domingo, 14 de julho de 2024

Cedoc do Refeitório Cultural (4)



Refeição Cultural

Estou organizando meus materiais de cultura: coleção de livros, revistas, mídias audiovisuais e outras fontes de informação que fui adquirindo por ter interesse nos temas e que tanto posso ter utilizado como também nunca ter conseguido desfrutar do material.

Muitas das mídias audiovisuais adquiri sabendo que não conseguiria ver no momento da aquisição. Elas seriam úteis caso eu precisasse de material sobre determinado tema.

A Coleção História Viva, distribuída no Brasil pela Duetto, é um desses casos de materiais que nunca assisti. Vendo neste momento do viver os 12 DVDs, agora que não estou vendendo meu corpo e minhas horas de trabalho para algum capitalista ou governo, diria que tenho um material excepcional sobre a história do mundo.

Ao ver cada episódio do documentário sobre os "Grandes dias do século XX", acabei aproveitando e escrevendo algum comentário ou impressão sobre o que vi.

Segue abaixo o tema tratado em cada DVD e um link com o texto que fiz no blog. Antes, transcrevo o cabeçalho de apresentação dos DVDs.

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"Mais completa série de documentários sobre a história contemporânea já lançada em DVD, a coleção "Grandes dias do século XX" apresenta a crônica da Era dos Extremos em 12 volumes. Todos os episódios mesclam rigorosa pesquisa histórica com as mais modernas técnicas de edição. Narrativas claras, recursos sonoros sofisticados e imagens raras de época tornam a coleção uma rica memória visual do nosso tempo."

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GRANDES DIAS DO SÉCULO XX

- Episódio 1: Primeira Guerra Mundial (comentário aqui)

- Episódio 2: Revolução Russa (comentário aqui)

- Episódio 3: Ditadores - Ascensão do fascismo (comentário aqui)

- Episódio 4: Guerra Civil Espanhola - Prelúdio da tragédia (comentário aqui)

- Episódio 5: Segunda Guerra Mundial - Partes 1 e 2 (comentário aqui)

- Episódio 6: Segunda Guerra Mundial - Parte 3 & Dia D - O desembarque aliado na França (comentário aqui)

- Episódio 7: Êxodo - Nascimento de Israel (comentário aqui)

- Episódio 8: Gandhi - Fim de um império (comentário aqui)

- Episódio 9: Budapeste - Comunismo com tanques (comentário aqui)

- Episódio 10: De Gaulle - A França no mundo (comentário aqui)

- Episódio 11: Extremo Oriente - Últimos imperadores (comentário aqui)

- Episódio 12: Kennedy - Sonho Americano (comentário aqui)

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Seguimos organizando o cedoc do Refeitório Cultural enquanto estudamos e adquirimos novos conhecimentos.

William 


Post Scriptum: a postagem anterior sobre o cedoc pode ser lida aqui.


Diários e reflexões (2)



Refeição Cultural

Osasco, 14 de julho de 2024. Tarde de domingo.


KENNEDY - SONHO AMERICANO

Com esse documentário, termino as sessões com os 12 DVDs da Coleção História Viva, da série "Grandes dias do século XX", uma produção audiovisual dos anos oitenta, comercializada no Brasil pela Duetto.

Foram aproximadamente 13 horas de documentários com imagens de época abordando momentos que marcaram a história da sociedade humana no último século. A qualidade do material é excelente.

Para mim, o material audiovisual é muito bom para ser visto após o estudo aprofundado de cada um dos temas abrangidos. Por exemplo, após ler um ou vários livros sobre alguma das guerras tratadas nos episódios, ver o documentário ilustraria de forma complementar o estudo feito com livros.

Excelente material. Fará parte de meu centro de documentação, meu cedoc do Refeitório Cultural.

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Sinopse:

O século XX testemunhou a ascensão política e econômica dos EUA, reforçada durante e após a Segunda Guerra Mundial. Como defensor da democracia e do capitalismo, o país imprimiu seu ritmo ao mundo graças também a seus presidentes, seja por meio das realizações inspiradoras de Franklin Delano Roosevelt, seja pelo carisma e talento de John F. Kennedy. A curta presidência de Kennedy traduziu o momento brilhante pelo qual a América passava, em anos marcados por muito idealismo, entusiasmo, elegância, cultura e poder. Sua morte fortaleceu ainda mais o mito americano.

O episódio está dividido nos seguintes capítulos: "O início", "O sonho americano", "Roosevelt" e "O fim de Kennedy".

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Cena do documentário "Kennedy - Sonho Americano",
da Coleção História Viva, Grandes dias do século XX.

OS ESTADOS UNIDOS NUNCA SERÃO EXEMPLO DE DEMOCRACIA: JÁ NASCERAM COMO PLUTOCRACIA E NÃO VEJO CHANCES DE UMA DEMOCRACIA EXISTIR LÁ ALGUM DIA

Eu separei uma imagem de uma pessoa norte-americana de dezenas de anos atrás porque achei que ela poderia ter sido feita hoje lá nos Estados Unidos. A expressão de ira da cidadã de uns setenta anos atrás não é diferente de uma expressão de ira dos norte-americanos hoje, um país dividido e à beira de uma guerra civil.

Nesta semana, tivemos um dos candidatos à presidência dos Estados Unidos da América - Trump -, sofrendo um ataque a tiros em um comício. Ele está bem, segundo as informações dos noticiários. A plutocracia dos norte-americanos terá como novo governante Biden ou Trump, um ou outro, o outro ou o um... entendem?

Um foi acusado de ser o promotor da tentativa de golpe de Estado, invasão do Capitólio etc por não aceitar o resultado das eleições passadas. É acusado de um monte de coisas - não pagar impostos, questões sexuais, traição etc. Já foi condenado em um dos estados do país. Mas pode concorrer normalmente, pode ser eleito e presidir o país sendo um condenado.

O outro é o atual presidente. Ele tem recebido diversos pedidos para se retirar do processo eleitoral por suspeitas de estar com alguma doença degenerativa ou cognitiva. Disse dias atrás que só abandona o processo eleitoral se deus pedir isso a ele. 

