segunda-feira, 11 de maio de 2009
Comunidades Imaginadas, de Benedict Anderson

Refeição Cultural
Ao ler a Caros Amigos de abril, mais especificamente o texto de Georges Bourdoukan "Ou aprendemos a conviver ou...", que trata de imaginar vivermos em paz sem fronteiras geográficas no mundo, lembrei-me do livro de Benedict Anderson (informações do autor aqui) sobre as origens do Nacionalismo ou das comunidades.
Acho uma utopia essa ideia de vivermos sem fronteiras. Na minha opinião, elas jamais deixarão de existir.
Aliás, no movimento social, vivo dizendo que a sociedade, as sociedades, se organizam em grupos - o que podemos chamar de corporações, daí o termo corporativismo.
Eu não acho errado, nos regimes democráticos, as pessoas se organizarem em corporações e grupos. Entendo que é assim mesmo que funciona uma sociedade na democracia.
O que é necessário é estabelecer-se regras institucionais que garantam condições para se atingir a igualdade de oportunidade, que é aquilo de tratar de forma diferenciada aos desiguais, de maneira a garantir-lhes as condições de igualdade efetiva.
Acabei lendo um pouco o livro, que tenho na versão em espanhol, edição do Fondo de Cultura Económica.
Bibliografia:
ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas - Reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo. Fondo de Cultura Económica. Quarta reimpresión 2007 de la primera edición en español 1993, fructo de la segunda edición en inglés 1991.
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Refeição Cultural
Síndrome de Vichy
Refeição Cultural
Consegui ler hoje um dos cadernos de cultura que trago normalmente para casa - tenho uma considerável pilha de jornais desses cadernos que gostaria de ler com frequência, mas falta-me tempo para o lazer cultural.
O referido caderno é do Estadão de domingo, 4 de maio de 2008.
Nele, li matérias muito boas sobre o poeta português Fernando Pessoa e seus escritos inéditos contidos no livro Lisboa: o que o turista deve ver, o escritor argentino Ernesto Sabato e o lançamento da versão em português de seu livro A Resistência e sobre um livro do historiador inglês Tony Judt - Pós-Guerra, uma história da Europa desde 1945.
Lendo sobre o livro do historiador inglês, vi um excerto de seu livro falando sobre a "Síndrome de Vichy".
"O Holocausto era apenas uma das muitas coisas que as pessoas queriam esquecer: 'No período de vacas gordas do pós-guerra (...) os europeus se protegeram detrás de uma amnésia coletiva' (Hans-Magnus Enzensberger). Entre concessões feitas a administrações fascistas e forças de ocupação, colaboracionismo com determinadas agências e governantes, humilhações pessoais, privações materiais e tragédias familiares, milhões de europeus tinham bons motivos para virar as costas ao passado recente, ou se valer de memória seletiva. O que o historiador francês Henry Rousso mais tarde denominaria 'Síndrome de Vichy' - a dificuldade, durante décadas, de se admitir o que [de] fato ocorrera durante a guerra, e o desejo irresistível de bloquear a memória, ou reconstruí-la de maneira a não corroer os frágeis elos da sociedade do pós-guerra - não foi, absolutamente, exclusividade da França (...) Conforme alguns observadores já previam em 1946, os alemães conseguiram se distanciar de Hitler, esquivando-se de punição e responsabilidade moral ao oferecerem o Führer ao mundo como bode expiatório" (o negrito é meu)
A matéria é de Ubiratan Brasil falando a respeito do livro do historiador inglês.
(COMENTÁRIO: assistindo ao filme O leitor (ver na Wikipedia), podemos refletir um pouco a respeito dessa questão da dificuldade dos alemães e europeus em lidar com o passado da 2a Guerra Mundial.)
Lendo a matéria em questão, convenci-me de que preciso ler mais a respeito de Charles de Gaulle (ver na Wikipedia), pois não sei dizer nada a respeito dele e nem o que ele fez de tão importante.
Guardei a matéria sobre o Fernando Pessoa e sobre o Ernesto Sabato, pois de Pessoa já não sou tão leigo, posso dizer que já li algumas coisas, porém de Sabato não conheço nada, sou um completo ignorante sobre o escritor argentino.
Vamos seguindo lendo e descobrindo o quanto não sabemos nada nesta vida...
O referido caderno é do Estadão de domingo, 4 de maio de 2008.
Nele, li matérias muito boas sobre o poeta português Fernando Pessoa e seus escritos inéditos contidos no livro Lisboa: o que o turista deve ver, o escritor argentino Ernesto Sabato e o lançamento da versão em português de seu livro A Resistência e sobre um livro do historiador inglês Tony Judt - Pós-Guerra, uma história da Europa desde 1945.
Lendo sobre o livro do historiador inglês, vi um excerto de seu livro falando sobre a "Síndrome de Vichy".
"O Holocausto era apenas uma das muitas coisas que as pessoas queriam esquecer: 'No período de vacas gordas do pós-guerra (...) os europeus se protegeram detrás de uma amnésia coletiva' (Hans-Magnus Enzensberger). Entre concessões feitas a administrações fascistas e forças de ocupação, colaboracionismo com determinadas agências e governantes, humilhações pessoais, privações materiais e tragédias familiares, milhões de europeus tinham bons motivos para virar as costas ao passado recente, ou se valer de memória seletiva. O que o historiador francês Henry Rousso mais tarde denominaria 'Síndrome de Vichy' - a dificuldade, durante décadas, de se admitir o que [de] fato ocorrera durante a guerra, e o desejo irresistível de bloquear a memória, ou reconstruí-la de maneira a não corroer os frágeis elos da sociedade do pós-guerra - não foi, absolutamente, exclusividade da França (...) Conforme alguns observadores já previam em 1946, os alemães conseguiram se distanciar de Hitler, esquivando-se de punição e responsabilidade moral ao oferecerem o Führer ao mundo como bode expiatório" (o negrito é meu)
A matéria é de Ubiratan Brasil falando a respeito do livro do historiador inglês.
