quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Operação Cavalo de Tróia (3) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

Ao ler mais algumas páginas do começo do livro de J. J. Benítez, fiquei me lembrando do passado.

Na história, o escritor está em busca de desvendar o mistério que se apresentou a ele por casualidade durante uma estadia na Cidade do México, em abril de 1980. 

Ele foi contatado por uma pessoa que se apresentou como oficial da aeronáutica dos EUA. Por mais de um ano, manteve contato com essa pessoa, denominada Major, e após o falecimento dela, Benítez sai em busca de desvendar uma mensagem cifrada em uma folha.

O jornalista foi aos Estados Unidos, no Cemitério Nacional de Arlington, em Washington (DC). Ele tenta decifrar os códigos deixados pelo Major. É o ponto da leitura em que parei.

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Na época da primeira leitura dessa obra, na adolescência, eu era uma pessoa muito diferente da que sou hoje, uma obviedade, em tese.

Mas mudei bastante. Eu era religioso, bastante religioso. Na verdade, eu era propenso a crer em qualquer mística que existisse na época. Eu cria na existência de ETs e OVNIs, por exemplo. E Benítez trabalhava muito com essa temática, quer dizer, trabalha ainda. 

Confesso que a leitura do livro à época com a visão de mundo que tinha foi muito impactante. 

É isso!

William Mendes


Post Scriptum: o comentário seguinte sobre a leitura pode ser lido aqui.


quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Operação Cavalo de Tróia (2) - J. J. Benítez



Refeição Cultural 

O começo da história (vou tratar assim a partir de agora em respeito ao autor) narra a forma como o jornalista e escritor J. J. Benítez teve contato com um oficial da força aérea dos Estados Unidos. 

Ele estava no México, no início dos anos oitenta, e após uma entrevista a um programa de TV falando sobre Jesus Cristo, especificamente sobre o martírio de Jesus em seus últimos dias, foi contatado por esse oficial norte-americano que se identificou como Major.

Benítez nos conta dos contatos que tiveram por meses, através de cartas, ele na Espanha e o Major no México. 

Repito o que disse no primeiro comentário sobre o livro Operação Cavalo de Tróia: a técnica narrativa de Benítez é incrível! Desde o início, parece que o leitor está lendo uma notícia jornalística cheia de suspenses e segredos.

É isso, por enquanto. 

William Mendes 


Post Scriptum: o texto seguinte sobre o livro pode ser lido aqui.


88 de 100 dias



ELEIÇÕES MUNICIPAIS 

88. Hoje foi mais um dia para conversar com a população paulistana e apresentar nossas propostas para mudar São Paulo e tornar a cidade mais humana, acolhedora e voltada aos interesses do povo trabalhador e não das elites que maltratam a cidade e o povo.

Distribuímos um material que apresenta as melhorias que Guilherme Boulos tem trazido para São Paulo como deputado federal e as melhorias históricas que a prefeita Marta Suplicy trouxe para o povo trabalhador paulistano: os CEUS, o Bilhete Único, os uniformes, merendas e transporte escolar para a rede municipal de ensino, dentre outras conquistas para a população. 

E apresentamos as propostas e feitos de nossa candidata a vereadora Luna Zarattini 13131. Sou testemunha do trabalho parlamentar exemplar de Luna. Por isso estou nas ruas e nas redes pedindo apoio e voto para essa grande liderança jovem do Partido dos Trabalhadores aqui na região de São Paulo. 

É isso, seguimos na luta por uma São Paulo melhor, por um mundo melhor.

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Uma observação: o ato de fazer política através do diálogo presencial com as pessoas é um ato revolucionário, na minha opinião. Aprendi isso ao me dirigir aos colegas bancários por décadas. É preciso ter humildade e firmeza de propósito para se dirigir a estranhos, e também é importante ter argumentos e coração aberto, ter ouvidos também. É um ato revolucionário!

William Mendes 


terça-feira, 20 de agosto de 2024

87 de 100 dias



87. Vai terminando o período de cem dias que marquei para olhar com certa atenção a minha vida na atualidade. O período foi meio ilusório, e eu já imaginava algo do tipo. 

O que vai ficar da atenção que dei a minha vida nas últimas semanas? Mudou alguma coisa? Mudei alguma coisa? Não. Não mudou. Não mudei.

Quer dizer, hoje mais que ontem, meu corpo insiste em me lembrar que ele existe, que ele me limita. Isso vem mudando, diariamente.

Que mais? Coisas pessoais e cotidianas que gostaria de ter resolvido e mudado, não foram resolvidas. Não mudaram.

Que lição tiro disso tudo? Algumas. Pessoais...

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O pôr do sol, que diariamente está aí para quem tiver olhos para ver, lá estava no fim da tarde de hoje, e lá estava eu também, e a esposa que chamei para descer correndo para ver a novidade... o pôr do sol. Eu tinha acabado de me exercitar na tentativa de recuperar alguma estrutura física que já tive em perfeita ordem. (em perfeita ordem, por enquanto, só o pôr do sol)

William


segunda-feira, 19 de agosto de 2024

86 de 100 dias



86. Nesta segunda-feira li a 2ª parte do romance Fahrenheit 451. A leitura me inspirou a fazer um texto político sobre as eleições municipais e a questão da dificuldade de se exercer a democracia em sistemas hegemonizados pelos capitalistas. Abordei a questão do poder do dinheiro prevalecer num mundo dominado por quem domina a atenção das pessoas através da internet e das redes sociais das big techs. Ler o texto aqui.

