terça-feira, 23 de julho de 2024

59 de 100 dias



59. Enquanto caminhava rumo ao supermercado senti um cansaço estranho. Dormi bem, não foi noite mal dormida. Hoje meu quadril me lembrou o tempo todo que ele existe. Mal isso. Saúde é não lembrar que o corpo existe.

Foi um dia triste logo do início. Ao acordar, soube do falecimento de uma companheira do movimento sindical, a Dani, uma jovem mulher de 49 anos. A vida é um instante, um instante. Triste demais ver partir uma pessoa do nosso lado, uma lutadora da classe trabalhadora. Foi um dia triste.

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DEVO CAMINHAR?

Faltam duas semanas para fazer ou não fazer a romaria de Uberlândia a Água Suja. Durante muito tempo em minha vida, eu prometia a mim mesmo não fazer mais a caminhada sempre que estava sofrendo na estrada. Depois que alcançava o objetivo de chegar à igreja, de me sentir capaz de ainda fazer aquele esforço sobre-humano, não descartava voltar no ano seguinte. Aí, faltando alguns meses, começava a comichão de vontade de pôr os pés na estrada e saber se ainda era capaz de tal coisa.

Em 2018 vieram as dores no quadril. Um exame apontou que havia desgastes na estrutura. Toquei a vida. Fiz a romaria em 2019 e correu tudo bem. O mundo parou a partir de 2020 com uma pandemia mundial que mudou tudo por um tempo.

Ano passado, deu a comichão uns meses antes de agosto. Fazer ou não fazer a romaria? Será que eu daria conta de andar 80 quilômetros ainda? Fiz umas caminhadas preparatórias antes, em julho. Acertei um tênis. Entendi que conseguiria pôr os pés na estrada. Fiz a caminhada que não fazia desde 2019. Deu tudo certo. Foi incrível! Incrível por diversos motivos. Muitos deles indescritíveis. Fiz os 80 Km.


Um homem na estrada...

Hoje me pergunto: faço ou não faço? Tento ou não tento andar por um dia os 80 Km que separam Uberlândia de Água Suja? Esses são os dias nos quais a comichão borbulha o sangue dentro da gente... por que fazer isso? Não tem explicação. É muito sofrimento andar aquilo. 

Mas o não fazer por achar que nem isso eu posso mais fazer é um troço fodido demais... eu já tive que aceitar tanta coisa nos últimos anos, tomar aquela merda de comprimido diário por ter pressão alta... depois descobrir que meu quadril já não me permitiria correr uma maratona... que merda de vida é essa que a gente sonha a vida toda correr uma maratona e quando para de trabalhar jornadas de dez a quinze horas de trabalho não pode mais fazer uma coisa simples como correr... caralho!

Enfim, hoje foi um dia triste para mim. O que farei nesses próximos dias e semanas? Terei caminhado pelas estradas da vida? 

William


Diário e reflexões



Refeição Cultural 

Osasco, 23 de julho de 2024. Terça-feira.


Em 2018, de volta a Osasco, após viver quatro anos em Brasília, moramos por alguns meses entre caixas e sacos de coisas, num apartamento alugado. 

Eu estava com a cabeça num momento ruim, deprimido, sem chão. Havia sofrido um processo destrutivo de lawfare em meu trabalho, e a injustiça que enfrentei quase me abateu.

Me lembro que tentei fazer coisas normais no cotidiano como, por exemplo, ler romances e livros que me chamaram a atenção. Um dos livros que tentei ler foi "Born To Run - Bruce Springsteen" (2016). Li cento e poucas páginas. 

Eu sempre gostei das músicas dele e algumas canções de Bruce Springsteen embalaram momentos marcantes de minha vida.

Anos depois do ano de 2018, ao olhar para trás, percebo o quanto aquele ano foi duro para mim. Pego como exemplo as leituras que fiz... elas se apagaram da minha mente. É como se eu nunca tivesse lido nada naquele ano duro.

