sábado, 10 de julho de 2010

Caminhada e leitura sabadianas

Li um pouco do manual de questões internacionais do IRBr/Funag. O manual é do século passado e dos anos FHC. O autor é o Demétrio Magnoli e qualquer coisa que leio dele na imprensa hoje é de um nojo tremendo. Mas o cara foi o autor do manual.

É triste! O cara é um direitoso do caramba. De acordo com o governo que temos, podemos ter cada porcaria ditando a educação e a formação das pessoas!...

Depois li um capítulo de "Comunidades Imaginadas", de Benedict Anderson.

Saí em seguida para caminhar uns 7,5 km. Pensei a respeito de várias coisas. No final da caminhada, voltando da padaria, estava pensando na revista veja e coisas parecidas.

Como pode alguém sério pagar ou pegar aquilo pra ler? A conclusão que tenho é que quem lê com regularidade um lixo daquele se não for tem ao menos tendência a ser racista, fascista e contrário a um mundo mais justo e igualitário.

BUT... é livre a manifestação do pensamento. Uns querem ouvir a voz do patrão, do algoz capitalista; outros querem ouvir a voz e a opinião dos trabalhadores e dos movimentos sociais.

É isso!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Refeição Cultural X

Foto divulgação

Sobre A MALDADE

Assisti a um episódio de Arquivo X depois que cheguei a casa, após um dia cansativo de trabalho. Pra relaxar!

O episódio se chama "Empedocles" e pertence ao oitavo ano da série (foi exibido em 2001).


Empedocles (Empedocles)

Roteiro por: Greg Walker Direção por: Barry K. Thomas

Episódio voltado para o que aconteceu com o filho de John Dodgett. Scully passa mal e fica internada durante o episódio inteiro, mas ao final se encontra com Mulder e recebe dele um presente: uma boneca que pertencia à família. Já quanto ao caso, a agente Reyes convence Mulder (ja fora do Arquivo X e do FBI) a ajudá-la a investigar mortes que poderiam de alguma forma estarem ligadas ao acontecido ao filho de John. O padrão semelhante teria sido a ocorrência de visões, às quais Reyes e Dodgett compartilhavam, de que os corpos das vítimas estariam queimados (quando na verdade não estavam). Os casos seriam motivados por uma espécie de entidade espiritual, que passava de pessoa para pessoa, e que as estimulavam a cometer os crimes. FONTE: WIKIPÉDIA



COMENTÁRIO E REFLEXÃO

O episódio debateu um tema que me deixou pensando: A MALDADE.

Mulder, o agente especial do FBI e responsável pelos arquivos X, fala sobre uma possibilidade que ele passou a acreditar, com o tempo de profissão, a respeito da motivação para crimes violentos meio-que inexplicáveis e surpreendentes.

A tese é mais ou menos assim:

Quando trabalhava na seção de crimes violentos, o agente tentava estudar os casos e buscar as motivações para as maiores monstruosidades feitas pelas pessoas.

Em geral, busca-se a explicação em traumas psicológicos de infância, ambientes problemáticos ou coisas do gênero. Explicação que acaba relacionando o fato ao convívio e ambiente social.

Mas, muitas vezes, as explicações não eram suficientes para dar conta de tanta maldade do e no ser humano.

Mulder pensou então na Maldade como uma doença que passou de tempo em tempo, de século em século, a contaminar as pessoas. Não todas. Mas, a contaminar as pessoas a partir de algum evento ou choque que desbloqueasse nossos freios, nossas defesas e anticorpos contra esse mal, essa Maldade.

A partir de então, não haveria mais limites à pessoa comum invadida pela Maldade.

FIQUEI PENSANDO SOBRE ISSO...

A Maldade poder invadir e contaminar qualquer pessoa a partir de determinado evento em sua vida ou no seu ambiente de convívio.

Lembrei-me dos textos de Freud falando sobre as reações de pessoas boas e comuns em um campo de batalha. A descrição dele sobre os absurdos e surpresas que podem advir de pessoas comuns sob pressão e no limite é chocante.

Lembrei-me também de pessoas doces explodindo em fúria de repente. Quem nunca viu isso!?

Lembrei-me da decepção que tive comigo mesmo quando fui assaltado, na vez mais recente, junto com várias pessoas trabalhadoras na passarela da estação de trem da CPTM em Presidente Altino, em 2009.