(COMENTÁRIO: assistindo ao filme O leitor (ver na Wikipedia), podemos refletir um pouco a respeito dessa questão da dificuldade dos alemães e europeus em lidar com o passado da 2a Guerra Mundial.)
Lendo a matéria em questão, convenci-me de que preciso ler mais a respeito de Charles de Gaulle (ver na Wikipedia), pois não sei dizer nada a respeito dele e nem o que ele fez de tão importante.
Guardei a matéria sobre o Fernando Pessoa e sobre o Ernesto Sabato, pois de Pessoa já não sou tão leigo, posso dizer que já li algumas coisas, porém de Sabato não conheço nada, sou um completo ignorante sobre o escritor argentino.
Vamos seguindo lendo e descobrindo o quanto não sabemos nada nesta vida...
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Post Scriptum (27/12/23):
Estudiosos sobre a ocupação nazista na França criaram um conceito - Síndrome de Vichy - para lidar com o comportamento colaboracionista de setores do povo francês, a partir do governo instalado em Vichy, durante e depois do nazismo. As pessoas fizeram de conta que a França e seu povo resistiram a Hitler e ao antissemitismo, quando na verdade o governo de Vichy e importantes segmentos da sociedade instalaram um verdadeiro regime contra os judeus e mais de 70 mil pessoas foram deportadas para os campos de extermínio, incluindo milhares de crianças.
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domingo, 10 de maio de 2009
Corrida
Amanheceu de sol. Caminhei até a padaria e voltei.
Choveu a partir da 1 hora. O Sol voltou às 2 horas.
Saí para correr cerca de 4 Km com um solzinho da hora.
Voltou a chover às 3 horas e pouco.
O dia passou e a noite chegou. Li um pouco após o cochilo das 7 horas.
Choveu a partir da 1 hora. O Sol voltou às 2 horas.
Saí para correr cerca de 4 Km com um solzinho da hora.
Voltou a chover às 3 horas e pouco.
O dia passou e a noite chegou. Li um pouco após o cochilo das 7 horas.
Corrida e caminhada
Neste sábado, consegui caminhar e correr um pouco. Ando meio afastado das atividades físicas regulares.
Corri 3 Km em uma tarde ensolarada. Foi reconfortante.
Post Scriptum (5/01/16):
Estou em Osasco, em férias, jogando papéis fora. Encontrei essa anotação de, mais ou menos, maio de 2009, logo após eu completar os quarenta anos de idade.
"E agora, José?
Se dizem haver a crise dos 40 anos, imaginem só pensar em buscar vida nova, estabilidade, após os 40!
Desespéro várias vezes ao dia.
Como sempre fui passageiro, aonde vão me levar?
E agora, José?"
sábado, 9 de maio de 2009
Listening to the music at night at home
Know, i'm in holiday for a while...
At first, took a beer with friends and after that a beer at home.
At first, took a beer with friends and after that a beer at home.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Artigo - Reflexões sobre o modelo de PLR dos bancários
O modelo atual e o aperfeiçoamento necessário
Pensando acerca da PLR – Participação nos Lucros e Resultados – da categoria bancária assinada com a Fenaban, e a problemática recente dos balanços dos bancos bastante complicados e de pouca confiabilidade nos números, por um lado, e na necessidade de aumentar a distribuição do lucro para os trabalhadores de forma mais simples e compreensível, por outro, tenho as seguintes observações a título de contribuição ao debate:
O MODELO ATUAL DA FENABAN
É certo que, em termos de distribuição do lucro do exercício, o ideal para os trabalhadores seria uma distribuição de parte do lucro de forma linear para todos os empregados da empresa.
No entanto, tal modelo morreria no nascedouro porque ao longo desses 15 anos de negociação entre nós, os bancários, e eles, os banqueiros, ficou explícito por estes que não existe trânsito nesta forma de distribuição pura e simples.
Percebo também, como representante dos bancários há alguns anos, que a proposta de linearidade total não teria trânsito nem mesmo entre a categoria, que hoje possui cerca de 50% de seu quadro nacional constituído por trabalhadores comissionados.
Entendo que a fórmula por nós conquistada em 1995, de parte do valor fixo – privilegiando os menores salários, e parte do valor equivalente a um percentual do salário – fazendo jus à parte comissionada, acaba por dialogar com os dois grandes grupamentos de trabalhadores bancários, ou seja, os comissionados e os escriturários e caixas.
O teto máximo em reais também ajuda a equalizar a distribuição do montante apartado pelos bancos, de maneira a que na hora de cumprir a regra de distribuir no mínimo 5% do lucro líquido, faz-se com que a quase totalidade dos trabalhadores dos bancos receba dois salários no exercício financeiro.
OS PROBLEMAS DO MODELO ATUAL
Um dos problemas advindos nos últimos anos refere-se à confiabilidade dos números do balanço dos bancos apresentados para a negociação de PLR.
De 2006 para cá, os bancos passaram a incluir ou excluir valores substanciais alegando direitos permitidos na legislação brasileira que colocam em dúvida o próprio resultado líquido balizador da distribuição do lucro.
Também contribuiu para o problema, a quantidade grande de fusões e aquisições por que tem passado o Sistema Financeiro Nacional e internacional.