Levei a autobiografia do roqueiro para ler um pouco durante a semana que passamos na Praia Grande e reli umas setenta páginas. 

Ao ver alguém contando seus primeiros anos de vida nos anos cinquenta e sessenta, eu percebo bem melhor o mundo hoje com a experiência que adquiri com o meu próprio percurso existencial, seja lendo as memórias de meu pai, seja lendo as do norte-americano Springsteen. 

O QUE É A VIDA?

A vida humana é uma síntese de acontecimentos diários que vão definindo a existência das pessoas, seja a do meu pai, seja a do Bruce, seja a minha existência. Veredas... veredas... e inventamos deuses e demônios, inventamos explicações para casualidades inexplicáveis como se algo tivesse programado aquilo.

Somos seres que imaginam e copiam coisas materiais e abstratas (abstrações), somos seres que vão vivendo, e vivendo vamos fazendo história, boas ou ruins.

É isso! Não tem mágica nenhuma nisso, a não ser a própria magia da vida... que um dia acaba, porque somos natureza.

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Luto - Expresso meus sentimentos pelo falecimento hoje da companheira Daniele Bittencourt, colega do BB de Curitiba, trabalhamos juntos nas lutas sindicais por muito tempo. Dani, presente! 

William 


segunda-feira, 22 de julho de 2024

58 de 100 dias


Uma semana entre amigos.


58. Chegamos a Osasco depois de uma semana de férias na Praia Grande, São Paulo. 

Para passar uma semana sem estresse, evitei ler notícias da política brasileira e mundial. Sei que as coisas vão de mal a pior para o povo. 

Voltando para casa, tenho que pensar nos meus objetivos imediatos, de curto prazo, de buscar sentidos para a minha vida e de promover mudanças naquilo que me incomoda.

Tenho coisas a fazer para frente e coisas a fazer para trás. 

Conhecer novos amigos, rever e estar junto de pessoas que gostamos e que nos fazem bem é algo a ser buscado.

Revisar e salvar textos feitos e recuperar conhecimentos esquecidos, além de buscar aprender coisas novas todos os dias é algo a ser perseguido. 

Como poderia interferir nas ações que atrapalham meus pares da classe trabalhadora a terem foco no combate ao capitalismo? Essa é a pergunta!

Bem, vamos dormir.

William 


domingo, 21 de julho de 2024

57 de 100 dias



57. O acontecimento do dia nas redes sociais e nos meios de comunicação dos donos do poder é a desistência de Biden de concorrer à reeleição nos EUA contra o adversário Trump. 

Essa mudança não muda nada para o povo dessa plutocracia, não muda nada para nós explorados pelo capitalismo imposto violentamente ao mundo pelos Estados Unidos. 

Nós precisamos de mudanças de verdade se quisermos existir nas próximas décadas e se quisermos que o planeta seja habitável. 

E não haverá mudanças se o capitalismo não for enfrentado e se essa invenção de alguns humanos não for substituída por outras formas de organização das sociedades humanas.

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LUTAR PELO SOCIALISMO E FREAR O CAPITALISMO 

Vejamos o caso do Brasil do dia 21 de julho de 2024. Se não atuarmos para mudar a situação na qual nos encontramos, o povo e o país seguirão como objetos de uma pequena parcela de humanos fdp. 

Alguns milhares de indivíduos inviabilizam o progresso de 200 milhões de pessoas do país. Aqui vigora o capitalismo mais selvagem do planeta.

Só enfrentando o capitalismo bárbaro e os capitalistas do Brasil teremos como oferecer mudanças para o povo. 

O socialismo deve ser o que unifica a esquerda e os progressistas do país. Entendem isso? 

O capitalismo tupiniquim unifica todos os contrários à esquerda e ao povo. 

Temos que fazer o mesmo, unificar nosso lado defendendo direitos para o povo. 

No capitalismo não há direitos. 

Só o socialismo é capaz de entregar direitos concretos ao povo, direitos como educação, saúde, habitação, cultura, segurança e um modo de vida com uso sustentável dos recursos naturais. 