À tarde, saí para pedalar com o intuito de melhorar a minha estrutura de locomoção, meu quadril desgastado. Tenho que ter disciplina para me exercitar. Posso até não melhorar meu condicionamento, mas o que não posso é não ter tentado melhorar.

É isso. 

William 


Operação Cavalo de Tróia (1) - J. J. Benítez



Refeição Cultural  

Quando penso em livros que me impactaram fortemente, um dos que primeiro me vêm à memória é o livro Operação Cavalo de Tróia, de 1984, do jornalista e escritor J. J. Benítez.

A lembrança que tenho da sensação da experiência de leitura está guardada na memória há décadas. Li o livro com menos de vinte anos de idade.

Enquanto lia, eu ficava impressionado com a qualidade do escritor em fazer o leitor crer que o que ele contava era verdade. E para mim, era uma obviedade, à época, que o livro se tratava de uma ficção, um romance ficcional. 

Aquele leitor que eu era na adolescência deve ter contribuído muito para a ligação que se estabeleceu entre o livro e eu, entre a estória do Major e Jesus Cristo e eu (ou história, vai saber!).

O livro é enorme! E o primeiro volume, o li duas vezes!

Ainda hoje, passados quase quarenta anos do primeiro contato com a obra, considero a narrativa uma das melhores que já li.

Faz pouco tempo, fui saber que o autor diz que a história não é ficção, é reportagem, é documentário jornalístico. Não cabe a mim, leitor, questioná-lo.

Sigo considerando Operação Cavalo de Tróia como uma das obras mais bem escritas que já li.

William 


Post Scriptum: o comentário seguinte pode ser lido aqui.


domingo, 18 de agosto de 2024

85 de 100 dias



SEM OS BOMBEIROS DE FAHRENHEIT 451, REFLETI

Opinião

85. Domingão. Calor em Osasco. Pela manhã, li Fahrenheit 451. No romance de Ray Bradbury os bombeiros são os guardiães da paz na sociedade incendiando qualquer livro que alguém ouse ter em casa. Não se tolera o pensamento e a reflexão. Não pense! (A distopia dos anos cinquenta, por formas diversas, quase se tornou a realidade neste mundo que habito aos 55 anos.)

Como estava com a energia vital fraca, precisei cochilar no sofá. Não fui nem na plenária organizativa do Partido na Praça Elis Regina, nem no aniversário de uma companheira sindicalista muito querida. Sem energia, como disse.

O especialista de quadril que fui me sugeriu fortalecimento das estruturas musculares da região. Depois de uma vida sem ter as dores como ocupação de minhas atenções, agora perco meu tempo me lembrando que meu corpo está degenerando. Humildade eu acho que tenho. Reconheço que sou natureza, que sou resultado do percurso de minha existência. Quando olho minha vida de forma consciente, sei que fui muito além do que supus algum dia ir. O acaso foi generoso comigo. Então, no fim da tarde, vendo da modesta academia do condomínio o pôr do sol que ilustra a postagem, estava eu me esforçando com determinação e humildade para seguir as recomendações do especialista de quadril e fazendo uma série de exercícios... ou seja, eu tenho uma disciplina que até eu me surpreendo às vezes. Troquei o prazer do cochilo no sofá pelo esforço físico sem prazer algum. Fiz 55' de musculação, com dores e tudo. Fiz minha parte na porra da luta pela vida.

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Chamem os bombeiros de Fahrenheit 451... estou aqui sem estar feliz... ocupado com pensamentos e reflexões sobre o mundo e a existência... 

Incinerem tudo... fogo!

O que faço desse dia-noite? O que faço dessas horas do dia que vem aí? A tendência é acordar para um novo dia, com ou sem dores físicas ou da alma (a persona do cérebro do animal que sou). O que faço para mim mesmo?

O que faço na semana, nos dias seguintes, em um mundo no qual os sionistas seguem executando civis palestinos, um filho da puta de Alagoas segue roubando o orçamento público do país e é imparável, e o canalha que colocaram no poder em 2018 segue livre, leve e solto, inimputável, e o cara que poderia denunciá-lo não o faz por haver um acordo por cima - é a impressão que se pode tirar desses quase dois anos em que nada é encaminhado contra o abominável -, então, o que faço? 

Que posso eu fazer com relação a clara intenção da direção da Cassi de expulsar os participantes do plano Cassi Família II, o melhor dos planos para os familiares dos funcionários da ativa e aposentados do BB, ao reajustar as mensalidades em quase 25%, tornando inviável a permanência de milhares de participantes do plano? Que faço? Os sindicatos deveriam defender os interesses dos trabalhadores, mas como apoiadores da direção da Cassi, parecem terem se tornado insensíveis a isso. De certa forma compreendo isso, o foco é a renovação dos acordos e convenção coletiva. Que faço eu que sei sobre essas coisas da Cassi? (Já fiz algo, falando sobre. Mas não vou iniciar cruzada alguma sobre a Cassi, não vou)

Que posso fazer em relação à consciência que adquiri sobre tanta injustiça que assola essa terra onde habito?

E se eu não acordar no próximo amanhecer da Terra? Eu me sensibilizo com pessoas de meu entorno. Me preocupo com elas.

Vejam vocês o que é um ser humano! Vejam vocês! Numa sociedade sem livros, sem reflexões, sem sentimentos, baseada só nos instintos da natureza animal, um animal como eu não teria pensado e registrado essas palavras, o pensamento capturado.