Escrevi na época que "achava" que o movimento sindical havia me humanizado substancialmente, mas aí veio aquele assalto covarde de vários meliantes assaltando à mão armada várias pessoas pobres que iam e voltavam do trabalho.

Senti um ódio e um desejo de matar aqueles caras pessoalmente - pela covardia deles em prejudicar pobres. Ali, fiquei decepcionado comigo mesmo. Vi que a ira ainda mora em mim.

SENSACIONALISMO DO MOMENTO SOBRE MALDADE...

Outra coisa que me veio à cabeça foi o caso recente do goleiro Bruno, do Flamengo, que está sendo acusado de participar de assassinato brutal de ex-amante. Acusação que aponta para requintes de maldade inimagináveis. Não acho que devemos julgar ninguém até que a justiça e a lei provem qualquer coisa, mas se for como dizem que foi... é barbarie pura!

SERÁ QUE A MALDADE É UMA DOENÇA CONTAGIOSA?

Será que convivemos com ela - A Maldade - desde sempre e ela vem pegando as pessoas aqui e ali com suas imunidades "antimaldade" baixas?

O episódio e a fala final de Mulder me deixou pensando muito. Até agora quedo refletindo...

Corridas na semana e reflexões

Consegui passar uma semana inteira em SP. Consequentemente, fiz um esforço em correr e caminhar um pouco.

Fiz percursos com 4km, 3km e hoje corri uns 2km, todos os percursos com boas caminhadas também.

Hoje é feriado em SP. Vou conseguir correr mais no final de semana e ler um pouco.

Estou assistindo a episódios antigos de Arquivo X. Alguns deles nos fazem pensar bastante sobre o tema abordado. Assisti a um sobre A Maldade, que até vou postar alguns comentários aqui no blog.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Estudo de francês

Manchete do Le Monde de hoje:

Les Pays-Bas joueront la finale du Mondial

Les Néerlandais ont battu une Celeste accrocheuse (3-2), mardi au Cap en demi-finale. C'est la troisième finale de Coupe du monde pour les "Oranje", elle se jouera contre le vainqueur d'Espagne-Allemagne.

Em linhas gerais entendo que:

Os holandeses bateram a Celeste por 3 x 2, terça-feira na semi-final. É a terceira final de copa do mundo para a "Laranja", que jogará contra o vencedor de Espanha e Alemanhã.

JOUER - jogar

Também aprendi:
JE VAIS ALLER = vou a...
CHEZ = preposição de lugar = À LA MAISON DE
CHEZ LES ROUGIER = na casa dos Rougier

terça-feira, 6 de julho de 2010

Estudos de francês

Manchete no Le Monde:

Mondial: le spectacle sportif, un bien public?

le = artigo definido masc. sing.
un = artigo indefinido masc. sing.

En France, la loi garantit l'accès libre des téléspectateurs "à la retransmission d'événements jugés d'une importance majeure pour la société". Un principe que ne va pas de soi.

des = artigo ind. fem. pl.

Le mondial, un spectacle pour les consommateurs ou pour les citoyens?


(atualizado em 6/7/10)

"UN PRINCIPE QUE NE VA PAS DE SOI".

Explicações que tive sobre esta construção sintática:

NE + VERBE + PAS = a expressão nega o fato do verbo

ex: JE NE PARLE PAS = eu não falo

VA DE SOI = por si só ou vai por si mesmo


É isso!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Imprensa mancomunada com o status quo local – vício de origem (desde sempre!)

Li páginas excelentes do livro Comunidades Imaginadas, de Benedict Anderson. O capítulo quatro, Los pioneros Criollos, trata de temas muito interessantes sobre os motivos que levaram as colônias da América a buscarem suas independências em relação às metrópoles – Portugal, Espanha e Inglaterra.

Primeiro, o autor nos explica o que vem a ser “povos criollos”. São aquelas pessoas descendentes dos europeus colonizadores, só que nascidos fora da metrópole.

Criollo: persona de ascendencia europea pura (por lo menos en teoría), pero nacida en América (y por una extensión posterior, en cualquier lugar fuera de Europa) p.77

As guerras de independência da América colonizada seriam fortemente influenciadas por essa elite branca “criolla”. Por diversos motivos, principalmente por razões de manutenção de poder local, menos pagamento de impostos, mais liberdade de comércio dentro da própria região etc.