Só o socialismo pode combater o capitalismo para evitarmos o fim do mundo.

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LULA, BOULOS E A ESQUERDA 

Não há democracia no Brasil assim como não há democracia nos EUA. Há plutocracias nesses países.

O poder do dinheiro define eleições, representações e decisões parlamentares e executivas contra os interesses do povo. Plutocracias!

E mais: não avançaremos pela esquerda defendendo a agenda dos endinheirados que fodem o povo e o país. 

Pensem nisso, companheiros Lula e Boulos! Pense nisso, companheir@s do PT e da CUT!

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JUNTOS 

Passamos uma semana de férias na Praia Grande, litoral paulista, na Colônia do Sinpro SP. Foram dias felizes. Como é bom estar com pessoas que nos fazem crer que a humanidade tem jeito!

Fortalecemos laços de amizades. Resgatamos os humanos dentro de nós. Corri e caminhei na praia diversos dias. Nos divertimos e estamos voltando para casa revigorados.

Viver é uma oportunidade. Minhas observações da realidade aumentam minhas percepções de que temos que defender o socialismo. Temos que salvar o mundo e as diversas formas de vida existentes na Terra.

É isso!

William Mendes 


sábado, 20 de julho de 2024

56 de 100 dias



56. Como não estou no corre, fica mais fácil observar e refletir sobre as coisas. Não culpo a parcela de meus pares da classe trabalhadora na condição de quem tem que sobreviver da venda de sua força de trabalho diariamente por não ter a consciência de classe que se adquire já bem entrado na idade adulta (e nem todos se conscientizam). Cada vida é uma jornada.

SOCIALISMO OU CAPITALISMO?

Não diria o mesmo em relação aos milhares de dirigentes políticos da classe trabalhadora. Se os trabatalhadores não têm consciência de classe, aqueles e aquelas de esquerda que querem representá-los estão falhando em não politizá-los. 

Não concordo que a culpa da despolitização de nossos bancários, metalúrgicos, professores, comerciários, trabalhadores de aplicativos e demais categorias da atualidade seja só resultado da ideologia da classe dominante. A despolitização é culpa também de falhas dos dirigentes políticos da esquerda. No mínimo, há falhas na questão do foco e dos objetivos a serem alcançados.

Nossos inimigos conseguem unificar as massas que aderem às suas ideologias pela negação a nós com palavras, ideias e conceitos que os unificam. O lado deles odeia a gente e são contra nós sem razão alguma. Ponto. Eles trabalham ideias e palavras-chave que unem pessoas antagônicas, do tipo: "Lula é ladrão". Nós não temos a mesma facilidade.

Eu culpo o nosso lado da classe, nossas lideranças, por não politizarem e unirem nossa gente. Os capitalistas unem as pessoas contra nós pela negação a nós. Os esquerdistas não nos unem pela negação ao capitalismo.

Afirmo que cada dirigente político do nosso lado da classe que não afirma, defende e propõe o socialismo é responsável pela situação atual de crescimento da extrema-direita e do capitalismo neoliberal.

Você que me segue e lê, pense nisso. Se você não tem firmeza de ser contrário ao capitalismo e suas consequências, você está depondo contra nossa luta para salvar os seres humanos e o planeta terra.

Você acredita no socialismo? Ou você é um defensor do capitalismo e está ao nosso lado por engano ou por acreditar que é possível "humanizar" o capitalismo?

Não há salvação dos humanos e do planeta sob a lógica do capitalismo!

Pense nisso!

William 


(Texto finalizado e atualizado às 7h50 horas da manhã de domingo)


sexta-feira, 19 de julho de 2024

55 de 100 dias



55. Meus companheiros e companheiras de esquerda, o movimento sindical e partidário brasileiro, estão em tese fazendo a sua parte nessa coisa conhecida como sociedade brasileira. Não nego.

Vejo o pessoal dos sindicatos de bancários nas redes sociais e em alguns lugares agitando a categoria na tentativa de envolvê-la na campanha salarial com data-base em setembro. 