William 

sábado, 17 de agosto de 2024

84 de 100 dias



CASSI

Opinião 

84. Ao olhar minhas contas a pagar na próxima semana, tomei um susto ao ver o reajuste das mensalidades dos planos de saúde da Cassi. É alguma coisa que nem vou adjetivar.

A Cassi é ou deveria ser a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. A direção da autogestão em saúde reajustou o plano Cassi Família II, o melhor e mais antigo plano familiar em 23,88%. 

É uma coisa sem sentido. A não ser que a gestão queira que os participantes do plano saiam por inviabilidade de pagamento das mensalidades. Como vou continuar mantendo meus pais no plano com esses aumentos que a direção vem fazendo ano após ano?

Quem acompanha o mercado de saúde sabe como funcionam essas coisas. Os planos fazem seleção de seus clientes através de estratégias para que as pessoas não consigam ficar no plano e percam o acesso. É o que a Cassi dos funcionários do BB está fazendo aumentando as mensalidades desse jeito.

Não sou leigo no tema. Já fui gestor eleito da autogestão e conheço como funcionam os modelos de custeio, de saúde e como funciona o mercado onde a Cassi opera.

A minha indignação é grande! Já faz quase dois anos que nós conseguimos mudar o governo federal, retirando da administração das empresas estatais aqueles sujeitos que vinham destruindo todo o patrimônio público.

Não culpo o nosso presidente Lula por questões do dia a dia das empresas públicas porque sei da dinâmica da política. Imaginem se vou tributar ao nosso presidente questões de corporações como a nossa da comunidade Banco do Brasil. Não seria adequado fazer isso num cenário tão complexo e com uma correlação de forças tão ruim no Congresso.

Mas confesso a minha decepção em relação à direção de nossa Caixa de Assistência no que diz respeito a algumas decisões que poderiam ter sido revertidas após a saída daquele grupo que estava na gestão durante os governos golpistas.

Eu entendo que o Cassi Família (CF II) não precisava e não poderia ser reajustado como estão fazendo. A impressão que dá a quem entende minimamente da Cassi é que querem que os participantes do plano saiam.

É uma coisa sem sentido porque já afirmei e reafirmo que forçar os participantes do CF II a saírem do plano não faz com que a migração se dê para planos piores da própria Cassi como os outros que têm coparticipação, franquia na internação e redes piores.

Francamente. Estou indignado! E decepcionado!

A direção da Cassi e as entidades representativas que apoiam a gestão deveriam ouvir outras pessoas que conhecem a Cassi e que poderiam pensar alternativas para não expulsar os participantes dos planos.

William


sexta-feira, 16 de agosto de 2024

83 de 100 dias



ELEIÇÕES 2024

83. Hoje foi dia de lançamento das campanhas das candidaturas a vereadoras e vereadores das câmaras legislativas e para as prefeituras de mais de cinco mil e quinhentas cidades brasileiras. Nossa democracia está ameaçada com o avanço dos autoritários e extremistas de direita, por isso temos que lutar por ela.

Será fundamental que estimulemos a participação massiva das pessoas para fortalecer nossa frágil democracia, que na realidade se comporta como uma plutocracia: o dinheiro e os poderosos são os mais propensos a se estabelecerem nas funções públicas do país. Lutemos contra essa injustiça! Cada dia é dia de politizar as pessoas e a classe trabalhadora.

Democracia de verdade é quando os interesses do povo estão no centro das propostas e debates. Direitos humanos básicos como alimentação, moradia, saúde e educação precisam estar no foco das políticas públicas. Atendidos esses direitos básicos, temos que desenvolver políticas de trabalhos dignos e bem remunerados, sistemas de transporte público de qualidade, segurança, cultura e lazer.

Participei com um grupo de companheiras e companheiros de uma panfletagem em estações de metrô da região do Butantã e o diálogo com a população foi bem interessante.

Estou convencido que a melhor candidatura para a prefeitura de São Paulo é a chapa de Guilherme Boulos e Marta Suplicy, são pessoas e partidos que têm como centro de suas preocupações o que descrevi acima como essência da democracia: mais direitos para o povo!

A apresentação para as pessoas da nossa candidata a vereadora, Luna Zarattini 13131, jovem mulher guerreira e incansável na luta por direitos para o povo paulistano, também foi muito bem recebida pela população. Tive diálogos interessantes com as pessoas.

É isso! Campanha na rua!

Cada um de nós - cidadãos conscientes e politizados - deve contribuir da forma que puder para estimular a participação de todas as pessoas no exercício de seu direito de voto. 

Eu me lembrei da última vez que fiz campanha eleitoral quando era funcionário da ativa no Banco do Brasil. As dezenas de reuniões que fazia sempre enaltecia a importância da participação e do voto, mesmo que não fosse em nossas propostas.

Sigamos politizando as pessoas.

William Mendes


Diário e reflexões

 


ELEIÇÕES EM SÃO PAULO

Sexta-feira, 16 de agosto de 2024.


Começa nesta sexta-feira 16 a campanha para a eleição de prefeitas e prefeitos das cidades brasileiras e para as câmaras legislativas. Vamos dialogar com nossas leitoras e leitores durante esse período de exercício da democracia.

Eu sempre me lembro das conversas que tenho com lideranças da nossa categoria bancária quando penso em política. 

Uma de minhas referências desde que comecei na militância política, um companheiro do Banco do Brasil, costuma dizer algo mais ou menos assim quando compartilho com ele meus receios sobre o futuro: ele diz que as mudanças vão ser feitas pelos jovens e a nós, com mais idade e experiência, cabe apoiar os jovens e dar alguma contribuição na medida do possível.

