O medo era uma sensação horrível e humilhante. Como dar o braço a torcer e confessar que tinha medo?
A gente acabava dando um jeito de ir ao banheiro quando outros moleques iam. E era algo inconfessável tentar mijar rápido pra não ser o último a sair.
Acontece que sempre tinha um filho da mãe que mijava rápido e saía gritando "a loira do banheiro!", "a loira do banheiro!"...
Meu, a gente saía correndo com o pinto na mão, molhando as calças.
Me lembro dessas correrias da loira do banheiro quando vou ao colégio Adolfino em dias de eleições.
Quando criança a gente achava tudo enorme. O pátio da escola e o banheiro são pequenos perto do tamanho da minha lembrança.
Minha mãe subia a pé comigo para me levar de casa ao colégio Adolfino, no Rio Pequeno. Estudei lá da primeira à quarta série. Foi um tempo bom. Era feliz.
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Instantes de uma vida

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