Diferentemente do que poderia ser, as línguas não foram um dos motivadores da criação do pertencimento a um grupo – ideia de nação e nacionalismo, haja vista que as línguas locais dominantes eram as mesmas línguas das metrópoles - inglês, espanhol e português.

A INFLUÊNCIA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NOS PROCESSOS DE INDEPENDÊNCIA NA AMÉRICA ESPANHOLA

São explicitadas características diferentes que influenciariam as formas de Estado após as independências das colônias: repúblicas na região espanhola e de estilo dinástico no Brasil. Isso se daria por já haver na região espanhola educação superior desde o início da colonização e por ser expressamente proibida qualquer forma de educação superior em terras portuguesas.

Existe uma ligação interessante entre a formação das 13 novas repúblicas latino-americanas e as universidades já existentes nesses locais há séculos e o inverso no Brasil, onde não foram permitidas nem escola superior nem imprensa até a vinda do próprio monarca fugido do francês Napoleão Bonaparte.

Aqui Anderson cita uma análise fantástica do historiador brasileiro José Murillo de Carvalho:

"Un soberbio e intrincado análisis de las razones estructurales del excepcionalismo brasileño (em não virar república no começo do s.XIX) puede encontrarse en José Murillo de Carvalho (...) Dos de los factores más importantes eran:

1. Diferencias de educación. Mientras que 'veintitrés universidades estaban dispersas por los que llegarían a ser trece diferentes países' en la América española, 'Portugal se negó sistemáticamente a tolerar que se organizara alguna institución de enseñanza superior en sus colonias, sin considerar como tal los seminarios teológicos'. Sólo habría enseñanza superior en la Universidad de Coimbra y hacia allá, a la madre patria, fueron los hijos de la élite criolla, que en su mayoría estudiaron en la facultad de derecho.

2. Las diferentes posibilidades que los criollos tenían de hacer carrera. De Carvalho observa 'la mucho mayor exclusión de los españoles nacidos en América en los altos puestos del lado español [sic]'. Véase también Stuart B. Schwartz, 'The Formation of a Colonial Identity in Brazil', cap. 2, en Nicholas Canny y Anthony Pagden, comps., Colonial identity in the Atlantic World, 1500-1800, quien nota, de paso (p.38), que 'no hubo ni una sola imprenta en Brasil en los tres primeros siglos de la época colonial'.
" p.83

LIMITES GEOGRÁFICOS ESTABELECIDOS PELO ‘UTI POSSIDETIS

Toda competencia (competição) con la madre patria estaba prohibida para los americanos, y ni siquiera las partes individuales del continente podían comerciar entre sí” p.84

Esse monopólio de comércio e navegação a favor da metrópole influenciou os processos de independência após 1810.

Estas experiencias ayudan a explicar el hecho de que ‘uno de los principios básicos de la revolución americana’ fuese el de ‘uti possidetis, por el que cada nación habría de conservar la situación territorial de 1810, el año en que se inició el movimiento de independencia” p.85

Com isso se fragmentaram a Grande Colômbia de Bolívar e as Províncias Unidas do Rio da Prata.

UM PROBLEMA PARA A METRÓPOLE: NÃO SE DOMINA OS ‘CRIOLLOS’ COM AS MESMAS TÉCNICAS UTILIZADAS PARA OS ÍNDIOS E NEGROS

Si los indígenas podían ser conquistados por las armas y las enfermedades, y controlados por los misterios del cristianismo y por una cultura completamente ajena (así como por una organización política avanzada para la época), no ocurría lo mismo en el caso de los criollos, quienes tenían virtualmente la misma relación que los metropolitanos en cuanto a las armas, las enfermedades, el cristianismo y la cultura europea. En otras palabras, los criollos disponían en principio de los medios políticos, culturales y militares necesarios para hacerse valer por sí mismos” p.93

NASCE A "MIDIAELITE" – DESDE BENJAMIN FRANKLIN

Esta parte do capítulo é fantástica e explica muito bem a relação, já no nascedouro, entre a impressão – hoje editoras e gráficas – e os jornalões e os donos do poder local – empresas, capitalistas e políticos.