UM NOVO MODELO GERAL MAIS SIMPLES E JUSTO
Pensando nesses problemas e buscando formas de melhorar a distribuição dos lucros dos bancos de forma mais justa e equânime, penso que devemos avançar na Fenaban para um modelo que se aproxime daquele que os trabalhadores do Banco do Brasil conquistaram na campanha salarial de 2005 e que foi uma proposta oriunda da Conferência Nacional dos Bancários daquele ano e que era reivindicação para todos os bancos.
O modelo básico no BB (excluído o programa próprio de resultados como existe nos demais bancos), tanto respeita a forma que dialoga com os dois grandes segmentos de trabalhadores bancários – os comissionados e os não-comissionados – como paga de forma linear uma porcentagem do lucro líquido para todos, sem nenhuma discriminação.
O modelo padrão da PLR do Banco do Brasil (ref. 2008):
Porcentagem do salário (90%)
+
Valor fixo para todos (R$966)
+
Porcentagem do LL linear (4%)
Este modelo tem vantagens importantes tanto para os trabalhadores quanto para a empresa.
Ele estabelece limites de amplitude entre o menor e o maior valor distribuído. No Banco do Brasil não há tetos em reais como na Fenaban. No entanto, a diferença entre o menor valor distribuído para os escriturários e o maior valor de 3 salários de referência para o topo da pirâmide (aqui incluído o modelo de resultados) já chegou a pagar até 5 salários ao ano para a base da pirâmide.
Quanto ao problema de os bancos estarem reduzindo os seus resultados com permissões da legislação em vigor, compete a nós também, representantes dos trabalhadores bancários e conhecedores de nosso papel, de exigir e denunciar às autoridades competentes – Governo Federal e fisco, Banco Central, CMN, dentre outras autoridades, que atuem para inibir a elisão fiscal e o excesso de permissividade hoje existente e que regulamente limites para as provisões dos bancos.
Para citar um exemplo, a provisão para devedores duvidosos só determina a porcentagem mínima a ser feita nos balanços, pois, em geral, os princípios contábeis são conservadores. Ora, o sistema financeiro evoluiu sobremaneira nos últimos 20 anos e hoje o fisco deixa muito à vontade os bancos no que diz respeito à autoclassificação de suas carteiras de créditos em inúmeras categorias e permite aos bancos fazerem provisões extras que, em alguns bancos, está fazendo com que as provisões totais cheguem a mais de R$ 10 bilhões, camuflando o lucro final.
Por mais que provisões não-realizadas devam voltar aos resultados finais nos exercícios seguintes, deve haver limites, pois quem perde com isso (resultado menor “artificial”) não são só os trabalhadores em suas negociações salariais e de PLR, mas também os acionistas minoritários e o próprio fisco que depende de tributos para servir à sociedade brasileira através das suas funções sociais e públicas.
William Mendes, Secretário de Formação da Contraf-CUT.
Pensando acerca da PLR – Participação nos Lucros e Resultados – da categoria bancária assinada com a Fenaban, e a problemática recente dos balanços dos bancos bastante complicados e de pouca confiabilidade nos números, por um lado, e na necessidade de aumentar a distribuição do lucro para os trabalhadores de forma mais simples e compreensível, por outro, tenho as seguintes observações a título de contribuição ao debate:
O MODELO ATUAL DA FENABAN
É certo que, em termos de distribuição do lucro do exercício, o ideal para os trabalhadores seria uma distribuição de parte do lucro de forma linear para todos os empregados da empresa.
No entanto, tal modelo morreria no nascedouro porque ao longo desses 15 anos de negociação entre nós, os bancários, e eles, os banqueiros, ficou explícito por estes que não existe trânsito nesta forma de distribuição pura e simples.
Percebo também, como representante dos bancários há alguns anos, que a proposta de linearidade total não teria trânsito nem mesmo entre a categoria, que hoje possui cerca de 50% de seu quadro nacional constituído por trabalhadores comissionados.
Entendo que a fórmula por nós conquistada em 1995, de parte do valor fixo – privilegiando os menores salários, e parte do valor equivalente a um percentual do salário – fazendo jus à parte comissionada, acaba por dialogar com os dois grandes grupamentos de trabalhadores bancários, ou seja, os comissionados e os escriturários e caixas.
O teto máximo em reais também ajuda a equalizar a distribuição do montante apartado pelos bancos, de maneira a que na hora de cumprir a regra de distribuir no mínimo 5% do lucro líquido, faz-se com que a quase totalidade dos trabalhadores dos bancos receba dois salários no exercício financeiro.
OS PROBLEMAS DO MODELO ATUAL
Um dos problemas advindos nos últimos anos refere-se à confiabilidade dos números do balanço dos bancos apresentados para a negociação de PLR.
De 2006 para cá, os bancos passaram a incluir ou excluir valores substanciais alegando direitos permitidos na legislação brasileira que colocam em dúvida o próprio resultado líquido balizador da distribuição do lucro.
Também contribuiu para o problema, a quantidade grande de fusões e aquisições por que tem passado o Sistema Financeiro Nacional e internacional.
UM NOVO MODELO GERAL MAIS SIMPLES E JUSTO
Pensando nesses problemas e buscando formas de melhorar a distribuição dos lucros dos bancos de forma mais justa e equânime, penso que devemos avançar na Fenaban para um modelo que se aproxime daquele que os trabalhadores do Banco do Brasil conquistaram na campanha salarial de 2005 e que foi uma proposta oriunda da Conferência Nacional dos Bancários daquele ano e que era reivindicação para todos os bancos.