São assim as eleições nos Estados Unidos da América.

Imagino que deva ser difícil para um cidadão norte-americano ter que escolher entre um Trump ou um Biden, sabendo que o país já teve alguém como Franklin D. Roosevelt...

Para quem estuda um pouco de história, sabemos que aquele país é responsável por grande parte das guerras que o mundo sofreu nos últimos duzentos anos. Os caras têm milhares de ogivas nucleares e, no momento, estão promovendo diversas desestabilizações de governos e países no mundo porque sua hegemonia está em risco.

As coisas não vão acabar bem para nós no mundo, se todos os desejos daquela plutocracia se realizarem...

William


Diário e reflexões



Refeição Cultural 

Osasco, 14 de julho de 2024. Domingo. 


EXTREMO ORIENTE - ÚLTIMOS IMPERADORES 

A história da caminhada da espécie animal homo sapiens é uma história de violência mesclada com solidariedade em gestos individuais. É a impressão que tenho ao estudar a história. Temos em cada ser humano o melhor e o pior de nossa espécie. Um humano é a miniatura da própria natureza física. Somos a possibilidade para coisas extraordinárias, e somos também semente das maiores barbaridades.

Ao assistir aos documentários da Coleção História Viva, com imagens de época em cada tema abordado, imagens do início do século passado, passei dias pensando na nossa caminhada humana até o momento em que estamos. Eu diria que não me surpreendo com a atual conjuntura olhando para trás.

Este foi o penúltimo episódio da coleção. Essas preciosidades ficaram guardadas nos meus amontoados de mídia por um longo tempo. Por sorte a pátina do tempo não deteriorou o material e ainda pude vê-lo. O tempo muda tudo, mas o tempo para esse material andou devagar, felizmente.

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Sinopse:

Os dois milenares e tradicionais impérios do Oriente, China e Japão, enfrentaram mudanças políticas radicais no século XX. Guerreando entre si por anos, experimentaram perdas de toda ordem. Não bastasse, o Japão entrou em choque com democracias capitalistas na Segunda Guerra Mundial. Já a China, se viu confrontada com o comunismo, a que aderiu mais tarde. Para as populações de ambos os países, mudar era um imperativo da história. Ou os orientais aprendiam a fazer concessões e a conviver com novos regimes, ou seu fim seria melancólico - como, de fato, foi para extensas linhagens, representantes da nobreza de tempos que jamais retornariam.

Este episódio está dividido nos seguintes capítulos: "O Japão e a China", "Os domínios da China", "A República Popular da China" e "Mao deixa a presidência".

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CENAS DANTESCAS DE VIOLÊNCIA E A HIPOCRISIA DOS HOMENS NAS GUERRAS 

Os japoneses massacraram chineses em 1937 na guerra de invasão... estamos falando de colonialismo. Dezenas de milhares de crianças, mulheres e idosos assassinadas a sangue frio na Batalha de Nanquim. Milhares de estupros. Um horror!

Um tempo depois, os japoneses parceiros dos nazistas e fascistas (o Eixo) são massacrados pelos norte-americanos e ingleses, os aliados. Os EUA lançaram duas bombas atômicas matando quase meio milhão de japoneses e lançaram Napalm em Tóquio, matando novamente centenas de milhares de pessoas. Assim são as guerras... 

Mao Tsé-Tung e os comunistas venceram a guerra civil na China: Chiang Kai-Shek foge para Taiwan. Depois de unir o país, os chineses atuam para libertar os coreanos dos japoneses invasores. Guerra civil na Coreia. Com intervenção de comunistas e capitalistas, coreanos se dividem em Norte e Sul. O saldo em vidas perdidas foi alto: dois milhões de mortes. 

Um tempo depois, para combater o comunismo na Ásia, os Estados Unidos que massacraram os japoneses, mudam a estratégia e voltam a dar poderes ao imperador derrotado Hirohito. O Japão será o grande aliado dos capitalistas norte-americanos para combater chineses e coreanos ao Norte. 

Lá nos anos setenta (fevereiro de 1972), por diferenças entre URSS e China, Mao Tsé-Tung refaz relações diplomáticas e comerciais com norte-americanos e japoneses. Socialismo e capitalismo se juntam por interesses políticos e econômicos. 

Violência e hipocrisia... talvez os principais atributos da espécie humana.

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SEM DETERMINISMOS, SEGUIR ESTUDANDO E FAZENDO HISTÓRIA

Estamos aqui, sou uma unidade dessa espécie contraditória, perversa e destruidora e ao mesmo tempo solidária, criativa, com esperanças no amanhã. Por ser inteligente não posso ser determinista. Sei que somos seres históricos. 

Então, é seguir estudando, compartilhando conhecimento de forma gratuita e fazendo história.

William


sábado, 13 de julho de 2024

49 de 100 dias



49. Me aproximo da metade do período de existência de curto prazo que imaginei buscar sentidos e mudanças lá no dia 26 de maio (ler aqui). De lá para cá, pouca coisa fiz como imaginei acontecer.

Fiz exames do quadril e fiz exames de próstata para saber a natureza das dores na região e os possíveis cenários futuros. Comecei a mexer nas minhas coisas velhas para ver se organizo um pouco aquela zona pré-histórica na forma de amontoados em casa.

Não avancei muito em relação à busca de sentidos. Nem em relação às mudanças. Mas não desisti da ideia.

Sigamos procurando sentidos e mudanças.

William

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Professoras Ione e Roseli.
A profissão mais nobre do mundo!

Post Scriptum: Ontem à noite, estivemos num ambiente de árabes e palestinos aqui em São Paulo, para dar um abraço em uma amiga professora, Roseli, que completou 60 anos de idade. Ela sempre foi uma referência para nós, militante do Partido dos Trabalhadores desde quando eu era um adolescente despolitizado. Parabéns, companheira Rô! (hoje, os sionistas do governo de Israel mataram mais de 90 palestinos na Faixa de Gaza. Expresso minha solidariedade à causa dos palestinos)


Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 13 de julho de 2024. Sábado.