La figura de Benjamin Franklin se asocia indisolublemente al nacionalismo criollo en la América del Norte. Pero es posible que la importancia de su labor sea menos evidente. De nuevo, Febvre y Martin son ilustrativos. Nos recuerdan que en realidad ‘la imprenta no se estableció en América [Estados Unidos] durante el siglo XVIII mientras los impresores no descubrieron una nueva fuente de ingresos (recursos $): el periódico’.” p.96

E Anderson segue explicando o casamento dos editores e impressores com a elite comercial e política através das publicações de jornais com o foco no comércio local e nas questões locais.

Los impresores que ponían nuevas imprentas incluían siempre un periódico en su producción, al que contribuían siempre de manera predominante o aun exclusiva. Así pues, el impresor-periodista fue al principio un fenómeno esencialmente norteamericano” p.97 (o padrão se estendeu depois para o restante da América)

Para resolver o problema de distribuição dos jornais foram feitos convênios com os correios e dali surgiu a chave das comunicações americanas e da expansão das ideias e da vida intelectual e comunitária do país.

COM A IMPRENSA, VÃO-SE CRIANDO AS COMUNIDADES IMAGINADAS: FOCO NOS INTERESSES E ASSUNTOS LOCAIS

Las primeras revistas contenían – aparte de noticias acerca de la metrópoli – noticias comerciales (cuándo llegarían y zarparían los barcos, cuáles eran los precios de ciertas mercancías en ciertos puertos), además de los nombramientos políticos coloniales, los matrimonios de los ricos, etc (…) Un aspecto fecundo de tales periódicos era siempre su provincialismo. Un criollo podría leer un periódico de Madrid (…) pero el periódico no diría nada acerca de su mundo” p.98

Vão-se criando os leitores de jornais de acordo com os interesses de cada um. O peninsular (nativo europeu) busca informação da metrópole e o criollo (nativo das Américas) a informação local.

Así se explicaba la conocida duplicidad del temprano nacionalismo hispanoamericano, su alternación de gran alcance y su localismo particularista” p.98

Al mismo tiempo, hemos visto que la concepción misma del periódico implica la refracción, incluso de ‘sucesos mundiales’, en un mundo imaginado específico de lectores locales; y también cómo la importancia de esa comunidad imaginada es una idea de simultaneidad firme y sólida, a través del tiempo” p.99

COMENTÁRIO FINAL

Este capítulo me pôs a pensar bastante a respeito da pouca mudança do papel da imprensa e dos donos dos grupos de comunicação nestes 2 séculos. NÃO MUDOU NADA O PAPEL DA IMPRENSA - COMERCIAL E ESTATAL.

DE CERTA FORMA, A MÍDIA SEMPRE TEVE PAPEL DE PIG – PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA.

A DIFERENÇA ENTRE O PASSADO E A CONTEMPORANEIDADE É QUE COMO ELA INFLUENCIAVA MUITO MAIS NO DIRECIONAMENTO DA POPULAÇÃO ANTES, NÃO PRECISAVA DAR GOLPES, COMO TEM FEITO AGORA A IMPRENSA BRASILEIRA APÓS A ELEIÇÃO DO METALÚRGICO LULA DA SILVA, DO PARTIDO DOS TRABALHADORES.

Bibliografia:
ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas - Reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo. Fondo de Cultura Económica. Quarta reimpresión 2007 de la primera edición en español 1993, fructo de la segunda edición en inglés 1991.

domingo, 4 de julho de 2010

Corridas e reflexões culturais

Hoje corri novamente, depois de ler um pouco de Comunidades Imaginadas.

Fiz 4 km, depois dos 3,5 km de ontem.

Enquanto corria, pensava a respeito da origem da impressão de livros e periódicos aqui na América e da forte relação com o poder local, incluindo a pauta do comércio.

Ou seja, a midiaelite já nasceu midiaelite, pautando e formando opinião pró status quo de cada local onde a imprensa atua e existe.

Instantes... Estive no sítio eletrônico de Saramago hoje

Pois é!

Aproveitei essa madrugada de domingo para ler um pouco sobre o eterno Saramago. Estive em seu sítio eletrônico e em seu blog Cadernos de Saramago.

As postagens continuam sendo feitas pela sua Fundação.

Visitei também o blogue Verso e Conversa, de meu amigo e poeta Genésio dos Santos.

