Brincar de carrinho no tapete da sala ou na calçada na frente de casa é uma lembrança saudosa da infância.
Brinquei muito de carrinho até os dez anos de idade no sobradinho onde nasci no Rio Pequeno.
Tenho até hoje alguns carrinhos de ferro da Matchbox, guardados como tesouros da infância, são de meados dos anos setenta.
Nem sei direito como os carrinhos chegaram até a estante, cinquenta anos depois. Sobreviveram comigo aos duros anos infanto-juvenis.
O barquinho azul eu não tenho mais. Tenho algumas bolinhas de gude, brinquei muito de bolinhas de gude também.
Talvez a infância que tive até os dez anos de idade, de boas lembranças, tenha me salvado de ser uma pessoa ruim.
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Instantes de uma vida

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