domingo, 20 de setembro de 2026

Lendo a biografia de Santos Dumont (7)



Refeição Cultural

"O aeronauta ia dirigir a caranguejola com as mãos num guidão de bicicleta, ligado ao leme." (As lutas, a glória e o martírio de Santos Dumont. Fernando Jorge)


Os dirigíveis n° 4 e n° 5

O ano era 1900 e o local era Paris, França. Alberto Santos Dumont seguia firme em seu propósito de inventar um artefato com o qual pudesse navegar pelos céus. 

Alberto já havia sofrido o risco de morrer em duas experiências: na primeira (1898) uns garotos lhe salvaram ao puxarem a corda de seu balão, em queda acelerada, contra o vento como lhes pediu gritando do alto. Na segunda, com o n° 3, caiu e se cortou todo, sendo salvo por fazendeiros locais.

"(...) No gênero, algo de inédito e sensacional. Havia excluído a barquinha, colocando, no lugar desta, um selim comum de bicicleta (...) Este imbróglio sustentava o motor, o lastro, o propulsor, o tanque de petróleo e inclusive o aeronauta. Conforme disse o próprio Santos Dumont, aquela coisa intrincada lembrava uma teia de aranha." (Fernando Jorge, cap. 4)

Desta vez, por ocasião da "Grande Exposição Universal de 1900", Alberto iria ousar muito mais. Planejava fazer um artefato sem a barquinha e voar sentado num selim de bicicleta e com pedais... mas contraiu uma forte pneumonia durante os experimentos. 

O biógrafo Fernando Jorge nos descreve o ambiente da época no mundo das invenções e na disputa por quem levaria a fama do invento. Neste capítulo, ele cita o anglo-saxão Samuel Langley (EUA), que também queria voar em artefatos dirigíveis, e seu puxa-saco Wykeham, que fazia pouco caso do brasileiro Santos Dumont. Mas...

"O próprio Peter Wykeham reconhece que por ocasião da visita de Langley à França, o brasileiro já estava voando e o americano ainda não..." (idem)

No final da jornada do ano comemorativo francês e do desafio lançado por um ricaço para algum aviador dar a volta na Torre Eiffel, entre o dirigível n° 4 e o n° 5, já em meados do ano seguinte, 1901, Santos Dumont consegue realizar o feito, mas não nas condições do tal desafio, e seu n° 5 cai no parque da mansão dos Rothschild.

Alberto conhece a esposa do Conde d'Eu, conhecida dos brasileiros como Princesa Isabel, e ganhou dela uma medalhinha de São Bento, "que protege contra acidentes", como lhe explicou "A Redentora".

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COMENTÁRIO FINAL 

Finda a leitura de mais um capítulo da biografia do brasileiro Alberto Santos Dumont. 

Estou lendo este livro em homenagem ao meu pai, que o leu décadas atrás. 

A vida é complexa, principalmente nas relações humanas. Dias atrás, minha mãe me ligou reclamando do comportamento difícil de meu pai. Acabamos discutindo. Como intermediar discussões de uma relação de mais de seis décadas? Todos nós sofremos com a situação... difícil. 

Sigamos a vida. Viver é isso, é a realidade cotidiana que se impõe a todos. A gente que de jeito de lidar com a realidade. 

William 

20/09/26

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