terça-feira, 29 de setembro de 2015
Diário - 290915
Refeição Cultural
Quando acordei hoje, terça-feira, levantei-me com dificuldade e me preparei para sair para o trabalho. O corpo estava todo pedrado, como tem sido há tempos. Na véspera, trabalhei sentado cerca de 16 horas, com leituras e confecção de textos. Minutos depois, enquanto olhava pela janela e brindava a manhã úmida de Brasília, tomei uma decisão difícil, mas necessária. Não vou insistir em correr daqui a poucos dias minha primeira meia maratona. Tenho que reconhecer o contexto, ouvir o cansaço de meu corpo e aceitar que o mais importante neste momento é preservar minha saúde. Em termos psicológicos, decisões assim são muito difíceis, interromper projetos de vida. Para esportistas ou pessoas que vivem no limite, no limiar do risco à vida, saber reconhecer o momento de dar um passo atrás e recuar nos projetos é o momento de maior coragem e humildade, e depois transformar isso em crescimento interior e conhecimento de si mesmo. Esse momento de tristeza no recuo é o que muitas vezes impede um alpinista de sobreviver e não ir para a última etapa, por não aceitar os sinais que a montanha lhe deu. O mesmo vale para qualquer esporte radical. O mesmo vale para qualquer atividade física em que seu corpo é o veículo da ação. Foi ouvindo meu corpo que decidi a hora de parar com o kung fu depois de anos de prática na adolescência, o treino tinha mais contusões que prazer. Foi ouvindo meu corpo que parei com a musculação anos depois, porque era horrível chegar tão esgotado do trabalho na academia. Na corrida, sempre encontrei meu escape. Quando voltei a correr ano passado, foi porque meu corpo me avisou que meu trabalho poderia me quebrar. Com a corrida, reequilibrei meu organismo, eliminando as toxinas do estresse intenso e ininterrupto do dia a dia, mês a mês, do ano. Mas os projetos de corrida, dentro do planejamento de salvar a mim mesmo, não podem me tirar do centro. No momento, preciso correr, mas sem metas de corridas, não dou conta. Tenho que correr para salvar a minha vida, como fiz na retomada. Sem planilhas de distâncias. Vou descansar as dores todas e correr pensando em meu sistema cardio-respiratório, circulatório, muscular e cerebral. Eu não vou quebrar, vou resistir, e ainda tenho muito o que fazer por mim e principalmente pelos meus entes queridos e pessoas que gostam de mim.
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domingo, 27 de setembro de 2015
Diário - 270915
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| Em 2009, um certo trabalhador correndo. |
Refeição Cultural
Domingo, manhã de muito calor em Brasília.
Meu desejo e minha reflexão é que deveria sair para correr e cumprir meu treinamento para estar preparado para a minha primeira meia maratona (21K), daqui a alguns dias (11/10/15).
Mas estou receoso de sair para correr porque meu corpo sentiu o cansaço de meu trabalho e o empenho que busquei conciliar nesses dois meses de treino, entre agosto e outubro. Faz umas duas semanas, senti o tendão do pé direito e de lá para cá, estou nas tentativas de corridas, focado no limite do tendão.
Neste sábado, lendo minhas anotações em meu Blog, vi o quanto é antigo e recorrente esse momento que estou vivendo em relação ao esporte. Em 2008, aconteceu a mesma coisa quando me preparava para a minha segunda corrida de São Silvestre. Escrevia que não conseguia treinar pelo cansaço no trabalho, que estava sem resistência para longas distâncias etc.
Entendo que essa é a nossa vida de membro da classe trabalhadora, que tem o desejo de fazer coisas diversas - culturais, sociais, esportivas - mas que, em geral, após sua rotina de venda de sua força de trabalho, não lhe sobra muito de suas energias para as atividades várias que deseja. A vida quase que se resume na sua profissão, na sua tarefa de subsistência.
Esse sofrimento dos membros da classe trabalhadora é um sofrimento silencioso. O sistema é feito para fazer com que os trabalhadores se sintam eles próprios culpados por não estarem sempre por cima, em todas as atividades, em todos os meios sociais. Os membros da classe trabalhadora, na verdade, têm a obrigação de subsistência de si mesmos e de seus dependentes. E, no meu caso, por mais que algum crítico superficial me venha com a alegação que "sou diretor" em uma empresa, com boa remuneração, no fundo sou escriturário de banco e estou na função por um período determinado e continuo sendo o que sou, e voltarei a estar escriturário daqui um tempinho.
É uma loucura como essas coisas são montadas socialmente pelo poder hegemônico. As empresas e corporações que definem a ideologia dominante, incluem nela como os trabalhadores devem se vestir, como devem se comportar, o que devem possuir para estarem na onda, na moda, para serem aceitos em seus meios sociais etc. O que lhes pagam de salários e benefícios, por outro lado, em geral não permite que eles se adequem às exigências impostas pelo próprio sistema. Os bancos, como exemplo do setor que trabalho, exigem certas coisas de meus colegas para serem gerentes de contas ou cargos comissionados e, às vezes, depois de meus colegas nessas funções se organizarem a si e família para certo status quo, os bancos simplesmente lhes tiram a função comissionada, voltando os trabalhadores a ganharem pouco mais que o piso da categoria profissional. E vai explicar para eles que eles não são capitalistas e sim trabalhadores, bancários!
É um sistema louco (capitalismo), de uma sociedade doente, que caminha para o esgotamento dos recursos do planeta em que vivemos.
A divagação por onde me enveredei não foi vã porque o mundo todo é interligado e está conectado, apesar de sermos apenas mais um ser mamífero racional em meio a tudo isso. Qualquer merda que se faz nos cantos do mundo, eu sinto a consequência também.
Lutei tanto nos últimos quinze meses de meu novo trabalho para chegarmos no momento que chegamos, de busca de solução para a empresa em que sou gestor, e nas próximas semanas definições ocorrerão de alguma forma para seguirmos com nossas tarefas. Eu coloquei todas as minhas capacidades intelectivas e energias para organizar a melhor correlação de forças possível entre nós trabalhadores e o patrão, gestor conosco na entidade em que atuo.
Eu aprendi quando cheguei eleito no movimento social, lá no final de 2002 e início de 2003, que mobilização e greve não podem tudo, mas podem muita coisa, mudam a perspectiva de resultado numa peleja entre capital e trabalho. O que fiz em defesa da empresa que administro e em nome dos trabalhadores que represento desde o ano passado, foi organizar essa perspectiva melhor de negociação com unidade entre as entidades representativas do funcionalismo hoje em relação ao ontem, quando as discussões sobre os rumos da entidade de saúde estavam somente no âmbito interno da empresa.