DE GAULLE - A FRANÇA NO MUNDO

Na sexta-feira não consegui ver um episódio da série "Grandes dias do século XX". Ao ver este sobre Charles De Gaulle e a história da França no século passado, eu fiquei pensando o quanto a gente não sabe nada de história. 

Essa nossa ignorância sobre a história do mundo facilita muito a vida da extrema-direita fascista, que atua para desinformar as pessoas e recontar a história com narrativas mentirosas e absurdas. No Brasil, somos todos em geral vítimas de sistemas de educação feitos para não educar as pessoas.

Ao me politizar e me tornar representante eleito da classe trabalhadora no início dos anos dois mil, fui percebendo que uma das minhas tarefas enquanto liderança de um segmento de pessoas era estudar muito sobre a história do Brasil e da classe trabalhadora, sobre quem nós éramos e atuar diariamente para dar noções sobre as coisas para os meus colegas de classe. Noções.

Vivemos num mundo de pessoas sem noções. Não é por maldade ou vontade delas. Ao se mudar a cultura estabelecendo um novo aculturamento sem referências, sem limites, numa total anomia na vida social, as pessoas passam a não ter noção de nada. Vivemos uma desordem social e mundial.

A realidade material e a vida cotidiana impõem às massas uma agenda de consumo de temas focados em prazeres físicos e psicológicos imediatos. Coisas para capturar os desejos das pessoas. No capitalismo isso se intensificou de forma extraordinária. 

Por isso a imprensa tradicional era chamada de 4º poder (talvez fosse o 1º) e por isso as empresas de plataformas digitais conhecidas como big techs são as donas dos desejos e das almas dos bilhões de humanos hoje.

A vida em sociedade é dominada por quem define a pauta e a agenda da comunidade. Já era assim localmente sem a tecnologia de comunicação global (internet), imaginem agora que plataformas como o Google, o Facebook ou o Instagram conseguem invisibilizar um tema importante para a classe trabalhadora e colocar na agenda uma nulidade qualquer que pautará o que todos vão se interessar por horas ou dias ininterruptamente... 

Com essa realidade atual, tenho a impressão que a história (como ciência) e a cultura estão num momento ruim da história humana. Com a pós-verdade, o que será verdade no presente e futuro?  

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Sinopse:

Depois de liderar a resistência francesa contra os invasores nazistas na Segunda Guerra Mundial, Charles De Gaulle desponta como líder do governo provisório com grande popularidade. Era o primeiro passo da trajetória política do homem que se tornaria um dos grandes estadistas do século XX. Com uma gestão forte, nacionalista e conservadora, ele reergueu a economia de seu país e restabeleceu o poder político da França na Europa. Seu legado permanece vivo e sua história se tornou patrimônio do pensamento político contemporâneo.

Este episódio está dividido nos seguintes capítulos: "A trajetória de Charles de Gaulle", "A tragédia argelina", "Europa" e "O direito dos povos".

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SERÁ QUE A FRANÇA DE DE GAULLE NÃO TERIA VERGONHA DA FRANÇA DE MACRON

O episódio sobre a França e De Gaulle foi de descobertas e curiosidades, foi de preencher lacunas culturais, um verdadeiro momento de "refeição cultural" como se pretende o blog.

Apesar de ter noções de história geral, do Brasil, e da classe trabalhadora brasileira, o episódio foi de muitas informações novas.

Conferência de Yalta (Crimeia)

Muito interessante: o episódio começa com cenas da Conferência de Yalta com Churchill, Roosevelt e Stálin, representantes do Reino Unido, Estados Unidos e União Soviética, respectivamente. 

O narrador diz que o insulto jamais será esquecido. De Gaulle (França) não foi convidado para a conferência que poria fim à 2ª Guerra Mundial.

Fatos históricos importantes são citados no episódio: criação da OTAN; Pacto de Varsóvia; a data de referência do documentário é 1° de junho de 1958, De Gaulle volta ao cenário político da França após anos de retiro e silêncio; De Gaulle vira o 1° presidente da Quinta República. 

Descolonização 

Após os conflitos na Argélia, De Gaulle teve de lidar com as lutas de emancipação das colônias francesas. Político experiente, a solução menos sangrenta foi realizar disputas ideológicas através de referendos. 

Enfim, muito conhecimento novo. O documentário serviu para me lembrar da questão das noções. Percebi que não sei quase nada. Só um estudo dedicado me faria conhecer melhor a história da França. 

Hoje, aos 55 anos de idade, tenho algumas noções sobre a França e os franceses. Tenho algumas noções de história e geografia. Noções. 

Fico pensando se os franceses da geração de De Gaulle não teriam vergonha desse golpe mequetrefe que Macron aplicou no povo francês nesta semana que passou, ao não reconhecer sua derrota e de seu partido Juntos nas eleições legislativas nas quais as forças reunidas na agremiação de forças progressistas Nova Frente Popular fizeram a maioria de 182 cadeiras no parlamento, vencendo a extrema-direita de Marine Le Pen. Macron foi um cara de pau ao não reconhecer a derrota e acatar o voto popular.

Sigamos tentando aprender algo novo todos os dias. 

William 


sexta-feira, 12 de julho de 2024

48 de 100 dias



48. Hoje foi dia de adquirir novos conhecimentos. Participei de uma roda de conversa em nossa associação dos funcionários aposentados do BB sobre as big techs com o professor Sérgio Amadeu, da UFABC. 

A palestra e o debate foram essenciais para compreender melhor as chamadas "IA" e aperfeiçoar minhas impressões sobre o fim das democracias e o risco de transformação dos seres humanos nas baterias dessa matrix global neoliberal. Nós viramos commodities, somos a mercadoria dados, assim como existem as mercadorias soja, milho, minério etc.

Sérgio Amadeu reforça a explicação do neurocientista Miguel Nicolelis e do linguista Noam Chomsky de que não existe "Inteligência Artificial (IA)". Essas plataformas digitais trabalham com bancos de dados, são máquinas que analisam dados e desenvolvem padrões. Isso não tem nada que ver com inteligência. 

Uma criança de dois ou três anos é inteligente, essas "Machine Learning" não são. Uma criança desenvolve padrões com alguns dados, 3 ou 4, e uma IA precisa de milhões de dados para definir padrões. 