O modelo básico no BB (excluído o programa próprio de resultados como existe nos demais bancos), tanto respeita a forma que dialoga com os dois grandes segmentos de trabalhadores bancários – os comissionados e os não-comissionados – como paga de forma linear uma porcentagem do lucro líquido para todos, sem nenhuma discriminação.
O modelo padrão da PLR do Banco do Brasil (ref. 2008):
Porcentagem do salário (90%)
+
Valor fixo para todos (R$966)
+
Porcentagem do LL linear (4%)
Este modelo tem vantagens importantes tanto para os trabalhadores quanto para a empresa.
Ele estabelece limites de amplitude entre o menor e o maior valor distribuído. No Banco do Brasil não há tetos em reais como na Fenaban. No entanto, a diferença entre o menor valor distribuído para os escriturários e o maior valor de 3 salários de referência para o topo da pirâmide (aqui incluído o modelo de resultados) já chegou a pagar até 5 salários ao ano para a base da pirâmide.
Quanto ao problema de os bancos estarem reduzindo os seus resultados com permissões da legislação em vigor, compete a nós também, representantes dos trabalhadores bancários e conhecedores de nosso papel, de exigir e denunciar às autoridades competentes – Governo Federal e fisco, Banco Central, CMN, dentre outras autoridades, que atuem para inibir a elisão fiscal e o excesso de permissividade hoje existente e que regulamente limites para as provisões dos bancos.
Para citar um exemplo, a provisão para devedores duvidosos só determina a porcentagem mínima a ser feita nos balanços, pois, em geral, os princípios contábeis são conservadores. Ora, o sistema financeiro evoluiu sobremaneira nos últimos 20 anos e hoje o fisco deixa muito à vontade os bancos no que diz respeito à autoclassificação de suas carteiras de créditos em inúmeras categorias e permite aos bancos fazerem provisões extras que, em alguns bancos, está fazendo com que as provisões totais cheguem a mais de R$ 10 bilhões, camuflando o lucro final.
Por mais que provisões não-realizadas devam voltar aos resultados finais nos exercícios seguintes, deve haver limites, pois quem perde com isso (resultado menor “artificial”) não são só os trabalhadores em suas negociações salariais e de PLR, mas também os acionistas minoritários e o próprio fisco que depende de tributos para servir à sociedade brasileira através das suas funções sociais e públicas.
William Mendes, Secretário de Formação da Contraf-CUT.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
La Celestina - Literatura Española Medieval (VIII)
LA CELESTINA
El acto noveno
Argumento del noveno acto:
Sempronio y Parmeno van a casa de Celestina, entre sí hablando. Llegados allá, hablan a Elicia y Areusa. Pónense a comer. Entre comer riñe Elicia con Sempronio. Levántase de la mesa. Tórnanla apaciguar. Estando ellos todos entre sí razonando, viene Lucrecia, criada de Melibea, llamar a Celestina, que vaya a estar con Melibea.
Interessante neste capítulo as lembranças saudosistas de Celestina, de quando tinha muitas moças em seu prostíbulo e este era frequentado por todos os níveis de senhores, desde duques e magistrados até padres e bispos. A ela nunca faltava do bom e do melhor, pois era bem quista por onde passava e todos lhe davam de tudo, esperando pelos favores de suas donzelas.
Alguns ditos interessantes do capítulo:
"Que los sabios dicen que vale más una migaja de pan con paz que toda la casa llena de viandas con rencilla." p.87
"Gozad vuestras frescas mocedades, que quien tiempo tiene y mejor le espera, tiempo viene que se arrepiente. (Como yo hago ahora por algunas horas que dejé perder, cuando moza, cuando me preciaban, cuando me querian)" p.86
Post Scriptum: o texto seguinte pode ser lido aqui. A postagem anterior pode ser lida aqui.
BIBLIOGRAFÍA:
El acto noveno
Argumento del noveno acto:
Sempronio y Parmeno van a casa de Celestina, entre sí hablando. Llegados allá, hablan a Elicia y Areusa. Pónense a comer. Entre comer riñe Elicia con Sempronio. Levántase de la mesa. Tórnanla apaciguar. Estando ellos todos entre sí razonando, viene Lucrecia, criada de Melibea, llamar a Celestina, que vaya a estar con Melibea.
Interessante neste capítulo as lembranças saudosistas de Celestina, de quando tinha muitas moças em seu prostíbulo e este era frequentado por todos os níveis de senhores, desde duques e magistrados até padres e bispos. A ela nunca faltava do bom e do melhor, pois era bem quista por onde passava e todos lhe davam de tudo, esperando pelos favores de suas donzelas.
Alguns ditos interessantes do capítulo:
"Que los sabios dicen que vale más una migaja de pan con paz que toda la casa llena de viandas con rencilla." p.87
"Gozad vuestras frescas mocedades, que quien tiempo tiene y mejor le espera, tiempo viene que se arrepiente. (Como yo hago ahora por algunas horas que dejé perder, cuando moza, cuando me preciaban, cuando me querian)" p.86
Post Scriptum: o texto seguinte pode ser lido aqui. A postagem anterior pode ser lida aqui.
BIBLIOGRAFÍA:
ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.
Marcadores:
Ano 2009,
Educação e formação,
Espanha,
Espanhol,
Fernando de Rojas,
FFLCH-USP,
Frases,
La Celestina,
Leituras de livros,
Literatura Espanhola,
William Mendes
quarta-feira, 6 de maio de 2009
La Celestina - Literatura Española Medieval (VII)
LA CELESTINA
El acto octavo
Argumento del octavo acto:
La mañana viene. Despierta Parmeno. Despedido de Areusa, va para casa de Calixto su señor. Halla a la puerta a Sempronio. Conciertan su amistad. Van juntos a la cámara de Calixto. Hállanle hablando consigo mismo. Levantado, va a la iglesia.