Estou com a consciência leve de saber do roteiro que ajudei a construir e ao mesmo tempo estou circunspecto pela ansiedade em ver que final haverá para a solução de nossa causa pela entidade de saúde que dirigimos representando associados.
Imaginem se seria simples em meio a tudo isso que vivi o ano todo, como um dos timoneiros, ter corpo e mente disponíveis para aumentar a capacidade física em correr distâncias nas ruas de nosso mundo...
Os dias seguem, e se aproxima o dia 11/10/15. Será que o desfecho terá um final feliz como nas corridas de São Silvestre, que até o momento deu tudo certo nas sete provas em que me meti a correr? Não sei, mas o espírito persistente continua o mesmo.
William Mendes
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Forrest Gump: destino? Acaso? Correndo, refletindo.
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| Forrest Gump. |
Refeição Cultural
Os últimos dias têm sido muito estressantes em meu trabalho. Na semana anterior, as longas jornadas diárias me fizeram passar o final de semana prostrado de cansaço.
Se as cargas físicas e emocionais fossem sazonais, nossa psique aguentaria sem drama. Mas o trabalho que desenvolvo é de estresse ininterrupto, semana a semana. Foi assim esses três dias de segunda, terça e quarta.
Hoje, quando foi 18 horas, saí do trabalho, desliguei o celular e cheguei a minha casa desesperado para colocar um tênis e sair para a rua, fosse para caminhar ou correr. Meu Tendão de Aquiles do pé direito não está bom já faz uns 13 dias.
Comecei a correr pelas alamedas da região que moro e logo pensei na cena do clássico Forrest Gump. Insisti em correr mesmo com o tendão estando sensível. Corri 7k em 44'.
Existe destino ou fazemos nosso destino? Coincidências ou acasos?
Coincidência? Cheguei da corrida, tomei banho e deitei no sofá para descansar. Assim que minha esposa clicou nos canais, lá estava ele, o filme Forrest Gump, no começo.
Hoje, o filme me emocionou várias vezes. É como estou: sensível como meu tendão.
Esse filme é um dos melhores filmes que conheço. A cena em questão, que citei acima, é a cena em que Forrest Gump ganha um tênis de sua amada Jenny, em uma de suas voltas do mundo (ela sempre vai embora).
Após um dos melhores dias de sua vida ao lado da amada, Forrest acorda sozinho de novo. Desolado, ele senta na varanda, olha para o horizonte e sai para correr. E correu; correu; correu.
Forrest correu 3 anos, 2 meses, 14 dias e 16 horas. Ele queria correr (entendo que precisava correr). Ele diz em suas reflexões que iam em seus pensamentos sua mãe, o tenente Dan Taylor, o amigo Bubba e, principalmente, sua amada Jenny.
Parece que minha vida atual me exige que eu coloque um tênis e corra, corra, corra. Acho que é para esquecer as coisas e poder olhar o amanhã, o futuro. Prosseguir.
Em outro momento em que Forrest fala sobre seu tempo nas estradas, nos mares e correndo, ele está descrevendo para Jenny o que viu pelos belos lugares por onde passou. Desertos, montanhas, oceanos. Jenny diz que gostaria de ter estado lá, e Forrest lhe explica que ela estava lá!
No leito de morte de sua mãe, ela explica a Forrest que está morrendo e que isso faz parte da vida. Ela fala sobre o conceito de destino, questionando esta lógica de que as coisas estão dadas. Explica que a vida é como uma caixa de chocolate, pois nunca se sabe o que vai se encontrar. Deixa a lição ao filho para aproveitar as oportunidades e fazer o seu destino.
O tenente Dan já abordava o destino de forma mais determinista. O que está escrito no destino, tem de ser.
Forrest termina refletindo sobre os dois conceitos e pensa que pode ser as duas coisas. Pode haver o destino e pode haver o acaso, e então fazemos o nosso destino.
E eu, que penso?
É duro de definir. Como tenho uma mente curiosa, um espírito filosófico, sempre me peguei pensando nisso, mas desde muito adolescente.
E não acho possível ter posição conclusiva.
Minha vida toda foi como uma caixa de chocolate...
Quando olho como fui parar nas coisas onde parei, fazer as coisas que fiz, as veredas que andei... nos dá muito a pensar! Muito!
Hoje precisava correr. Durante a corrida, lembrei das reflexões que o filme Forrest me traz. O acaso me colocou na frente o filme de Forrest. Agora vou dormir.
Não concluo nada sobre destino, sobre acasos.
A vida é muito parecida com uma caixa de chocolate.
William Mendes
Post Scriptum: se eu fosse falar da trilha sonora do filme, então... seria uma belezura, porque a trilha do filme é o mundo!!!
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Poema - Diário: 230915
Madrugada.
Estava na janela da sala.
O dia foi muito estressante.
Ouvindo o silêncio da madrugada candanga.
Sentindo o cheiro característico da relva seca de Brasília.
Aqui, agora, aprendi a olhar mais o céu. Árvores. Sair do automático.
Respiração profunda. Sinal de atenção.
Cismando, pensando nos meus, nos propósitos.
Olhando tudo do ponto de vista do agora,
posso ir dormir o sono pesado do cansaço físico.
Posso ir dormir o sono leve da consciência do ser.
Sobrinha, parabéns nesta terça.
Mãe, boa sorte nesta quarta.
Irmã, boa sorte nesta quinta.
Pai, estamos fazendo o possível.
Vocês aí. Eu aqui. Filho e esposa aqui.
Estamos fazendo o possível
por todos os entes queridos.
Madrugada.
Silêncio. Sentido. Relva seca.
Vamos dormir.
O sono leve e pesado
da consciência
do possível
do ser.
William Mendes
domingo, 20 de setembro de 2015
Diário - 200915
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| Às vezes, há caminhos. Às vezes, não há caminhos... E mesmo assim, caminhamos! |
Refeição Cultural
PRA ONDE CAMINHAMOS?
Domingo acabando.
Gostaria que amanhã fosse domingo para descansar um pouco mais.
Neste fim de semana, li um artigo muito bom de Slavoj Zizek sobre o capitalismo global, a questão dos refugiados africanos, dos países árabes e asiáticos e os portões fechados nos países da Europa para eles.
Hoje li um capítulo do livro de Alfredo Bosi, Ideologia e Contraideologia. O capítulo abordou as formas de ver o nascimento, crescimento e morte de nações, com os filósofos Condorcet, Vico e Hegel. Visões da história humana de forma mais linear, num avanço permanente; com avanços e retrocessos, voltando às barbáries ancestrais; e de forma espiral, voltando ao passado, mas com saltos para outras etapas.
