segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Instantes (17h12)



Refeição Cultural

A vida é um instante, e sendo instantes é recomendável que os seres viventes tenham atenção. O viver se define nos detalhes...

Com atenção é possível dar mais oportunidades à Sorte, essa deusa mitológica. Sorte, azar, acaso; destino, alguns diriam. Atenção ajuda, tanto a sorte, o acaso, quanto o destino.

Um tempo atrás, ao acompanhar meu pai ao médico, tirei um carcinoma basocelular no mesmo dia. Aquela mancha na cabeça chamou a atenção ao cortar o cabelo. Era coisa ruim. 

Meses atrás, ao observar a boca durante a higiene diária, observei uma mancha branca que não estava ali antes. Fui atrás do diagnóstico daquilo. 

A leucoplasia oral que tinha foi removida na semana passada pelos atenciosos profissionais e estudantes da Faculdade de Odontologia da USP e a vida segue. Viva a ciência e o SUS! Sigo sendo um homem de sorte. 

Depois de uma semana de molho, sem comer quase nada, voltei às atividades físicas, aos poucos, claro.

Minha genética e meu percurso de vida me avisam sobre riscos mais comuns a nós brasileiros e adultos do século XXI... infarto e acidentes vasculares é que são foda!

Amigas e amigos leitores do blog, fiquem atentos a manchas brancas na região bucal, manchas estranhas na pele, e claro, colesterol, pressão alta e diabetes, e sobrepeso. (post scriptum: faltou falar da obesidade e da importância da prática de atividades físicas regulares) 

Viver é uma oportunidade diária de aprender coisas novas e compartilhar o conhecimento, fazer o bem aos outros e à coletividade, e sentir o sol da tarde num dia frio do caramba.

William 

11/08/25

domingo, 10 de agosto de 2025

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Domingo, 10 de agosto de 2025.


No calendário da cultura brasileira hoje é Dia dos Pais. Ao acordar, fiquei um tempo olhando para o teto do quarto e pensando sobre isso, o Dia dos Pais, ou o fato de ser pai, ou até a respeito de ser filho. Todos somos filhos de pais e mães. Após pensar um tempo, me senti sem palavras neste momento para escrever sobre pais e filhos. Com as palavras vêm os julgamentos, e não sou nada pra julgar ninguém. Aos pais, fica meu desejo sincero que tenham um domingo bom, não adiantaria desejar o lugar-comum, o mundo humano está numa etapa ruim da história da espécie na Terra.

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"Que eu chegue bem ao próximo final de semana. É o pensamento"

Domingo passado escrevi sobre minha ansiedade em relação à semana que se iniciava, seria uma semana diferente no cotidiano. Hoje posso dizer que cheguei bem. Sigo sendo um homem de sorte. Fiz uma cirurgia na boca e sabia que seriam dias de pouca ingestão de alimentos. A sensação de fundura no estômago, roendo o tempo todo, me fez imaginar - o que não é possível -, mas pelo menos tentar imaginar a fome que os donos do poder estão impondo há tempos às maiorias de seres humanos excluídas dos direitos humanos e, em particular, pensei nos palestinos da Faixa de Gaza, um campo de concentração vergonhoso deste momento de fim de mundo. Também me lembrei da tia Alice, que não conseguia mais comer na fase final de sua doença. Sem conseguir mastigar, a gente percebe como é bom ter saúde. No meu caso, por mais que tomasse iogurte, vitamina de frutas, sucos, leite, o corpo não saciava a fome. Foi bom demais poder voltar aos poucos a ingerir coisas com sustância, com sal. Ao mesmo tempo, com a consciência que tenho hoje, fico triste ao ver tanta gente querida detonando sua saúde e a gente não poder fazer nada por alguém que não queira fazer algo por si mesmo. Parece que vou percebendo cada dia mais que as coisas são como são por falta de educação, a tragédia e a miséria humana não são naturais, são escolhas. 

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Por escolha, por tentar fazer algo que seja bom para o particular e o coletivo, faço parte de um grupo de pessoas que estão participando de um curso de extensão universitária com aulas e professores fantásticos, com aulas presenciais aos sábados, com a temática "Como impedir o fim do mundo: colapso ambiental e alternativas", organizado e ministrado pelo IBEC e Unesp. Ter o conhecimento da realidade do mundo é um privilégio, uma responsabilidade, e um desafio de autoconhecimento para saber administrar o sofrimento que o conhecimento nos dá. Enfim, não gostaria de ser um ignorante, um néscio, um idiota manipulável. Prefiro lidar com a dor e o sabor de acessar o conhecimento e as mais diversas formas de cultura.

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Para a semana que se inicia, desejo coisas simples, na dimensão pessoal. Comer arroz com feijão, pão com manteiga e café. Praticar atividades físicas possíveis. Ler. Escrever. Gostaria de poder fazer algo para salvar a natureza de sua destruição total pelos humanos capturados pela invenção deles próprios, o capitalismo. No entanto, ainda não foi possível convencer maiorias nem no campo popular onde me politizei a lutarem contra o modo de produção e organização social do capitalismo. 

Will i am

(10h40)

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Leitura: Kraken capitalista e destinos da economia mundial - Fábio Antonio de Campos



Refeição Cultural

Artigo: Kraken capitalista e destinos da economia mundial - Fábio Antonio de Campos. Professor do Instituto de Economia da Unicamp, pesquisador do Centro de Estudos do Desenvolvimento Econômico - CEDE, do Núcleo de História Econômica - NIHE do IE/UNICAMP e do Instituto de Estudos Contemporâneos Brasileiros - IBEC

Leitura para reflexão antes de uma aula sobre o tema (em 09/08/25)

Aula IV (tarde) - Mundialização do capital e a crise estrutural do capital

Objetivo: textos de apoio para o curso de extensão "Como impedir o fim do mundo: colapso ambiental e alternativas", organizado e ministrado por IBEC, Unesp e demais parcerias

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A postagem é uma espécie de fichamento feito pelo autor do blog. Qualquer interpretação divergente do texto original é de responsabilidade deste leitor que comenta o texto.

Abaixo algumas palavras-chave ou ideias que gostei no referido texto.

