domingo, 25 de janeiro de 2015

Diário - 250115


Janeiro com a família entre mar, corridas e...
algumas obrigações profissionais (snif...)

Refeição Cultural

"Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação." (Drummond)



Estamos no mês de férias. O jeito é conjugar o descanso em família intercalado com as necessidades profissionais inadiáveis pela função que ocupo atualmente.

Além de várias sessões de telefonemas políticos ao longo do mês, precisei viajar para Brasília a trabalho nesta semana (ler sobre reunião a respeito da Cassi AQUI). Fiquei dois dias lá. Depois acabei trabalhando bastante para completar a semana.

Mas o importante é que consegui viajar com esposa e filho para o Nordeste e agora novamente para a Colônia de Férias do Sinpro SP, na Praia Grande SP. Também passei nos meus pais em Uberlândia MG para cuidar do aquário que deixei lá aos cuidados deles nestas semanas.

Foi engraçado. Mesmo em férias, acabei tendo uma semana parecida com algumas que tenho normalmente durante o trabalho: dormi domingo em Porto de Galinhas (PE), dormi segunda e terça em Osasco (SP), dormi quarta em Brasília (DF), dormi quinta em Uberlândia (MG), dormi sexta em um busão na estrada e dormi sábado em Praia Grande (SP).

Tive nesta semana de férias e trabalho, algumas decepções dolorosas em relação a comportamentos humanos. A vida é bem dura! Temos que estar muito preparados e focados para suportar as merdas que nos cercam diariamente. Felizmente, estou firme para enfrentar qualquer merda política e comportamental que vier. A vida é uma ordem, sem mistificações.

Estou fazendo um esforço tremendo para desenferrujar porque sei que tenho que estar com um corpo e mente de guerreiro, mesmo com a idade que tenho. Então, que assim seja.

É isso! Me preparando para a luta que não acaba nunca...

domingo, 11 de janeiro de 2015

Mar Adentro - Filme sobre a questão da eutanásia





Refeição Cultural

Sinopse (a melhor que encontrei está em espanhol)

Mar adentro es una película española ganadora del Óscar, filmada en 2004 y dirigida por Alejandro Amenábar. La película se basa en la historia real de Ramón Sampero, un marinero, quien tras un accidente ocurrido durante su juventud, queda tetrapléjico , permaneciendo postrado en una cama durante casi 30 años, y a causa de esta situación desea morir mediante la aplicación de la eutanasia.

Ramón (Javier Bardem) lleva casi treinta años "encerrado en su cuerpo", postrado en una cama al cuidado de su familia. Su única ventana al mundo es la de su habitación, junto al mar, por el que tanto viajó y donde sufrió el accidente que interrumpió su juventud. Desde entonces, su único deseo es terminar con su vida, haciendo uso del suicidio asistido, pues solo así, sería libre de nuevo. Ante dicho deseo se interpone el hecho de que, esta es una práctica ilegal en España, al igual que en la mayoría de países alrededor del mundo. Por lo cual, debe luchar contra los servicios administrativos españoles y la iglesia, una lucha bastante agotadora. Pero, su espera se ve alterada por la llegada de dos mujeres: Julia (Belén Rueda), una hermosa abogada (que padece de CADASIL) que quiere apoyar su lucha, y Rosa (Lola Dueñas), una mujer del pueblo llena de alegría de vivir, quien intentará convencerle de que vivir merece la pena. La luminosa personalidad de Ramón termina por cautivar a ambas mujeres, las cuales, tendrán que cuestionar como nunca antes, los principios con que rigen sus vidas. Él por su parte, se mantendrá firme en su idea, de que sólo la persona que de verdad le ame, será quien le ayude a cumplir su deseo.

Fonte: wikipedia


Reflexões e comentários

O filme é muito bom e muito bem feito. A interpretação de Javier Bardem é brilhante. Também gostei da interpretação da personagem Rosa, vivida por Lola Dueñas.

A história verdadeira de Ramón Sampero me deixou muito reflexivo. Pensei tanta coisa. A questão do tipo de vida que vale a pena viver, ou o inverso, o tipo de existência forçada que não vale a pena. Eu penso a respeito disso desde que me entendo por gente, diria que desde minha adolescência.

É muito bom o debate de Ramón com o padre também tetraplégico, que tenta convencê-lo de que a vida é maravilhosa e que não compete a Ramón decidir sobre quando viver ou morrer. Vale a pena ouvir os argumentos do marinheiro.