Encontrei mais dois ditos populares interessantes: da água que tanto bate até que fura e de Deus ajudar mais do que cedo madrugar.
"Mucho puede el contínuo trabajo; una contínua gotera horada una piedra" p.79
"Más vale a quien Dios ayuda, que quien mucho madruga" p.79
Post Scriptum: para ler o texto seguinte, clique aqui. O texto anterior pode ser lido aqui.
BIBLIOGRAFÍA:
ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.
El acto octavo
Argumento del octavo acto:
La mañana viene. Despierta Parmeno. Despedido de Areusa, va para casa de Calixto su señor. Halla a la puerta a Sempronio. Conciertan su amistad. Van juntos a la cámara de Calixto. Hállanle hablando consigo mismo. Levantado, va a la iglesia.
Encontrei mais dois ditos populares interessantes: da água que tanto bate até que fura e de Deus ajudar mais do que cedo madrugar.
"Mucho puede el contínuo trabajo; una contínua gotera horada una piedra" p.79
"Más vale a quien Dios ayuda, que quien mucho madruga" p.79
Post Scriptum: para ler o texto seguinte, clique aqui. O texto anterior pode ser lido aqui.
BIBLIOGRAFÍA:
ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.
Marcadores:
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William Mendes
Filme - Cidade do Silêncio

O filme é forte e bem elucidativo a respeito do neoliberalismo capitalista.
Mostra as ligações das grandes corporações com a política e a mídia, como também os efeitos práticos dos tratados entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos e/ou em desenvolvimento.
Tem cenas fortes de violência contra a mulher.
Eu recomendo o filme com um debate a respeito do tema da soberania, da violência e do capitalismo e soluções possíveis para os trabalhadores e países em desenvolvimento.
Sinopse
Uma jornalista é enviada para uma cidade mexicana perto da fronteira com os Estados Unidos, onde as mulheres são exploradas pelas indústrias locais. Dirigido por Gregory Nava (Selena) e com Jennifer Lopez, Antonio Banderas, Sônia Braga e Martin Sheen no elenco.
Graças ao Tratado de Livre Comércio, empresas do mundo inteiro montaram fábricas no México, na fronteira com os Estados Unidos. Com mão de obra barata e isenção de impostos, estas companhias fabricam produtos a baixo custo, que são vendidos nos Estados Unidos.
Nas mais de mil fábricas de Juárez um televisor é fabricado a cada três segundos e um computador a cada sete. As fábricas contratam mulheres, que aceitam salários menores e reclamam menos dos expedientes longos e condições ruins de trabalho.
Muitas fábricas operam 24 horas por dia. Muitas mulheres são atacadas a caminho do trabalho ou de casa, tarde da noite ou no início das manhãs.
As companhias não garantem a segurança dos funcionários e várias mulheres foram mortas em Juárez. Com este quadro o editor-chefe do Chicago Sentinel, George Morgan (Martin Sheen), envia para lá a repórter Lauren Adrian (Jennifer Lopez), que não queria fazer a matéria e só concordou em ir pois, se fizer um bom trabalho, terá chance de ser correspondente estrangeira.
Ao chegar, ela entra em contato com um repórter com quem já trabalhou, Alfonso Diaz (Antonio Banderas), que agora é o editor de El Sol, um jornal que não aceita a "versão oficial" sobre as mortes que acontecem na região. Diaz diz para Lauren que 375 mortes é só mais uma mentira da polícia, pois na verdade quase 5 mil mulheres já morreram.
A situação fica muito tensa quando uma jovem de 16 anos, Eva Jimenez (Maya Zapata), é atacada. Seus agressores pensavam que estava morta e agora ela pode testemunhar sobre quem tentou matá-la. Lauren faz tudo para protegê-la, inclusive da polícia, mas alguns não ligam a mínima para a situação de Eva e das mulheres de Juárez.
Ficha Técnica
Título Original: Bordertown
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 112 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 2007
Estúdio: El Norte Productions / Mosaic Media Group / Mobius Entertainment Ltd. / Nuyorican Productions
Distribuição: ThinkFilm / Imagem Filmes
Direção: Gregory Nava
Roteiro: Gregory Nava
Produção: Simon Fields e Gregory Nava
Música: Graeme Revell
Fotografia: Reynaldo Villalobos
Desenho de Produção: Miguel Ángel Álvarez
Direção de Arte: Edward Vega, Marcia Calosio e Roberta Marquez
Figurino: Elisabetta Beraldo
Edição: Padraic McKinley
Efeitos Especiais: Great FX
Mostra as ligações das grandes corporações com a política e a mídia, como também os efeitos práticos dos tratados entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos e/ou em desenvolvimento.
Tem cenas fortes de violência contra a mulher.
Eu recomendo o filme com um debate a respeito do tema da soberania, da violência e do capitalismo e soluções possíveis para os trabalhadores e países em desenvolvimento.
Sinopse
Uma jornalista é enviada para uma cidade mexicana perto da fronteira com os Estados Unidos, onde as mulheres são exploradas pelas indústrias locais. Dirigido por Gregory Nava (Selena) e com Jennifer Lopez, Antonio Banderas, Sônia Braga e Martin Sheen no elenco.
Graças ao Tratado de Livre Comércio, empresas do mundo inteiro montaram fábricas no México, na fronteira com os Estados Unidos. Com mão de obra barata e isenção de impostos, estas companhias fabricam produtos a baixo custo, que são vendidos nos Estados Unidos.