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- O autor começa explicando o que seria Kraken, monstro conhecido na cultura medieval: 

"Inspirado nos escritos gregos de 2500 anos atrás de Homero, quando em A Odisseia, o poeta mostra a criatura Cila como um animal de seis cabeças, Kraken é uma versão medieval e de origem escandinava para alertar os navegadores sobre os perigos de um monstro que vive no mar. Além de devorar a fauna marítima, seus tentáculos gigantes são capazes de esmagar barcos, colocando em risco a sobrevivência humana nos oceanos" (p. 92)

- O Kraken capitalista, o capital financeiro e seus tentáculos, "além de parasitar o excedente gerado pela exploração da força de trabalho e da natureza, fazem naufragar os horizontes do futuro da humanidade" (p. 93)

- Esse ser destruidor, o capital financeiro: "A força deste ser oligárquico que comanda as dimensões industriais, comerciais, agrominerais, computacionais e militares do capital, se revela na conjuntura da economia mundial pelas redes de poder financeiro que, ao socializarem a produção capitalista em um patamar inédito, se apropriam privadamente dos frutos desta valorização" (p. 93)

- Na lista acima de concentração do poder financeiro oligárquico, eu incluiria a dimensão das comunicações, são tudo os mesmos donos

- O autor fará uma análise da questão do Kraken capitalista sob três dimensões: conjuntura, estrutura e superestrutura

CONJUNTURA

- O comércio mundial cresce menos; cada dia menos corporações dominam todos os mercados; os CEOs das corporações exercem poderes em várias delas; com mercados em baixa, sobram oportunidades para os cassinos financeiros; só uns poucos recebem as informações privilegiadas sobre tudo no sistema

- "Em estudo recente (PHILLIPS, 2024), as 10 maiores empresas de gestão de ativos no mundo, com US$ 50 trilhões em 2022 (quase 50% do PIB do planeta), apresentam 117 indivíduos que, como diretores em posições cruzadas, atuam nos conselhos executivos combinando estratégias oligopolistas." (p. 95)

- Os tentáculos do monstro... "É possível vislumbrar tal poder na imagem recente da posse presidencial de Trump, quando os principais membros das big techs estavam ao seu lado, pagando milionárias contribuições para sua campanha. A GAFAM (Google, Apple, Facebook, Amazon, Microsoft) são abastecidas por participação acionária destes 10 Titãs do capital financeiro, assim como na big pharma, e em outros conglomerados." (p. 96)

- "Em síntese, o que estes dados mostram é que há na economia mundial um aumento do endividamento de corporações, famílias e governos, em que o capital excedente assume majoritariamente a forma fictícia. Decisões de gasto, investimento, crédito, gestão financeira, têm como eixo a preservação e a valorização da riqueza abstrata (monetária), o que relativiza o gasto e acumulação na dimensão produtiva do capital." (p. 96)

- Em consequência desse Kraken capitalista, cada vez menos os governos nacionais conseguem implementar políticas econômicas autônomas e independentes desses capitais piratas

- O autor, prof. Fábio Campos, faz uma boa síntese das questões colocadas em relação à emergência climática

- A China capitalista... "A China está promovendo uma reconfiguração econômica, política e social em escala global. Em suma, diferentemente das economias periféricas, e inclusive da Europa Ocidental, e economia chinesa preservou sua autonomia estratégia e institucional mesmo estando inserida na ordem global, que agora busca remodelar em seu favor. Como afirma Bürbaumer (2024), a China ao tornar-se capitalista minou a 'Globalização'." (p. 101)

- O que temos pela frente na disputa de hegemonia global? "Guerra comercial tende a tornar-se militar, quando uma dimensão do capital financeiro, a economia de guerra se apresenta como um meio de valorização em si mesmo, ao mesmo tempo que define um fim, um alvo a ser atingido, como ensinou Rosa Luxemburgo (1985)." (p. 102)

- Como estamos de ogivas nucleares no mundo, atualmente? Estamos bem!!! Podemos destruir a vida na Terra dezenas de vezes...

"Os países com os maiores arsenais nucleares no mundo são liderados pela Rússia, com aproximadamente 6.375 ogivas nucleares, seguida pelos Estados Unidos, com cerca de 5.800 ogivas. A China ocupa o terceiro lugar, com cerca de 500 ogivas, enquanto a França possui cerca de 290 ogivas nucleares. O Reino Unido possui aproximadamente 225 ogivas. O Paquistão tem cerca de 170 ogivas, enquanto a Índia segue de perto com cerca de 160. Israel, embora não tenha confirmado oficialmente, é estimado a ter cerca de 90 ogivas nucleares, e a Coreia do Norte possui uma estimativa de 50 ogivas nucleares (ICAN, 2025)." (p. 103)

- A concentração dos donos do mundo da comunicação e conexão global, que inclui as tais "nuvens" onde o mundo inteiro acha que guarda suas produções de conteúdo: 

"Temos uma oligarquia digital, em um mercado computacional e de dados, que apresenta uma concentração econômica espantosa das chamadas big techs: em 2023, a Amazon detinha 39%, a Microsoft 23%, o Google 8,2%, o Alibaba 7,9%, a Huawei 4,3%; em um total de 82,4% do mercado global de nuvem (AMADEU, 2024)" (p. 104)

- O autor conclui a dimensão Conjuntura assim: "A incompatibilidade entre a vida terrestre e o sistema mostra os limites deste modo de produção capitalista. Temos uma crise civilizacional, onde o capitalismo para criar suas formas modernas de autoexpansão deve destruir as condições básicas de existência humana. Estamos, portanto, diante de uma crise estrutural do capital." (p. 104)

ESTRUTURA

- "Como afirmou Marx (1982), no capitalismo toda crise é uma crise de superprodução de capital, e não de subconsumo – visto que este modo de produção priva a maioria das pessoas do consumo" (p. 104)

- "Segundo Marx (2013), a crise também está incrustada na própria forma mercadoria. Isso porque o sistema se organiza em torno da produção de valores de troca, e não de valores de uso voltados às necessidades da reprodução social da humanidade." (p. 105)

- Um fator positivo nas crises capitalistas é que podemos fazer disso uma revolução: "A crise não seria o fim do sistema econômico, mas, potencialmente, teria condições de engendrar luta de classes capazes de organizar a revolução para sua superação." (p. 105)

- As tecnologias das últimas décadas e o aumento exponencial da produtividade transformaram as crises cíclicas em crise permanente do capital:

"A tecnologia da máquina programável com a microeletrônica, internet e IA impôs um aumento de produtividade, em termos relativos jamais vista, que retirou o elemento cíclico das crises que era vital para a reprodução ampliada do capital. A crise se tornou contínua, constante, uma crise estrutural." (p. 105)

- O 4º órgão... "Segundo Bacchi (2020), nos anos 1960 foi introduzido o quarto órgão daquela máquina que Marx (2013) descrevera no cap. 13 do Livro I de O Capital. Além do motor, a transmissão e a máquina ferramenta do século XIX, surge o 'quarto órgão de controle' que introduz 'a máquina programável' e, com ela, o que determinou a crise estrutural" (p. 106)

- Em seguida vemos a citação de Bacchi, que desvenda a crise atual do capital: 

"como tudo na natureza depende de um limite, quando a taxa de lucro baixa a determinado ponto diferente de zero, mas razoavelmente baixo, na verdade, o capital já não pode suportar, pois a reprodução ampliada se interrompe e o sistema entra em crise que não é cíclica, senão que uma crise generalizada do sistema. Com isto queremos dizer que o capitalismo, a partir deste momento, está condenado a uma decadência constante e irreversível, tal como descreve Marx em suas obras. E o capital como um todo já não consegue conter mais as novas forças produtivas em seu seio (BACCHI, 2020, p.35)." (citado na p. 106 do texto de Fábio Campos)