Para acessar a ambos é só clicar aqui neste blog no Links A Caminho da Cultura.

sábado, 3 de julho de 2010

Comunidades imaginadas - Benedict Anderson

Bem interessante o capítulo que estou lendo.

A ideia que o autor defende se baseia em um embate entre a metrópole espanhola e os "criollos" na América espanhola.

As guerras de independência na América seriam um embate entre os criollos (brancos descendentes dos ibéricos) versus metrópole.

IV. LOS PIONEROS CRIOLLOS

Primeira questão a pensar em relação aos novos Estados e suas metrópoles quando pensamos na ideia do surgimento de movimentos nacionalistas: a língua era a mesma, não era um elemento aglutinador e de diferenciação.

"(...) la lengua no era un elemento que los diferenciara de sus respectivas metrópolis imperiales" p.77

Todos eram "Estados criollos, formados y dirigidos por personas que compartían una lengua y una ascendencia comunes con aquellos contra quienes luchaban" p.77

Definição do autor:

CRIOLLOS: persona de ascendencia europea pura (por lo menos en teoría) pero nacida en América (y por una extención posterior, en cualquier lugar fuera de Europa).

Anderson trabalha com a ideia de que o motivador principal das guerras de independência foi o embate entre a metrópole espanhola e os brancos criollos de cá, e não por movimentos de índios e de negros contra o colonizador.

O império espanhol estava apertando o cerco em relação ao controle de suas colônias. O rei Carlos III também estava sob influência dos ilustrados do período do Iluminismo.

"Los dos factores más comumente aducidos en la explicación son el fortalecimiento del control de Madrid y la difusión de las ideas liberalizadoras de la Ilustración en la segunda mitad del siglo XVIII. No hay duda de que las políticas aplicadas por el competente 'déspota ilustrado' Carlos III (reinó de 1759 a 1788) frustraron, irritaron y alarmaron cada vez más a las clases altas criollas" p.81

NOVAS REPÚBLICAS LATINO-AMERICANAS X MONARQUIA NO BRASIL

Existe uma ligação interessante entre a formação das 13 novas repúblicas latino-americanas e as universidades já existentes nesses locais há séculos e o inverso no Brasil, onde não foram permitidas nem escola superior nem imprensa até a vinda do próprio monarca fugido do francês Napoleão Bonaparte.

"En ninguna parte, fuera de Brasil, se hacía un intento serio por recrear el principio dinástico en las Américas; incluso en Brasil, es probable que tal recreación no hubiese sido posible sin la inmigración, en 1808, del propio monarca portugués que huía de Napoleón. (Permaneció allí por 13 años, y al retornar a su patria hizo que su hijo fuese coronado localmente como Pedro I de Brasil.)"

Aqui Anderson cita uma análise fantástica do historiador brasileiro José Murillo de Carvalho:

"Un soberbio e intrincado análisis de las razones estructurales del excepcionalismo brasileño puede encontrarse en José Murillo de Carvalho (...) Dos de los factores más importantes eran:

1. Diferencias de educación. Mientras que 'veintitrés universidades estaban dispersas por los que llegarían a ser trece diferentes países' en la América española, 'Portugal se negó sistemáticamente a tolerar que se organizara alguna institución de enseñanza superior en sus colonias, sin considerar como tal los seminarios teológicos'. Sólo habría enseñanza superior en la Universidad de Coimbra y hacia allá, a la madre patria, fueron los hijos de la élite criolla, que en su mayoría estudiaron en la faculdad de derecho.

2. Las diferentes posibilidades que los criollos tenían de hacer carrera. De Carvalho observa 'la mucho mayor exclusión de los españoles nacidos en América en los altos puestos del lado español [sic]'. Véase también Stuart B. Schwartz, 'The Formation of a Colonial Identity in Brazil', cap. 2, en Nicholas Canny y Anthony Pagden, comps., Colonial identity in the Atlantic World, 1500-1800, quien nota, de paso (p.38), que 'no hubo ni una sola imprenta en Brasil en los tres primeros siglos de la época colonial'." p.83

Camaradas, eu achei a explicação clara como a água cristalina.

Bibliografia:
ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas - Reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo. Fondo de Cultura Económica. Quarta reimpresión 2007 de la primera edición en español 1993, fructo de la segunda edición en inglés 1991.

