Refeição Cultural
14/09/26
Faltam vinte dias para as eleições brasileiras. Temos que reeleger o presidente Lula 13 e mudar São Paulo, elegendo Fernando Haddad 13 governador para reverter a trágica gestão de Tarcísio de Freitas.
Temos que fortalecer a luta das mulheres progressistas, por isso temos que eleger Marina 180 e Simone 400 senadoras por SP.
E é fundamental elegermos a jovem e aguerrida companheira Luna Zarattini deputada federal 1302. O presidente Lula convocou nossa vereadora paulistana Luna para mudarmos a cara do Congresso Nacional, hoje inimigo do povo.
Também peço votos para nosso companheiro Marcolino a deputado estadual 13310. Trabalhamos juntos pelos bancários e conheço sua capacidade de conquistar direitos para o povo. Marcolino fez excelente mandato e merece ser eleito novamente.
NOTA DE PESAR: hoje nos despedimos de duas lideranças populares que dedicaram suas vidas ao povo trabalhador e desassistido pelos poderes públicos. Arthur Henrique, ex-presidente de nossa Central Única dos Trabalhadores (CUT), faleceu em Campinas, e Maria do Carmo, a Cacá como era conhecida por nós no PT do Butantã, faleceu em São Paulo. Duas referências de todos nós que lutamos por um mundo mais justo e solidário. Arthur, presente! Cacá, presente!
Sigamos na leitura das memórias do Zé Dirceu, as memórias que ele nos conta são registros das lutas de todos nós, lutas pelo Brasil e pelo povo brasileiro.
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32. O MENSALÃO
Explode uma crise que sinaliza o começo do fim
O capítulo me trouxe muitas recordações daquele ano de 2005. Eu estava representando como dirigente eleito uma grande categoria profissional, os bancários, e senti na pele o clima odioso contra a esquerda, clima criado pela mídia da casa-grande.
É absolutamente verdadeiro o que Zé Dirceu descreve sobre o papel da imprensa golpista na criação de uma crise para derrubar o primeiro presidente brasileiro oriundo da classe trabalhadora.
Vivemos uma tentativa de blitzkrieg, uma guerra do PIG e seus comparsas na casa-grande para interromper o governo Lula. O jornalista Paulo H. Amorim lançou a expressão "PIG" para nominar o Partido da Imprensa Golpista.
Zé Dirceu nos conta sobre as dores imensas que sofreu ao ser massacrado pelas mentiras inventadas por Roberto Jefferson (PTB) e pelo cancelamento que sofreu dentro do próprio partido. Foram tempos duríssimos.
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33. O PAPEL DO JORNAL
A Folha de S.Paulo quer o impeachment de Lula, mas a oposição prefere deixar Lula sangrar
Ufa! Que final duro teve este capítulo... Zé Dirceu foi pressionado a renunciar ao mandato parlamentar, eleito por 513 mil eleitores paulistas, e sua companheira Maria Rita o convence a lutar para provar sua inocência.
Fogo amigo
Entre as páginas 439 e 441, Zé Dirceu descreve fatos que lhe dão o sentimento de que aceleraram seu processo de cassação com alguns apoios do nosso lado, do partido e do governo.
"Porém, iniciou-se um movimento subterrâneo na Câmara, com sinais perceptíveis vindos do governo, para votar o relatório do Conselho de Ética antes do recesso parlamentar de 15 de dezembro." (p. 441)
Como militante e leitor, fico me perguntando onde Zé Dirceu encontrou e encontra tanta força para superar seus desafios... grande ser humano!
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34. VIVER PARA OUVIR
"Zé, você foi cassado porque não comprou votos contra sua cassação"
"Era um relatório político sem nenhum fato, nenhuma prova, ato de ofício ou indício. E apenas uma testemunha me acusava, numa peça de ficção: Roberto Jefferson.
A Câmara me cassou sem o inquérito policial estar concluído, sem o procurador-geral da República me denunciar, e sem provas..." (p. 444)
Zé Dirceu conta aos leitores a jornada que iniciou para provar sua inocência, luta que levou vários anos para se alcançar justiça e inocência.
Fala também sobre os ministros do Supremo, as indicações de Lula e Dilma, suas divergências e opiniões. É muito atual para o que estamos vendo na crise do STF neste momento, às vésperas das eleições de 2026.
Nosso companheiro anuncia que vai escrever um segundo livro de memórias para retratar suas lutas a partir de 2007.
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COMENTÁRIO FINAL
A leitura das memórias do companheiro Zé Dirceu não poderia ser uma leitura rápida de minha parte.
Vivi no mesmo Brasil descrito por ele, fui um agente político e liderança da classe trabalhadora na mesma época de parte dessas lutas descritas pelo líder político Zé Dirceu.
Faltam agora umas 30 páginas pra finalizar esses registros da história do grande Zé Dirceu.
William Mendes


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