- A crise estrutural do capital se estabelece por três eixos: a transnacionalização inviabilizou os Estados nacionais e suas políticas econômicas e de gestão social; o fim da sociedade do trabalho, pois a classe trabalhadora não consegue mais pressionar o capital nas relações de produção; o colapso ambiental, pois é impossível ao capital não destruir a natureza

- O imperialismo foi revitalizado pela crise estrutural, colocando o capital financeiro no centro do poder de apropriação de valor

- Formas de opressão do capital: "Uma maneira imperial de circunscrever aqueles que não pertencem ao reino da mercadoria, ou se subordinam de maneira superexplorada, é por meio da racialização como expropriação (FANON, 1961). Ao intensificar as formas econômicas de opressão, políticas e ambientais, a crise estrutural recoloca o racismo, tanto nas periferias quanto nos centros, como instrumento indispensável para a manutenção do trabalho precário, o acesso a terras e aos recursos naturais (FRASER, 2024)." (p. 109)

- O prof. Fábio finaliza a dimensão Estrutura assim: "Em síntese, o capitalismo em sua crise sujeita as infraestruturas, comportamentos, ecossistemas, capacidades estatais, e, sobretudo, a consciência ao seu regime de valorização e expropriação, cujo resultado é a desestruturação sociopolítica do ser humano (FEDERECI, 2017; 2022; FRASER, 2024)."(p. 110)

SUPERESTRUTURA

- Marx em 1859 abordou a questão da superestrutura jurídica e política do capital: 

"Assim, a produção da vida determinada por certas relações, apresenta uma estrutura econômica que se assenta em uma reprodução material e que sustenta, como ensinou Marx em 1859, uma superestrutura jurídica e política expressa por formas sociais da consciência (Marx, 2012)." (p. 110)

- O esgotamento do liberalismo traz como alternativas autoritarismos como o nazifascismo:

"(...) o nazifascismo no século XX teria sido já a maturação deste modelo contrarrevolucionário para lidar com o esgotamento do liberalismo, ainda mais com guerras totais, primeiras genuinamente capitalistas, e em meio a exitosa Revolução da Rússia em 1917 e a Crise de 1929 (LUKÁCS, 2020; MAYER, 1981). Aquilo que gestou no século XIX como uma exceção para lidar com as contradições do capitalismo em sua dominação política, consolida-se como prática usual no século XX. Essa contrarrevolução na ascensão do nazifascismo também era um instrumento de modernização, projeção do futuro, do progresso para aqueles escolhidos para usufruir do bem-estar..." (p. 111)

- Líderes carismáticos como Hitler e Mussolini conseguiram mobilizar, por manipulação dos sentimentos, classes populares e trabalhadoras, desviando a revolta delas de um processo revolucionário

"Não se trata de uma doutrina apenas, uma ideologia a serviço da contrarrevolução, mas de uma prática que tem por objetivo atacar e desmoralizar as instituições liberais vigentes, sem, necessariamente, excluir a cooperação com elas. Por isso, excitam as camadas populares contra o sistema, sem transformá-los em rebeldes, e, por isso, utilizam dos mais avançados meios de comunicação de massa, uma modernização dirigida, para instrumentalizar o sensacionalismo em causa própria." (p. 112)

- Na citação acima, vemos um retrato da realidade atual na qual líderes de extrema-direita manipulam massas gigantes de vítimas da crise capitalista - miseráveis e pessoas sem perspectivas - a apoiarem políticas que só vão prejudicá-las mais ainda

- Contrarrevolução preventiva: na segunda metade do século XX, a manipulação das massas mundiais proletárias e miseráveis seguiu com a liderança dos EUA e sua indústria cultural e militar, a Guerra Fria:

"Como mostramos em artigo recente, a contrarrevolução preventiva, e, sobretudo, permanente, conseguiu desmantelar pautas tipicamente revolucionárias, anticapitalistas e universais, transformando-as em agendas 'progressistas', 'cidadãs', de reparações históricas e ganhos incrementais. Como as questões identitárias que não se associam à luta de classes; ou ainda, instaurando programas sociais de gestão e de monitoramento da barbárie, como os do Banco Mundial, os de combate focalizado à pobreza, 'empoderamento' nas favelas, empreendedorismo popular etc. (LIMA FILHO; GENNARI; CAMPOS, 2021)." (p. 113)

- O neoliberalismo é uma forma de contrarrevolução permanente

- Surge um novo ser com as burocracias do capital, o empreendedor de si mesmo

- O autor afirma "O que chamamos de extrema direita hoje constitui a nova geração da contrarrevolução na crise estrutural do capital, uma face da superestrutura de nosso tempo." (p. 113)

- Uma característica comum aos extremistas de direita: "Para se salvar do apocalipse que se avizinha, resta, pois, os escolhidos por obra divina, reinventar o passado, reencantar o mundo. As diferentes variantes da extrema direita ao redor do globo têm algo em comum que é o tradicionalismo para a preservação da essência espiritual e cultural antiga, se opondo à modernidade." (p. 114)

- Fábio Antonio de Campos conclui seu texto:

"Concluindo, a extrema direita atual, embora com suas particularidades, representa a continuidade da contrarrevolução no interior da crise estrutural do capital. No passado, sua utopia de progresso legitimava a dominação; hoje, com a interdição da ideia de futuro, é a própria administração do colapso social que a orienta. Não há, portanto, monstruosidade ou anomalia nesse fenômeno — apenas a expressão ideológica do Kraken capitalista em decadência. Diante disso, impõe-se a necessidade de resgatar o horizonte da transformação radical nas lutas sociais, a fim de abolir o fatalismo que naturaliza a violência como destino na economia mundial." (p. 115)

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Texto excelente! Profundo e necessário!

Leitura feita por

William Mendes

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Professor Fábio Campos

Post Scriptum (anotações da aula presencial):

Mundialização do capital e a crise estrutural do capital

- O prof. Fábio iniciou a aula explicando seu método de análise, e tendo como referência Marx e as obras "Para a crítica da economia política", de 1859, e "Grundrisse: manuscritos econômicos de 1857-1858"

- O professor se mostrou um pouco preocupado com uma espécie de "neopositivismo" na academia, referenciado a partir do empirismo em tudo, recortes concretos das coisas

- Afirmou que, essencialmente, a economia é a linguagem do capitalismo

- O modo de produção de uma sociedade acaba definindo o modo de vida daquela sociedade e, consequentemente, quem são as pessoas, como se identificam as pessoas. Ao conhecer alguém, a pessoa julga a outra a partir do que ela faz, como ela vive, onde está situada naquele modo de produção social

- O modo de produção capitalista nasceu revolucionário, derrotando o modo de produção do feudalismo

- Não confundir: "capital financeiro" não é o capital dos bancos, é a forma do capital atual, na atual etapa do capitalismo