Comecei a postar no Blog uma síntese do capítulo como fazia antigamente, mas o dia acabou e abortei a postagem. Não dá mais para fazer isso. Infelizmente.
Hoje corri um pouco e assisti também ao programa Planeta Terra, que sempre me põe a pensar muito sobre o mundo e os seres humanos. Depois vi outro programa sobre a origem do planeta Terra e da vida no planeta.
O sistema capitalista e os rumos que a humanidade está tomando com o esvaziamento dos valores humanos de amor, amizade, fraternidade, solidariedade e mais respeito com as diferenças, além do consumo dos recursos do Planeta, muito maior do que o necessário por causa do modelo de produção capitalista, está nos levando a uma rota perigosa de extermínio dos seres humanos e da natureza como a conhecemos.
É o que eu penso.
Vamos para mais uma semana representando nosso papel nesse planeta extenuado pelo uso inapropriado por parte dos humanos.
William Mendes
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sábado, 12 de setembro de 2015
Opinião: É tempo de decisões, ações e firmeza nos compromissos de classe
Refeição Cultural
Chego aos finais de semana tão esgotado que preciso de recolhimento total para recompor meu corpo e mente para a nova semana que virá no front de batalha. É isso sim, a vida, a nossa vida, é um eterno front de batalhas. Há que se ter vigor e compromisso para seguir todos os dias até o fim de nossos dias.
A época que vivemos, em que sou apenas um ator social a mais na turba, na urbe, é uma época de aparente transição. Aparente porque toda época é de transição de algo que está dado para algo que virá. E cada ator social tem um papel a desempenhar, principalmente os que se põem em posições de representação dos trabalhadores no enfrentamento ao status quo dos capitalistas, donos do mundo.
Nesse Tabuleiro de War, meu papel está muito bem delimitado. Sou gestor eleito pelos trabalhadores em entidade de saúde. Juro a vocês que o meu front de batalha conseguiu ser mais intenso que o que vivi como dirigente sindical por mais de uma década.
São diversos problemas e adversários contra nossos projetos em benefício de uma Caixa de Assistência de autogestão, focada em saúde e não em lucro e, no entanto, para todo o sistema capitalista em que vivemos, onde saúde é negócio, a nossa entidade não existir seria o melhor para os capitalistas, e o pior para os associados da Cassi - e parte desses sócios beneficiários não têm a mínima noção disso.
História na luta de classes é repleta de exemplos sobre os efeitos para a classe trabalhadora de rupturas de projetos populares e reorganização das máquinas capitalistas
Houve uma época de transição antes da 1ª Guerra Mundial e então veio o caos e a tragédia humana: o caos e a mortandade durou de 1914 até 1945. Houve uma época de transição antes do golpe civil-militar no Brasil em 1964; foi a mesma época dos seguidos golpes nas Américas do Sul e Central, derrubando governos democráticos e instalando ditaduras sanguinárias em benefícios de certas famílias e donos do mundo daquela época: a mortandade da classe trabalhadora durou dos anos 50 até meados dos anos 80 nas Américas.
Neste momento, estamos em aparente transição do período de certa paz institucional, ou seja, dentro de regras mínimas da chamada democracia burguesa, para novas rupturas e golpes civis e militares, planejados e financiados pelos mesmos grupos empresariais e políticos de sempre: os donos do poder econômico e do mundo.
Houve, a partir do final dos anos 90, um certo esgotamento e descrença das massas ao serem sacaneadas, exploradas e arrasadas pelos donos do mundo. Isso fez com que os povos latino-americanos passassem a votar nos partidos e líderes populares como Hugo Chaves, Lula da Silva, Mujica, Rafael Correa, Evo Morales, os Kirchner, Fernando Lugo, Dilma Rousseff e Michelle Bachelet até mais recentemente reelegendo Dilma e Bachelet, dentre outros projetos menos identificados com o capital e ordens imperialistas. Todos eles mais voltados para a soberania nacional e contrários a tornar seus países quintais dos impérios Norte-Americano e europeus.
Com o início da nova crise capitalista no império americano, com a quebra do Lehman Brother e o novo crash a partir de 2008, na chamada crise dos subprimes, entramos na fase atual de disputa de hegemonia no mundo. Os Estados Unidos tiveram participação na destruição de vários países árabes, com o único objetivo de instalar suas corporações no controle dos poços de petróleo do Oriente Médio. Tudo em nome da "democracia" e "libertação dos povos". O papel americano ajudou a transformar países e nações milenares em terras de caos e guerras civis.
Nesta disputa de hegemonia, tudo indica que o foco agora são os governos democráticos e populares, identificados com os povos trabalhadores e originários da América do Sul. Os americanos querem os poços de petróleo da Venezuela e do Brasil. A desculpa para manipular as massas vem através dos meios de comunicação das famílias burguesas locais - burgueses lacaios e vira-latas históricos do imperialismo. É a velha e antiga lógica de derrubar governos populares por "corrupção" e "democracia em risco". É nojento, é antigo, funciona há séculos para destruir projetos de libertação e soberania nacional nas ex-colonias desses mesmos impérios, mas funciona que é uma beleza. Afinal, quando foi que se ensinou educação política nas grades escolares?
O papel dos partidos de esquerda, sindicatos de trabalhadores e movimentos populares
Nesse histórico acima, o papel obrigatório dos partidos de esquerda e sindicatos de trabalhadores é organizar as massas e fazer formação política para os momentos decisivos no embate entre capital e trabalho, nas disputas de projetos entre classe trabalhadora e donos do mundo.
Neste exato momento, compete aos partidos de esquerda, aos sindicatos e, sobretudo, à presidência da república, eleita em disputa acirradíssima em outubro de 2014, se posicionarem em defesa do projeto que o povo elegeu.
A presidenta Dilma Rousseff e seus assessores políticos - aqueles que estiverem comprometidos com o projeto original eleito -, precisam efetivamente mudar a postura conciliatória com a oposição partidária e lacaios do capital nacional e internacional porque ela se mostrou ineficaz. Esses grupos de interesse não querem conciliar, querem derrubar o governo e acabar com as conquistas e avanços que nosso lado da classe trabalhadora obteve nos últimos 13 anos.
Nosso lado, que elegeu Dilma Rousseff com 51,64% dos votos válidos (54,5 milhões), está de saco cheio de ser vilipendiado pelos arranjos políticos frustrados entre o governo e as oposições, acordos de conciliação tentados legitimamente pelo governo pela tal governabilidade. Ela não veio.