Exemplo: mostre 3 ou 4 chupetas a uma criança e ela desenvolverá o padrão sobre aquilo. Se você mostrar uma 5ª chupeta diferente, a criança já saberá o que é aquilo, como funciona e para que serve. 

E uma IA? Precisará de milhares ou milhões de modelos de chupeta (um dado) para compreender e desenvolver padrões, o que a criança faz com poucos dados.

Faz tempo que venho desenvolvendo reflexões sobre esse domínio das big techs sobre países e seres humanos. Algo precisa ser feito para salvar a humanidade e o planeta, pois isso tem relação absoluta com o capitalismo. 

Essas empresas de plataformas estão consumindo água e energia elétrica assustadoramente e vão continuar crescendo porque é da natureza do negócio. Aquilo que se conhece como "informações guardadas nas nuvens" são depósitos gigantes com milhares de computadores que precisam ser resfriados 24h por dia.

Os humanos alimentam essas máquinas com dados e a natureza com seus recursos escassos... e algumas espresas vendem acesso a esses dados (uns 10 humanos por trás). O domínio do mundo hoje pertence a umas 10 pessoas...

William 

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 11 de julho de 2024. Quinta-feira.


BUDAPESTE - COMUNISMO COM TANQUES

Vou caminhando para os últimos episódios da série "Grandes dias do século XX", a Coleção História Viva que tenho guardada comigo há muito tempo, sem eu nunca ter reservado um tempo para assistir aos 12 DVDs. 

Como digo em minhas reflexões, sendo apreciador de história e cultura desde jovem adulto, fui adquirindo materiais de estudo por desejo de saber e nunca tive tempo suficiente para apreciar os materiais que tinha em casa.

Não sou inocente hoje como talvez tenha sido antes de ter a oportunidade de me politizar como membro da classe trabalhadora sindicalizado e depois como militante nas lutas por direitos. Toda fonte de informação tem um viés, um ponto de vista, uma preferência política e ideológica no mundo humano. Esse material que estou vendo não é diferente.

Este episódio 9 deixa claro o viés da produção do audiovisual, um viés contra o comunismo e as experiências reais de socialismo que o mundo vivenciou no século XX. Não é por isso que eu, como um cidadão de esquerda, vou deixar de assistir e avaliar o material.

Sigo com a opinião que a qualidade da coleção é muito boa e as imagens que esses documentários reuniram são extraordinárias. Que interessante ter em casa uma coletânea dessas!

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Sinopse:

Com o fim da Segunda Guerra Mundial e o redesenho da Europa na Conferência de Yalta, o comunismo se estabeleceu na Hungria. A dureza do regime, porém, criou uma onda de descontentamento, que se materializou em uma insurreição, iniciada em 23 de outubro de 1956, em Budapeste. A URSS já não estava sob o comando de Stálin, morto em 1953. Mas o stalinismo ainda estava suficientemente entranhado no aparelho repressivo soviético para massacrar o movimento civil. A semente da liberdade, porém, havia sido plantada. Não demoraria para que Tchecoslováquia e Polônia também desafiassem Moscou, num claro sinal de que, cedo ou tarde, a Cortina de Ferro se abriria.

O episódio 9 se divide nos seguintes capítulos: "Josef Stálin", "Gomulka", "Sputnik" e "Dubcek".

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CAPITALISMO COM TANQUES

Vi com atenção o documentário sobre os países citados neste episódio dos "Grandes dias do século XX". O foco no stalinismo e na União Soviética e à "falta de liberdades" do lado contrário ao capitalismo etc. Pois é!

Será que tem uma série com o foco no "capitalismo com tanques"? Os Estados Unidos da América são os responsáveis por dezenas de guerras cruentas e mortíferas ao longo do século XX e no quarto de século atual, usando a desculpa da "liberdade" para tomar posse das riquezas dos países dos outros em benefícios deles próprios. Pois é!

Só a título de exemplo, na mesma época abrangida pelo episódio, abordando Hungria, Tchecoslováquia e Polônia em "busca de liberdade", temos no mundo o Vietnã em busca de liberdade e sendo massacrado pelas bombas dos Estados Unidos para implantar lá o capitalismo. E aí?

Tenho minha opinião e algumas impressões sobre a história da sociedade humana. E uma de minhas certezas é a de que o mundo não ficou melhor para a classe trabalhadora com o fim da URSS e com a supremacia única do capitalismo violento de estado dos Estados Unidos. Ficou bem pior a vida do povo no mundo com o domínio do 1% de poderosos capitalistas fdp sem limites para seus abusos contra a humanidade.

Com a experiência de vida que tenho hoje, como uma pessoa da classe trabalhadora do final do século XX e das primeiras décadas do século XXI, do período mundial conhecido por ter deixado de ser bipolar - Estados Unidos e União Soviética ou de dois modelos sociais: capitalismo e socialismo - e ter se tornado unipolar, só os norte-americanos mandando no mundo, vejo que a humanidade caminha a passos largos para o fim. E isso é culpa do capitalismo, isso é culpa em grande parte dos governos dos EUA.

Se quisermos ter uma chance como espécie de podermos ver sobre a história do século XXI e XXII lá no século XXIII, teremos que derrotar o capitalismo neoliberal e o imperialismo de uns poucos fdp decidindo destruir o planeta e a vida na terra para atender alguns desejos pessoais dessa gente egoísta, bárbara e perigosa.

É o que penso.