Vejo a militância de partidos de esquerda e alguns dirigentes partidários e representantes com mandatos eletivos agitando o povo na tentativa de envolvê-lo na campanha eleitoral de outubro, para prefeitos e vereadores. 

A gente vai ficando experiente por ir vivendo e vai ou se acomodando, ou ligando o foda-se, ou se indignando vendo que as coisas vão dar merda e parece que ou todos já sabem e disfarçam ou acreditam que estão no caminho correto e vão se mostrar surpresos quando der merda...

Vejo assim o movimento "organizado" se movendo. Os sindicatos focados na sua "base". Os partidos focados em seus candidatos em outubro. O pessoal do governo Lula focado cada um no seu quadrado, no seu resultado ou na justificativa de por que deu merda.

Enquanto isso... O mundo capota. A vida se esvai. A humanidade se fode. O capitalismo neoliberal avança. A direita, os extremistas de direita e os fascistas avançam. Os crimes inumeráveis do clã de milicianos que governou o Brasil são trocados na pauta montada pelos donos do poder midiático e a pauta segue a dos últimos 40 anos: o Lula isso, o Lula aquilo, o PT isso... algum ministro do Lula aquilo.

Na boa: a culpa de nossas derrotas são nossas, da esquerda. Nossos inimigos estão certos, estão fazendo a parte deles. Vão nos invisibilizar, nos enfraquecer e nos exterminar. É o objetivo deles. Nosso objetivo nunca foi claro assim em relação aos inimigos. Merecemos ser derrotados por eles.

William 


quinta-feira, 18 de julho de 2024

54 de 100 dias


Desta vez em julho, ainda não
vimos céu azul e sol como na foto.


54. As dores viraram uma realidade na minha vida. Hoje, senti que precisava dar um trotinho para circular o sangue. Corri 2K e acabei ficando com umas dores pelo corpo.

E aí fico pensando o que são minhas dores perto das dores e carências dos outros: não são nada! Nada.

Parece que muitas pessoas estão resfriadas ou gripadas. 

É isso. Tivemos um dia de grandes debates entre amigos em nossas férias na Colônia do Sinpro na Praia Grande. 

Estou faz alguns dias sem ler matérias de política. Sei que o presidente Lula está sob ataque. 

Ataque da pior especie: por parte da burguesia e pequenos burgueses mais nojentos do mundo: os do Brasil. Nojo de burguês. Nojo!

William 

quarta-feira, 17 de julho de 2024

53 de 100 dias



53. Praia Grande, Colônia dos Professores e Professoras. Tempo nublado. Frio. Filho resfriado. Agora resfriado eu. E tudo está bom demais. 

Duas famílias confraternizando e aprofundando uma amizade bonita, sincera e de tolerância às opiniões divergentes sobre as coisas da vida.

Viver é uma oportunidade! Viva a vida!

William 

terça-feira, 16 de julho de 2024

52 de 100 dias



52. Conversamos sobre tudo que deu vontade nesta noite. Conversa entre amigos. Amigos novos que poderiam se conhecer há décadas. Amizade é isso: amor fraterno, troca de saberes, confissões. 

Estamos no espaço de descanso dos professores e professoras na Colônia do Sinpro SP, na Praia Grande. Acolhimento e disposição em deixar as pessoas à vontade por alguns dias de lazer.

Vamos relaxar um pouco nesses próximos dias. 

William 


segunda-feira, 15 de julho de 2024

51 de 100 dias



51. Fazer limpeza de casa, lavar banheiro e outros afazeres domésticos são obrigações de qualquer pessoa que mora em algum lugar. 

Quando digo qualquer pessoa, quero dizer todas as pessoas dos ambientes compartilhados. 

No entanto, a sociedade humana falhou miseravelmente nessa questão de educar as pessoas para terem consciência da obrigação de limparem diariamente a sujeira que fazem e ou produzem.

