terça-feira, 23 de junho de 2026

A dentada na cabeça (8)


A molecada estava no corredor da casa da esquina da Rua Miguel Sevílio com a Rua Adolfino Arruda Castanho, no Rio Pequeno. Jogando bola.

Era uma brincadeira mais ou menos assim: o moleque que estava na Rua Miguel Sevílio chutava a bola na parede da casa, encobrindo o murinho, tipo cruzamento na área.

Quando a bola caia no corredor onde estavam os moleques, pontuava quem pegasse a bola primeiro. Devia ter uns três ou quatro pivetes ali.

Quando a bola caiu no chão foi todo mundo pra cima dela. Eu só senti aquela dor aguda no topo da cabeça. Coloquei a mão apertando o cocuruto.

Quando tirei a mão foi aquele susto! Era só sangue já escorrendo pelo pescoço. Um moleque caiu com a boca aberta sobre mim e bateu os dentes na minha cabeça. 

Lá fui eu correndo pra casa na rua do lado, dar aquele susto na mãe ao abrir a porta cheio de sangue...

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Instantes de uma vida 


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