Essa questão de apostar nos jovens para assumirem as funções políticas que definem a nossa vida em sociedade é algo a se pensar com zelo e sabedoria. A quem vamos confiar nosso presente e futuro na política?

Eu tenho visto o trabalho militante e engajado da jovem vereadora de São Paulo, Luna Zarattini, a única mulher na bancada de vereadores do Partido dos Trabalhadores na atual legislatura. Que mandato combativo! Que trabalho incansável!

Luna trabalha de segunda a segunda, a qualquer hora do dia, desde que assumiu seu mandato na Câmara de Vereadores de São Paulo. Está sempre presente nas reuniões nas comunidades nas regiões mais carentes da cidade. Ela é um exemplo de representação popular!

Quando vejo a energia e a dedicação de Luna Zarattini, me lembro das melhores sindicalistas que conheci ao longo de décadas de luta e representação sindical. Luna está sempre nas bases, em contato com as pessoas.

Quem viu meu trabalho de representação sindical por duas décadas, sabe que estar na base, ouvir as pessoas, organizar as reivindicações e fazer boas campanhas para conseguir direitos sempre foi uma das características de nossos mandatos, desde o início. 

Luna é assim, que mulher trabalhadora e com a sensibilidade de ouvir e encaminhar as demandas das pessoas que mais precisam do apoio das instituições da cidade para melhorar suas vidas.

É por experiência no dia a dia e por acreditar na juventude e na energia de uma mulher que atua incansavelmente pela população paulistana que eu vou apoiar a eleição de Luna Zarattini 13131 para vereadora de São Paulo, para que ela e as bancadas progressistas possam lutar ao lado de Guilherme Boulos e Marta Suplicy para mudar e melhorar a maior cidade das Américas.

Vamos conversando! 

William Mendes

Ex-dirigente da categoria bancária


Post Scriptum: clique aqui para ler o texto anterior sobre essa série: eleições municipais 2024.


quinta-feira, 15 de agosto de 2024

82 de 100 dias



CREPÚSCULO

82. Se for para ser sincero nesta categoria de postagem, a dos 100 dias, uma categoria pessoal e confessional do blog, e sou sincero, essa é uma característica deste blog, diria que hoje me sinto mal, mal de saúde, com baixa energia vital. Pode ser uma leitura de mundo marcada pelos contextos da realidade. 

Minha baixa energia frente ao mundo neste momento é reflexo de um conjunto de situações: sinto que a saúde de meus pais e irmã está abaixo do ideal, isso me entristece; sinto que a conta do meu percurso existencial está chegando a galope, e passar os dias com dores e cismas de que as perspectivas podem me tolher de levar uma vida normal faz a gente se sentir uma bosta. Dores no quadril, costas, ombros, que merda isso! Dores de cabeça no fim do dia... que ridículo!

Quando optei por contribuir com as campanhas eleitorais de Boulos e Luna Zarattini escrevendo em meus blogs é mais ou menos porque estou inseguro de ficar fazendo campanhas nas ruas: minha energia está ruim. Na última reunião do partido, que fui dias atrás, precisei sair antes do fim e cheguei mal em casa. Que impotência!

Devo estar pagando a conta da última década de representação da categoria bancária. 

Os quatro anos de mandato da Cassi quase me mataram. Poucas pessoas sabem disso. Minha família e dois ou três pessoas próximas. Eu enfrentei o mundo defendendo o que acreditava. 

Não dormi por quatro anos. Batia o escanteio, corria na área pra tentar o gol e corria pro campo de defesa, isso no jogo inteiro. E quando acabava a partida, começava a outra sem intervalo de descanso. Acho que me matei...

Hoje estou assim. Tomará que amanhã não. Não quero mais adiantar o fim como quis num certo tempo em minha existência, décadas atrás. 

William 


Artigo de Frei Gilvander sobre analfabetismo religioso


Frei Gilvander está ao centro, entre
companheiras e companheiros em Havana, Cuba.


Apresentação do blog:

Conheci Frei Gilvander Moreira, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em uma viagem que fizemos a Cuba no início deste ano. Uma figura extraordinária, um ser humano que ilumina os ambientes por onde passa e nos inspira com seu jeito descontraído e engajado nas causas populares.

Este artigo sobre analfabetismo religioso me deixou bastante reflexivo e por isso pedi a ele que me permitisse compartilhar com as leitoras e leitores do blog as suas reflexões.

Eu fui muito religioso até perto dos trinta anos de idade. Sei por conhecimento de vida a importância e o poder das religiosidades e da fé das pessoas no cotidiano de vida e nas decisões que as pessoas tomam. Não tenho mais visão religiosa da existência, mas sei o poder da fé, e tenho respeito pela religiosidade das pessoas.

Eu avalio que dificilmente alguém consiga imaginar o poder da fé se nunca tiver tido concepção religiosa da vida. E por isso a gente precisa sempre fazer aquele exercício de se colocar na condição da outra pessoa, se não para concordar com ela, ao menos para tentar entender por que as pessoas agem como agem.

Leiam o artigo didático do Frei Gilvander e reflitam.

William Mendes

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Analfabetismo religioso empurra o povo para a extrema direita

Por frei Gilvander Moreira¹


Em Contagem, MG, de 2 a 4 de agosto de 2024, aconteceu o VII Encontro Mineiro de Fé e Política, melhor dizendo, de Fé Política, com participação de lideranças religiosas e populares de muitos municípios do estado de Minas Gerais. Foi muito bom. Eis uma questão central discutida no Encontro: a questão religiosa no Brasil, especificamente, e de forma geral em todo mundo, se tornou uma brutal questão política que não pode mais ser ignorada, sob o risco de a extrema direita retomar em breve o controle do Poder Executivo federal, nos municípios e nos estados, e abocanhar também o Poder Legislativo nos municípios, nos estados e ampliar ainda mais sua presença hegemônica na Câmara Federal e no Senado. 


