Refeição Cultural
O 7 de setembro na Av. Paulista teve boneco do presidente Trump dos EUA. Há agentes operando o golpe até na Corte Suprema do país. Estamos em pleno processo de Golpe de Estado promovido pelo clã bolsonarista.
O país do norte, de governo fascista, invadiu a Venezuela, sequestrou seu presidente, se apossou das reservas de petróleo e os países do mundo sequer exigiram a libertação de Maduro. Nem o Brasil (morro de vergonha por isso!). A ONU está desmoralizada, assim como a Liga das Nações no passado.
O bloqueio estadunidense a Cuba está causando um genocídio e uma crise humanitária a ilha com cerca de 9 milhões de habitantes e ninguém faz nada. Nada! O que eu poderia fazer para ajudar o povo cubano? (Impotência...)
Agora vão tomar o Brasil, isso está em andamento, e me parece que ninguém vai fazer ações concretas para impedir isso. O governo brasileiro poderia propor aos seus parceiros do BRICS uma aliança de defesa militar semelhante a OTAN. Pra já!
O risco à nossa soberania é existencial. Mas o que se usa chamar de esquerda ou campo progressista no Brasil jamais pegaria em armas para lutar por nossa existência... somos um povo explorado, trabalhador, mas inculto e sem formação patriótica de verdade.
Enfim, vou seguir a leitura das memórias do Zé Dirceu.
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25. A CARTA AO POVO BRASILEIRO
A convicção de que Lula venceria as eleições presidenciais de 2002, mesmo sem ela
O capítulo nos faz relembrar como é deletério o papel da mídia brasileira golpista e vendida aos interesses da casa-grande e dos EUA.
Vendo o fim do reinado do príncipe dos sociólogos e do tucanato em 2002, havia uma grande pressão e terrorismo midiático para que Lula e o PT se comprometessem com as bases econômicas dos rentistas. Eles conseguiram.
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26. A FORMAÇÃO DO GOVERNO LULA
Quem era quem no novo governo e a história do dia em que dormi com o acordo fechado e acordei com Lula me desautorizando
Interessante a análise de bastidores da montagem do primeiro escalão do governo Lula. Zé Dirceu foi escolhido para a Casa Civil, ele havia sido eleito deputado federal com 513 mil votos.
Zé Dirceu avalia que a aliança com o PMDB seria melhor para a governabilidade no Congresso do que a aliança com o PTB e o PP.
"Anos depois, o PMDB veio para o governo com os ministérios da Saúde, Previdência e Comunicações em diferentes momentos, mas já havíamos pago um preço - e que preço - com a farsa do Mensalão que, na minha avaliação, teria sido evitada com a aliança prioritária com o PMDB e não com o PTB e o PP, este ainda que por vias indiretas.
Não deu outra. Ficamos na mão do PTB, PP e de outros pequenos partidos e o resultado foi pior do que se poderia imaginar. Quem pagaria o preço? Eu." (p. 346)
Ao final do capítulo, Zé Dirceu registra a capacidade notável do presidente Lula de governar e administrar conflitos.
"Lula era o Senhor Presidente. Soube como ninguém, presidir, coordenar, liderar seu gabinete e os ministros do Palácio, a coordenação de governo e o conselho político. Sabia ouvir, buscar consensos progressivos e quando não era possível, decidia!" (p. 354)
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COMENTÁRIO FINAL
A leitura das memórias do companheiro Zé Dirceu é uma oportunidade excelente de reflexão política, tanto para leitores como eu, com experiência na representação da classe trabalhadora, quanto para pessoas que acompanham menos a política por dentro, nos bastidores.
É um texto denso. Já revi e descobri grandes acontecimentos da história do Brasil, do partido e dos movimentos de esquerda.
Já estou ansioso por terminar o livro e ainda faltam 130 páginas... ufa!
No Brasil, estamos no meio de uma tentativa de Golpe de Estado e de interferência nas eleições.
Um dos ministros do STF indicado por Bolsonaro está executando o projeto da extrema-direita de destruir a instituição por dentro, para facilitar o golpe que falhou no 08/01/23. Contam agora com os EUA.
O sentimento de impotência me incomoda. O que fazer para interromper o golpe contra nosso país e nosso povo?
Dureza.
William
08/09/26


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