William


47 de 100 dias



47. Estava sonhando com o passado. Não queria isso. Antes de dormir, estava lendo sobre Eça de Queirós, movimentos literários, estudando cultura. Me iludi, pensei que enganaria meu cérebro pondo ele a pensar o presente com informações novas. Mas não. Como acontece há anos, ao dormir, volto ao passado. Estava no sindicato, estava num evento num auditório do sindicato com gente do sindicato. Como não controlamos sonhos, no meio da gente do sindicato estavam pessoas da família que não vejo há séculos. Passado. Tudo é passado. A gente da família misturada com a gente do sindicato tem algum sentido no cenário onírico dos sonhos sem sentidos. Coloquei o despertador porque vamos a um velório na família daqui a pouco. Talvez encontre gente do passado que tenha frequentado meu sonho de há pouco. Passado. Tento enganar meu cérebro. Não necessariamente enganar. Tento dar estímulos novos ao cérebro, estudo todos os dias. Mesmo aos 55 anos. Tento mudar tendências biológicas por conhecer um pouco das coisas. Não estou obtendo resultados satisfatórios pelo visto. Por mais que estimule meu cérebro, meu centro biológico do viver, minha essência se sobressai e o passado se impõe. É só fechar os olhos e perder o "controle" racional que acho que tenho sobre eu mesmo e pronto: de volta ao passado. Como escapar do passado? Num mundo sem futuro, talvez não tenha como fugir ao passado. Ou talvez a questão seja outra, a prisão seja outra: num corpo sem futuro, talvez não haja outra coisa que não seja o passado. Talvez por isso não adiantem os estímulos para o cérebro trabalhar com o novo. Ter lido sobre o Eça, algo do passado, não me parece o motivo de voltar ao passado toda vez que durmo nos últimos anos. Acontece o mesmo quando os estímulos são informações novas, uma língua japonesa, um estudo sobre geografia, um filme etc. Talvez o meu cérebro esteja se perdendo no passado para sempre. Que merda se for isso. O velório que vamos é de uma pessoa da família que faleceu após um processo de morte do eu, do cérebro, antes do corpo. Alzheimer. Tenho medo de morrer meu eu antes do meu corpo. Torço para que meu corpo morra antes do meu eu. É hora de me levantar e me aprontar para a tarefa da despedida e do consolo fraterno às pessoas mais próximas em laços com a falecida, a Esther. Meu cérebro raciocina ainda. Quando pensei em escrever este texto, raciocinando, meu cérebro avaliou se queria umas dez ou dezenas de leituras deste registro, por raciocinar, sabendo que pelo título e pelos algoritmos defino a quantidade de acessos ao texto. Escolhi o título da tendência de dez acessos, não dezenas. É um texto para os íntimos...

William (seguirei estimulando meu cérebro. Não estou preso ao passado porque quero. É porque estou preso)

quarta-feira, 10 de julho de 2024

46 de 100 dias



46. Deu trabalho concluir um artigo de contribuição para um livro coletivo sobre democracia. Quando a editora me perguntou se havia terminado o texto, expliquei a ela que estava com dificuldades porque não acho mais possível o exercício da democracia como nós fomos aculturados a conhecê-la, dados os fatos da realidade atual.

No artigo, eu vinha desenvolvendo essa ideia da impossibilidade quando, no domingo passado, vi o resultado das eleições parlamentares na França. Aquela virada linda dos partidos de esquerda e progressistas unidos ao "centro" para derrotar a vitória da extrema-direita xenófoba e racista me fez achar por um instante que minha argumentação estava prejudicada. 

Mas, então, já no dia seguinte de manhã, vi o presidente de direita ("centro" uma ova!) - Emmanuel Macron, representante do neoliberalismo, rejeitar a renúncia de seu parceiro Gabriel Attal como primeiro-ministro, e aí decidi seguir na argumentação do meu artigo. Com a tecnologia atual de manipulação de massas, não tem como evitar plutocracias no mundo, as democracias viraram utopias, como antes eram utopias sociedades e comunidades socialistas, comunistas, anarquistas e de autogestão.

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UMA DAS SITUAÇÕES MAIS FREQUENTES AO SE ENVELHECER É VER PARTIR AS PESSOAS QUE CONHECEMOS

Me lembro até hoje de quando li essa afirmação, certa vez, em uma entrevista a um escritor norte-americano, se não me engano Philip Roth. Eu fiquei com a ideia martelando na minha cabeça...

Depois que ouvi essa ideia que associa viver mais com frequentar mais velórios e ver partir mais pessoas conhecidas, já vi partir muita gente querida. Inclusive enfrentamos uma pandemia mundial que foi agravada no Brasil pela postura genocida do governante à época.

Recentemente perdemos tios queridos na família. Hoje, tivemos mais uma perda na família. Nesta quinta 11, estaremos juntos à família, confortando uns aos outros.

William


Post Scriptum: assim que fiz a postagem, fui pesquisar sobre o escritor que falou sobre a questão de conviver mais com a morte de pessoas conhecidas à medida que se envelhece e achei a informação em meu blog. Foi mesmo o Philip Roth: ver aqui.


Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 10 de julho de 2024. Noite de quarta-feira.


GANDHI - FIM DE UM IMPÉRIO

Vendo o 8º episódio da série "Grandes dias do século XX", da Coleção História Viva, fiquei pensando o quanto não sabemos nada do mundo, o quanto somos ignorantes a respeito de quase tudo. Não sabemos nada! E, mesmo assim, somos a espécie mais arrogante do planeta (talvez do universo, se houver vida lá fora).

A cada DVD com imagens de época, da primeira metade do século XX, mais admirado fico da qualidade e importância desse material audiovisual que tenho em casa. Se tivéssemos milhares de pessoas interessadas em conhecer a história igual temos milhões de pessoas interessadas em nonadas, poderíamos salvar a humanidade.

Que sei eu dos chineses e dos indianos? Que sabemos nós aqui do Brasil e das Américas sobre os mais de 4 bilhões de seres humanos que vivem na Índia e na China? Não sabemos nada sobre a metade da população mundial que habita esses dois espaços geográficos do nosso único e velho mundo. Não sabemos nada!

E quando vejo um documentário de pouco mais de cinquenta minutos e percebo o quanto sou ignorante sobre a Índia e seu povo, fico imaginando as demais pessoas do meu mundo, o Brasil, o quanto devem saber sobre esse povo e país... Eu não me considero um total ignorante, pois me esforço para ler e estudar história e geografia há décadas e, mesmo assim, vi que não sei nada. 

Imaginem vocês a enorme massa de gente que não sabe, não quer saber e que tem raiva de quem sabe alguma coisa sobre história e ciência... como se percebe na realidade material do mundo atual no qual se chega mais desinformação (fake news) do que informação para as pessoas e um mundo no qual se incentiva a total alienação e onde predomina a cultura da ignorância.