Sempre pensei a respeito dessa questão do viver e do tipo de viver que uma pessoa tem. Ao longo de minhas décadas de vida, a questão filosófica do tipo e qualidade do viver permeou momentos duros tanto na minha adolescência, quanto nas década dos meus vinte e dos meus trinta anos.

Hoje, aos 45 anos, sigo buscando o tempo inteiro motivações e objetivos de longo prazo, de médio prazo e de curto prazo. Busco válvulas de escape para alternar os duros momentos com alguma coisa prazerosa e que alimente minha psiquê. É sempre um difícil jogo de xadrez combinar as tristezas, decepções e dores com as coisas que nos convencem que vale a pena seguir.

Atualmente eu estou entranhado em uma tarefa que me designaram profissionalmente, a mais difícil em minha vida de lutas porque ela me consome de forma total e absoluta e eu não posso falhar. E estarei centrado nela nos próximos anos (ao menos até maio de 2018).

Vejamos como está minha existência neste instante. Estou em "férias" em meu trabalho já faz uma semana. Foi necessário que eu trabalhasse muito nestes dias de "férias" para produzir coisas que sei que se eu não fizer, não serão feitas. Não é mania de centralizar nada. Estou no movimento há bastante tempo para ter a certeza que se eu não fizer algumas coisas que ajudei a organizar, ninguém fará.

E a válvula de escape para compensar o viver?

Meus sonhos e desejos de realização pessoal estão praticamente todos no campo da leitura e pesquisa literária e cultural, no campo do esporte individual - corridas -, e no campo das viagens de conhecimento. Quase nada no campo da aquisição de posses e bens materiais.

Pois é. Eu me chateio cada vez que namoro meus livros, meus desejos literários. Pego neles, aliso, cheiro, começo a ler algumas páginas, faço devaneios de ler e escrever sobre eles... e em seguida preciso parar por causa de minhas prioridades profissionais. Aconteceu isso nestes primeiros dias de férias. Namorei os livros, escolhi um, comprei outro, e percebi que não posso mais ler mesmo. Não rola mais.

Eu preciso me convencer disso para não me chatear com o movimento de namorar, pegar e largar... a obra. Não posso ler como gostaria até acabar a minha missão profissional. E não posso deixar que isso afete meu ânimo.

Aí pensei em outra coisa do campo dos sonhos e das realizações pessoais. O esporte de corridas de rua. Recomecei faz dois meses me preparando e correndo a 90ª São Silvestre. Foi legal e foi importante porque a corrida faz bem à saúde e traz compensações para o estresse altíssimo de meu trabalho, que pode até nos matar. Será que vou conseguir manter ao menos essa válvula de escape para compensar o meu viver nos próximos três anos e meio?

A questão das viagens de conhecimento também será difícil porque algumas delas demandaria preparação e tempo. Eu não tenho tempo para nada mais complexo e programado para meses.

Por fim, vou tentar assistir a um pouco mais de filmes, porque a duração do prazer dura cerca de duas horas, mais um período de reflexão, talvez catarse e talvez comentário escrito.

Tudo isso pensei a partir da questão de viver ou não viver preso em um corpo inerte com a história de Ramón Sampero.


William Mendes
Um cidadão cumprindo compromissos
e buscando formas de valer a pena viver

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Corridas e Saúde em 2015 - Vou correr o ano todo e farei minha primeira meia maratona



O ano será de muitas corridas... e de muito trabalho!

Refeição Cultural

Após refletir nos últimos meses sobre cuidar melhor de minha saúde e minha condição física e psicológica, porque minha tarefa atual me coloca no limite do estresse humano quase que diariamente, acabei por me inscrever na 90ª Corrida de São Silvestre (15 km) e treinei em cerca de dois meses saindo do zero de condição física para conseguir cumprir a prova dia 31 de dezembro. Deu tudo certo e eu suportei bem o calor e a distância.

Uma certeza eu tenho: parar de praticar esporte e recuperar a forma física é muito difícil. Principalmente se a pessoa já passou dos trinta e poucos anos. Sei do que estou falando porque quase fui professor de Educação Física. Deixei o curso no meio do caminho por questões financeiras na época.

Nas últimas semanas, após mais dificuldades previstas e normais que sei que terei em meu trabalho no ano de 2015, decidi que não vou mais parar de correr. Decidi também que para cumprir o que eu estou exigindo de mim mesmo, vou participar de pelo menos uma prova por mês em um Estado (UF) diferente. Inclusive, voltei a assinar a melhor revista de corrida do Brasil: a Contra Relógio.

Mais ainda, decidi que chegou a hora de aumentar meus percursos e vou treinar meu corpo para correr uma meia maratona (21 km) neste ano. Ainda não será possível realizar meu sonho de correr uma maratona porque eu não tenho tempo disponível para treinar.