Presidenta Dilma, antes de interromperem o seu governo de forma "institucional" pelas regras do legislativo e ou por novas invenções nas instituições da democracia burguesa, dê-nos um sinal de escolha de lado e vamos para o enfrentamento popular com mobilizações e nas formas pacíficas previstas contra essas organizações que ganham corpo e incentivam o caos e as formas mais vis de intolerância e fascismo. É sua tarefa, presidenta, escolher um lado, o que a elegeu, e tentar reorganizar o enfrentamento ao golpe.
Os sindicatos e movimentos populares devem sair do marasmo e cobrar da presidenta Dilma a posição de sair para o enfrentamento. Porque neste momento, não há sequer clima e foco em organizar a resistência ao golpe em andamento. Os sindicatos e movimentos deveriam estar nas bases falando sobre isso. Mas aí está o problema: como está a representatividade e o diálogo com os trabalhadores? Com quantas pessoas cada um dos milhares de dirigentes sindicais conversam olho no olho durante a semana? Rede social e internet não servem de forma efetiva e eficaz para formação política classista. Não servem!
Sigo oferecendo minha vida e energia à tarefa para a qual fui eleito
Eu me angustio com o cenário político que observo em meu país e no mundo. Nosso lado da classe trabalhadora está perdido e não consegue sequer organizar os trabalhadores para o embate mais difícil que teremos desde que saímos aqui nas Américas do Sul e Central daqueles anos terríveis das ditaduras entre os anos 50 e 80.
Minha contribuição na formação política dos trabalhadores que represento tem sido e seguirá sendo, desde junho de 2014, cortar o país a qualquer custo para falar olho no olho com as pessoas que tiverem interesse em nos ouvir a respeito do que estamos responsáveis: a gestão da Caixa de Assistência. Meu foco não poderia ser outro que fazer o debate político, ideológico e técnico no campo da saúde, na gestão da saúde sob a ótica do interesse dos trabalhadores, numa disputa de modelo e de interesses em um setor de bilhões de reais. E podem acreditar, esses interesses não são os dos trabalhadores.
É nisso que estou pondo todas as minhas energias, minha vida. Não sobra tempo algum para outro front de batalha. Esse que estou é do tamanho do mundo também. Acreditem!
É por isso que quando termina a semana estou tão esgotado, é porque fiz o possível durante as horas existentes dos dias para ser técnico, para ser político, e para não perder a minha característica desde que iniciei na representação dos trabalhadores: ir às bases que represento e falar olho no olho com as pessoas.
Eu acredito que nos debates, nos argumentos é possível mudar a opinião das pessoas, mostrar outro ponto de vista e agregar mais trabalhadores em nossa luta diária contra um sistema que escraviza os seres humanos: o sistema capitalista.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi
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segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Classe média? Isso não existe no Capitalismo.
(releitura em 16/12/17)
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| Operários, Tarsila do Amaral. (1933). |
Não existe classe média. Isso é um conceito vazio no sistema de exploração capitalista.
Um bancário, um metalúrgico, um professor, um funcionário público concursado, enfim, trabalhadores com uma renda um pouco acima do salário mínimo do país (quando há) costumam ser chamados de classe média. Classe média uma ova!
Tira o emprego desse metalúrgico, desse bancário, desse professor, desse funcionário público, que assim que acabarem suas economias, se eles as tiverem, eles serão números no exército de reserva do capitalismo para venderem sua mão de obra a quase nada, para pagarem as contas da casa (se tiverem uma), para comerem.
No capitalismo existem duas classes: a dos capitalistas exploradores, que compram a mão de obra, e a dos trabalhadores, que vendem a mão de obra, suas horas de trabalho, seus corpos, suas energias vitais.
Os governos do PT, nos mandatos presidenciais conquistados neste início de século XXI, aumentaram a distribuição de rendas e os empregos. A consequência foi mais trabalhadores com renda e uma economia interna mais ativa.
O índice de desemprego herdado por Lula em 2002 era cerca de 12%. Com o PT os índices chegaram quase ao pleno emprego e hoje beiram os 7%. Com a crise mundial e a crise construída pela oposição aos governos do PT e ao Brasil, a denominada "classe média" pode voltar a ser dezenas de milhões de miseráveis da classe trabalhadora sem emprego, sem renda e sem o que manter a si mesmos, que tivemos e vivemos no Brasil até 2002.
Essa é a minha opinião.
William Mendes
Bancário, classe trabalhadora.
Post Scriptum (16/12/17):
Golpe de Estado aplicado no Brasil em 2016 e a leitura que fiz acima sobre a tal "classe média" começa a se mostrar como realidade. Desemprego gigante, destruição do país pelos golpistas, e os milhões de incluídos nos governos do PT estão pelas ruas e em busca de empregos que não lhes darão as condições que tiveram antes (os golpistas aplicaram reformas que destruíram os direitos de mais de um século de lutas). Agora as regras para ganhar algum sustento são semelhantes à escravidão...
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domingo, 30 de agosto de 2015
O prazer e a felicidade pessoal através das corridas
Refeição Cultural
A corrida de rua é um dos esportes mais democráticos do mundo. É uma das atividades físicas mais acessíveis a qualquer pessoa, de qualquer classe social e para pessoas com qualquer tipo de constituição física, guardados os cuidados e acompanhamentos necessários para os inícios de jornadas.
Voltei a correr com regularidade em outubro do ano passado, ao começar meu treinamento para a São Silvestre daquele ano.
Iniciei o ano corrente com alguns objetivos pessoais nas corridas. Aliás, essa é uma das características mais legais das corridas: corremos para nós mesmos, para nos superarmos, superarmos nossos limites físicos, nossos tempos nos percursos. Tirando algumas dezenas de corredores profissionais nas provas oficiais, as multidões correm por prazer e por superação pessoal.
Como ia dizendo, meus objetivos pessoais nas corridas para 2015 são bem definidos por mim: um deles é ganhar resistência e condições físicas mais adequadas para suportar meu trabalho. É sério! Percebi que sem uma preparação física e psicológica especial, eu quebraria no meio do caminho (mandato).
Em relação aos objetivos específicos de provas de ruas, meu objetivo no ano é correr a primeira meia maratona (21,1k), superando meus limites de 15 km de distância nas São Silvestres.
Ao entrar o segundo semestre deste ano, decidi me inscrever na Meia Maratona de Florianópolis em 11 de outubro. Preparei um treinamento possível para minha rotina de trabalho e estou focado nele. Serão 18 treinos entre 12 de agosto e a semana da prova.