Olhemos para os ambientes compartilhados no Brasil do século atual, os milhões de lares, e veremos que uma porcentagem ínfima dos 200 milhões de pessoas lava suas louças, suas roupas, limpa os ambientes que suja ou desarruma.

Parte considerável dos milhões de pessoas que habitam milhões de ambientes compartilhados faz suas sujidades com a certeza que outras pessoas vão limpar ou arrumar aquilo.

Como mudar a tendência atual da insustentabilidade do consumo de coisas que poluem e sujam o mundo sem envolver as gerações presentes e futuras na criação de soluções para lidar com a sujidade que criamos? As pessoas sequer lidam com suas sujeiras!

Pensei nisso após lidar com limpeza doméstica ontem e hoje. Por décadas, eu trabalhava o dia todo, estudava de noite e ainda cozinhava, arrumava casa, lavava roupas e ainda sonhava com minhas utopias. 

Quantas pessoas das novas gerações fazem isso no mundo do ano de 2024?

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Post Scriptum: me esqueci de comentar a foto da postagem: meus pés, minhas pernas; minha mobilidade é o que me permite lavar privada, tirar gordura de box, limpar embaixo de camas etc. 

Faço um reparo sobre os milhões que falei que não lidam sequer com suas produções de sujeiras: o Brasil tem dezenas de milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, mais de 13 milhões têm deficiência física. 

A política teria que atuar para garantir direitos às pessoas: de cada um de acordo com suas possibilidades, a cada um de acordo com as suas necessidades. O Estado deve garantir direitos a todas as pessoas de forma igualitária.

Sou de esquerda e socialista porque acredito nisso: garantia de direitos às pessoas. No capitalismo não há direitos, há mercadorias, e só compram mercadorias a parcela que tem dinheiro. Uma pequena parte do todo. 

William 

 


domingo, 14 de julho de 2024

50 de 100 dias



50. Uma coisa ou outra, a gente tem que fazer escolhas sobre o que fazer ou não fazer no parco tempo de uma volta do planeta sobre si mesmo, e isso porque sou um membro da classe trabalhadora que não vende mais seu corpo e suas horas de trabalho. Fiz isso dos doze aos cinquenta anos, mais ou menos. 

A passagem do tempo deve ter acelerado neste momento da história do planeta onde vivemos, a Terra... brincadeira! O dia segue o mesmo, rotação e translação idem, formalmente ainda são necessários 365 dias e 6 horas para nosso planeta completar uma volta ao redor do nosso sol. 

Mas que o tempo psicológico da gente mudou, isso mudou. O tempo voa. O dia voa. E quando acordamos, já foi a metade do dia, quando vemos, o sol já ficou para trás. E sem que tenhamos concluído alguma coisa, acabou o dia. Putz, eu imagino se ainda estivesse trabalhando o dia inteiro e estudando à noite como fiz décadas de vida. Seria foda!

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Já se passou a metade do meu curto viver de 100 dias. Lá no início, falei que queria ser "acabativo" em relação às coisas que começo a fazer e não termino, principalmente em relação a estudos, leituras e cultura. Ainda não me tornei mais "acabativo". Bom, vi uma coleção de 12 DVDs de história que nunca tinha visto. Como disse no primeiro parágrafo, para fazer isso, deixei de fazer outras coisas. No entanto, em relação a terminar leituras iniciadas, estou devendo a mim mesmo.

Em relação à saúde, preciso fortalecer minha estrutura de locomoção, com um pouco de musculação. Não comecei a fazer isso. Tenho que fazer.

Quero estar mais próximo a pessoas que gosto. Procurei fazer isso. Minha família em Minas Gerais é um exemplo, tenho que ir mais vezes lá. E aqui em São Paulo, idem. Ver mais vezes pessoas que estimo.

Enfim, seguir buscando sentidos e mudanças. 

William


Cedoc do Refeitório Cultural (4)



Refeição Cultural

Estou organizando meus materiais de cultura: coleção de livros, revistas, mídias audiovisuais e outras fontes de informação que fui adquirindo por ter interesse nos temas e que tanto posso ter utilizado como também nunca ter conseguido desfrutar do material.