Sei não, acho que estamos lascados...

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Sinopse:

No começo do século XX, a Índia, uma das colônias britânicas mais relevantes para sua majestade, vivia uma fase de crescente insatisfação com a arrogante presença inglesa no país. Em meio a essa efervescência surgiu Mohandas Karamchand Gandhi ou, como seria imortalizado posteriormente, Mahatma Gandhi, um homem franzino que desafiou um império com desobediência civil e não-cooperação pacífica. Foram anos de jejuns, marchas e manifestações desconcertantes. O mundo nunca tinha visto um movimento assim...

O documentário se divide nos seguintes capítulos: "Império Britânico", "Boicote", "Paquistão" e "A independência".

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Gandhi venceu um império, mas
não venceu a violência.

UM PACIFISTA QUE VENCEU UM IMPÉRIO, MAS NÃO VENCEU A GUERRA E A VIOLÊNCIA

Pelo documentário sobre Gandhi, vi uma parte da história do mundo dos últimos séculos para cá. A Índia foi colônia do império britânico por mais de trezentos anos. Estamos falando de séculos de dominação europeia sobre a maior parte do mundo: continentes americano, asiático e africano.

O episódio 8 da Coleção foi um dos mais complicados de se ver até agora porque eu não conhecia muitas das informações histórias que havia ali a respeito da Índia. E olha que eu sempre gostei de história.

Em resumo, temos o seguinte: sua majestade estava levando a vida numa boa, explorando sua maior colônia. Os ingleses levavam as matérias-primas, tipo algodão, e especiarias para a Inglaterra e vendiam para o povo indiano as mercadorias manufaturadas na metrópole e umas 100 vezes mais caras do que a matéria-prima.

A Índia era um mundo milenar e de cultura muito diversa se pensarmos a cultura europeia. Havia cerca de 170 línguas e centenas de dialetos, um sistema com 5 castas e milhares de subcastas e centenas de reinados locais com marajás poderosos em cada um deles e milhões de pessoas miseráveis divididas pelas crenças: uma maioria de religião hindu (uns 80%), uma parte de religião islâmica (uns 15%), e uma parte menor de cristãos e outras matrizes.

BOICOTE - Gandhi liderou duas campanhas importantes pela independência do país. Conduziu seu povo a não comprar as roupas manufaturas na Inglaterra, incentivando o povo a fazer seu próprio tecido, o símbolo dessa luta era a roda de fiar. E fez o mesmo em relação ao sal, ensinando o povo a fabricar seu próprio sal. É famosa a Marcha do Sal.

Gandhi foi preso várias vezes pelo governo inglês, chegando a ficar mais de 6 anos na prisão. E é muito conhecido por fazer greves de fome como forma de protesto e luta.

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INDEPENDÊNCIA DA ÍNDIA E GUERRA CIVIL

Após décadas de lutas pela independência de seu país, Gandhi viu seu povo se matar em uma sangrenta guerra civil opondo hindus e muçulmanos, e o povo indiano se dividiu, ficando os hindus no território indiano e os muçulmanos no Paquistão.

Gandhi foi assassinado em 30 de janeiro de 1948 por um hindu insatisfeito com a política liderada por ele.

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COMENTÁRIO FINAL

As cenas finais do documentário, do povo indiano se matando numa sangrenta guerra civil, por ódio e intolerância entre hindus e muçulmanos me deixou deprimido.

O ontem e o hoje têm a mesma característica do que nós somos, um bando de animais ferozes e nada racionais. O ódio vem prevalecendo há anos, há séculos... há milênios.

Se me perguntarem qual a tendência de prevalência neste momento da história humana, dia 10 de julho de 2024 do século XXI, é evidente que a resposta que gostaria de dar seria de prevalência da paz e da solução pacífica das controvérsias.

Mas não é essa a resposta da leitura a partir da razão. Está prevalecendo a violência, a intolerância e a eliminação da alteridade como solução das controvérsias.

Acho que estamos lascados...

William


terça-feira, 9 de julho de 2024

45 de 100 dias



45. O feriado paulista foi de ficar em casa, num dia frio e chuvoso. O que fiz além de curtir um pouco de preguiça foi seguir assistindo à Coleção História Viva, uma série de 12 DVDs sobre "Grandes dias do século XX". Vi o 6º documentário, sobre os judeus e a história do Estado de Israel (comentário aqui).

Hoje mexi um pouco na minha estante de livros. Como quero organizar a coleção que tenho, separei alguns livros de literatura brasileira e portuguesa que já li e que fazem parte de minha história de leitura. Estou preparando a postagem sobre eles.

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AMENIDADES

Eu avalio que algumas postagens no blog não tenham muita serventia para eventuais leitores e leitoras de meus textos, pois são registros pessoais que me auxiliam na hora que busco informações sobre o passado.

No entanto, às vezes, parece que o comportamento dos acessos aos meus textos no blog confirma as teorias que explicam que as pessoas têm muito mais interesse por futricas e coisas da vida pessoal das outras pessoas do que por textos preparados para o compartilhamento de conhecimentos gerais. Isso é comum no blog. Textos educativos que dão muito trabalho para serem feitos têm pouco acesso. Textos desses do meu dia a dia, textos banais, têm muito acesso. Vai entender.

Enfim, esse foi um texto de auxílio à minha organização mental, uma amenidade. Porém, como vejo que uma dezena de pessoas leem diariamente essas minhas postagens amenas como se estivéssemos num bate-papo de boteco, fica aqui o meu respeito por vocês.

É isso. Abraços fraternos às leitoras e leitores.

Aliás, uma última questão: uma constatação me deixou meio bolado hoje ao ver uma reportagem sobre os 25 anos de inauguração da Sala São Paulo, na Estação Júlio Prestes. Cara, eu me senti muito mal por nunca ter ido lá. Que merda! Vontade não falta. Falta atitude! 

Vou resolver isso! A gente se vai num instante e acaba deixando de fazer algo tão simples de fazer que fala sério!

William


Diário e reflexões (2)



Refeição Cultural 

Osasco, 9 de julho de 2024. Tarde chuvosa de terça-feira. Feriado em SP.