Nas mais de mil fábricas de Juárez um televisor é fabricado a cada três segundos e um computador a cada sete. As fábricas contratam mulheres, que aceitam salários menores e reclamam menos dos expedientes longos e condições ruins de trabalho.
Muitas fábricas operam 24 horas por dia. Muitas mulheres são atacadas a caminho do trabalho ou de casa, tarde da noite ou no início das manhãs.
As companhias não garantem a segurança dos funcionários e várias mulheres foram mortas em Juárez. Com este quadro o editor-chefe do Chicago Sentinel, George Morgan (Martin Sheen), envia para lá a repórter Lauren Adrian (Jennifer Lopez), que não queria fazer a matéria e só concordou em ir pois, se fizer um bom trabalho, terá chance de ser correspondente estrangeira.
Ao chegar, ela entra em contato com um repórter com quem já trabalhou, Alfonso Diaz (Antonio Banderas), que agora é o editor de El Sol, um jornal que não aceita a "versão oficial" sobre as mortes que acontecem na região. Diaz diz para Lauren que 375 mortes é só mais uma mentira da polícia, pois na verdade quase 5 mil mulheres já morreram.
A situação fica muito tensa quando uma jovem de 16 anos, Eva Jimenez (Maya Zapata), é atacada. Seus agressores pensavam que estava morta e agora ela pode testemunhar sobre quem tentou matá-la. Lauren faz tudo para protegê-la, inclusive da polícia, mas alguns não ligam a mínima para a situação de Eva e das mulheres de Juárez.
Ficha Técnica
Título Original: Bordertown
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 112 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 2007
Estúdio: El Norte Productions / Mosaic Media Group / Mobius Entertainment Ltd. / Nuyorican Productions
Distribuição: ThinkFilm / Imagem Filmes
Direção: Gregory Nava
Roteiro: Gregory Nava
Produção: Simon Fields e Gregory Nava
Música: Graeme Revell
Fotografia: Reynaldo Villalobos
Desenho de Produção: Miguel Ángel Álvarez
Direção de Arte: Edward Vega, Marcia Calosio e Roberta Marquez
Figurino: Elisabetta Beraldo
Edição: Padraic McKinley
Efeitos Especiais: Great FX
O pensamento de Mariátegui, o Amauta

Refeição Cultural
Lendo algumas passagens dos pensamentos de Mariátegui (ler sobre ele aqui), citados no livro de Leila Escorsim, fiquei surpreso com a maturidade do intelectual em afirmar os benefícios civilizatórios advindos do sistema capitalista, mesmo sendo um ícone da esquerda.
Neste debate ideológico entre esquerda e direita, capitalismo e socialismo, as coisas são muito apaixonadas e maniqueístas, de modo que dificilmente vemos nos intelectuais orgânicos estas franquezas a respeito do lado adversário do embate.
"O socialismo pressupõe a técnica, a ciência, a etapa capitalista e não pode implicar no menor retrocesso na aquisição das conquistas da civilização moderna - pelo contrário: tem de implicar na máxima e metódica aceleração da incorporação dessas conquistas na vida nacional" (excertos de Mariátegui no livro de Escorsim).
Aqui, ele faz comentários a respeito de pensar o socialismo no Peru sem deixar de observar a realidade objetiva dos anos de 1920:
"Ele (Valcárcel) quer que repudiemos a corrompida, a decadente civilização ocidental. [...] Nem a civilização ocidental está tão esgotada e putrefata, como Valcárcel supõe, nem - uma vez adquirida a sua experiência, a sua técnica e as suas ideias - o Peru pode renunciar misticamente a tão válidos instrumentos da força humana para regressar, com áspera intransigência, aos seus antigos mitos agrários. A Conquista, perversa [...] foi um fato histórico. Contra os fatos históricos, pouco ou nada podem as especulações abstratas da inteligência ou as concepções puras do espírito. A história do Peru não é senão uma parcela da história humana. Em quatro séculos, formou-se uma realidade nova. Criaram-na os aluviões do Ocidente. É uma realidade frágil. Porém, é, de toda a maneira, uma realidade. Seria excessivamente romântico decidir-se hoje a ignorá-la" (Mariátegui)
Bibliografia:
ESCORSIM, Leila. Mariátegui - Vida e Obra. Editora Expressão Popular. 1a edição Rio de Janeiro, 2009.
Marcadores:
Amauta,
Educação e formação,
Esquerda,
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De novo na faxina doméstica
Hoje pela manhã, em casa, fiz mais um trampo de faxina bastante cansativo. Por outro lado, descansei a cabeça de leitura e política.
Após o almoço, fui para o trabalho cansado fisicamente, mas com a cabeça boa para os afazeres cerebrais.
Após o almoço, fui para o trabalho cansado fisicamente, mas com a cabeça boa para os afazeres cerebrais.
Mariátegui, vida e obra - Leila Escorsim

Refeição Cultural
Estou lendo este livro da editora Expressão Popular.
Confesso que até semanas atrás, eu nunca havia ouvido falar deste marxista peruano. São as minhas eternas lacunas culturais.
Bom, agora já sei alguma coisa. Saberei mais à medida em que a leitura avançar.
Vivendo e aprendendo. Buscando conhecimento para mudar a nossa realidade até o fim dos dias.
Bibliografia:
ESCORSIM, Leila. Mariátegui - Vida e Obra. 1a edição, de 2006, Rio de Janeiro.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
La Celestina - Literatura Española Medieval (VI)
LA CELESTINA
El acto quinto
Argumento del quinto acto:
Despedida Celestina de Melibea, va por la calle hablando consigo misma entre dientes. Llegada a sua casa, halló a Sempronio que le aguardaba. Ambos van hablando hasta llegar a su casa de Calixto, y, vistos por Parmeno, cuéntalo a Calixto su amo, el cual le mandó abrir la puerta.