10k no Eixão foi de felicidade pura!
Acordei bem cedo neste domingo para cumprir meu treinamento. Hoje foi dia do treino 7/18 e no meu programa estava lá o longão de 10 km.
No sábado fiz alimentação um pouco mais adequada para quem vai correr no domingo e também decidi levar água desta vez.
Acordei 6:30h, fiz uma refeição e saí uma hora depois.
Iniciei a corrida muito concentrado na passada e na respiração. Eu nunca uso aparelho com música porque sou contrário a isso. Os corredores devem se concentrar em si mesmos e no espaço ao redor.
Passei pelo Bacen (de onde voltei no treino 3 - 6k), passei pelo BB e BRB (de onde voltei no treino 5 - 8k) e fui pro lado Norte do Eixão. Dei meia volta lá no prédio dos Correios. Moro na 110 Sul, de onde saí.
Fiz 30' de ida e 30' de volta. Meu ritmo nos 10k está muito, mas muito bom para mim e para meu histórico. Não senti fadiga. Não faltou energia. O Tendão de Aquiles voltou a ficar sensível só ao final do percurso.
Foi uma corrida de muito prazer e muita felicidade!
Estamos firmes para nossos desafios...
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domingo, 23 de agosto de 2015
Caminhamos para a incomunicabilidade
Refeição Cultural
Tenho vontade e até me sinto na obrigação de falar o que penso a respeito de muitas coisas e acontecimentos que se passam ao meu redor. Quis ser alguém em alguma área do conhecimento humano e atuar em função daquilo como, por exemplo, dar aulas, porque sempre gostei de estudar e aprender, e acabei sendo o que sou: trabalhador bancário, escriturário concursado do Banco do Brasil.
Me interessavam muitas áreas do conhecimento humano e quis me aventurar nelas: literatura e linguagem, história, geografia, filosofia, ciências, humanidades, matemática, áreas de esporte e saúde, áreas jurídicas e econômicas. Se as veredas que andei por necessidade tivessem coincidido, teria passado a vida lendo, produzindo conhecimento e tentando passá-lo adiante.
Já as representações políticas e sociais foram mais por acaso. Me parece que é assim com quase todos que se pegam eleitos em algo. Querendo ou não, nos pegamos envolvidos em questões sociais quando não aguentamos ver injustiças e coisas erradas acontecendo ao nosso redor: foi assim comigo e com boa parte dos militantes de algum movimento social: quando vemos, estamos no movimento estudantil, no movimento no seu bairro, na sua igreja, no seu condomínio, no local onde trabalha, e por aí vamos.
Hoje gostaria de falar sobre alguns temas, mas não vou: os riscos na política em meu país e os riscos de quebra nas regras democráticas; sobre a questão do domínio das máquinas sobre os seres humanos, que estão virando gado ou baterias como no filme "Matrix"; sobre o quanto eu me incomodo (ia falar odeio) em depender de qualquer tipo de tecnologia ou informática, bem ao estilo do personagem do filme "Eu, robô".
Mas ao mesmo tempo que queria escrever, falar minha opinião sobre várias questões sérias para a humanidade e para o povo do meu país e do meu mundo, eu sinto um desejo imenso de não falar nada. De ficar em silêncio e dizer só o necessário, só o que for de minha obrigação pelos contratos sociais que tenho.
O mundo caminha para uma incomunicabilidade que nos levará a barbáries e guerras. O mundo das redes sociais que substituíram as relações ancestrais de humano/humano e o toque e olho no olho por mundo virtual é o caminho da degradação do gênero humano.
Preferiria só me comunicar ao vivo, como fiz em meu trabalho no último mês, quando viajei milhares de quilômetros para estar frente a frente com algumas dezenas de associados que represento em três estados brasileiros (quatro, na verdade), mas infelizmente é no inverso que viveremos todos: estamos na dependência de alguma rede de comunicação controlada por uma máquina ou alguém.
Somado à incomunicabilidade humana, estaremos todos individualmente catalogados por empresas e governos. Somos bilhões catalogados...
É assustador para quem já tomou consciência disso.
William
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domingo, 16 de agosto de 2015
Diário - 160815 (treinos para Meia Maratona)
(releitura em 16/12/17, sábado)
Refeição Cultural - Correr... porque a vida deve ser boa
Fim de semana em Brasília, Capital de nosso País. Domingo de Sol.
Hoje, saí para correr pela primeira vez no Eixão - rodovia principal que corta o Plano Piloto de Brasília de uma ponta a outra (as Asas Sul e Norte). Aos domingos, ele fica fechado para o lazer dos cidadãos. Corri 6 km e gostei do local.
Para cumprir meu planejamento lá do início do ano, quando defini que neste ano correria minha primeira meia maratona, não restou outra opção que não fosse escolher uma prova neste semestre e me inscrever. Vou correr a Meia Maratona de Florianópolis em outubro. O tempo não é muito longo para adaptar meu condicionamento para isso, mas vamos conseguir.
Vou montar minha planilha "do possível" para conseguir chegar ao condicionamento apropriado no dia 11 de outubro.
Já mudei algumas coisas neste ano. Faz uns dois meses que mexi um pouco na alimentação, cortando alguns alimentos fritos e gordurosos e escolhendo outros. O resultado esperado foi atingido em semanas. Estava com quase 75 kg em junho e hoje estou com pouco mais de 70 kg.
Agora, é manter a disciplina porque isso fará diferença em meu condicionamento físico para corridas. E também porque a disciplina me fará aguentar a carga violenta de estresse na área em que atuo como representante eleito pelos trabalhadores.
Fiquei com uma boa esperança no treinamento de longão aos domingos no Eixão, porque ele tem a característica dos locais de meia maratona. Será muita transpiração nas horas de folga e foco nos objetivos, já que nada é tão fantástico quanto a capacidade de superação de nós seres humanos.
A ideia da preparação física para suportar minha primeira meia maratona, e com as dificuldades cotidianas por minha agenda de trabalho muito intensa, é dar resistência ao meu corpo com longão aos domingos e um treino mais leve durante a semana, no dia e hora que der. Alimentação adequada e espero que possa dormir minimamente neste período.