Se a parte das Igrejas que buscam ser libertadoras, os Movimentos Sociais Populares, os Partidos Políticos de Esquerda e as pessoas cidadãs, enfim, a militância que luta pela superação da barbárie cada vez mais brutal nos dias de hoje perpetrada pelos capitalistas, não levar a sério os desafios que a Questão Religiosa está nos impondo, estaremos acelerando as mudanças climáticas com eventos extremos cada vez mais frequentes e letais, a “queda do céu” na linguagem do xamã ianomâmi Davi Kopenawa, o Apocalipse final da humanidade será adiantado com muita velocidade, pois o negacionismo e o egocentrismo da extrema direita darão as últimas punhaladas no planeta Terra, que já está quase todo despelado e na UTI por estar sendo sacrificado no altar do mercado idolatrado, puxado pelo ogronegócio que mata indiscriminadamente de muitas formas. 

Atualmente a maioria hegemônica dos mais de 26 mil padres e milhares de pastores (neo)pentecostais existentes no Brasil seguem o paradigma religioso fundamentalista, espiritualizante e moralista, o que na prática nega a encarnação de Deus na história, ignora a dimensão social do Evangelho do mestre Galileu e vira as costas para o ensinamento revolucionário e o compromisso de Jesus Cristo com as pessoas violentadas pelo sistema escravocrata do império romano, pelos saduceus (os ricos piedosos da época) e exploradas pelo legalismo do sinédrio dominado pelos saduceus. 

Eis uma pergunta crucial: Por que e como se construiu este contexto religioso fundamentalista, espiritualista e moralista, que na prática nega os avanços promovidos pelo Concílio Vaticano II, de 1962 a 1965, sob a liderança dos papas João XXIII e Paulo VI, e ridiculariza a Opção pelos Pobres batizada pelos bispos latino-americanos em Medelín, na Colômbia, em 1968, confirmada em Puebla, no México, em 1979, consagrada em Santo Domingos, em 1992, e referendada em Aparecida, em 2007? 

Também no seio das Igrejas evangélicas, mesmo as históricas, o Conselho Mundial de Igrejas, com sua orientação aberta e na direção da Paz, Justiça e cuidado com a criação, tem sido ignorado e combatido pelos setores mais espiritualistas das Igrejas. 

Estamos vivendo atualmente no Brasil, na América afrolatíndia, na África e no mundo capitalista ocidental as consequências brutais de dois projetos político-religiosos muito bem arquitetados. Um que está muito bem descrito no livro Os Demônios descem do Norte, de Délcio Monteiro de Lima, 1ª edição de 1987. Quando a Teologia da Libertação, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e as Pastorais Sociais estavam de fato sendo sementeiras de Movimentos Sociais Populares e contribuindo decisivamente na construção do Partido dos Trabalhadores (PT, fundado em 10/02/1980), da Central Única dos Trabalhadores (CUT, fundada em 28/08/1983), do sindicalismo combativo no meio do campesinato e nas fábricas nas grandes cidades, contribuindo na criação do Movimento dos Trabalhados Rurais Sem Terra (MST, criado em janeiro de 1984), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI, criado em 1971), fortalecendo a luta por direitos dos Povos Originários (Povos Indígenas), a Comissão Pastoral da Terra (CPT, criada em junho de 1975), animando e assessorando a criação de Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STRs) combativos e oposição sindical aguerrida na luta pela terra e Reforma Agrária, em contexto de efervescência de milhares de Movimentos Sociais Populares lutando por direitos dos povos nas periferias das cidades e no campo brasileiro, os ideólogos do imperialismo dos Estados Unidos fizeram análise da conjuntura internacional e alertaram o Governo dos EUA e a elite do capitalismo mundial que se a Teologia da Libertação com a prática das dinâmicas CEBs, em perspectiva libertadora, continuasse se desenvolvendo no Brasil e na América Latina, os povos colonizados da América Afrolatíndia estariam gestando sua emancipação e deixariam de ser colônias, iriam parar de pagar dívida externa e iriam frear a truculência das empresas transnacionais que sufocavam as empresas nacionais. 

Os ideólogos recomendaram aos chefes do imperialismo estadunidense a exportação da Renovação Carismática para o Brasil e América Afrolatíndia. Nos Estados Unidos, assim como na Europa, os movimentos de orientação pentecostal ou carismática faziam uma leitura espiritualista da fé pouco ligada à vida cotidiana e aos desafios sociais e políticos, mas não eram em si parte de uma espécie de Cruzada de direita católica ou protestante. Ao ser exportado para o Brasil com apoio de muitos enriquecidos da elite econômica brasileira, se instalaram na igreja católica e nas igrejas evangélicas, quando as chamadas igrejas eletrônicas já ensaiavam o projeto “pequenas igrejas, grandes negócios”, com Davi Miranda, na Igreja Deus é Amor, Edir Macedo, na Igreja Universal do Reino de Deus, e uma espiral de igrejas pentecostais ou neopentecostais. 