Mas estou otimista em conduzir melhor minha saúde para suportar os desafios que tenho como diretor eleito pelos trabalhadores para gerir a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Não me faltará foco e energia para realizar meus objetivos em 2015.


Terei meu calendário de 
corridas até dezembro.

Corridas de fim de semana

Para preparar melhor meu corpo para os desafios esportivos deste ano, tenho que aumentar um pouco a carga de quilômetros corridos por mês. Para a São Silvestre, corri 41 km em novembro e 47 km em dezembro.

Tenho que correr mais ou menos uns 60 km por mês para poder me adaptar para uma meia maratona. Vou montar meu programa e minha agenda.

Bom, neste fim de semana aqui em Brasília, fiz minhas primeiras corridas após a São Silvestre. Corri 5 km no sábado e corri 4,5 km no domingo. Muito calor, mas corri bem relaxado.


10k em Florianópolis SC dia 31 de janeiro

Cumprindo minha meta em corridas, me inscrevi para participar da Night Run 10k em Florianópolis no fim do mês. É uma corrida na praia e noturna. Vai ser diferente e vou me divertir nela.

É isso!

Vou conciliar meu trabalho com saúde porque isso é bom e necessário.

Seguimos na luta... e pra isso é preciso saúde e disposição!


Treinamento para a Night Run 10k (post scriptum)

Treino 1 em 2/01 sáb. DF.............. 5,0 km em 32'
Treino 2 em 3/01 dom. DF............. 4,5 km em 28'

(fiquei resfriado e parei 5 dias)

Treino 3 em 9/01 sex. SP...............4,2 km em 28'

(foi difícil, me senti sem energia e pesado)

Treino 4 em 11/01 dom. SP............6,0 km em 38'

Treino 5 em 14/01 qua. PE.............4,5 km em 30'

(corri na areia fofa entre as praias de Cupe e Muro Alto em Ipojuca. É bem mais difícil que correr em asfalto ou cimento. Percebi que vai ser dureza correr dez quilômetros na praia)

Treino 6 em 16/01 sex. PE.............6,0 km em 39'

(corri na praia novamente, desta vez entre as praias Cupe e Porto de Galinhas. Com areia pisada foi melhor. Mas correr na areia é muito diferente e mais difícil)

Treino 7 em 19/01 seg. PE.............6,0 km, sendo 3 km andando e 3 km correndo, em areia pisada e descalço, com direito a conseguir duas bolhas nos dedões.

Treino 8 em 20/01 ter. SP..............7,0 km (andando)
Treino 9 em 21/01 qua. SP.............5,0 km (andando)

Treino 10 em 25/01 dom. Praia Grande SP.... 5 km em 33'

(estou nadando também para melhorar condicionamento)

Treino 11 em 27/01 ter. Praia Grande SP.......6 km em 39'


(um Sol de meio-dia e um calor tremendo. Foi um grande teste de resistência e eu me superei. Depois nadei para soltar musculatura)

Treino 12 em 29/01 qui. Praia Grande SP.......4 km em 26'

(Finalizo o treinamento de janeiro para correr a Night Run 10k na praia Costão do Santinho em Floripa. Vamos pra uma experiência diferente. Correr em areia não será fácil. Espero poder completar a prova neste sábado à noite)

É isso! O esforço em percorrer 63 km em 12 treinos foi grande. Fui dedicado. Vamos para a prova...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

90ª São Silvestre - Completei a prova bem!


Completei bem minha 7ª São Silvestre.

Refeição Cultural - Viver é bom! Correndo é melhor ainda!

Hoje foi um dia de realização pessoal. Foi um dia de sentir felicidade. Não só porque concluí bem a minha sétima participação na tradicional Corrida de São Silvestre. Mas também porque estou abrindo novo período e percurso esportivo em minha vida.

Durante os 53 dias entre o primeiro treino (8/11) visando a corrida de São Silvestre e hoje, período que marcou a minha volta às atividades físicas, decidi que não vou mais parar de correr e não vou permitir sequer que minha agenda de trabalho faça isso. É uma decisão básica porque se eu não fizer isso, vou ficar pelo caminho em meu mandato de representação dos trabalhadores na entidade de saúde que estou gerindo.


O esforço e a força de vontade que tive para achar uma energia escondida em alguma parte de mim, em meio à uma agenda muito complicada de trabalho estressante, me salvaram de adoecer como tenho visto acontecer ao meu redor. Percebi pela minha participação na corrida hoje, sob um Sol e calor absurdos, que estou melhor e mais resistente que meses atrás. Neste ano não tive sequer câimbras. Meus tendões e músculos resistiram bem. Não tive queda de pressão. Nada errado. Ainda saí pra almoçar com a família após a corrida.