TREINAMENTO PESSOAL PARA MEIA MARATONA
Quarta 12/08 treino 1 (DF)............ 4k 25' 19º
Sexta 14/08 treino 2 (DF)...............5k 31'30" (noturna)
Domingo 16/08 treino 3 (DF).....longão 6k 38' 23º
Quarta 19/08 treino 4 (DF).............5k 28'40" - (noturna)
(cara, depois de três dias de muito trabalho, cheguei depois das 21h e saí decidido a manter minha meta. A corrida foi muito importante! Fiz o menor tempo até hoje no percurso)
Domingo 23/08 treino 5 (DF)....... longão 8k 48' 23º
(Felicidade pura! Acordei cedo, escolhi o tênis; lanche leve e ida pro Eixão. Saí concentrado para correr. Na primeira vez, semana passada, corri até o prédio do Bacen. Hoje, passei por ele com tempo menor 1'30". Corri até depois do BB e BRB. Voltei concentrado na respiração e pisada. Calor aumentando. Correu tudo bem! Estou leve! Fechei com uma deliciosa água de coco. Estamos no caminho!)
Terça 25/08 treino 6 (DF)............... 5k 32' (noturna)
(Ufa! Não foi mole, mas é transpiração... depois de um longo dia de trabalho na Cassi, e sabendo da agenda da semana, optei por fazer uma corrida regenerativa com trote leve, e quase às 23h. Meus tendões de aquiles estão sensíveis. Estou de olho neles. Mas beleza! Vamos adiante)
Domingo 30/08 treino 7 (DF)........ longão 10k 60' (Calor)
(Treino fantástico! Fiz em 60' a corrida, indo pelo Eixão de casa até os Correios. Veja matéria aqui)
Quinta 3/09 treino 8 (SP)............ 5K 30' Pq. Continental
(Corrida em Osasco. Foi para matar saudades de correr no parque. Aliás, passei muito estresse no dia anterior em reuniões de trabalho e acordei travado pela manhã e com dor de cabeça. A solução foi por um calção e ir correr. Estou com ritmo bom. Voltei bem melhor para casa e saí para mais um dia de tensões. Mas o dia foi bem melhor)
Domingo 6/09 treino 9 (SP)........... longão 12k 74' (Frio)
(Treino realizado com sucesso! Muito feliz! Acordei no frio de SP e fui para o Pq. Continental. Decidi correr no circuito de 500 metros. Seriam 24 voltas. Concentração total lembrando da matéria que li dias atrás. Em corridas longas é fundamental manter ritmo constante e economizar energia. Desde o início, concentração total na respiração e na passada. Fora de mim mesmo, só a curtição do canto dos pássaros: muitos sabiás, bem-te-vis, periquitos e maritacas. Doze voltas pra um lado, com subidas, doze voltas pro outro. 37' e mais 37'. Acho que estou conseguindo o melhor ritmo em minha vida. Descansar e pensar o próximo treino :^)
Quarta 9/09 treino 10 (DF)................. 5k 32' (trote leve)
(Transpiração e determinação: esse é o meu lema! Vamos combinar, heim! Como é difícil vencer o cansaço e a preguiça para levantar cedo depois de trabalhar até meia-noite... mas cumprir meu treinamento é vital. Se eu não cuidar dessa morada que me carrega, lascou-se! Coloquei tênis e saí para uma corrida regenerativa de 5k na manhã fria e nublada de Brasília. Vamos pra luta!)
Domingo 13/09 treino 11 (DF)...... longão 13k 81' 23º
(Manhã de domingo após sábado chuvoso em Brasília. Acordei um pouco cansado porque a semana foi estressante. Tinha na planilha um longão de 10k, mas resolvi tentar correr mais porque está chegando o dia da prova e estou longe do percurso necessário. Cheguei ao Eixão às 10h e saí para correr. Pensei em correr 13 ou 14k. Ainda na ida comecei a sentir o Tendão de Aquiles do pé direito incomodando. Resolvi virar lá no quilômetro 6 e voltar. Mentalizei muito para estabilizar a pisada, a passada e manter o ritmo e a economia de energia. Foi difícil, mas consegui passar da linha de chegada e correr mais 1k para superar limite. Preciso me cuidar esta semana para recuperar o tendão. MESMO ASSIM, FIZ O MELHOR TEMPO DE MINHA VIDA PARA OS 13K 81' (6'14"/km)). Falta pouco para 11/10 e ainda estou em dúvidas sobre conseguir percorrer os 21k lá na prova. Para dificultar, meu trabalho está mais estressante que nunca... PERSISTIR, TRANSPIRAR E SER SÁBIO NA LEITURA DE MEU CORPO)
Domingo 20/09 treino 12 (DF)............5k 32' 27º
(Não corri no meio de semana por dois motivos: meu Tendão de Aquiles doeu a semana toda e fiquei muito preocupado em não haver tempo para a recuperação. Cheguei a mancar uns dois dias; e porque a semana de trabalho foi de só não trabalhar ao dormir umas 5 horas/dia. Cheguei a Brasília na manhã de sábado tão cansado que não poderia correr neste fim de semana. Acabei só tendo coragem no domingo à tarde em arriscar correr um trote de 5k para sentir se meu Tendão está um pouco melhor. Deste jeito que tenho trabalhado, não vai dar... que fazer? Pelo menos deu certo a corrida e vamos ver se na semana de trabalho toda em Brasília, a rotina melhora e consigo dormir mais e me alimentar melhor. PERSISTENTE EU SOU, MAS ESTOU ULTRAPASSANDO OS LIMITES FÍSICOS NO TRABALHO...)
Quarta 23/09 treino 13 (DF).........7k 44' 27º (noturna)
(Cheguei do trabalho bem estressado. Coloquei tênis e saí para correr, apesar da sensibilidade e dor do tendão do pé direito. Leia AQUI postagem do dia)
Quinta 24/09 treino 14 (DF)..........4k caminhada (noturna)
(Novo dia de estresse necessitando sair e ao menos andar. Andei uns 45' concentrado em meu calcanhar para não forçar a barra e torcer por uma melhora gradativa. Estou fazendo muito alongamento no tendão para ver se melhora)
Sexta 25/09 treino 15 (DF).......... 5,5k 32' 28º (noturna)
(Foi algo diferente. Meu filho e eu saímos para uma corridinha leve. Aproveitei o convite e fizemos uma volta no local onde corro. Após a companhia de meu filho, acabei seguindo e dando mais duas voltas. Meu tendão estava bem estabilizado. Que legal! Estou treinando meio baleado, e no ritmo de "cada dia com sua agonia". Se tudo correr bem e eu lá no dia da meia maratona correr e completar, será meu maior feito no ano)
Segunda 28/09 treino 16 DF....... 3k 21' 21º (manhã)
(Depois de um fim de semana sem desejo de correr, por causa do tendão e cansaço, acordei e saí para correr um trote leve e caminhar um pouco)
NA MANHÃ DE 29/09 ao acordar, tomei uma decisão difícil, ouvi os sinais de meu corpo e abortei o treinamento e a tentativa de correr a meia maratona. Leia aqui a postagem.