ÊXODO - NASCIMENTO DE ISRAEL

Ver um documentário produzido em meados dos anos oitenta (1984) sobre uma questão tão atual quatro décadas depois, a questão entre judeus e palestinos, só reforça a importância de se estudar história geral a qualquer época nas sociedades humanas. Para compreender minimamente as causas dos conflitos na disputa pelo território da Palestina é preciso estudar e estudar em materiais com alguma confiabilidade nas fontes.

Neste momento, o exército sionista do Estado de Israel segue bombardeando e matando civis palestinos na Faixa de Gaza, ação que vem realizando desde outubro de 2023, e a consequência prática neste quase um ano de bombardeio e assassinato do povo palestino é a realização antiga da tomada do território da Palestina por parte dos israelenses. É um processo de expulsão de milhões de pessoas que ali existiram por séculos.

É complicado! No documentário, vemos a história do antissemitismo que por séculos perseguiu de diversas formas o povo judeu no continente europeu e asiático. Aí vemos durante a ascensão do nazismo as consequências da política antissemita de Adolf Hitler e os campos de concentração na Alemanha do 3º Reich.

E agora, décadas depois da 2ª Guerra Mundial, vemos as vítimas do nazismo massacrando mulheres e crianças e civis num território semelhante a um campo de concentração de dois milhões de pessoas - a Faixa de Gaza - sem dó nem piedade do povo árabe palestino, como se as pessoas não fossem humanas...

Que merda, isso! Eu fico me perguntando se ainda temos jeito enquanto espécie autodenominada homo sapiens. Tenho minhas dúvidas.

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Sinopse:

O Holocausto na Segunda Guerra Mundial apressou a realização do que havia décadas era uma utopia do povo judeu, o retorno à terra santa. Duas ondas migratórias antecederam o chamado grande êxodo, a partir de 1945, quando levas de sobreviventes do nazismo se estabeleceram na Palestina. Com o fato consumado, o plano de divisão do território entre árabes e judeus foi aprovado pela ONU em 1947. O Estado de Israel foi criado em 1948, e a decisão fez eclodir uma guerra com países da Liga Árabe. A região jamais encontrou o caminho da paz.

O documentário está dividido nos seguintes capítulos: "Palestina", "Kibbutzim", "Os refugiados" e "Invasão árabe".

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FANATISMO RELIGIOSO E GUERRAS, UMA RELAÇÃO ANTIGA NA HISTÓRIA HUMANA

Eu estou há dias tentando finalizar um artigo de contribuição para um livro coletivo sobre democracia e a dificuldade de concluir o texto é porque eu tenho a impressão que não há mais possibilidades de termos democracia nas sociedades humanas do século XXI. Nem mesmo as "democracias" que chegamos a conhecer na história, cheias de defeitos e de pouca gente representada na realidade das experiências onde elas se deram, a base da pirâmide social poucas vezes se viu representada de verdade nas "democracias" liberais ocidentais.

Todos os documentários que assisti até agora da coleção "Grandes dias do século XX" têm guerras e formas de crenças religiosas como temas principais ou como panos de fundos para algum conflito social entre grupos humanos que pensam de forma divergente e que se odeiam a ponto de apostarem todas as suas energias na eliminação um do outro.

As questões de visões de mundo por parte de grupos humanos passam necessariamente por abstrações e ideias abstratas criadas pela mente da espécie animal homo sapiens, tanto as abstrações místicas como as religiões quanto as abstrações inventadas por nós, chamadas de nacionalismo, capitalismo, dinheiro, mercado e outras invenções do cérebro humano para dar sentido e pertencimento aos indivíduos da espécie e organizar o mundo material onde estamos.

Enfim, eu sigo estudando história e processos históricos que envolvem a nossa espécie tida na teoria como racional, mas que na prática é marcada por ações estúpidas e autodestrutivas ao longo de sua história neste habitat onde convivemos com espécies que coabitam aqui há milhões de anos.

Pergunto: alguém consegue nos imaginar aqui no planeta no ano 2124? Um século não é nada quando olhamos a história, nada! Olhem o momento atual da humanidade, as perspectivas e me digam se está fácil imaginar a gente no planeta logo ali cem anos adiante...

William


Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 9 de julho de 2024. Início de madrugada de terça-feira.


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL PARTE 3 & DIA D, O DESEMBARQUE ALIADO NA FRANÇA

Nesta segunda-feira, vi o 6º documentário da Coleção História Viva, "Grandes dias do século XX".

Enquanto assistia ao enfrentamento do nazismo e fascismo pelos aliados nos anos quarenta no documentário - unindo Stálin, Roosevelt e Churchill -, o atual presidente da França, Emmanuel Macron (do Juntos), se reunia com seu primeiro-ministro demissionário após a derrota de seu partido de direita ("centro" uma ova!) nas eleições de domingo, e pedia que o seu parça de direita - Gabriel Attal - não renunciasse e que continuasse no cargo. A esquerda, vitoriosa no domingo, esperava que fosse reconhecida sua vitória e que tivesse direito à indicação do primeiro-ministro. A NFP obteve o maior número de cadeiras no Parlamento, 182 (contra 168 do Juntos e 143 do RN).

No domingo, as forças progressistas e de esquerda da França - Nova Frente Popular (NFP) - viraram de forma histórica um resultado da semana anterior, quando o partido fascista de extrema-direita - Reunião Nacional (RN) - havia ganhado o 1º turno e as pesquisas indicavam que os extremistas poderiam assumir o poder francês pelo voto no 2º turno. Em uma semana de grandes mobilizações populares, a NFP convenceu a população a ir às urnas e salvar a França do fascismo xenófobo e racista atual. A NFP é composta por socialistas, comunistas, ambientalistas e pela França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon.

Como vemos, tanto estudando o passado quanto avaliando o presente, essa gente do capital, os neoliberais e direitistas, não aprendem mesmo. O presidente francês teve uma derrota fragorosa nas últimas semanas e mesmo assim age com soberba e não chama os verdadeiros vitoriosos e salvadores da democracia francesa, a esquerda, para governar.