Em 2015 terei como válvula de escape entre janeiro e dezembro as corridas para preservar este corpo e a saúde mental que me fazem ser um militante e dirigente da classe trabalhadora. Não vou permitir que nada me destrua porque acredito na importância do trabalho que estou realizando.

É isso!

Parabéns a tod@s os participantes da prova. Parabéns aos praticantes de corridas de ruas.

Desejo aos companheir@s, amig@s e colegas bancários um ano de 2015 de muita saúde e paz e unidade de classe para enfrentar os capitalistas exploradores e os fascistas e simpatizantes.

Desejo que se realizem os sonhos dos progressistas que querem um Brasil mais justo e igualitário e de oportunidades para tod@s.

Consequentemente desejo que não se realize nenhum desejo político da direita e dos simpatizantes dela, mas desejo saúde a tod@s e a mesma felicidade que quero pra todo mundo.


Post Scriptum - Posse da Presidenta Dilma Rousseff

Inicio o ano de 2015 como foi todo meu ano de 2014 e os últimos 12 anos. Com a compreensão e apoio da família, sairei cedo neste dia 1º de São Paulo para marcar presença na posse da presidenta Dilma Rousseff para o novo mandato concedido a ela pelo povo brasileiro.

Serei só mais um na multidão nesta data importante para reafirmar que eu tenho lado e é o lado da classe trabalhadora e povo simples e mais humilde de meu país.


Post Scriptum II (14/7/16)

Naquele dia 30/12/14 foi aniversário do filhão. Escrevi no Facebook:

"Meu querido e amado filho Mário Augusto, UM GRANDE BEIJO E UM CAFUNÉ! Te amamos e desejo-lhe sabedoria e um caminho brando até as realizações e, sobretudo, muita saúde porque ela é fundamental. Tamo junto!"

Mário: "Vlllllws pai, pode deixa q a sabedoria vem huhuahua, e a saúde já tenho. #firme e #forte. tmj veio"

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

90ª São Silvestre - Sindicato acolhe bancários participantes na Regional Paulista


Convite e comentário:


São Silvestre 2009.
Fui diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região por 12 anos. Como amante das corridas de rua, sempre incentivei internamente no Sindicato, juntamente com outros companheir@s amantes do esporte, a formação de grupos de corridas entre nós e os bancários em geral.

Tenho muito orgulho de ter sido um dos idealizadores da proposta de abrir o Sindicato para acolher nossos bancários e bancárias sindicalizados no dia da corrida de São Silvestre. Fiz a proposta em 2007 e a partir de 2008 conseguimos disponibilizar a casa do trabalhador bancário para o evento e agora já é uma tradição, indo para o sétimo ano de acolhimento aos atletas bancários.

Convidamos a tod@s que utilizem mais este serviço do Sindicato em benefício de seus associados. Quem sabe nos vemos por lá porque eu também sou sindicalizado, faço parte desta história e estarei na Avenida Paulista para participar desta grande festa no dia 31 de dezembro, a corrida de São Silvestre.

Abraços,


William Mendes
Diretor de Saúde da Cassi

Corredores terão Regional Paulista como base

Bancários que participarão da São Silvestre vão contar com apoio da subsede do Sindicato, além de frutas e água à disposição


São Paulo – A corrida de São Silvestre, criada pelo jornalista Cásper Líbero, está completando 90 anos e muitos bancários amantes do esporte farão parte da festa no dia 31 de dezembro.

De olho no conforto desses trabalhadores, o Sindicato vai disponibilizar, pelo sétimo ano consecutivo, toda a estrutura da Regional Paulista. Além de guardar seus pertences e descansar antes da largada, os atletas terão frutas e água para se hidratar, antes e depois da prova de 15 quilômetros. A regional fica na Rua Carlos Sampaio, 305 (estação Brigadeiro do metrô) e estará aberta a partir das 7h (3284-7873 e 3285-0027).

A corrida – A 90ª edição da tradicional corrida pelas ruas de São Paulo terá largada na Avenida Paulista, próximo à Rua Frei Caneca, e chegada em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero (na Avenida Paulista, 900).

A categoria Cadeirantes corre a parti das 7h45. O pelotão de elite feminino, às 8h40. Logo em seguida, às 9 horas, será a vez do pelotão de elite masculino, pessoas com deficiência, o pelotão especial (masculino e feminino) e os atletas em geral.