Esporte e cultura

Na semana que terminou neste sábado, sétimo dia pela tradição religiosa de alguns povos, eu consegui caminhar ou correr duas vezes: na segunda e hoje. Foram corridas curtas com mais caminhadas.

Li pela manhã "Comunidades Imaginadas" e assisti aos dois jogos da Copa.

Qué tristeza! Yo he visto mis hermanos argentinos, la Selección albiceleste, y paraguayos, la albirroja, - los latinoamericanos - perdieren sus partidas de fútbol y cayeren del Mundial. Lo siento! Ayer, fue el Brasil lo que despidióse del Mundial de Sudáfrica.

PERO, tenemos ahora nuestros representantes - los uruguayos. Fuerza Uruguay!! Dale Celeste!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Poema - A fome do homem


A fome do homem.
A fome que come o homem.
O homem com fome.

A fome de ontem.
A fome que come o homem.
A fome não some.

O homem não come.
A fome de ontem.
O homem que some.


wmofox

quinta-feira, 1 de julho de 2010

English class 1

(Atualizado em 18/7/10)


Today we had our first english class in group at my local job.

Some words are very important for us:

WORKERS – TRADE UNION – UNIONIST – FEDERATION – CONFEDERATION

ATTENTION!!
“Central” = it's not a word used in English language. USE CONFEDERATION or FEDERATION

WHO ARE WE?
I’m a unionist. I represent my colleagues that work in banks or something like that.

BANK WORKERS TRADE UNION = it’s the house of workers of bank – SEEB SP

Our teacher is not a unionist, but he is unionized at Sinpro SP

(TEACHER TOLD ME: "I'm not unionised because i own a microcompany now")

PROGRESSIVE PERSON, PEOPLE = people like us

SOCIALIST
GUF – GLOBAL UNION FEDERATION
LABOR MOVEMENT
ITUC – INTERNATIONAL TRADE UNION CONFEDERATION
= CSI Confederación Sindical Internacional (in spanish)

Dialogue:
My partner and I had a conversation about three reasons for Brazilian people TO vote in Dilma Roussef. Why Dilma is bound (almost certainly) to be elected?

We talked about the reasons and concluded that:

- income distribution – to share the wealth of country is very important. We have to bring together other 20 millions (of) people that live with less than ¼ (a quarter) of minimum wage. ("wealth" like The wealth of nations – Adam Smith);

CORRECT WAY: 20 MILLION PEOPLE, 2 MILLION PEOPLE, 10 BILLION... ( é no singular)

20, 34 (NUMBER + PLURAL = SINGULAR)

BUT:

TENS OF THOUSANDS
HUNDREDS OF MILLIONS
SEVERAL BILLIONS

- the continuity of Lula’s government program;

-the important debate about the size of state, I mean, a state with more public employees and more (assistance) SOCIAL programs etc. The opposition way of (manager) MANAGEMENT believes in competency and bullshit like that…

We made some paragraphs about:
1-personal data:
-my academic studies – (accountancy science) ACCOUNTING OR ACCOUNTANCY

I'M AN ACCOUNTANT - I STUDIED ACCOUNTING - I STUDIED ACCOUNTANCY

-i joined the labor movement at 2002 (we say: twenty "O" two)
2-english studies: where, what, how long… +(plus) academic background and schooling
3-most important jobs/positions and jobs at our confederation - Contraf-CUT or trade union

Vocabulary:
Gathering = assembleia, reunião etc = ASSEMBLY, GENERAL ASSEMBLY, MEETING
Brings together = algo como incluir
william@contrafcut.org.br we say (William AT contrafcut DOT org DOT br)

dot = ponto INTER-SENTENTIAL - PERIOD/STOP , : ; . ? ! etc

MATHEMATICS: 1 dividido por 2 = 0.5 ( "O"POINT FIVE), 1.5 etc

Dot is not the same that “comma” or “point” (fraction)

COMMA (diferente de COMA = sleeping for a long time)

SUFIXOS: ER / OR

WORK ER
PROFESS OR
TEACH ER
GOVERN OR
PLAY ER

Dot com bubble (bolha aqui é o mundo da internet)

Income distribution = distribuição de renda

"Phrase" is not the same (of) AS "sentence" (we have "modal phrases")

PHRASE = "LOCUÇÃO"

10,000,000

Ilha das flores - Curta de Jorge Furtado (1989)



Este filme é muito interessante.

