peça da Companhia do Latão. A obra retrada as greves dos metalúrgicos em 1979, no ABC paulista. Militares e burguesia estavam unidos no golpe contra os trabalhadores, efetivado em 1964.

A estreia da peça se deu no dia 12 de maio de 2016, o dia que o senado brasileiro afastou a presidenta Dilma Rousseff, efetivando novo golpe contra os trabalhadores (comentei aqui). O povo sentiria na pele a miséria em sua vida, como foi a carestia do povo em 1979.

Para um ex-sindicalista como eu, leituras como a peça "O pão e a pedra" são leituras que me trazem muitas lembranças e reflexões, a gente revisita as concepções e práticas sindicais que foram as matrizes político-ideológicas que balizaram décadas de condução do movimento sindical cutista. 

Particularmente, gosto de textos que me tiram do conforto. Como meu cérebro está mais adaptado ao romance ficcional, ler peças teatrais exige de mim atenção e imaginação maiores. Isso é bom, me tira da mesmice e o verdadeiro criador de tudo, o cérebro, sai fortalecido do processo de leitura. 

Colônia do Sinpro SP.

O instante é único. Não se repetirá. Então, devo ir até a praia de Caiçara, andar em sua orla, aproveitar o sol, como se fosse o instante mais importante de minha vida. Sentir o ar que respiro, olhar o céu azul, sentir o calor do sol em meu rosto. O instante seguinte, meu e do meu entorno, é o acaso, o imponderável. 

Vou andar na praia...

William 

26/07/26

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