Refeição Cultural
Neste sábado de manhã, participei da campanha de Fernando Haddad 13 e Marina Silva 180, em Osasco. A passeata e os atos de fala foram muito bons.
O companheiro Zé Dirceu iria à tarde ao nosso diretório do PT no Butantã. Acabei não indo a um segundo evento político no dia.
Bom, pelo menos li mais um capítulo de suas memórias no final do dia.
---
23. O PT REJEITA O "FORA FHC"
O caminho começa a se abrir para Lula tornar-se presidente da República
Cada capítulo do livro é uma aula de história do Brasil, incluindo os bastidores do poder, um luxo para os leitores.
Zé Dirceu nos relembra o Plebiscito Nacional da Dívida Externa, mais de 5 milhões de pessoas participaram e 90% disse não às questões colocadas (p. 305).
O ano de 2001 foi decisivo para o Partido dos Trabalhadores. O 12° encontro e o 2° Congresso definiram o partido para as eleições de 2002 e seguintes.
Os leitores ficam sabendo dos bastidores da construção da chapa Lula e José Alencar, algo possível devido aos eventos citados acima, na direção do partido.
O PT realizou o PED (Processo de Eleições Diretas) e Zé Dirceu foi reeleito presidente do partido.
"(...) Ganhei com 55% dos votos no primeiro turno. Pela Democracia Socialista, Raul Pont, deputado estadual, federal, ex-prefeito de Porto Alegre, obteve 17,23%; pela Articulação de Esquerda, Júlio Quadros, outro gaúcho, obteve 15,17% e as candidaturas independentes de Tilden Santiago, deputado federal por Minas, 7,6%; Berzoini, futuro presidente do PT, 2,82% e Markus Sokol de O Trabalho, 1,63%." (p. 314)
Zé Dirceu afirma que aquele PED causou uma reviravolta na dinâmica das tendências e no debate petista.
"(...) A verdade nua e crua residia no seguinte: as tendências se opunham e se opõem à eleição direta porque perderam o poder de restringir o PT a um partido exclusivo de militantes, congelando e ossificando a vida partidária. Era a concepção, sempre presente, de partido de vanguarda." (p. 314)
E finaliza o capítulo abordando o resultado do 12° Encontro em Recife, que na minha leitura é ainda hoje a essência do partido.
"(...) Com maioria segura, aprovamos uma resolução no limite do momento político e histórico. Com o título 'Um outro Brasil é possível', na esteira do Fórum Social Mundial e das lutas antineoliberais, a resolução apontava para uma ruptura necessária com o neoliberalismo, o modelo concentrador de renda, a submissão ao FMI, a dolarização da dívida interna, a desregulamentação financeira, a abertura de mercados. Defendia o controle de capitais externos, o reinvestimento no país, a taxação das remessas e dividendos. Mas não aprovamos duas posições: a suspensão do pagamento da dívida externa e a reestatização das empresas privatizadas." (p. 314/315)
---
Comentário final
Essa forma de ler livros e escrever sobre as leituras é bastante trabalhosa. Faço isso neste blog há quase duas décadas. É uma maneira de aprender melhor, para mim mesmo, e uma contribuição aos leitores desta página de cultura.
Talvez por isso eu tenha tantos livros iniciados e não terminados em minha história de leituras. Tudo bem!
Assim como esse livro fantástico do Zé Dirceu, tenho diversos outros que preciso de muita disciplina e força de vontade para terminar a leitura.
Enfim, estou meio cansado por esses dias, meu corpo está sem energia. Talvez seja a natureza atuando num corpo com um percurso severo ao longo da existência.
Vamos encerrar a postagem. Se as leitoras e leitores forem de São Paulo, peço votos para Luna Zarattini 1302, Marcolino 13310 e em Lula e Haddad, e para Marina 180 e Simone 400, senadoras.
Se vocês estiverem em outros estados, votem em candidaturas progressistas, que pensem no povo trabalhador e não em seus algozes. Votem na esquerda, em candidaturas ligadas ao projeto liderado pelo presidente Lula.
William
29/08/26


Nenhum comentário:
Postar um comentário