- Qualquer crise no capitalismo é uma crise de superacumulação de capital (K). Antes, as crises eram cíclicas, agora é estrutural

- Superestrutura e o problema atual: falta de horizonte futuro; esclerose múltipla das democracias liberais burguesas; a extrema-direita do fim do mundo tem um papel: a contrarrevolução

- Uma palavra nos chamou a atenção: "homo lates" sobre o foco dos atuais humanos em suas apresentações para a sociedade, seus perfis cheios de certificados e graduações

- No passado, século XX, o nazifascismo foi uma resposta contrarrevolucionária à decadência da burguesia desde meados do século XIX

- No pós-guerra, depois dos anos dourados, a crise passou a ser estrutural e a resposta foi o neoliberalismo

- O professor Fábio nos explicou que a "economia política" se tornou "ciências econômicas" durante a crise liberal burguesa já na passagem do século XIX para o XX: a economia deixa de tratar formalmente da "política" nas academias

- Falando ainda sobre a direita e a extrema-direita e seu papel contrarrevolucionário, citou o filme "Cabra marcado para morrer" (1984), de Eduardo Coutinho

- Citou o papel das Ligas Camponesas e da importância da linguagem para atuar na contrarrevolução preventiva, uma ferramenta central na manipulação das massas

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Aula magnífica a que tivemos!

William

Leitura: Breves notas sobre a ecologia como limite absoluto ao capital em Mészáros - Ivan Lucon Jacob



Refeição Cultural

Artigo: Breves notas sobre a ecologia como limite absoluto ao capital em Mészáros. Ivan Lucon Jacob, doutorando em Desenvolvimento Econômico (IE/UNICAMP) e pesquisador do IBEC

Leitura para reflexão antes de uma aula sobre o tema (em 09/08/25)

Aula III (manhã) - Papel do Estado na aceleração do fim do mundo

Objetivo: textos de apoio para o curso de extensão "Como impedir o fim do mundo: colapso ambiental e alternativas", organizado e ministrado por IBEC, Unesp e demais parcerias

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A postagem é uma espécie de fichamento feito pelo autor do blog. Qualquer interpretação divergente do texto original é de responsabilidade deste leitor que comenta o texto.

Abaixo algumas palavras-chave ou ideias que gostei no referido texto.

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- Falência dos dois modos estatais de controle e regulação do capital: o modelo keynesiano, responsável pelo welfare state, e o "tipo soviético", que mesmo tendo partido de uma revolução política, acabou por ser, segundo Mészáros, um "sistema sociometabólico do capital"

- Mészáros avalia estarmos chegando a um "limite estrutural do capital" devido ao seu caráter incontrolável de destruição da natureza

- Diz Ivan Jacob "Marx definiu o trabalho em si em uma concepção de metabolismo, dado que 'trabalho é, antes de tudo, um processo entre o homem e a natureza, um processo em que o homem, por meio de suas próprias ações media, regula e controla seu metabolismo com a natureza"

- Em seu caráter social, quando o homem age sobre a natureza e a modifica, modifica a si mesmo, sua própria natureza, é uma relação metabólica

- Falar de suposto controle ou estabilidade do capitalismo é uma mentira cínica, é enganar quem não conhece a natureza expansiva e acumuladora do capital

- Mészáros afirma que o controle social é "a condição prévia necessária para qualquer relação sustentável com as forças da natureza"

- As "soluções" apresentadas pelas corporações monopolistas do capital, a invenção falaciosa do "desenvolvimento sustentável" nada mais são que a continuidade da destruição do mundo como está se dando agora

- A solução para o mundo não é a reprodução do modelo estadunidense de destruição da natureza e do planeta, no qual 5% da população global consomem 25% dos recursos energéticos disponíveis

- A ciência e a tecnologia poderiam alterar o processo atual de destruição do mundo em função do modelo capitalista? Não, pois o uso vem sendo em função da própria acumulação de capital e em desfavor do planeta e da sociedade humana em geral (p. 47 do artigo)

- "Portanto a questão que se coloca 'não se restringe a saber se empregamos ou não a ciência e a tecnologia com a finalidade de resolver nossos problemas' - dada a obviedade da resposta: sim! - 'mas se seremos capazes ou não de redirecioná-las radicalmente, uma vez que ambas estão estritamente determinadas e circunscritas pela necessidade de perpetuação do processo de maximização dos lucros' (diz Mészáros)

- De novo, só o controle social pode alterar a lógica estabelecida hoje, definindo como produzir e o que produzir, na relação sociometabólica com a natureza

- Se a humanidade deseja sobreviver, é preciso superar a fragmentação social e encontrar a unidade para superar o modo de produção capitalista (destruição incontrolável e consumista da natureza para acumulação de capital)

- Ivan Jacob cita Mészáros e Marx ao abordar a questão do desenvolvimento tecnológico e produtivo para reduzir as horas de trabalho humano, mas com benefício da própria sociedade humana, e numa relação metabólica natureza e sociedade mais equilibrada e sustentável (p. 50, item IV do artigo). Esse seria um objetivo do comunismo

- "Marx argumenta que uma sociabilidade advinda de produtores livremente associados deve existir no âmbito do metabolismo prescrito pelas leis naturais da própria vida, assegurando as condições de existência para as gerações presente e futura" (Ivan Jacob)

- Ivan Jacob cita Clark e Foster (autores de referência no artigo), concluindo o texto: "há uma síntese necessária entre Marx e Mészáros, na formulação de uma concepção de transição para um sistema sustentável de reprodução metabólica social. Tanto a igualdade substantiva quanto a sustentabilidade ecológica são os pilares de uma sociedade livre dos ditames e da lógica do capital..."

- Por fim, é urgente também a "necessidade histórica da criação do movimento dos produtores visando a mudança radical nas formas atuais de controle social visando sua emancipação. A necessidade, portanto, do comunismo." (Ivan Jacob)

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Fecho minha resenha e leitura do artigo, concordando com Ivan Jacob, Clark, Foster, Mészáros e Marx... 

Urge a necessidade do comunismo!

Leitura feita por,

William Mendes

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Professor Ivan Jacob


Post Scriptum, após a aula em 09/08/25:

O papel do Estado na aceleração do fim do mundo

O prof. Ivan começa lendo o poema "Congresso Internacional do Medo", do livro Sentimento do Mundo (1940), de Carlos Drummond de Andrade.


Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

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- Algumas teorias afirmam que vivemos o período geológico antropoceno, período no qual as ações humanas impactaram sobremaneira nos ecossistemas do planeta Terra

- Nunca estivemos num grau tão grande de risco para o planeta, um "estado não análogo'

- Crise estrutural do capitalismo (Mészáros)

- Dos anos setenta pra cá as taxas de lucro dos capitalistas vêm caindo, ou seja, vem diminuindo a capacidade de acumulação do capital

- Há uma crise que permeia todos os setores do capital, uma crise global

- Celso Furtado: já nos anos noventa nos alertava sobre a dimensão da crise do capital. Não só as periferias seriam afetadas pela crise, mas também os centros hegemônicos iriam sofrer como as periferias

- A crise é permanente, não é cíclica como até os anos setenta, é uma crise rastejante, a crise atingiu os seus limites incontornáveis. Ex.: meio ambiente e ecologia limitam a expansão do capital

- Taxa de utilização decrescente das mercadorias: não funcionam mais as soluções de gestão do Estado capitalista como ocorreu ao longo do tempo

- Antes: o modo keynesiano (Welfare State), o Estado era mediador da relação K vs T, com as políticas macroeconômicas que permitiam acumulação de K, pois parte da taxa de lucro era usada para bens e direitos sociais

- Mesmo durante o Welfare State, o "Estado de bem-estar social", havia limites temporais e geográficos, os benefícios não eram para todos, eram para alguns escolhidos e privilegiados: os trabalhadores da Europa e dos EUA e durou três décadas

- Enquanto isso, o pau comia nas demais regiões exploradas e vítimas do capitalismo, África e Américas do Sul e Central, por exemplo

- A partir das décadas de 70 e 80 o neoliberalismo iniciou a destruição do Estado de bem-estar social pós-guerra, com Reagan e Thatcher

- No Brasil, a rede de proteção social conquistada a duras penas e com todas as lutas dos anos oitenta (a CF 1988) - e com os governos do PT - começou a ruir com os movimentos organizados a partir de 2013

- Importante registrar que mesmo os direitos da CF 1988 eram para um segmento da sociedade, para o trabalho formal, o restante ficava de fora, o que não é muito diferente do cenário na Europa e EUA com os imigrantes e indocumentados

- Alerta aos reformistas: a crise atual do capital não permite mais a reconstrução do Estado de bem-estar social ou qualquer rede de proteção social, acabou!

- Vejam o que tem acontecido com os avanços dos segmentos de extrema-direita na atualidade: a regra é desfazimento de qualquer direito social, civil ou político e cada um por si, se virem!

- Marx e os órgãos das máquinas: 1º motor, 2º transmissão/energia, 3º ferramentas, 4º os controles automáticos/robotização (Bacchi). A fase atual torna desnecessária a força de trabalho humana:

Citação do meu resumo do texto (aqui) do prof. Fábio Campos: "- O 4º órgão... "Segundo Bacchi (2020), nos anos 1960 foi introduzido o quarto órgão daquela máquina que Marx (2013) descrevera no cap. 13 do Livro I de O Capital. Além do motor, a transmissão e a máquina ferramenta do século XIX, surge o 'quarto órgão de controle' que introduz 'a máquina programável' e, com ela, o que determinou a crise estrutural" (p. 106)

- Quando vêm os robôs são expulsos os humanos que geram valor, que geravam a mais-valia, por isso as taxas de lucro vêm diminuindo: mais máquinas, menos humanos, taxas de lucro menores

- Além da queda nas taxas de lucro com a expulsão do trabalho humano, a massa salarial é reduzida e com isso o consumo é menor

- Temos ainda a obsolescência programada para reduzir a vida útil das mercadorias, que hoje não duram nada, são uma porcaria

- Eis aí a taxa decrescente de utilização das mercadorias, gerando um ponto de sobrecarga insuportável para a natureza, o planeta. É a grande aceleração do uso de recursos naturais dos anos setenta adiante

- Não há saída dentro do sistema capitalista, ou mudamos a relação dos humanos com a natureza ou acaba tudo

- O Estado é a muleta de reprodução do capital atual, é só analisarmos como se dão as coisas nas políticas dos países do mundo

- Para piorar mais ainda, temos o complexo industrial militar dos EUA, que são empresas privadas que recebem encomendas do Estado. Essa "mercadoria" - armas - é feita e estocada sem ser utilizada em sua totalidade, sendo assim uma espécie de K perfeito: tem o Estado por trás, uma fonte inesgotável de dinheiro

- E o Estado norte-americano tem ainda a moeda que domina o mundo capitalista, ou seja, o mundo financia o complexo industrial armamentista dos EUA, tanto por vender mercadorias ao mundo (em dólares), quanto por receber de volta o dólar no investimento de seus papéis da dívida

- Os EUA emitem papéis da dívida, o mundo investe nesses papeis, e o mundo financia o déficit descomunal do país. O dólar vai e volta, financiando o déficit interno

- O braço armado do Estado sempre foi essencial para o capitalismo

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Comentário final do blog:

A aula do prof. Ivan Jacob foi espetacular!

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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Filmes, séries e documentários comentados no Refeitório Cultural


Refeição Cultural

A coletânea apresentada nesta página do blog é bastante diversificada em relação aos gêneros de filmes, documentários, séries e animes que o autor comentou ao longo do tempo. 

O primeiro comentário sobre filme no blog foi publicado poucos meses após o início da produção de conteúdos e os mais recentes são textos comentando alguns filmes em uma mesma postagem, às vezes interligando a temática das obras.

A pessoa (aquele eu) que comentou os primeiros textos há quase duas décadas fez um esforço consciente em se desenvolver através da educação e cultura para que seus comentários registrassem algo que valesse a pena compartilhar, intuito do blog desde o início.

A página estará em constante atualização, pois os milhares de textos do blog estão sendo sistematizados e encadernados pelo autor.

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2004

1. A Paixão de Cristo (2004), dirigido por Mel Gibson (link)

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2006

1. Crash - No Limite (2004), dirigido por Paul Haggis (link)

2. 2 Filhos de Francisco (2005), dirigido por Breno Silveira (link)

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2007

1. Edison - Poder e Corrupção (2005), dirigido por David Burke (link)

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2008

1. Uma História Real (1999), dirigido por David Lynch (link)

2. Nosferatu, o Vampiro da Noite (1979), dirigido por Werner Herzog (link)

3. Rocky Balboa (2006), dirigido por Sylvester Stallone (link)

4. Os 300 de Esparta (1962), dirigido por Rudolph Maté (link)

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2009

1. Escritores da liberdade (2007), dirigido por Richard LaGravenese (link)

2.

3.

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2013

1. Home - Um alerta sobre a vida na Terra (link)

2. Papillon (1973) e o desejo de Liberdade (link)

3. Grande Sertão: Veredas - Amor simplesmente... (link)

4. John J. Rambo, o personagem (link)

5. As aventuras de Pi, de 2012 (link)

6. Filme: O Palhaço (reflexões...) - (link)

7. Breve comentário de O som ao redor e O operário (link)

8. Nova York sitiada - 1998 (The Siege) (link)

9. Faroeste Caboclo - O Filme... Emocionante! (link)

10. As neves do Kilimanjaro (2011) - Direção de Robert Guédiguian (link)

11.

12.

13.

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2014

1. Mandela, o caminho para a liberdade, de 2013. Cito o filme em uma reflexão (link)

2.

3.

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(...)