William Mendes
Post Scriptum:
Ao reler e diagramar novamente a postagem, senti emoção ao recordar o quanto foi difícil atingir o objetivo de correr a minha primeira e única meia maratona, em SC.
Ao final da postagem, declaro inclusive que havia desistido da corrida dias antes porque eu havia sofrido muito durante a preparação. Eu vivia um tempo complicado no trabalho, não dormia, estresse nas alturas, e com dores nos tendões.
Fui para Florianópolis mais por ir e porque já tinha feito programação inclusive de trabalho na Cassi SC e acabou que fui para a prova e completei.
Foi um momento de super-homem.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Diário - 120815
Hoje terminaram minhas férias de dez dias. Foram tão curtas!
Não li livro algum, só algumas dezenas de páginas de Las venas abiertas de América Latina, de Eduardo Galeano.
O alumbramento possível nestes dias foi visitar e conhecer as ma-ra-vi-lho-sas Cataratas do Iguaçu. É algo para poucas palavras e muitas sensações no momento, no instante. Foi uma excelente ideia de minha esposa e companheira. Fui conhecer as Cataratas aos 46 anos de idade. Foram somente 4 dias, mas valeram a pena. Recomendo a tod@s.
Após cumprir neste mês de agosto minha caminhada anual (Romaria) de Uberlândia até Água Suja (75 km) e já ter andado uns 100 km até agora, retomei hoje o treinamento de corrida.
Como é importante termos na vida desafios pessoais no horizonte, para nos ajudar a ter equilíbrio nos problemas do dia a dia, lembrando que temos coisas a cumprir, tanto no campo profissional, de militância, bem como pessoal, me inscrevi para a minha primeira meia maratona neste semestre.
A partir de hoje, tenho dois desafios pessoais a vencer na área das atividades físicas: treinar para conseguir correr 21 km da Meia Maratona Caixa de Florianópolis em outubro e fechar o ano com a participação em mais uma São Silvestre, onde meu objetivo será fazer o melhor tempo em minhas oito participações.
E olha que os desafios como gestor eleito em uma entidade de saúde que vive um momento difícil, como todo o setor de saúde enfrenta, exigirá muito de mim em todos os sentidos. Mesmo assim, eu tenho que cuidar de minha saúde para estar disponível para minhas tarefas como ser humano e cidadão envolvido em muitas frentes.
É isso. Vou buscar equilíbrio na alimentação, nos exercícios físicos sempre que sobrar um tempinho, vou estar muito centrado no emocional e no racional e faremos o bom combate.
William Mendes
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Romaria de Uberlândia a Água Suja 2015
| Momento final de caminhada. Falta pouco pra cidade. |
Refeição Cultural
Tenho que escrever um pouco sobre a minha caminhada de Uberlândia até a cidade de Água Suja, realizada na última sexta-feira, 7 de agosto.
Estou dando um tempo com redes sociais, rede mundial de computadores e postagens já faz alguns dias. Estou precisando desses instantes de recolhimento dessa loucura que virou o nosso mundo real, sendo pautado, manipulado e destruído por alguns donos de tudo nos meios de comunicação, meios que têm a capacidade de alterar a vida real por um mundo virtual (dizem que a internet é um meio caótico, mas é bem menos do que pensam por aí - na verdade, tudo no mundo virtual é muito bem planejado e direcionado).
A Romaria 2015
Fiz a caminhada novamente sozinho neste ano. A exceção boa e diferente em minha vida de caminhante foi em 2014, quando meu filho decidiu ir comigo.
Meu filho fez também a Romaria neste ano, pela segunda vez. Veio a Uberlândia com um amigo e depois ouvirei dele o que ele sentir desejo de narrar.
Saí do bairro Alvorada às 17 horas para fazer os cerca de 75 km. Faz muito tempo que não saía tão tarde. Mas foi tudo devidamente planejado. Dormi um pouco, logo após almoçar. A estratégia deste ano era não ter sono durante as 12 horas noturnas e caminhar bem para faltar pouco ao amanhecer.
Não foi noite de Lua boa. Foi Lua Minguante, que apareceu lá pelas duas horas da manhã.
Preparei bem meus pés com esparadrapos, porque o receio era grande. Não trocava o tênis da Romaria desde 2013, porque em 2012 usei outro e me arrebentei todo. Em 2011, 2013 e 2014 foi incrível não ter bolhas.
A estrada estava com um bom volume de gente ao longo da caminhada e tinha muitas barracas de ajuda. Ano passado, fiz com a estrada deserta e foi bem tenso.
Faz tempo que não caminhava por tantas horas ao ritmo de minhas músicas antigas gravadas em fitas cassete. Meu aikman é um aparelho trambolhão de 1987 e funciona com pilhas. Nunca o troquei pelas mídias modernas, pois ele é um marcador de tempo porque tem que virar a fita a cada lado (30 minutos). Além disso, me tira do automatismo ao andar cansado. Ele me faz sair do estado catatônico. (lembram de Lawrence da Arábia e os beduínos atravessando o deserto... caiu do camelo, já era...)
| Raras fotos desta vez. Esta é da Alvorada, na estrada, por volta de 6:30h da manhã de sábado. |
- De Uberlândia ao Rio Araguari (16 km)
Foi tranquilo. Escureceu cedo. Parei em uma barraca e comi um lanche. Cheguei à ponte às 20:15h. O tênis que escolhi se mostrou um pouco duro, mas por sorte protegi bem os pés.
- Do Rio Araguari ao antigo Posto Triângulo (+ 11,5 km = 27,5 km)
Também caminhei bem. Estava muito focado. Céu estreladíssimo! Pés em bom estado. Cheguei na referência às 23h. Coloquei blusa. Sem ouvir música até ali.
Preparei meu aikman e duas fitas cassete para andar até o próximo ponto madrugada adentro.
- Do Posto Triângulo (desativado) até o Posto N. Sra. da Guia (+ 10 km = 37,5 km)
Andei num ritmo muito bom. Não tive sono. Os pés estavam estabilizados. Quase não parei em barraca de ajuda. Calculei chegar umas duas horas e cheguei à 1:20h. Ouvi música da boa: Cranberries, Aerosmith, Metallica, The Verve, Rolling Stones, AC/DC, Deep Purple etc...