Nós utilizamos ele em cursos de formação de dirigentes sindicais para termos um instante de reflexão sobre o mundo em que vivemos. E sobre o mundo que nós não queremos.

Em ano de eleições majoritárias no Brasil, vale a pena refletir o tempo todo sobre que país temos hoje e que país tivemos na década passada. Os programas de governo do PT e do PSDB são EXTREMAMENTE DIFERENTES, apesar da grande mídia e dos formadores de opinião PARCIAIS (têm lado) tentarem dizer o contrário.

Nestes oito anos de governo de Lula da Silva foram retirados das "ilhas das flores" 30 milhões de pessoas. Mas falta muito ainda. O foco deve continuar.

Como disse a candidata Dilma Rousseff na entrevista do Roda Viva desta semana, ainda falta atingir como foco e retirar da linha da pobreza absoluta, em um provável próximo governo do Partido dos Trabalhadores, cerca de 19 milhões de pessoas que ganham menos de 1/4 do Salário Mínimo por mês e que passam por aquilo que o curta metragem mostra.

UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL! MAS AS COISAS NO MUNDO CAPITALISTA ESTÃO MUITO ERRADAS! IMAGINEM ENTÃO COM GOVERNOS CONSERVADORES E DE DIREITA...

O curta é de 1989.

Para mais informações sobre o cineasta acesse o Wikipédia. What I Know Is...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Leituras: Comunidades Imaginadas

foto de William Mendes
Tá, li um capítulo do livro Comunidades imaginadas. E agora, José?

Que fazer? Amanhã começo um curso de inglês intermediário. Para acordar o inglês adormecido no cérebro. Seria o inglês no século XXI a língua universal? Pergunto isso porque me quedei pensando quando li uma frase no livro hoje.

"Las lenguas particulares pueden morir o ser eliminadas, pero no había ni hay ninguna posibilidad de la unificación lingüística general entre los hombres (...)" p.71

PERGUNTO: SERÁ?

Parece que o povo que mais estuda inglês hoje em dia no mundo são os chineses. Já vimos que desapareceram milhares de línguas nas últimas décadas.

Na USP nós estudamos a diferença entre os conceitos de língua de comércio e língua de cultura. A língua inglesa era tida como a língua de comércio - desde o fim da 2a GM pelo menos - e como ela é a que mais se estuda pelo mundo afora, acho que tudo seguirá pautado pelo... capitalismo e pelo comércio. As culturas e coisas locais que se adaptem ao mundo padrão global ou que feneçam...

CAPITALISMO NASCENTE E LÍNGUAS VERNÁCULAS NASCENTES
Aliás, Benedict Anderson fala que a expansão das línguas vernáculas é fruto do mix entre o capitalismo comercial nascente e as línguas vernáculas nascentes, pois a produção de livros e periódicos nas línguas vernáculas viraram o primeiro produto digerido da produção em escala comercial do nascente capitalismo. VISSE!?

Capítulo III. El origen de la conciencia nacional

Palavra chave: SIMULTANEIDAD - comunidades del tipo "horizontal-secular, de tiempo transverso".

Francis Bacon: "creyera que la imprenta había cambiado 'la aparencia y el estado del mundo' ". p.63

Dilema das editorias nascentes: PUBLICAR EM LATIM OU EM LÍNGUAS VERNÁCULAS?

"El impulso revolucionario de las lenguas vernáculas por el capitalismo se vio reforzado por tres factores externos, dos de los cuales contribuyeron directamente al surgimiento de la conciencia nacional. El primero, y en última instancia el menos importante, fue un cambio en el latín mismo...". p.65

1.Graças aos humanistas, o interesse pelo latim passou a ser o próprio "texto" em latim, ou seja, o texto clássico, era mais uma questão de FILOLOGIA e não mais pelo viés que a igreja dava de coisa sagrada e inquestionável.

2."El segundo factor fue la repercución de la Reforma que al mismo tiempo debía gran parte de su éxito al capitalismo impreso...". p.65

Martinho Lutero foi fundamental para as publicações em língua vernácula.