A retirada do kit e do chip deve ser feita pessoalmente pelo atleta entre os dias 27 e 29 de dezembro das 9h às 19h, e no dia 30 de dezembro, das 9h às 16h, no Ginásio Estadual Geraldo José de Almeida (Rua Manoel da Nóbrega, 1.361).

Blog com a Redação do Seeb SP - 16/12/2014


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Post Scriptum:

Postei no Facebook a mensagem abaixo no dia do Natal, em Uberlândia:


A luta continua sempre! Não há outro jeito! Enquanto houver exploração dos homens pelos homens, haverá luta de classes. E eu tenho lado, e é o lado da Classe Trabalhadora!

Convido aqueles e aquelas que estão dispostos a lutar contra as mazelas do sistema capitalista, seus lacaios e vamos seguir na luta por um mundo mais justo e igualitário.

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Post Scriptum II:

Neste Natal de 2014, tivemos a grata visita de nosso amigo de infância, Rener. Que legal!

Titia Lúcia, mamãe Dirce, mana Telma, Rener e eu.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Artigo: Síndrome de Capitu - João P. Cunha


Comentário do Blog: fiquei tão impressionado com o artigo do jornalista João Paulo Cunha, reproduzido na Agência Carta Maior, portal no modelo copyleft (como este Blog), que reproduzo aqui para meus leitores e amigos e para guardá-lo porque a qualidade do texto, tanto do ponto de vista político quanto literário, é fan-tás-ti-ca!

Eu sou um apaixonado pela obra de Machado de Assis. Cursei literatura e pude me aprofundar um pouco em obras machadianas como Dom Casmurro. Vale a pena a leitura e as comparações feitas pelo autor e jornalista.

William Mendes

Carta Maior - 18/12/14

O Brasil já tem presidente para os próximos quatro anos, o que está faltando é oposição responsável. A que existe hoje sofre da mesma síndrome de Bentinho


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais lamenta a saída de João Paulo Cunha do comando da editoria de Cultura do jornal Estado de Minas, mais uma vítima da censura que impera nos grandes meios de comunicação e grassa em Minas Gerais, e repudia o cerceamento à liberdade de expressão.

Reconhecido como um dos mais brilhantes jornalistas e intelectuais mineiros, dono de uma vasta cultura e de um texto brilhante, João Paulo pediu demissão hoje à tarde. A decisão foi tomada depois da comunicação por parte da direção do jornal de que não poderia mais escrever sobre política na coluna que assinava semanalmente no caderno Pensar.

Seu último texto foi publicado no dia 6/12. Intitulado “Síndrome de Capitu”, critica a falta de uma oposição responsável no Brasil. “Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia”, diz um trecho do texto. E foi em nome dessa utopia que ele não aceitou mais essa imposição. Uma salva ao João.

Abaixo a íntegra de sua última coluna.

João Paulo Cunha - O Estado de Minas


Síndrome de Capitu

Existem duas verdades aparentemente óbvias que, no entanto, não têm ficado suficientemente claras para muita gente: o país mudou e a eleição já acabou. A insistência em dar continuidade ao processo que elegeu Dilma Rousseff poderia ser apenas um luto mal vivido, mas tende a se tornar perversa no campo político. Por outro lado, a recusa em enxergar a nova configuração da sociedade, resultado de seguidas políticas de distribuição de renda e inclusão social, pode gerar um impulso no mínimo grotesco em suas alusões reativas e chamamentos à ditadura.


É preciso ir adiante. A oposição, certamente, saiu fortalecida do resultado eleitoral bastante parelho. Mas corre o risco de jogar fora esse crescimento quantitativo em nome de um comportamento pouco produtivo em termos políticos. Em vez de jogar com seu eleitor fiel, interpreta os votos de acordo com suas conveniências e joga para a plateia pelos meios de comunicação, sem perceber que essa falácia já mostrou ser um paradoxo invencível: tem mais brilho que consistência, mais efeito que substância, mais eco que voz.

A oposição de hoje parece viver, no campo da política, o que Bento Santiago, o Bentinho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, viveu em seus tormentos de alma: se perde na fantasia da traição (mesmo que ela tenha sido real). Para lembrar sumariamente o enredo do romance, Bentinho se apaixona por Capitu, desde logo apresentada como portadora de “olhos de ressaca”. São jovens de classes sociais distintas. Um arranjo permite o casamento. Logo Bentinho, já pai e bem posto na vida como advogado, desconfia que está sendo traído pela mulher com o melhor amigo, em quem vê semelhança com o filho. O casal se separa, o filho morre e Bento, sozinho, leva adiante sua sina de ser casmurro e sofrer com a desconfiança até o fim da vida.