Meu ritmo estava bom, mas na parada senti leve queda de pressão. Passou.
| O amanhecer foi emocionante. Eu estava bem. |
- Do Posto N. Sra. da Guia até a Barraca de Ajuda na Antena (+ 11 km = 48,5 km)
Troquei as fitas cassete, concentração total, e peguei a estrada para andar até a Antena. Saí às 2h e calculei chegar depois das 5h (cheguei 4:45h). Caminhei bem, não tive sono. A luz vermelha da Antena estava desligada e isso, psicologicamente, fez um efeito incrível. Todo ano, sabemos que quando se avista a luz ao longe, se anda anda e anda e gasta mais de uma hora para chegar. Com a luz apagada, eu estava num ritmo esperando a visão da luz e quando dei por mim, lá estava a barraca. Foi legal.
Ao chegar, ao invés de entrar na fila para tomar a famosa sopa, acabei procurando um canto para deitar alguns minutos em meio à multidão, porque a pressão baixou de novo. Fiquei na Antena até às 6h da manhã. Não passei frio este ano. Tomei a sopa reconfortante e saí para outra caminhada mais longa ainda. Os pés estavam muito bons e não estava sentindo cansaço muscular!
- Da Antena até o Posto Santa Fé (+ 12,5 km = 61 km)
Saí da Antena antes do amanhecer e calculei que chegaria depois das 9h da manhã. Com fitas novas, ouvi a trilha sonora do filme Forrest Gump e muito mais rock do bom: The doors, Pink Floyd, U2, Kiss, Van Halen, The Cure, The Cult (Edie) etc...
Caminhei bem pacas! Cheguei ao Posto Santa Fé às 8:30h. Sem sono, sem bolha. O amanhecer foi lindo!
Este ano, não estive muito pra fotos e vídeos. Não tirei a máquina da mochila até que vi a Alvorada e então decidi registrar.
| Foto: Alvorada no caminho de Água Suja. William Mendes |
- Do Posto Santa Fé até o Atalho nos Eucaliptos (+ 6 km = 67 km)
E, de repente, o cansaço bateu pesado! Sol fortíssimo no rosto... Saí às 9h do posto para caminhar até o Atalho. O corpo sentiu.
Por um lado, realizei o planejado de pela primeira vez não reduzir tanto o ritmo de caminhada entre a saída e a chegada, porque saio andando uns 5,5 a 6 km por hora e termino andando a 3 km por hora, todo estropiado; desta vez, andei no mesmo ritmo da saída, depois de percorridos 50 km. Por outro lado, deu uma quebrada geral indo para o Atalho. Custei a chegar.
Cheguei ao Atalho às 10:40h e a pressão caiu de novo. Tive que deitar uns 30 minutos para me recuperar e sair para o último trecho.
Neste último trecho ouvindo minhas velhas fitas cassete, fechei com chave de ouro: Dire Straits - Sultans of Swing, The Verve - Bittersweet Synphony, Metallica - Mama Said, Smashing Pumpkins - Tonight, Tonight etc...
- Do Atalho até a Cidade (+ 8 km = 75 km)
Cheguei por volta de meio-dia e meia à cidade. Fiz um tempo muito bom neste ano: 19 horas e meia. Não tive bolhas, não tive sono. Dei sorte em pegar o ônibus logo para voltar à Uberlândia. E mesmo assim, fui chegar quase às 17 horas para descansar.
| A chegada à cidade e à Igreja de N. Sra. da Abadia de Água Suja - MG. |
Reflexão final
Fiz um planejamento ousado, mas consciente, para a caminhada. Fiz uma caminhada concentrada, firme e exigente. Meu corpo e mente responderam. Lidei com os momentos difíceis na caminhada como consequência do que defini. Foi duro. Fui duro.
Refleti muita coisa, muita coisa mesmo. Os tempos estão e serão duros em minha vida pessoal, profissional e para o meu querido e amado país. Estou firme para cumprir meus desígnios e não tombarei fácil para nenhuma dificuldade.
Meu coração está leve. Não tenho ódio como tinha no passado. Mas sou feito do mesmo barro de sempre. Meus valores seguem os mesmos. Sou a favor dos pobres, da classe trabalhadora. Este é o meu lado, é de onde sou.
Seguimos.
William
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William Mendes
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Treinei o que pude em julho, agora é a Romaria...
Diário - 310715
Hoje termina o mês de julho de 2015. O mês de agosto que chega exigirá sabedoria, resistência e capacidade de superação. É o que eu acho.
Procurei neste mês, conciliar alguns treinamentos físicos com longas jornadas de trabalho. Busquei não comer os excessos de gordura, açúcar e sal que destrói a saúde das populações do mundo. Fiz o mesmo com bebidas: quase zero de álcool. Quero e devo me cuidar pra resistir aos desafios que tenho e cuidar dos meus entes queridos.
Agosto é o mês que pego a estrada para fazer minha caminhada anual lá em Minas Gerais. São cerca de 75 km andando, refletindo e testando meus limites. Vai dar tudo certo, acredito.
CORRIDAS POSSÍVEIS EM JULHO
1. Quarta 1º (DF)..............5k 30' 15 graus, noturna
2. Domingo 5 (DF)...........5,5k 35' calor, muito seco
3. Terça 7 (DF)..................7k 42' 15 graus, ritmo intenso
4. Quinta 9 (DF).................4k 25' 15 graus, trote
5. Domingo 12 (DF)............4k 25' 24 graus
6. Quinta 16 (DF).............7,5k 47' 18 graus, boa corrida
7. Domingo 19 (DF).........5k 32' 22 graus, trote preguiça
8. Domingo 26 (DF)..........5,2k 34' 28 graus, calor
9. Segunda 27 (DF).............4k 26' alguns exercícios
10. Sexta 31.......................8k caminhada fecha o mês
Corri no mês 47,2 km em 9 saídas e fechei hoje com uma caminhada de 8 km. Julho foi difícil como têm sido todos os meses anteriores. É o que virou minha vida de longas jornadas de trabalho como Diretor de Saúde da Cassi.
Ter feito esse percurso de corridas no mês foi por ser obstinado e para cuidar do nível de meu colesterol ruim (LDL) que aumentou um pouco depois de um ano de estresse no trabalho atual.
Em compensação, passei a escolher melhor, pela primeira vez na vida, as coisas que como: evito algumas e pego outras, para cumprir as sugestões do programa de Estratégia Saúde da Família, que participo pela nossa Caixa de Assistência. O resultado foi diminuir meu peso, depois de muitos anos tentando em vão.
É cuidar de mim mesmo o mínimo possível porque os tempos já estão sendo e serão duros para todos nós num mundo em crise de valores e movido a ódios.
William
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