segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O sentido da vida (18)



Tem que haver sentido? A pergunta sempre volta


Ao se frustrar por não chegar na parte que queria da leitura de Os miseráveis, fechou o livro. O sono constante atrapalha muito qualquer projeto de leitura. 

Falou através de ligação por vídeo com seus pais. Essa oportunidade de contato com eles pode não se repetir mais. A vida é um instante. Se os jovens, se os fortes, se os abastados morrem, que dirá o restante dos mortais.

Os dias passam e nada de efetivo acontece naquilo que gostaria que mudasse. Tudo está mudando rápido, mas nada muda no que gostaria que mudasse. 

É pouco provável que vá ler obras que gostaria. Nem saberia dizer se tem sentido o esforço para ler algumas delas. Que coisa mais sem sentido pensar assim...

E o esforço de sistematizar milhares de textos escritos? A razão lhe diz que isso tem sentido. Na prática, não tem. Escrever e registrar algo do que sabe, então, piorou. Quem quer saber disso?

No fundo, nas horas de maior angústia, o que vem à memória e mostra algum sentido real na existência, o que ficou mesmo, foram cheiros, toques, sensações, arrepios, olhares, horizontes. 

Estar diante das Cataratas do Iguaçu em algum momento da existência não tem sentido algum. Mas dá todo sentido à vida. Assim como amar, realizar sonhos, ser feliz.

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