Machado de Assis, como sempre, ao falar de seus personagens, está figurando a sociedade de seu tempo. Bentinho não sofre só pela traição, mas porque não entende que o mundo mudou. Não pode aceitar que a sociedade republicana deixou para trás as amarras elitistas do Segundo Reinado e da escravidão. Bento não reconhece a mulher, a sociedade, a história. Não pode aceitar que ela tenha uma vida independente e autônoma. Tudo que ele não compreende o ameaça. Capitu não é apenas a mulher, mas tudo que perdeu em seu mundo de referências que se esvaem. Mais que sexual, a traição é histórica. Homem de outro tempo, só resta a ele tentar convencer ao leitor e a si próprio de seu destino de vítima. E soprar um melancólico saudosismo acerca dos tempos idos, que busca reconstruir em sua casa feita à semelhança do lar da meninice.


O Brasil tem uma recorrente síndrome de Capitu: tudo que a elite não tolera se torna, por meio de um discurso marcado pela força jurídica e da tradição, algo que deve ser rejeitado. Eternos maridos traídos. A tendência de empurrar a política para os tribunais é uma consequência desse descaminho. Assim, tudo que de alguma forma aponta para a mudança e ampliação de direitos é considerado ilegítimo e, em alguns momentos, quase uma afronta que precisa ser questionada e combatida. Foi assim com a visibilidade dada aos novos consumidores populares (que foram criminalizados em rolezinhos ou objeto de ironia em aeroportos), com as cotas raciais para a universidade, com a chegada de médicos estrangeiros para ocupar postos que os brasileiros, psicanaliticamente, denegaram.

O romance de Machado de Assis tem ainda outro personagem curioso para a sociologia e psicologia do brasileiro, o agregado José Dias. Trata-se de um homem que vive às expensas da família de Bento e que, por isso, não cessa de elogiar quem o acolhe. Típico representante de certa classe média, ele é o bastião dos valores da burguesia da época, da qual só participa de esguelha. Mais burguês que os burgueses, em sua subserviência, ele gasta os superlativos e a vida a invejar e defender os “de cima”, com pânico de ser confundido com os “de baixo”. Epígonos de José Dias, hoje, são os que amam Miami, levam os filhos para ver o Pateta e participam de passeatas pedindo a volta dos militares.

Leviandade

Mas o que a síndrome de Capitu tem a ver com a política brasileira de hoje? Em primeiro lugar, ela explica por que, em vez de armar uma oposição de verdade, os partidos derrotados tentam inviabilizar a sequência do processo democrático. Em segundo lugar, pela defesa da dupla moral, que desculpa os erros do passado por causa da dimensão dos desvios de hoje, numa reedição do estilo udenista e despolitizador de analisar a conjuntura. Tudo que pode de alguma forma macular a oposição é considerado “sórdido” e “leviano”, numa substituição da política pela moral de circunstância. A corrupção, com sua espantosa abrangência, precisa ser combatida em toda sua dimensão e arco histórico. Nenhum culpado pode ficar de fora, de empresários a políticos de todos os partidos.


Por fim, a personagem machadiana ajuda a explicar a fixação em torno de determinados temas – no romance, é a traição, na vida política atual, é a inflação –, que são muito mais derivações que propriamente o que de fato interessa. A escolha dos ministros da área econômica mostrou como mesmo um governo popular e eleito democraticamente confirma as intuições de Machado de Assis. A excessiva submissão aos interesses rentistas pode ser um recuo estratégico. Mas é um recuo. Uma capitulação.

Economia não é uma ciência exata e, muito menos, isenta de componente ideológico. Um governo de esquerda precisa de uma política econômica de esquerda. Além do equilíbrio macroeconômico, o mais importante é apontar as estratégias de distribuição de renda e de investimento na área social. O deus Mercado não pode falar mais alto que os filhos de Deus. No complexo tecido que sustenta a governança, a presença das forças populares não pode ser colocada em segundo plano, como vem sendo até agora. A excessiva sujeição ao cálculo do apoio político está na base da grande corrupção que hoje enoja a todos. Por isso a reforma política popular se tornou a agenda prioritária da sociedade.

A oposição, por sua vez – e o senador Aécio Neves, candidato derrotado como seu nome de maior destaque –, tem uma tarefa a cumprir: dar um passo à frente no jogo político, com a grandeza que o momento requer. O que ainda está devendo.

Bentinho perdeu sua vida ao ficar preso a um passado de desconfianças que, de resto, até hoje divide as opiniões. Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia. Há, entretanto, obsessões que paralisam pelo rancor e ressentimento. Bentinho, é bom lembrar, nunca mais foi feliz. Foi ele mesmo o criador e a vítima da síndrome que o consumiu.

