quarta-feira, 12 de março de 2025

O nome da rosa: o poder de enganar os crédulos



Refeição Cultural 

Umberto Eco, um grande pensador 


"Digamos que teriam medo, sabeis... às vezes as ordens dadas aos simples são reforçadas com uma ameaça, como o presságio que a quem desobedecer pode acontecer alguma coisa de terrível, e por força sobrenatural. Um monge, ao contrário..." (p. 41)


Como fui um crédulo por décadas, fui aculturado no catolicismo, sei exatamente o que o abade Abbone está insinuando ao frei Guilherme de Baskerville no diálogo acima.

A base das religiões monoteístas está assentada no medo, na invenção do pecado, na ameaça ao crente se "perder", se lascar, se ele não cumprir alguma coisa dos textos "sagrados", textos escritos por homens de carne e osso. Alguns podem até ter tido inspiração divina, mas outros...

Sei como é forte a influência do medo para os simples... 

Já para aqueles que sabem como se dão as coisas dos homens dentro das burocracias das igrejas...

Foi isso que Abbone disse ao frei Guilherme de Baskerville.

No início do dialogo, ao se conhecerem, a primeira coisa que o chefão daquela abadia disse ao visitante foi: se descobrir algo, encubra... (ler aqui)

É isso, né!

William 


Bibliografia:

ECO, Umberto. O nome da rosa. Tradução de Aurora Fornoni Bernardini e Homero Freitas de Andrade. Rio de Janeiro: O Globo; Folha de São Paulo, 2003.

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