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2021

1. O processo (1962), dirigido por Orson Welles - um breve comentário (link)

2. O poderoso chefão (1972), de Francis Ford Coppola - comento livro e filme (link)

3.

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2025.

1. O universo de Pedro Almodóvar (I) - (link)

   1.1 Maus hábitos (1983)

   1.2 O que fiz eu para merecer isto? (1984)

   1.3 A lei do desejo (1987)

   1.4 Mulheres à beira de um ataque de nervos (1988)

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2. Lemon Tree (2008), dirigido por Eran Riklis (link)

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3. Conhecendo Wim Wenders (link)

    3.1 Quarto 666 (1982)

    3.2 Tokio-Ga (1985)

    3.3 Asas do desejo (1987)

    3.4 Tão longe, Tão perto (1993)

    3.5 Buena Vista Social Club (1999)

    3.6 Papa Francisco: um homem de palavra (2018)

    3.7 Dias perfeitos (2023)

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O sentido da vida (5)



Buscar compreensão a partir de fragmentos das coisas

"II - Os escritos desses primeiros filósofos na íntegra se perderam todos, como a maior parte da riquíssima literatura grega. O que sobrou deles foram pequenos trechos, às vezes o correspondente a uma página, às vezes pedaços de frases, às vezes uma palavra, inseridos em textos que séculos depois (IV séc. a.C. - VI séc. d.C.) se escreveram e que, alguns por acaso, se salvaram. Sobraram também muitas notícias sobre a vida e a doutrina deles. E sobretudo sobrou, podemos dizer assim, uma interpretação que logo se tornou definitiva, oficial, e que fixou a posição desses pensadores na história da filosofia..." (Para ler os fragmentos dos Pré-Socráticos, José Cavalcante de Souza, p. 35)


Buscar compreensão e ou sentidos a partir da observação e de fragmentos de coisas. Essas ações conscientes só podem ser realizadas por uma espécie animal no planeta Terra: os seres humanos. 

Um cachorro não pode fazer isso. Uma galinha não pode fazer isso. Uma águia também não. Uma máquina não pode fazer isso. Máquina alguma, nem essa mentira chamada "IA". Humanos podem fazer isso, se estiverem em condições favoráveis para isso.

O homem refletia sobre sua jornada existencial até ali e percebia claramente que havia encontrado respostas para vários questionamentos feitos em décadas do viver.

Estava num momento meio "E agora, José?", tradução existencial espetacular de certo momento do viver, interpretação feita pelo poeta maior, magistral Drummond de Andrade, o Carlos, que foi ser gauche na vida. E poetou. E filosofou.

Seu momento José vinha ocupando seus pensamentos cotidianos, suas ações, o seu viver.

Querendo ou não, seus registros - fragmentos de uma vida de lutas - estavam sendo revistos, sistematizados, interpretados até. 

O homem estava alinhavando tudo aquilo e o sentido de tudo vinha se mostrando a ele.

Compreendia melhor agora por que as coisas são como são.

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domingo, 3 de agosto de 2025

Instantes (21h50)



Refeição Cultural

Não estou tranquilo, apesar de estar em um instante de tranquilidade. A vida é assim.

No silêncio do local, um silêncio de aparente paz, reflito sobre a semana que tenho pela frente. 

Que eu chegue bem ao próximo final de semana. É o pensamento. 

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Nos anos noventa, quando estudei por um tempo Educação Física, pensava em desenvolver pesquisas sobre musculação para as pessoas depois dos 50 ou 60 anos. Não pude concluir o curso, mas confirmaram a importância dessa atividade para a saúde.

Mesmo percebendo os sinais que meu corpo me passa na atualidade - os avisos de cansaço pelo percurso ao qual foi exposto -, tenho tido uma disciplina severa para praticar atividades físicas que melhorem ou alonguem minha jornada de buscas de sentidos e de doações às relações sociais às quais estou vinculado. 

Esse esforço por viver não deixa de ser um ato de amor. Um sentido, assim.

Tive a oportunidade de conhecer o funcionamento do organismo dos animais humanos. Apesar dos excessos praticados contra meu corpo, tenho a consciência de algumas obrigações para seguir por aqui.

Só precisa valer a pena, mediando os sentidos o tempo todo com a inteligência que tenho.

Sigamos com atitude e resiliência. 

William 

03/08/25

Poemas e crônicas de William Mendes


Refeição Cultural

Nesta página do blog, reúno os textos que classifiquei como poemas e crônicas. 

Na enunciação estão presentes eu-líricos que me compõem, ou não. 

Aliás, pela data de criação do texto, sem dúvidas, o eu que fala pode não ter quase nada a ver com o autor atual do blog. 

Somos legião e sempre somos outros ao longo de nossas jornadas existenciais.

É aquela metamorfose ambulante anunciada pelo poeta Raul Seixas...

Assim como as demais páginas de coletâneas deste blog, esta de poemas e crônicas estará o tempo todo em atualização. 

Os acréscimos cessarão quando cessar a existência do criador.

Os textos estão disponíveis nos links.

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2000

1. A viagem (link)


2002

1. Reflexões de um objeto inanimado que enquanto unidade teme a queda, a quebra, o fim (link)

2. Primeiro dia como ajudante de encanador (link)

3. Verbo iludir conjugado (link)


2006

1. Romaria 2006 - Um teste de perseverança, resistência e humildade (link)


2008

1. Três de abril (link)

2. O filho é o pai do homem (link)

3. O filho é o pai do homem II (link)

4. Instantes (link)

5. Romaria 2008 - Velha caminhada; nova experiência, sempre! (link)

6. As partes da Arte (link)


2009

1. Comala (link

2. Cenas cotidianas - Esperança e tristeza (link)

3. O Caminho de Santiago começa a ficar distante... (link)

4. Todo cidadão tem direito de se reunir em locais públicos e se manifestar (link)

5. Um dia diferente: luta cidadã contra a mídia-podre e depois um assalto! (link)

6. Vendo as pessoas se persignarem (link)

7. Depois de tanto tempo... caminhei! (e um poema) (link)

8.

9.


2013

1. Férias na Praia Grande (SP) (link)

2. Morreu o Dógão, meu pangasius (link)

3. Riobaldo e Diadorim - Metáforas de todos nós (link)

4. Amor, uma fortaleza! (link)

5.

6.

7.


2025

1. O último poema (link)


2026

1. Conclusões (link)


sábado, 2 de agosto de 2025

Leituras tardias



Refeição Cultural

Ao longo do viver, sempre guardei materiais de cultura que gostaria de ler ou ver algum dia. 

Quando voltei para São Paulo, antes dos dezoito anos, trouxe somente algumas roupas e pequenos pertences pessoais (é o que me lembro). Iria morar na casa de minha avó Deolinda e já moravam com ela outros jovens, meus primos. Apesar do aperto, comecei ali a colecionar livros, revistas, partes de jornais e outras mídias.