Este modelo fundamentalista, espiritualista e moralista de igreja está funcionando há mais de 40 anos a todo vapor e estilhaçando os esforços de lutas coletivas por direitos no Brasil e na América Afrolatíndia. Há teses de doutorado que demonstram o estrago que estas igrejas (neo)pentecostais têm feito no meio dos Povos Indígenas, Quilombolas e em Assentamentos de reforma agrária, por exemplo. Ao primar pela relação eu-deus, “cada um por si”, individualização da bênção de Deus, o espírito e a mística que anima lutar em conjunto são desvalorizados. Assim, fazem o jogo que interessa aos capitalistas, pois quanto mais individualizadas e isoladas as pessoas, mais os capitalistas exploram a todos/as. Atrair o povo para o interno das igrejas e propor cultos várias vezes por semana é uma forma de impedir a participação do povo sofrido nas lutas coletivas por direitos. Muitos alegam “não posso ir participar de uma reunião, de uma assembleia ou de uma luta concreta por direitos, porque tenho que ir para o culto na minha igreja.”

Outro projeto político-religioso, do qual estamos sofrendo as consequências dramáticas aconteceu nos 34 anos de pontificados de João Paulo II e Bento XVI, de 16/10/1978 a 28/02/2013, que foram dois papas que incensaram e fomentaram aos quatro ventos os movimentos religiosos espiritualistas, moralistas, fundamentalistas, tais como Legionários de Cristo, Comunhão e Libertação, Renovação Carismática, que desaguaram na aparição de um grande número de “Novas Comunidades” com estilo medieval e Institutos bancados economicamente por empresários e que se dedicam a fazer apenas caridade aos empobrecidos. Criaram as chamadas “TVs católicas”, como a TV Rede Vida e a TV Canção Nova, que tiveram apoio econômico do banqueiro José Eduardo Andrade Viera, dono do Banco Bamerindus, que chegou a ter mil agências no Brasil. 

Papas conservadores nomeavam padres conservadores para serem bispos, que escolhiam padres conservadores para serem reitores de seminários, que acolhem jovens vocacionados que vêm de famílias integrantes de movimentos espiritualistas e fundamentalistas. Assim, em efeito dominó se disseminou o paradigma religioso fundamentalista, espiritualista e moralista na igreja católica e de modo parecido nas igrejas (neo)pentecostais. 

Nesta aliança não confessada entre o imperialismo dos EUA, os papas João Paulo II e Bento XVI e os grandes bispos das igrejas (neo)pentecostais, o povo chicoteado diariamente pela horripilante injustiça socioeconômica foi empurrado para os braços da extrema direita política, os fascistas. Isto pavimentou o caminho para a eleição de um presidente que “só sabia matar”, não tinha empatia pelo povo que sobrevivia asfixiado pelo capitalismo e pela pandemia da Covid-19. 

Os espertalhões da política profissional asquerosa sabem que a história demonstra que o fenômeno religioso existe e não pode ser ignorado, é ambíguo e “feliz” quem se apropria dele e o canaliza para realizar seus interesses. Como Mussolini e Hitler, que se diziam religiosos e apregoavam “Deus acima de tudo…”, os fascistas no Brasil abocanharam a dimensão religiosa das pessoas e coloram na esquerda a pecha de ser “comunista” e “ateia”. Lutar por direitos e pelo bem comum deixou de ser visto como algo ensinado por Jesus Cristo e que se encontra no coração de todas as grandes tradições espirituais da humanidade: a compaixão no Budismo, a misericórdia no Islamismo e o senso de justiça na espiritualidade afrodescendente, hoje, tão frequentemente vítima de discriminações e violências do racismo religioso.

A esquerda tradicional ou clássica deixou de ser a referência primordial para o povo empobrecido, porque via de regra ignora a dimensão religiosa das pessoas, considerando “religião como ópio do povo” e justifica a luta por direitos apenas com argumentos filosóficos e sociológicos das ciências humanas, mas o povo simples se rege pelas pré-compreensões religiosas que definem grande parte das suas opções na vida.  

Eis dois exemplos concretos: Nas cinco Marchas que fizemos da Ocupação Dandara, na região norte de Belo Horizonte, 28 km a pé até o centro da capital mineira, observei um fato interessante ao animar a Marcha, ao lado do carro do som no microfone; enquanto o povo marchava, mais de 1000 pessoas, eu ia chamando as lideranças das Brigadas Populares, advogados populares, militantes da Rede de Apoio, para se revezar no microfone e animar a caminhada. Enquanto falavam os militantes dos Movimentos Sociais Populares, a argumentação para animar a Marcha de luta por terra e moradia adequada era exclusivamente sociológica, filosófica e jurídica. Diziam “nós estamos na luta por moradia, porque está escrito na Constituição de 1988 que a propriedade tem que cumprir a função social, que temos direito à terra, à moradia e a muitos outros direitos.” Após todas as lideranças falarem no microfone, eu disse: “Povo de luta, irmãos e irmãos, quem quiser usar a palavra aqui no microfone, venha pra cá, por favor.” As pessoas da Ocupação Dandara começaram a falar e o que mais foi ecoado foram hinos religiosos, orações pedindo para Deus impedir o despejo, desabafo tipo “Deus, não aguento mais a cruz do aluguel, tenho quatro filhos para criar e meu companheiro está preso. Deus, socorre-nos! Senhor Deus, toca no coração do juiz para não autorizar o despejo. Senhor, abranda o coração do prefeito”.  

Em uma Assembleia com o Povo na Ocupação Rosa Leão, na Izidora, uma pastora pegou o microfone e começou a cantar: “Quando nós aqui ocupamos, o Senhor já estava na ocupação. Quando nós aqui chegamos, o Senhor já estava passeando na Ocupação… ”Enfim, com profunda fé, o povo animava a luta por terra e moradia. Aprendemos a gritar juntos: “Com luta e com fé as casas ficam em pé!” 