Muitas das mídias audiovisuais adquiri sabendo que não conseguiria ver no momento da aquisição. Elas seriam úteis caso eu precisasse de material sobre determinado tema.

A Coleção História Viva, distribuída no Brasil pela Duetto, é um desses casos de materiais que nunca assisti. Vendo neste momento do viver os 12 DVDs, agora que não estou vendendo meu corpo e minhas horas de trabalho para algum capitalista ou governo, diria que tenho um material excepcional sobre a história do mundo.

Ao ver cada episódio do documentário sobre os "Grandes dias do século XX", acabei aproveitando e escrevendo algum comentário ou impressão sobre o que vi.

Segue abaixo o tema tratado em cada DVD e um link com o texto que fiz no blog. Antes, transcrevo o cabeçalho de apresentação dos DVDs.

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"Mais completa série de documentários sobre a história contemporânea já lançada em DVD, a coleção "Grandes dias do século XX" apresenta a crônica da Era dos Extremos em 12 volumes. Todos os episódios mesclam rigorosa pesquisa histórica com as mais modernas técnicas de edição. Narrativas claras, recursos sonoros sofisticados e imagens raras de época tornam a coleção uma rica memória visual do nosso tempo."

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GRANDES DIAS DO SÉCULO XX

- Episódio 1: Primeira Guerra Mundial (comentário aqui)

- Episódio 2: Revolução Russa (comentário aqui)

- Episódio 3: Ditadores - Ascensão do fascismo (comentário aqui)

- Episódio 4: Guerra Civil Espanhola - Prelúdio da tragédia (comentário aqui)

- Episódio 5: Segunda Guerra Mundial - Partes 1 e 2 (comentário aqui)

- Episódio 6: Segunda Guerra Mundial - Parte 3 & Dia D - O desembarque aliado na França (comentário aqui)

- Episódio 7: Êxodo - Nascimento de Israel (comentário aqui)

- Episódio 8: Gandhi - Fim de um império (comentário aqui)

- Episódio 9: Budapeste - Comunismo com tanques (comentário aqui)

- Episódio 10: De Gaulle - A França no mundo (comentário aqui)

- Episódio 11: Extremo Oriente - Últimos imperadores (comentário aqui)

- Episódio 12: Kennedy - Sonho Americano (comentário aqui)

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Seguimos organizando o cedoc do Refeitório Cultural enquanto estudamos e adquirimos novos conhecimentos.

William 


Post Scriptum: a postagem anterior sobre o cedoc pode ser lida aqui.


Diários e reflexões (2)



Refeição Cultural

Osasco, 14 de julho de 2024. Tarde de domingo.


KENNEDY - SONHO AMERICANO

Com esse documentário, termino as sessões com os 12 DVDs da Coleção História Viva, da série "Grandes dias do século XX", uma produção audiovisual dos anos oitenta, comercializada no Brasil pela Duetto.

Foram aproximadamente 13 horas de documentários com imagens de época abordando momentos que marcaram a história da sociedade humana no último século. A qualidade do material é excelente.

Para mim, o material audiovisual é muito bom para ser visto após o estudo aprofundado de cada um dos temas abrangidos. Por exemplo, após ler um ou vários livros sobre alguma das guerras tratadas nos episódios, ver o documentário ilustraria de forma complementar o estudo feito com livros.

Excelente material. Fará parte de meu centro de documentação, meu cedoc do Refeitório Cultural.

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Sinopse:

O século XX testemunhou a ascensão política e econômica dos EUA, reforçada durante e após a Segunda Guerra Mundial. Como defensor da democracia e do capitalismo, o país imprimiu seu ritmo ao mundo graças também a seus presidentes, seja por meio das realizações inspiradoras de Franklin Delano Roosevelt, seja pelo carisma e talento de John F. Kennedy. A curta presidência de Kennedy traduziu o momento brilhante pelo qual a América passava, em anos marcados por muito idealismo, entusiasmo, elegância, cultura e poder. Sua morte fortaleceu ainda mais o mito americano.