"Sus obras representaban no menos de un tercio del total de los libros en idioma alemán vendidos entre 1518 y 1525". p.66 (estamos falando aqui da bíblia em alemão)

LUTERO: PRIMEIRO BEST SELLER

"En efecto, Lutero se convirtió en el primer autor de éxitos de librería hasta entonces conocido. O dicho de otro modo: el primer escritor que pudo 'vender' sus libros nuevos por su solo nombre" p.66

CAPITALISMO NASCENTE E O PROTESTANTISMO

"En esta titánica 'batalla por la conciencia de los hombres', el protestantismo estaba siempre fundamentalmente a la ofensiva, justo porque sabía usar el mercado en expansión de impresiones en lenguas vernáculas, creado por el capitalismo, mientras que la Contrarreforma defendia la ciudadela del latín" p.67

COMPRE, COMPRE LIVROS EM LÍNGUAS VERNÁCULAS, É BARATINHO!...

"La coalición creada entre el protestantismo y el capitalismo impreso, que explotaba las ediciones populares baratas, creó rápidamente grandes grupos de lectores nuevos - sobre todo entre los comerciantes y las mujeres, que tipicamente sabían poco o nada de latín - y al mismo tiempo los movilizó para fines político-religiosos" p.67

E aí, heim! É o velho capitalismo formatando o mundo, inclusive o das línguas!...

3. Línguas "estatais", não "nacionais"

"El tercer factor fue la difusión lenta, geográficamente dispareja, de lenguas vernáculas particulares como instrumentos de la centralización administrativa, realizada por ciertos aspirantes a monarcas absolutistas privilegiados" p.68

"En todos los casos, la 'elección' de la lengua es gradual, inconciente, pragmática, por no decir aleatoria" p.70

"No había ninguna idea de la imposición sistemática de la lengua a las diversas poblaciones sometidas de las dinastías. Sin embargo, la elevación de estas lenguas vernáculas a la posición de lenguas de poder, cuando eran en cierto sentido competidoras del latín (el francés en Paris, el inglés [antiguo] en Londres), hizo su propia contribución a la decadencia de la comunidad imaginada de la cristiandad" p.70

EM SÍNTESE, O ESSENCIAL É A INTERAÇÃO ENTRE A FATALIDADE, A TECNOLOCIA E O CAPITALISMO

"Nada servía para 'conjuntar' lenguas vernáculas relacionadas más que el capitalismo, el que, dentro de los límites impuestos por las gramáticas y las sintaxis, creaba lenguas impresas mecánicamente reproducidas, capaces de diseminarse por medio del mercado" p.72

CAPITALISMO, TECNOLOGIA DE IMPRESSÃO E COMUNIDADES IMAGINADAS: TUDO A VER COM O CONCEITO DE NAÇÃO MODERNA

"Podemos resumir las conclusiones que pueden sacarse de los argumentos expuestos hasta ahora diciendo que la convergencia del capitalismo y la tecnología impresa en la fatal diversidad del lenguaje humano hizo posible una nueva forma de comunidad imaginada, que en su morfología básica preparó el escenario para la nación moderna." p.75

Bibliografia:
ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas - Reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo. Fondo de Cultura Económica. Quarta reimpresión 2007 de la primera edición en español 1993, fructo de la segunda edición en inglés 1991.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Paisagens do Planalto Central - DF

Já que trabalhei este fim de semana em Brasília, pisquei o olhar alguns instantes onde estava e fiz umas fotos da natureza local.

Fotos de William Mendes. Esta foto ficou um cartão postal. Foi um instante mágico pela manhã, cerca de 9h de sábado.


Esta árvore-gravetos-sem-folhas também chamou a atenção. Atrás dela tem uma primavera cor de rosa.

Temos ali uma primavera avermelhada. Bem onde se decide o caminho.

Aqui temos a primavera em detalhe.

Gostei desta foto porque me lembrei de um episódio do Arquivo X onde uma sombra exterminava quem passasse por ela. Coisas do sobrenatural...

Olha que paisagem mais bucólica, heim!

O fruto da árvore, que não sei o nome, como as outras que também não sei. Mas este negócio de nome de coisa da natureza (em geral, nome de quem a batizou primeiro) é algo que não me interessa muito. É UMA COISA BELA DA NATUREZA! Até porque esse negócio de algo ser belo ou feio é também algo totalmente subjetivo. É invenção do olhar humano, como batizar flor ou pedra.

É isso!