Todas as ciências humanas são imprescindíveis, inclusive a teologia. Em uma sociedade religiosa não dá para ser analfabeto religioso. A Teologia da Libertação já demonstrou que quanto mais a pessoa está sufocada, desempregada, superexplorada, adoecida, quanto mais crucificada, humilhada, mais ela sente a necessidade de recorrer à dimensão espiritual. Os povos indígenas são doutores nesse assunto porque nas lutas eles cantam o tempo todo, invocam seus ancestrais. O cacique Arapowanã do Povo Xukuri-Kariri gosta de dizer: “Lutemos 30%, pois o Grande Espírito lutará os outros 70% por nós”. A mística e espiritualidade das Religiões de matriz africana – Candomblé, Umbanda etc. – reconhecem e celebram a sacralidade da natureza. Mística e espiritualidade animam as lutas dos povos Originários e Tradicionais. 

Ao observar os sinais dos tempos e dos lugares, vejo que este megaprojeto de dominação está todo podre e começando a se desintegrar, porque suas contradições estão vindo à tona. Apenas no primeiro semestre de 2024, mais de 80 pastores foram presos porque tinham cometido crimes: corrupção, pedofilia, feminicídio etc.

Enfim, é hora de superarmos o analfabetismo religioso, o que passa para quem é pessoa cristã por não abrir mão da ética e de nenhum princípio originário libertador ensinado e testemunho por Jesus Cristo, que combateu o bom combate, foi bom samaritano, mas também enfrentou os opressores e os exploradores dos poderes político, econômico e religioso. É assustador e muito preocupante o que está acontecendo por influência das práticas religiosas fundamentalistas, a serviço da extrema direita. Suas lideranças estão ocupando espaços públicos significativos. De fato, não se sustentam. Entretanto, é fato também que a religião é identidade mobilizadora do nosso povo e isso deve ser, de alguma forma, considerado na construção de narrativas, mobilizações no campo popular, a serviço de melhor compreensão do mundo, da história, como alfabetização política mesmo.  

13/8/2024

1)  Frei e padre da Ordem dos Carmelitas; doutor em Educação pela FAE/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP/SP; mestre em Exegese e Hermenêutica Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico, em Roma, Itália; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupações Urbanas. 

Email: gilvanderlm@gmail.com 

www.gilvander.org.br - www.freigilvander.blogspot.com.br - www.twitter.com/gilvanderluis - Facebook: Gilvander Moreira III

2) Unidade de Terapia Intensiva.

3) Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Pastoral Operária (PO), Pastoral Carcerária, entre outras.


Fonte: Jornalistas Livres. Pedi autorização de Frei Gilvander para publicar texto aqui no blog (o blog respeita a opinião do articulista, e não necessariamente concorda com todo o teor do texto)


quarta-feira, 14 de agosto de 2024

81 de 100 dias



Opinião: eleições municipais 

81. Por mais que eu avalie que o efeito seja pequeno, sem escala, sem grandeza que interfira em algum resultado, vou falar de eleições municipais nas próximas semanas.

Durante duas décadas eu fui alguém que falava e escrevia com domínio sobre o tema que discorria. Modéstia à parte, fui bom naquilo que me especializei: representar a categoria bancária e autogestão em saúde. 

Poderia ter sido um educador e formador GRATUITO para o movimento sindical. As atuais lideranças da categoria, nem todas imagino, acharam melhor que eu fosse cancelado de suas listas de contato.

Política pequena é assim mesmo. É o que temos, fazer o quê. 

O fato concreto é que vamos começar um período de eleições para as prefeituras e para as câmaras legislativas das cidades brasileiras. 

Há um processo acelerado de fascistização das eleições brasileiras, um processo global com uma organização internacional da extrema-direita unida ao capital. No Brasil, a face dessa organização repugnante e perigosa é o bolsonarismo. 

Nas eleições paulistanas, podemos avaliar facilmente 4 (quatro) candidaturas bolsonaristas à Prefeitura de São Paulo: Nunes, Marçal, Datena e Marina. São taças diferentes do mesmo vinho azedo.

Não posso ficar alheio a isso. Vou ler o programa da candidatura de Guilherme Boulos e falar sobre as propostas da chapa Boulos e Marta Suplicy. 

O mesmo se dará em relação às eleições para a Câmara de Vereadores de São Paulo: estou acompanhando o trabalho e a dedicação da jovem Luna Zarattini, única vereadora do Partido dos Trabalhadores na atual legislatura. Falarei sobre suas propostas também. 

Não sou tão bom nisso como seria se tivessem me aproveitado para falar sobre a Cassi e sobre o movimento sindical, principalmente sobre a categoria bancária e o Banco do Brasil. Mas tudo bem. 

Falarei do jeito simples e honesto com o qual escrevo há duas décadas. 

É isso. 

William Mendes 

terça-feira, 13 de agosto de 2024

80 de 100 dias



80. A efeméride do dia é o aniversário do Comandante em Chefe Fidel Castro. O líder da Revolução Cubana completaria neste dia 13 de agosto 98 anos. Fidel é uma das lideranças mais importantes da história de Nuestra América, juntamente com José Martí. Fidel vive porque seus ideais e seus feitos seguem em nossos corações.

