A gente estava no campinho, empinando pipa ou jogando bola, não me lembro direito.
Sei que as provocações entre nós e os moleques do outro lado do córrego do Rio Pequeno aumentaram e começou a guerra de pedras pra lá e pra cá.
De repente, os moleques atravessaram o córrego e vieram atrás de nós. Estávamos em menor número. O jeito foi recuar e sair correndo.
Enquanto corríamos, era só pedra caindo na gente. Eu coloquei as mãos na cabeça como uma espécie de escudo, enquanto corria.
Pow! Só senti a pedrada no topo da cabeça, entre os dedos. Aquela dor aguda já sinalizava que eu tinha me ferrado.
Ao tirar as mãos da cabeça, já chegando na rua de casa, vi aquela sangueira! O pescoço também estava melado de sangue.
Mais uma vez, entrei em casa cheio de sangue, assustando minha mãe.
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Instantes de uma vida

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