Naquela época, anos oitenta, era consenso na sociedade humana que a educação e o conhecimento tinham importância para o caminhar pela vida adulta, principalmente para nós da classe trabalhadora, chamada às vezes de periférica. Queríamos ser inteligentes, ter formação escolar e adquirir cultura para evoluirmos como seres humanos e vencermos na vida, como se dizia.

Tenho materiais de cultura que datam dos anos oitenta e noventa: muitos livros, por suposto, e recortes de jornais e materiais do movimento sindical, inclusive. Nunca tive coragem de me desfazer dessas mídias, a maioria nunca lida por ter outras prioridades no viver diário de um proletário.

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Imigração japonesa - 100 anos (2008)

O caderno que li desta vez é sobre os 100 anos da imigração japonesa para o Brasil, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, no dia 12 de junho de 2008, uma quinta-feira.

Eu tenho interesse pela cultura oriental desde que era criança, sempre apreciei coisas relativas ao povo japonês e chinês. 

Na adolescência, ao avaliar possibilidades na vida, pensei até em ser decasségui (dekasegi). No fim, um primo é que foi trabalhar no Japão por alguns anos.

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100 anos de imigração completados em 2008

De forma resumida, o caderno traz informações básicas sobre o Japão e o processo de imigração japonesa para o nosso país.

O artigo de Simone Iwasso conta a história da família imperial. As comemorações no Brasil contaram com a visita do príncipe herdeiro, Naruhito, à época com 48 anos, filho do imperador Akihito e da imperatriz Michiko.

Na matéria de Fernando Nakagawa, soube que "Dos japoneses e descendentes que vivem fora do Japão, 60% escolheram o Brasil. Atualmente (ou seja, 2008), há cerca de 1,5 milhão de japoneses e descendentes no País. Em seguida, estão Estados Unidos, com 900 mil, e Peru, com 90 mil descendentes."

Celso Kinjô, em texto feito para o caderno, nos conta que até o fim da 2ª Guerra Mundial os imperadores japoneses eram considerados deuses. Foi o imperador Akihito, em 16 de agosto de 1945, que revelou aos súditos que era "um humano igual a todos" ao declarar que o Japão estava se rendendo ao inimigo. O anúncio foi em rede de rádios.

Márcia Placa nos revela a origem do saquê, descoberto por acaso, quando um barril de arroz não foi vedado corretamente e azedou. No final do caderno, ela faz outra matéria sobre a Turma da Mônica e os personagens Keika e Tikara, criados por Maurício de Sousa em homenagem ao centenário.

A matéria de Valéria Zukeran "O desafio: preservar a memória em papel" é muito boa. Livros e revistas ajudam a manter a história dos imigrantes e à época havia um esforço grande para se digitalizar materiais antigos e disponibilizar outras formas de mídia para a preservação de cultura.


Gostei da reportagem de Fernanda Yoneya sobre os festejos em Santos, SP. Foi lá que aportou, em 18/06/1908, o navio Kasato-Maru, "trazendo os primeiros imigrantes japoneses - uma chegada tão marcante que a cidade, na época, ficou conhecida como Porta do Sol Nascente". Os imigrantes tiveram contribuições importantes na região como, por exemplo, na atividade da pesca.

A cidade de Santos inaugurou no centenário a escultura "Vermelha", homenagem aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, doada pela artista Tomie Ohtake (1913-2015), localizada na extremidade do Parque Municipal Roberto Mário Santini, na orla do José Menino.


Literatura japonesa

A matéria de Renato Cruz, sobre a tradutora Leiko Gotoda, convida a gente a ler os livros traduzidos por ela.

Um dos romances japoneses mais conhecidos no Brasil é Musashi, de Eiji Yoshikawa, publicado no Brasil em 1999. Leiko traduziu diversos livros de seu tio Jun'ichiro Tanizaki, autor importante do século passado.

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O artigo de Jorge J. Okubaro - "Da rejeição à integração" - descreve um pouco do que os imigrantes japoneses tiveram que enfrentar ao longo desse século no Brasil. 

"Em Raça e assimilação, editado em 1933, Oliveira Viana escreveu que 'o japonês é como o enxofre: insolúvel', dando um certo ar científico à tese, popular na época, de que o japonês é 'inassimilável'."

Vejam o que pensava dos imigrantes um dos autores famosos da época, intelectual querido até por gente do campo chamado "progressista". 

O povo japonês veio ao Brasil para trabalhar quase como escravo em lavouras paulistas de café e depois sofreu na pele o peso da 2ª Guerra Mundial ao pertencer ao país associado aos nazistas e fascistas (Eixo).

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A riqueza da cultura japonesa 

Enfim, terminada a leitura do caderno inteiro dedicado ao centenário da imigração japonesa para o Brasil, acrescentei algum conhecimento novo ao pouco que conheço dessa temática.

Quase duas décadas depois da publicação do caderno especial, um leitor do futuro leu as matérias olhando para o passado. A experiência é interessante. Sempre gostei de fazer isso.

A cultura japonesa faz parte do cotidiano do autor do blog porque os mangás e animes fazem parte dos momentos culturais da família, sem contar o interesse que tenho pelo idioma japonês.

Sigamos lendo e aprendendo alguma coisa nova todos os dias de existência neste belo planeta Terra, um mundo sendo destruído pelo animal humano.

William


Bibliografia:

Caderno Imigração japonesa 100 anos. O Estado de S. Paulo, quinta-feira, 12 de junho de 2008.


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Artigos e textos de William Mendes


Refeição Cultural

Nesta página do blog estão reunidos os artigos e textos que publiquei ao longo de minha vida política como dirigente nacional da categoria bancária. 

Podem constar ainda alguns textos da época estudantil, principalmente do período no qual cursei a graduação de Letras na Universidade de São Paulo.

A página estará em constante atualização, pois os textos serão incluídos à medida que o autor do blog for revisitando as publicações e revisando os textos, dando a eles uma formatação mais padronizada.

Na medida do possível, os textos estarão dispostos em ordem cronológica, por representar um pouco do que o autor pensava na época da criação do texto.

Para ler os artigos, basta clicar no link.

William Mendes

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2002

1. Que decepção! Poucos humanos nas "humanidades" (link)


2006

1. Comentário sobre a carta do "tal" trabalhador ao presidente (link)

2. Eleições 2006 - Por que voto em Lula? (link

3. Contribuição para a Campanha Nacional dos Bancários, de 2007 (link)


2007

1. Preparar a greve no BB para março (link)

2. Entenda a composição da PLR do BB (link)

3. Por que rejeitar a proposta de PLR do BB? (link)

4. PLR do BB: A derrota da solidariedade (link)

5. Acerca da contratação da remuneração dos trabalhadores bancários: uma contribuição ao debate (link)


2008

1. Há que se educar as pessoas (link)

2. Comparações de análise sintática: Bechara X Hildebrando (link)

3. BB avança nas ilegalidades e agora, na imoralidade (link)

4. O apagão ferroviário de São Paulo (link)

5. Pra que serve o Banco do Brasil? (link)

6. Campanha salarial dos bancários 2008 (link)

7. Preenchendo lacunas culturais (link)

8. Pôr o coração naquilo que se faz (link)

9. Thomas Mann e reflexões sobre tortura e assassinato estatal (link)

10. O intelectual deve combater estereótipos (link)

11. Os 300 de Esparta (e leitura sobre a Bolívia) (link)

12.


