quarta-feira, 24 de junho de 2026

O tombo de bicicleta (9)


Acho que o motivo foi uma ideia de jerico de apostar uma corridinha.

O que me lembro é que meu pé escapou do pedal e em fração de segundos eu estava no asfalto, todo ralado.

Pernas, joelhos, braços em carne viva, sangrando. Como ardia as feridas... fui pra casa chorando. 

Mais uma vez, a mãe me recebia em casa cheio de sangue ao voltar da rua.

O resumo do tombo de bicicleta foi a sessão de tortura após o banho: passar  Merthiolate nas feridas em carne viva. 

Minha mãe me pintou todo de Merthiolate... imaginem como gritei e chorei com cada ferida lambuzada daquele treco que ardia como fogo.

Passado o drama, minha mãe me mandou ir à Padaria Cinco Quinas pra comprar pães. 

O mais incrível, já de noite naquele dia, foi descobrir que um carocinho numa ferida acima da sobrancelha era uma pedrinha, que minha mãe tirou com a pinça...

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Instantes de uma vida 


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