El acto sexto
Argumento del sexto acto:
Entrada Celestina en casa de Calixto, con grande afición y deseo Calixto le pregunta de lo que le ha acontecido con Melibea. Mientras ellos están hablando, Parmeno oyendo hablar a Celestina de su parte contra Sempronio, a cada razón le pone un mote, reprendiéndolo Sempronio. En fin, la vieja Celestina le descubre todo lo negociado y un cordón de Melibea. Y, despedida de Calixto, vase para su casa y con ella parmeno.
El acto séptimo
Argumento del séptimo acto:
Celestina habla con Parmeno, induciéndole a concordia y amistad de Sempronio. Tráele Parmeno a memoria la promesa, que le hiciera, de lo hacer haber a Areusa, que él mucho amaba. Vanse a casa de Areusa. Queda ahí la noche Parmeno. Celestina va para su casa. Llama a la puerta. Elicia viene a abrir, increpándole su tardanza.
A alcoviteira Celestina é mestra em arranjar encontros e dar conselhos aos jovens. Veja esses a Areúsa:
"Que uno en la cama y otro en la puerta y otro que suspira por ella en su casa, se precia de tener. Y con todos cumple y a todos muestra buena cara y todos piensan que son muy queridos y cada uno piensa que no hay otro y que él solo es privado y él solo es el que le da lo que ha menester. ¿y tú piensas que con dos, que tengas, que las tablas de la cama lo han de descubrir? ¿De una sola gotera te mantienes? ¡No te sobrarán muchos manjares!" p.74
E os ditos populares é que são muito interessantes e muitos deles são usados até hoje:
"Una alma sola, ni canta ni llora"
"Un solo acto no hace hábito"
"Una golondrina no hace verano"
"Un testigo solo no es entera fe"
"quien sola una ropa tiene, presto la envejece" (todos na p.74)
Post Scriptum: para a postagem seguinte clique aqui. O texto anterior pode ser lido aqui.
El acto quinto
Argumento del quinto acto:
Despedida Celestina de Melibea, va por la calle hablando consigo misma entre dientes. Llegada a sua casa, halló a Sempronio que le aguardaba. Ambos van hablando hasta llegar a su casa de Calixto, y, vistos por Parmeno, cuéntalo a Calixto su amo, el cual le mandó abrir la puerta.
El acto sexto
Argumento del sexto acto:
Entrada Celestina en casa de Calixto, con grande afición y deseo Calixto le pregunta de lo que le ha acontecido con Melibea. Mientras ellos están hablando, Parmeno oyendo hablar a Celestina de su parte contra Sempronio, a cada razón le pone un mote, reprendiéndolo Sempronio. En fin, la vieja Celestina le descubre todo lo negociado y un cordón de Melibea. Y, despedida de Calixto, vase para su casa y con ella parmeno.
El acto séptimo
Argumento del séptimo acto:
Celestina habla con Parmeno, induciéndole a concordia y amistad de Sempronio. Tráele Parmeno a memoria la promesa, que le hiciera, de lo hacer haber a Areusa, que él mucho amaba. Vanse a casa de Areusa. Queda ahí la noche Parmeno. Celestina va para su casa. Llama a la puerta. Elicia viene a abrir, increpándole su tardanza.
A alcoviteira Celestina é mestra em arranjar encontros e dar conselhos aos jovens. Veja esses a Areúsa:
"Que uno en la cama y otro en la puerta y otro que suspira por ella en su casa, se precia de tener. Y con todos cumple y a todos muestra buena cara y todos piensan que son muy queridos y cada uno piensa que no hay otro y que él solo es privado y él solo es el que le da lo que ha menester. ¿y tú piensas que con dos, que tengas, que las tablas de la cama lo han de descubrir? ¿De una sola gotera te mantienes? ¡No te sobrarán muchos manjares!" p.74
E os ditos populares é que são muito interessantes e muitos deles são usados até hoje:
"Una alma sola, ni canta ni llora"
"Un solo acto no hace hábito"
"Una golondrina no hace verano"
"Un testigo solo no es entera fe"
"quien sola una ropa tiene, presto la envejece" (todos na p.74)
Post Scriptum: para a postagem seguinte clique aqui. O texto anterior pode ser lido aqui.
BIBLIOGRAFÍA:
ROJAS, Fernando de. La Celestina – tragicomedia de Calixto y Melibea. Colección Austral n. 195. Undécima Edición, 1971. Espasa-Calpe, S.A. Madri.