O episódio está dividido nos seguintes capítulos: "O início", "O sonho americano", "Roosevelt" e "O fim de Kennedy".

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Cena do documentário "Kennedy - Sonho Americano",
da Coleção História Viva, Grandes dias do século XX.

OS ESTADOS UNIDOS NUNCA SERÃO EXEMPLO DE DEMOCRACIA: JÁ NASCERAM COMO PLUTOCRACIA E NÃO VEJO CHANCES DE UMA DEMOCRACIA EXISTIR LÁ ALGUM DIA

Eu separei uma imagem de uma pessoa norte-americana de dezenas de anos atrás porque achei que ela poderia ter sido feita hoje lá nos Estados Unidos. A expressão de ira da cidadã de uns setenta anos atrás não é diferente de uma expressão de ira dos norte-americanos hoje, um país dividido e à beira de uma guerra civil.

Nesta semana, tivemos um dos candidatos à presidência dos Estados Unidos da América - Trump -, sofrendo um ataque a tiros em um comício. Ele está bem, segundo as informações dos noticiários. A plutocracia dos norte-americanos terá como novo governante Biden ou Trump, um ou outro, o outro ou o um... entendem?

Um foi acusado de ser o promotor da tentativa de golpe de Estado, invasão do Capitólio etc por não aceitar o resultado das eleições passadas. É acusado de um monte de coisas - não pagar impostos, questões sexuais, traição etc. Já foi condenado em um dos estados do país. Mas pode concorrer normalmente, pode ser eleito e presidir o país sendo um condenado.

O outro é o atual presidente. Ele tem recebido diversos pedidos para se retirar do processo eleitoral por suspeitas de estar com alguma doença degenerativa ou cognitiva. Disse dias atrás que só abandona o processo eleitoral se deus pedir isso a ele. 

São assim as eleições nos Estados Unidos da América.

Imagino que deva ser difícil para um cidadão norte-americano ter que escolher entre um Trump ou um Biden, sabendo que o país já teve alguém como Franklin D. Roosevelt...

Para quem estuda um pouco de história, sabemos que aquele país é responsável por grande parte das guerras que o mundo sofreu nos últimos duzentos anos. Os caras têm milhares de ogivas nucleares e, no momento, estão promovendo diversas desestabilizações de governos e países no mundo porque sua hegemonia está em risco.

As coisas não vão acabar bem para nós no mundo, se todos os desejos daquela plutocracia se realizarem...

William


Diário e reflexões



Refeição Cultural 

Osasco, 14 de julho de 2024. Domingo. 


EXTREMO ORIENTE - ÚLTIMOS IMPERADORES 

A história da caminhada da espécie animal homo sapiens é uma história de violência mesclada com solidariedade em gestos individuais. É a impressão que tenho ao estudar a história. Temos em cada ser humano o melhor e o pior de nossa espécie. Um humano é a miniatura da própria natureza física. Somos a possibilidade para coisas extraordinárias, e somos também semente das maiores barbaridades.

Ao assistir aos documentários da Coleção História Viva, com imagens de época em cada tema abordado, imagens do início do século passado, passei dias pensando na nossa caminhada humana até o momento em que estamos. Eu diria que não me surpreendo com a atual conjuntura olhando para trás.

Este foi o penúltimo episódio da coleção. Essas preciosidades ficaram guardadas nos meus amontoados de mídia por um longo tempo. Por sorte a pátina do tempo não deteriorou o material e ainda pude vê-lo. O tempo muda tudo, mas o tempo para esse material andou devagar, felizmente.