Fonte: Carta Maior

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Rocky III - Sobre o Olho do Tigre e o Medo



Série Rocky Balboa.

Refeição Cultural

Esse terceiro filme da série Rocky Balboa tem dois temas que são muito marcantes para mim, desde muito tempo, desde minha adolescência. Diria que qualquer pessoa poderia escolher algum momento de sua existência relacionada a esses temas - o "Olho do Tigre" e o "Medo".

Estou revendo o filme numa sexta-feira, depois de uma longa e dura semana de trabalho, sozinho em casa e esperando esposa e filho chegarem de Osasco SP para morarem definitivamente aqui em Brasília, DF.

Estou pensando se escrevo uma breve sinopse da estória ou se vou direto para minha reflexão sobre cada tema. Vai lá, vou fazer um comentário sobre o enredo.

ROCKY III (1982)

O agora campeão mundial de boxe, da categoria peso pesado, Rocky Balboa, está prestes a se aposentar. Já está bem financeiramente, com a amada esposa Adrian e com um filhinho. Depois de vencer o ex-campeão Apollo Creed (Rocky II), defendeu o cinturão por cerca de três anos - foram dez vitórias.

Há um novo desafiador, um lutador sem treinador, feroz, com uma raiva de tudo e todos, e muito forte. Clubber Lang quer lutar com o campeão. Mick, o velhinho treinador de Rocky, nunca permitiu. Após Balboa ser homenageado pela municipalidade de Filadélfia, com uma bela estátua, ele comunica que vai se aposentar.

Em meio aos protestos dos fãs, Clubber Lang aparece e fala umas poucas e boas para Rocky e ainda ofende sua esposa. Rocky decide lutar contra ele e Mick não concorda e avisa que está fora e vai embora.

Após Rocky insistir, Mick diz que ele não pode vencer Clubber porque desde que ganhou o título de campeão perdeu a gana de lutador e que o desafiante vai massacrá-lo. Também confessa que as defesas de título não foram com os melhores lutadores. Por fim, diz que agora Rocky se tornou "civilizado", algo como "acostumou-se ao bem bom".

O resultado é o massacre de Rocky no ringue, enquanto Mick morria de infarto no vestiário. 

Apollo propõe treinar Rocky para uma revanche. Apollo o leva para recuperar o "Olho do Tigre", a fome, a gana que faz alguém vencer. Mas Rocky não está tendo ânimo nos treinamentos. 

A cena mais bela do filme é quando Rocky desiste de treinar e sua esposa Adrian abre um diálogo profundo com ele na praia.

O MEDO

Vendo a cena emocionante entre Rocky e Adrian, lembrei-me de uma cena de minha vida sindical onde o medo era a temática. A cena da praia no filme é tocante:

Adrian pergunta por que Rocky não está se dedicando aos treinamentos. Rocky diz que não quer mais. Após muita insistência de sua esposa, ele afirma que antes, quando ele vivia na miséria, ele não se importava de apanhar por uns trocados, mas que agora era diferente porque ele tinha sua esposa querida e seu filho e não queria perder isso.

Adrian não aceita a resposta e continua pedindo a verdade. Rocky então confessa que está com medo. Pela primeira vez na vida está com medo. Não acredita mais em si mesmo depois que descobriu que os lutadores que venceu não eram os melhores. Está com medo!

- Estou com medo! Quer me ouvir dizer? Quer acabar comigo? Pela primeira vez, estou com medo!
- Eu também! Não há nada de errado em ter medo. (diz sua esposa)
- Para mim, há!
- Você é humano, não é?
- Não sei o que sou, só sei que sou mentiroso...

(após discutirem sobre Rocky se sentir culpado pela morte de Mick e sobre como viver com aquela derrota humilhante por nocaute, Adrian diz que tanto ela quanto Apollo confiam em Rocky, mas a decisão é com ele)

- E se eu perder?
- Então perdeu. Ao menos perde sem desculpas, sem medo. Sei que com isso você pode viver (afirma Adrian).

A cena e o diálogo são muito tocantes.

GREVE DOS BANCÁRIOS (2010) - O MEDO

Essa questão de ter fome, gana, colocar o coração em tudo o que se faz, ter o "Olho do Tigre" eu diria, faz parte de minha essência. Me esforço para não perder a gana que adquiri em minha existência atribulada - não me acostumar com o bem bom.

