Registrar histórias que vivenciou
Passou os últimos anos somando nas lutas populares como mais um militante, fazendo volume. Isso importa na resistência. Aprendeu isso no sindicalismo.
Qual seria, entretanto, o sentido de sua vida naquele momento existencial, num ambiente de maior risco de fim ou de perda de sua memória, seus registros?
Já sabia que estar vivo era importante pelo suporte a outras vidas. Já é um sentido da vida.
Talvez outro sentido seja registrar o que sabe ou viveu sobre algo específico da sociedade humana, algo que tenha algum conhecimento a mais que a média das pessoas.
O mundo pode até acabar, as coisas podem deixar de existir. Mas isso vem ocorrendo há muito tempo no mundo.
Se sabemos de algo do passado é porque alguém registrou ou porque sobrou por aí na natureza. E outro alguém estudou e pesquisou aquilo.
Suas memórias sobre a Cassi são só suas e talvez ele devesse registrar isso e deixar por aí no mundo. As coisas que fez, que soube, que defendeu, que entregou, deveriam vir a público, porque existiram.
Seria algo a se fazer ainda, algo que desse algum sentido ao existir, essa coisa instável, efêmera e possível por uma soma de acasos.
Num instante, não se existe mais. Num instante aquele cérebro colapsa, a memória se perde.
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De nada temos certeza, só vivemos e acumulamos vivências, experiências e aprendizados. Talvez passemos adiante ou guardaremos apenas em nossa memória. Tudo é incerto!
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