Que merda, isso!

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Sinopse:

Em maio de 1944, Inglaterra e Estados Unidos decidem abrir um segundo front na Europa para dividir a atenção de Hitler, então com boa parte dos seus recursos mobilizados contra Stálin. O local mais apropriado para instalar o novo foco de combate era a costa da França, na Península de Cotentin, na Normandia. Na madrugada de 6 de junho, os primeiros paraquedistas americanos pisaram em solo francês. Às 6h30 desse mesmo dia, as primeiras unidades da infantaria americana encaram a forte resistência alemã. Às 15h, os alemães contra-atacaram. Começava o mais longo dos dias.

A Parte 3 se divide nos seguintes capítulos: "Os aliados e o resto do mundo", "O rumo da guerra", "Japão por um fio" e "A bomba atômica".

O especial sobre o dia D se divide nos seguintes capítulos: "O grandioso Reich", "Operação 'Overlord'", "6 de junho" e "De Gaulle, Eisenhower e Churchill"

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CENAS DO PASSADO E DO PRESENTE, INFELIZMENTE

Essa parte final do documentário sobre a 2ª Guerra Mundial foi catártica. As filmagens de época das batalhas aéreas, de milhares de paraquedistas aliados sendo abatidos ainda no ar, do desembarque na Normandia, dos ataques noturnos à Alemanha, da bomba atômica lançada sobre Hiroshima... é tudo muito chocante!

Uma das cenas históricas, para mim, é a cena do corpo do fascista Benito Mussolini sendo entregue ao povo e sendo pendurado em praça pública. Todo fdp fascista deveria terminar seus dias assim!

Chocante também são as cenas dos campos de concentração nazistas.

Legal ver no documentário, que não é russo, a verdade sobre quem chegou a Berlim e pôs fim ao núcleo de comando dos nazistas, forçando Hitler ao suicídio: o Exército Vermelho!

Cenas dos grandes dias do século XX. E, infelizmente, cenas atuais do século XXI. O colonialismo genocida dos sionistas que governam Israel transformou a Faixa de Gaza num cenário semelhante às cidades bombardeadas durante a 2ª Guerra Mundial. Que merda, isso!

Enfim, seguimos estudando a história e acompanhando os acontecimentos do presente, que demonstram que os políticos não aprenderam nada com as experiências do passado.

William


segunda-feira, 8 de julho de 2024

44 de 100 dias



44. Vendo os materiais antigos de estudos de língua inglesa e espanhola dos anos oitenta e noventa, resolvi preservar aqueles nos quais estudei efetivamente à época. 

O material do English Center - English My Way - eu estudei de verdade no fim dos anos oitenta. Eu tinha vinte anos de idade. 

Depois de completar o curso presencial nas seis apostilas, fiz um curso avançado na mesma rede de idiomas, no CCI, que era na Av. Rebouças. 

Cheguei a trabalhar na escola de idiomas no ano de 1991, não como professor de línguas, trabalhei no escritório. 


Os materiais que não vou preservar comigo foram adquiridos com esforço por aquele rapaz trabalhador, mas não cheguei a utilizá-los. Nem os de inglês e espanhol com CDs, nem o de espanhol da Globo, que adquiri em sebo.

William 



One Piece - Zoro, o caçador de piratas



Refeição Cultural 

Luffy chega à cidade da base da marinha, interessado em encontrar o tal Roronoa Zoro.

A cena na qual Zoro aparece amarrado em um tronco é impactante e ele tem uma expressão assustadora. Uma cara de mau de verdade!

Luffy fica de longe observando os acontecimentos. Helmeppo, o filho de um dos capitães da Marinha - Morgan Mão de Machado -, maltrata uma garotinha que tentou dar comida ao Zoro.

Após Luffy ter o primeiro contato com Zoro amarrado, o preso pede a ele a comida que a garotinha trouxe e que foi pisoteada por Helmeppo. Zoro comeu com gosto a comida pisada e suja.

Zoro acredita que será solto se cumprir sua pena de um mês amarrado no tronco. Luffy ouve depois da boca do próprio Helmeppo que vão executar Zoro em três dias. 

O jovem Chapéu de Palha fica puto ao descobrir que estão enganando Zoro. Luffy enche de porrada o filho do Capitão Morgan e decide convidar Zoro a ser seu companheiro. 

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SER O MELHOR ESPADACHIM DO MUNDO 

Nos capítulos seguintes, vemos o desenrolar da história. 

No capítulo 4 "Morgan Mão de Machado, o capitão da Marinha", vemos o quanto o cara é cruel e o quanto a Marinha é corrupta e opressora.

No cap. 5 "O Rei dos Piratas e o Grande Espadachim", vemos em flashback o passado de Zoro, de quando era criança, e o seu objetivo na vida:

"Quando eu crescer, quero atravessar os mares e ser o espadachim mais forte do mundo!!" (p. 134)

Os leitores conhecem Kuina, a filha do mestre do jovem Zoro. Ela venceu Zoro 2001 vezes. Uma das espadas de Zoro era de Kuina. Ele usa três espadas nas lutas, estilo Santou-ryu. 

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No capítulo 6 do 1° volume do mangá - "O primeiro do bando" - Zoro aceita ser companheiro de Luffy. 

E conhecemos mais um golpe de Luffy, o gomugomu-no-muchi, o chicote de borracha. 

Enfim, nos capítulos 7 "Amigos" e 8 "A aparição de Nami" ficamos conhecendo mais alguns personagens: ouvimos falar do pirata Buggy, o palhaço, que também comeu uma fruta do diabo. E aparece uma ladra chamada Nami...

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AMIZADE

O anime One Piece trabalha de forma muito interessante a questão da amizade. 

No início, já vimos isso quando Shanks reage ao bandido da montanha por ver seu amigo Luffy em apuros.

Agora vimos novamente a importância da amizade na relação de Luffy com Kobi.

Como já assistimos mais de 300 episódios do anime, garanto aos leitores que terão momentos marcantes sobre amizade nas sagas e arcos de One Piece

O texto anterior sobre o Luffy Chapéu de Palha pode ser lida aqui.

William