Nunca vou me esquecer daquele dia em que fui à agência Osasco Centro para conversar com meus colegas bancários sobre a importância deles aderirem à greve da categoria. Naquele ano de 2010, eu estabeleci para mim uma tática de ir até as grandes agências do BB e fazer reunião com os funcionários, a maioria comissionados, para que eles fechassem o ponto eletrônico e aderissem à greve. A experiência foi emoção pura. Cada agência que fui em Osasco, no Centro de São Paulo, na Zona Norte e na Zona Oeste, marcou-me profundamente.

Quando nos reunimos no saguão do segundo andar da agência Osasco, umas vinte pessoas, expliquei sobre o motivo da greve, a importância da adesão de cada um dos colegas comissionados. Eu gosto de me colocar na mesma posição de meus representados. Ouvi-los. É muito rico isso. Eu conhecia a turma. Quase sempre, eles não aderiam às greves.

Uma menina foi franca e falou que estava com medo. Que tinha muito medo de aderir à greve. Com isso, mais pessoas se manifestaram.

Foi muito legal porque eu falei do medo. Falei que é bom e natural que tenhamos medo justamente porque somos humanos e quem não tem medo é maluco. Eu expliquei que o medo faz parte, mas que num movimento de trabalhadores por luta justa de direitos, o medo é calculado. A pessoa não está sozinha.

A menina chorou. Eu não aguentei e chorei na hora também. Alguns choraram...

Depois, todo mundo conversou e coletivamente decidiram fechar o ponto e saírem comigo...

Foi um dos momentos mais emocionantes de minha vida sindical. Aqueles comissionados fizeram uns 5 dias de greve. Acho que marcou a todos nós aquela superação do medo (chorei só de lembrar).

COMENTÁRIO FINAL


Acho que é por isso que em momentos difíceis revejo filmes de personagens como Rocky Balboa.

É por isso que faço minha romaria de 80 km todo ano lá em Minas Gerais.

É por isso que não admito que eu mesmo perca a gana na luta e na mudança. Fico triste de ver, às vezes, sindicalistas ou lideranças sociais "civilizadas - tipo acostumadas no bem bom", sem o brilho no olho, sem o "Olho do Tigre", com gana de mudar e lutar.

É isso! Tchau!

William

Diário - 181214 (Bebo em Drummond... corro contra a tristeza)



Correr... meu comprimido de "soma"...

Refeição Cultural


Os ombros suportam o mundo

"Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração...

(...)
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco..."



BEBO EM DRUMMOND

Hoje foi um dia difícil e até triste para mim.
Minhas mãos estão tecendo o rude trabalho aqui em Brasília - DF.
Estou em débito com meu filho e esposa pela ausência deste dia.
Não pude estar nesta noite na formatura dele lá em Osasco SP.
Me senti mal por isso.

- Parabéns meu filho por completar essa fase dos estudos. Siga adiante e me perdoe por desta vez não ter conseguido estar aí com vocês!

Com a tristeza, alguns usam drogas.
Outros bebem. Boa parte toma remédio.
Meu remédio foi chegar quase nove da noite, por um tênis e sair correndo.

Essa é uma cena que me marcou muito em Forrest Gump. Para digerir grande tristeza, Forrest pôs o tênis e saiu correndo...

Corri até sentir a digestão feita daquela dor do dia. Foram 10 km.
Eu não vou permitir mais nada me fazer parar de correr como fiz comigo mesmo nos últimos anos.


"Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos..."



BEBO EM DRUMMOND

Posso até ficar sozinho para enfrentar os desafios que tenho, mas tenho minhas certezas, mesmo quando não sabemos onde está o verdadeiro abraço amigo, o verdadeiro afago de carinho sem interesse nem hipocrisia.


"Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação."



BEBO EM DRUMMOND

A minha vida é uma ordem, dada por mim mesmo para os compromissos que estabeleço para cumprir. Depois de traições, tristezas, temos projetos do bem a encaminhar e para a coletividade, não há espaço para mistificação... as dificuldades só provam que a vida prossegue e não adianta morrer.


Poema das sete faces

"Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida...

(...)

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode...

(...)

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração...."


BEBO EM DRUMMOND

Meu coração é vasto, não desisto fácil... DE NADA!

E finalizo com Legião Urbana


Metal contra as nuvens

"Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão...

É a verdade o que assombra
O descaso que condena
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então..."

CORRI 10 KM, BANHEI-ME COM ENDORFINA (SERÁ MEU REMÉDIO), AGORA VOU DORMIR E ACORDAR PARA UM NOVO DIA... PORQUE EU TENHO MUITO QUE FAZER... E ESTOU VIVO PRA ISSO!
William