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William Mendes
Onde está a esquerda? by José Saramago
Saramago publicou este post em seu blog O Caderno de Saramago em outubro de 2008. Eu acho que a pergunta continua pertinente e sem resposta. (mantenho a forma densa da apresentação do texto, como é de costume do autor)
Onde está a esquerda? By José Saramago
Ausento-me deste espaço por vinte e quatro horas, não por necessidade de descanso ou falta de assunto, somente para que a última crónica se mantenha um dia mais no lugar em que está. Não tenho a certeza de que o mereça pela forma como disse o que pretendia, mas para lhe dar um pouco mais de tempo enquanto espero que alguém me informe onde está a esquerda…
Vai para três ou quatro anos, numa entrevista a um jornal sul-americano, creio que argentino, saiu-me na sucessão das perguntas e respostas uma declaração que depois imaginei iria causar agitação, debate, escândalo (a este ponto chegava a minha ingenuidade), começando pelas hostes locais da esquerda e logo, quem sabe, como uma onda que em círculos se expandisse, nos meios internacionais, fossem eles políticos, sindicais ou culturais que da dita esquerda são tributários. Em toda a sua crueza, não recuando perante a própria obscenidade, a frase, pontualmente reproduzida pelo jornal, foi a seguinte: “A esquerda não tem nem uma puta ideia do mundo em que vive”. À minha intenção, deliberadamente provocadora, a esquerda, assim interpelada, respondeu com o mais gélido dos silêncios. Nenhum partido comunista, por exemplo, a principiar por aquele de que sou membro, saiu à estacada para rebater ou simplesmente argumentar sobre a propriedade ou a falta de propriedade das palavras que proferi. Por maioria de razão, também nenhum dos partidos socialistas que se encontram no governo dos seus respectivos países, penso, sobretudo, nos de Portugal e Espanha, considerou necessário exigir uma aclaração ao atrevido escritor que tinha ousado lançar uma pedra ao putrefacto charco da indiferença. Nada de nada, silêncio total, como se nos túmulos ideológicos onde se refugiaram nada mais houvesse que pó e aranhas, quando muito um osso arcaico que já nem para relíquia servia. Durante alguns dias senti-me excluído da sociedade humana como se fosse um pestífero, vítima de uma espécie de cirrose mental que já não dissesse coisa com coisa. Cheguei até a pensar que a frase compassiva que andaria circulando entre os que assim calavam seria mais ou menos esta: “Coitado, que se poderia esperar com aquela idade?” Estava claro que não me achavam opinante à altura.
O tempo foi passando, passando, a situação do mundo complicando-se cada vez mais, e a esquerda, impávida, continuava a desempenhar os papéis que, no poder ou na oposição, lhes haviam sido distribuídos. Eu, que entretanto tinha feito outra descoberta, a de que Marx nunca havia tido tanta razão como hoje, imaginei, quando há um ano rebentou a burla cancerosa das hipotecas nos Estados Unidos, que a esquerda, onde quer que estivesse, se ainda era viva, iria abrir enfim a boca para dizer o que pensava do caso. Já tenho a explicação: a esquerda não pensa, não age, não arrisca um passo. Passou-se o que se passou depois, até hoje, e a esquerda, cobardemente, continua a não pensar, a não agir, a não arriscar um passo. Por isso não se estranhe a insolente pergunta do título: “Onde está a esquerda?” Não dou alvíssaras, já paguei demasiado caras as minhas ilusões.
Fonte: O Caderno de Saramago
Onde está a esquerda? By José Saramago
Ausento-me deste espaço por vinte e quatro horas, não por necessidade de descanso ou falta de assunto, somente para que a última crónica se mantenha um dia mais no lugar em que está. Não tenho a certeza de que o mereça pela forma como disse o que pretendia, mas para lhe dar um pouco mais de tempo enquanto espero que alguém me informe onde está a esquerda…
Vai para três ou quatro anos, numa entrevista a um jornal sul-americano, creio que argentino, saiu-me na sucessão das perguntas e respostas uma declaração que depois imaginei iria causar agitação, debate, escândalo (a este ponto chegava a minha ingenuidade), começando pelas hostes locais da esquerda e logo, quem sabe, como uma onda que em círculos se expandisse, nos meios internacionais, fossem eles políticos, sindicais ou culturais que da dita esquerda são tributários. Em toda a sua crueza, não recuando perante a própria obscenidade, a frase, pontualmente reproduzida pelo jornal, foi a seguinte: “A esquerda não tem nem uma puta ideia do mundo em que vive”. À minha intenção, deliberadamente provocadora, a esquerda, assim interpelada, respondeu com o mais gélido dos silêncios. Nenhum partido comunista, por exemplo, a principiar por aquele de que sou membro, saiu à estacada para rebater ou simplesmente argumentar sobre a propriedade ou a falta de propriedade das palavras que proferi. Por maioria de razão, também nenhum dos partidos socialistas que se encontram no governo dos seus respectivos países, penso, sobretudo, nos de Portugal e Espanha, considerou necessário exigir uma aclaração ao atrevido escritor que tinha ousado lançar uma pedra ao putrefacto charco da indiferença. Nada de nada, silêncio total, como se nos túmulos ideológicos onde se refugiaram nada mais houvesse que pó e aranhas, quando muito um osso arcaico que já nem para relíquia servia. Durante alguns dias senti-me excluído da sociedade humana como se fosse um pestífero, vítima de uma espécie de cirrose mental que já não dissesse coisa com coisa. Cheguei até a pensar que a frase compassiva que andaria circulando entre os que assim calavam seria mais ou menos esta: “Coitado, que se poderia esperar com aquela idade?” Estava claro que não me achavam opinante à altura.
O tempo foi passando, passando, a situação do mundo complicando-se cada vez mais, e a esquerda, impávida, continuava a desempenhar os papéis que, no poder ou na oposição, lhes haviam sido distribuídos. Eu, que entretanto tinha feito outra descoberta, a de que Marx nunca havia tido tanta razão como hoje, imaginei, quando há um ano rebentou a burla cancerosa das hipotecas nos Estados Unidos, que a esquerda, onde quer que estivesse, se ainda era viva, iria abrir enfim a boca para dizer o que pensava do caso. Já tenho a explicação: a esquerda não pensa, não age, não arrisca um passo. Passou-se o que se passou depois, até hoje, e a esquerda, cobardemente, continua a não pensar, a não agir, a não arriscar um passo. Por isso não se estranhe a insolente pergunta do título: “Onde está a esquerda?” Não dou alvíssaras, já paguei demasiado caras as minhas ilusões.
Fonte: O Caderno de Saramago
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