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O Instituto Conhecimento Liberta (ICL) lançou agora à noite o documentário "Vai pra Cuba, Eduardo!". Uma produção de alta qualidade e que me deixou emocionado. Eduardo Moreira e Juliana Barone, a diretora do documentário, estiveram em diversos lugares nos quais estive nas duas vezes que visitei Cuba. O ICL contou com a assessoria de ninguém menos que Frei Betto, grande conhecedor da Revolução Cubana e amigo do povo cubano.

Fico feliz e orgulhoso de fazer parte do ICL desde o primeiro ano de existência desse projeto de educação e cultura revolucionário. Viva o ICL! Participem e se associem ao instituto porque O CONHECIMENTO LIBERTA!

Até estou pensando em voltar lá no próximo ano. Vamos avaliar as possibilidades. Sou grande apoiador da República Socialista de Cuba e de seu povo rebelde, culto e libertário.

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Brasil vai viver um inferno político

Tenho a impressão de que vai custar caro aos progressistas, democratas e, principalmente, ao campo da esquerda, um hipotético acordo conciliado por cima para não punirem os canalhas do bolsonarismo e a extrema-direita bandida que destruíram o Brasil e os direitos do povo desde o Golpe de Estado em 2016. Vem merda feia por aí...

Agora no fim do dia, manchetes dos meios do grande capital, a imprensa comercial, já anunciam que vão para cima do tal ministro do STF que a esquerda costuma chamar por apelido como se ele fosse um parça tomador de cerveja no boteco.

Acho que vão tentar cassar o ministro da Suprema Corte e depois vão para cima do governo Lula e da esquerda e ou daquilo que costumam chamar de campo progressista, que nem sei mais o que é isso... 

Enfim, vai custar muito caro não ter havido pressão nem do governo Lula nem dos movimentos populares pela condenação e prisão dos bolsonaristas de todas as laias, militares, políticos a começar pelo próprio clã, endinheirados que patrocinaram a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023 etc.

É inacreditável a pusilanimidade e frouxidão da parte do país que não compartilhava com a outra parte que apoia e endossa toda a desgraça que Bolsonaro et caterva fizeram por 7 anos de golpe contra a democracia.

Avalio que teremos dias difíceis... e não sei se as pessoas do campo da esquerda com algum tipo de mandato estão ligadas na questão macro do país e mundo, ou se estão focadas somente nas suas bolhas e não para além dos seus pequenos espaços de poder.

Preocupação... O governo Lula - e a parte do país que votou nele ou contra aquilo que estava no poder - não tem o poder real, a força repressiva, o poder econômico, os meios de comunicação, e nem povo mobilizado...

Tomara que eu esteja com a impressão errada e a vida siga meio normal.

William


Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 13 de agosto de 2024. Terça-feira.


FIDEL VIVE!

No dia de hoje, comemoramos o nascimento de um dos maiores heróis do povo latino-americano do século XX e da história de Nuestra América, o Comandante em Chefe Fidel Castro. Ele completaria 98 anos de idade. Fidel vive!

Durante o dia, li e apreciei os dois livros fotográficos sobre Fidel que trouxe de Cuba. Imagens magníficas e emocionantes. Junto ao Comandante Fidel, figuras como Che Guevara, Raúl Castro e líderes mundiais.

Nos últimos dias, li também sobre um grande amigo de Cuba, um homem extraordinário, Frei Betto, que completou nesses dias 80 anos de idade.

Estou refletindo a respeito de minha terceira viagem a Cuba, sou admirador e apoiador do povo cubano em sua busca por liberdade e autonomia sem interferência dos Estados Unidos, que mantêm um bloqueio criminoso ao país com o intuito de causar miséria e desesperança a milhões de pessoas.

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Revolução Bolivariana na Venezuela sob ataque

Eu sigo não concordando com o comportamento do governo brasileiro em relação às eleições presidenciais na Venezuela. Depois de tudo que aconteceu nas últimas semanas, até o mundo mineral sabe que o chavismo está sob ataque do imperialismo e está resistindo a mais um Golpe de Estado patrocinado pelos Estados Unidos. 

É inacreditável se for verdade que a diplomacia brasileira e o governo Lula avaliam sugerir novas eleições no país. Minha decepção com a postura do Brasil chega ao ponto de pensar em romper com o nosso governo. Não faria isso no calor dos acontecimentos, mas num mundo em disputa como o que vemos neste momento não há espaço para pusilanimidade contra a extrema-direita internacional. Estamos falando do fascismo! Lula pede unidade do mundo contra esses extremistas e acaba apoiando os extremistas que só querem o petróleo da Venezuela. Francamente!

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Bolsonaro livre...

Como venho dizendo faz tempo, desde o ano de 2023, existe uma construção por cima para que nenhum bolsonarista seja punido pelo que fez. Os caras são inimputáveis!

Assim como venho escrevendo a respeito da impossibilidade da democracia na atualidade, vejo claramente que além da plutocracia ser a forma autoritária de governos atuais, vide EUA, França, Alemanha, Brasil do Centrão e do orçamento secreto, entre outros, as "leis" e os "direitos" serão cada vez mais para proteger de qualquer crime o 1% e seus apaniguados, os bilionários e os milionários, e para prender e arrebentar o restante do povo, os noventa e tantos por cento de pessoas, a patuleia, a malta, a plebe, como todos nós.

Que desânimo!

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Eleições municipais brasileiras

Como fazer campanha eleitoral sabendo que não há democracia no Brasil? Como lutar para eleger pessoas decentes e interessadas no bem comum como várias candidaturas que conheço do campo progressista?

Que dureza!

Vamos fazer a nossa parte e fazer o bom combate, claro!

Mas que é meio ilusório, isso é!

William