sábado, 8 de agosto de 2026

Lendo as memórias do Zé Dirceu (3)



Refeição Cultural

LITERATURA POLÍTICA 


Sigo lendo o livro de memórias do companheiro Zé Dirceu. E sigo na torcida por sua plena recuperação do câncer descoberto recentemente. 

A morte repentina do professor Lejeune Mirhan (1956-2026), na quinta-feira 6, me deixou com uma tristeza imensa. 

Conheci pessoalmente Lejeune na Afabb-SP em dezembro, lhe dei meu livro de memórias sindicais e até conversamos sobre a possibilidade de imprimir meus livros com ele. 

Que figura inspiradora o professor Lejeune! Queria contribuir com as causas do povo como ele fez a vida toda. E que humanista! Um homem otimista e que sempre acreditou na humanidade. 

Professor Lejeune Mirhan, estará sempre presente entre nós!

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9. CLANDESTINO!

A volta ao Brasil, a angústia e o temor de passar os dias sabendo que pode ser capturado a qualquer momento 

"Repito: não foi sem sentido histórico e sem memória que elegemos a resistência armada. Foi sem sentido temporal e sem a compreensão dos erros de 1935 e dos acertos de 1961, esta é a questão." (p. 121)

Zé Dirceu avalia que sempre houve rebeliões e insurreições populares no Brasil. Cita várias no capítulo. O relato sobre os assassinatos de quase todos os companheiros é duríssimo. Volta a Cuba em 1972. 

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10. SIM, EU VOLTEI

Uma nova temporada em Cuba e a volta ao Brasil como clandestino e dono de uma alfaiataria 

Zé Dirceu nos conta a respeito de sua volta ao Brasil para viver com outra identidade até 1979. Ele viveria no Paraná como Carlos Henrique.

Ele também fala de Ana Corbisier, que viveria clandestina como Maria, em Salvador. Li o livro dela "Clandestina" e vi sua palestra ano passado.

O capítulo é um retrospecto da história do Brasil nos anos setenta. Percebe-se os cem livros que Zé Dirceu estudou para escrever suas memórias. Erudição incrível!

Até essa parte do livro, foi minha terceira leitura: 2018, 2024 e agora. 

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11. PEQUENOS NEGÓCIOS, PEQUENAS EMPRESAS 

Como o dono do Magazine do Homem virou o "Carlos da Clara"

Zé Dirceu se torna pai, nasce em 1978 José Carlos, Zeca, filho de Clara Becker. 

Ele se reaproxima de São Paulo através da família Abramo, que não via há dez anos. 

Com o fim do AI-5, a sociedade civil avança nas lutas pelo fim da ditadura, que ainda duraria muitos anos, até 1985.

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Comentário final 

As memórias do Zé Dirceu são as nossas memórias, vejo ali a vida de muita gente como a gente, vejo meus pais ali nos anos sessenta e setenta, vejo amigas e amigos do movimento sindical. Me vejo nas memórias como personagem que deu sequência às lutas do povo brasileiro nos anos oitenta, noventa e neste início de século. 

Sigamos lendo, estudando e pensando formas de contribuir para as causas coletivas e populares. 

O mundo pode ser diferente, pode ser melhor. 

William 

08/08/26

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