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Sinopse:

Os dois milenares e tradicionais impérios do Oriente, China e Japão, enfrentaram mudanças políticas radicais no século XX. Guerreando entre si por anos, experimentaram perdas de toda ordem. Não bastasse, o Japão entrou em choque com democracias capitalistas na Segunda Guerra Mundial. Já a China, se viu confrontada com o comunismo, a que aderiu mais tarde. Para as populações de ambos os países, mudar era um imperativo da história. Ou os orientais aprendiam a fazer concessões e a conviver com novos regimes, ou seu fim seria melancólico - como, de fato, foi para extensas linhagens, representantes da nobreza de tempos que jamais retornariam.

Este episódio está dividido nos seguintes capítulos: "O Japão e a China", "Os domínios da China", "A República Popular da China" e "Mao deixa a presidência".

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CENAS DANTESCAS DE VIOLÊNCIA E A HIPOCRISIA DOS HOMENS NAS GUERRAS 

Os japoneses massacraram chineses em 1937 na guerra de invasão... estamos falando de colonialismo. Dezenas de milhares de crianças, mulheres e idosos assassinadas a sangue frio na Batalha de Nanquim. Milhares de estupros. Um horror!

Um tempo depois, os japoneses parceiros dos nazistas e fascistas (o Eixo) são massacrados pelos norte-americanos e ingleses, os aliados. Os EUA lançaram duas bombas atômicas matando quase meio milhão de japoneses e lançaram Napalm em Tóquio, matando novamente centenas de milhares de pessoas. Assim são as guerras... 

Mao Tsé-Tung e os comunistas venceram a guerra civil na China: Chiang Kai-Shek foge para Taiwan. Depois de unir o país, os chineses atuam para libertar os coreanos dos japoneses invasores. Guerra civil na Coreia. Com intervenção de comunistas e capitalistas, coreanos se dividem em Norte e Sul. O saldo em vidas perdidas foi alto: dois milhões de mortes. 

Um tempo depois, para combater o comunismo na Ásia, os Estados Unidos que massacraram os japoneses, mudam a estratégia e voltam a dar poderes ao imperador derrotado Hirohito. O Japão será o grande aliado dos capitalistas norte-americanos para combater chineses e coreanos ao Norte. 

Lá nos anos setenta (fevereiro de 1972), por diferenças entre URSS e China, Mao Tsé-Tung refaz relações diplomáticas e comerciais com norte-americanos e japoneses. Socialismo e capitalismo se juntam por interesses políticos e econômicos. 

Violência e hipocrisia... talvez os principais atributos da espécie humana.

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SEM DETERMINISMOS, SEGUIR ESTUDANDO E FAZENDO HISTÓRIA

Estamos aqui, sou uma unidade dessa espécie contraditória, perversa e destruidora e ao mesmo tempo solidária, criativa, com esperanças no amanhã. Por ser inteligente não posso ser determinista. Sei que somos seres históricos. 

Então, é seguir estudando, compartilhando conhecimento de forma gratuita e fazendo história.

William


sábado, 13 de julho de 2024

49 de 100 dias



49. Me aproximo da metade do período de existência de curto prazo que imaginei buscar sentidos e mudanças lá no dia 26 de maio (ler aqui). De lá para cá, pouca coisa fiz como imaginei acontecer.

Fiz exames do quadril e fiz exames de próstata para saber a natureza das dores na região e os possíveis cenários futuros. Comecei a mexer nas minhas coisas velhas para ver se organizo um pouco aquela zona pré-histórica na forma de amontoados em casa.

Não avancei muito em relação à busca de sentidos. Nem em relação às mudanças. Mas não desisti da ideia.

Sigamos procurando sentidos e mudanças.

William

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Professoras Ione e Roseli.
A profissão mais nobre do mundo!

Post Scriptum: Ontem à noite, estivemos num ambiente de árabes e palestinos aqui em São Paulo, para dar um abraço em uma amiga professora, Roseli, que completou 60 anos de idade. Ela sempre foi uma referência para nós, militante do Partido dos Trabalhadores desde quando eu era um adolescente despolitizado. Parabéns, companheira Rô! (hoje, os sionistas do governo de Israel mataram mais de 90 palestinos na Faixa de Gaza. Expresso minha solidariedade à causa dos palestinos)