2009

Do Blog Refeitório Cultural

1. Todo cidadão tem direito de se reunir em locais públicos e se manifestar (link)

2. Democracia e direito constitucional (link)

3. A grande imprensa é inimiga da classe trabalhadora (link)

4. Lendo Os Sertões, de Euclydes da Cunha (link)

5. Livro (Cap.1): Fragmentos Contemporâneos da História  dos Bancários (link)

6. O século: Vista aérea - Era dos Extremos, Eric Hobsbawm (link)

7. Livro (Cap.2): Fragmentos Contemporâneos da História dos Bancários (link)

8. Livro (Cap.3): Fragmentos Contemporâneos da História dos Bancários (link)

9. Era dos Extremos: A era da guerra total - Eric Hobsbawm (link)

10. Livro (Cap.4): Fragmentos Contemporâneos da História dos Bancários (link)

11. Livro (Cap.5): Fragmentos Contemporâneos da História dos Bancários (link)

12. Era dos Extremos: A era da guerra total - Eric Hobsbawm (link)

13. Lutar pela valorização do Trabalho e por um Banco para o Brasil (link)

14. Aula: Literatura Española Medieval (I) (link)

15. A teoria da alienação em Marx - István Mészáros (link)

16. Modernas teorias da alienação (link)

17. Aula: Literatura Española Medieval (II) (link)

18.

19.



2009

Do Blog A Categoria Bancária

1. Melhorar renda, condições de trabalho e a vida da classe trabalhadora (link)

2. Formação e Informação (link)


2010

Do Blog A Categoria Bancária

1. Greve Nacional dos Bancários 2010 - Dia 1 (link)

2. Voto em Dilma Rousseff e no Partido dos Trabalhadores (link)

3. Desafio para a greve 2010 no Banco do Brasil (link)

4. (react) Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (1) (link)

5. (react) Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (2) (link)

6. (react) Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (3) (link)

7. PLR do BB - Explicando as regras da PLR para colegas com dúvidas sobre valores pagos (link)

8. Brasil elege sua primeira mulher presidente - Dilma Rousseff - Do Partido dos Trabalhadores (link)

9. Plínio de Arruda Sampaio, líder do PSOL, não acredita na educação e na formação e prefere a repressão e a violência! (link)

10. Nossa guerreira Dilma Rousseff, Presidente do Brasil, diz (sob tortura em 1970) por que combatia a ditadura militar (link)

11. "Justiça proíbe greve dos aeroviários": Não pensem como passageiros de avião, pensem como trabalhadores (link)

12. Avaliação política e sindical de 2010 (link)


2011

Do Blog A Categoria Bancária

1. Sobre Bresser-Pereira atribuir acertos do governo Lula a Deus (link)

2. Negros no BB - O racismo no Brasil é real e muito há que se fazer para resolver esse problema histórico (link)

3. PLR - É hora de começar a receber a 2ª parte da conquista da campanha de 2010 (link)

4. Estratégia 2011 do BB (link)

5. Banco do Brasil e a piada da "bancarização" através do "Pag+fácil Mais BB" (link)

6. Mundo em mudança (link)

7. Estratégia 2011 do BB: traduzindo a fala do presidente Bendine (link)

8. PT, Mr. Obama e manifestações (link)

9. Democracia representativa não se confunde com "assembleísmo" (link)

10. OLT na categoria bancária - o papel do delegado sindical (link)

11. Falecimento: minha gratidão a José Alencar! (link)

12. O quadro funcional do Banco do Brasil de hoje (link)

13. O que penso sobre a nova Selic e o Governo Dilma/PT? (link)

14. 1º de Maio - Dia dos Trabalhadores (link)

15. Direito humano à saúde (link)

16. PLR, Conlutas e o choque de realidade (link)

17. Privatização dos aeroportos: não podemos aceitar isso!!! (link)

18. A pauta... governo Dilma está seguindo até agora a pauta da direita (link)

19. Horas de greve em renovação de direitos coletivos - Anistia ou distribuição para todos (link)

20. Previ Futuro: - Redução da Parcela Previ para cálculo do benefício de risco (link)

21. Articulação Sindical da CUT e o 22º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (link)

22. Reflexões militantes (link)

23. Fim das metas X fim das metas abusivas (link)

24. Reivindicações específicas BB 2011 - Entendendo as propostas (1) (link)

25. Reivindicações específicas BB 2011 - Entendendo as propostas (2) (link)

26. Informação e contrainformação em campanha salarial (link)

27. Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão... (link)

28. Greve!! A palavra de ordem no bb é "ponto fechado!!" (link)

29. PCR do BB precisa ser melhorado (link)

30. Greve segue crescendo... E bb segue mentindo para os trabalhadores! (link)

31. A precarização do trabalho bancário exposta em tempos de renovação de direitos coletivos da categoria (link)

32. Ao Companheiro Lula (link)

33. PSO no bb - Mais uma etapa da terceirização bancária (link)

34. bb - O banco da ilegalidade (link)

35. Curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro - Contraf-CUT e Dieese (link)

36. bb - Vale tudo por 1 trilhão (link)


2012

Do Blog A Categoria Bancária

1. Sacolas plásticas abolidas em SP: presente para os capitalistas (link)

2. Agenda sindical: retomando a luta (link)

3. 2012 - Ano de grandes lutas (link)

4. "Ficha Limpa" - Sou contrário! (link)

5. "1984" é hoje! (link) 

6. Corações militantes - Os imprescindíveis! (link)

7. Formação sindical é... estar em contato com os trabalhadores (link)

8. Formação sindical (2): organizando os bancários (link)

9. Formação sindical (3) - Agenda de luta (link)

10. Formação sindical (4) - Organizando os bancários: nossa razão em ser sindicalistas cutistas (link)

11. Formação sindical (5) - Conversas bancárias: tributação (link)

12. Formação sindical (6) - A grandeza da Previ está nos funcionários do bb que a criaram (link)

13. Formação sindical (7) - Previ fecha 2011 com R$ 155 Bi em ativos e Contraf-CUT exalta papel dos bancários (link)

14. Formação sindical (8) - Organização nos Locais de Trabalho (link)

15. 1º de Maio (link)

16. Eleições Previ - Votar na Chapa 6 - Unidade na Previ é o melhor para os bancários do BB (link)

17. Salários-base do Banco do Brasil, reajustes e inflações (link)

18. 23º Congresso dos Funcionários do BB - Agradecimentos e desculpas (link)

19. Campanha Nacional 2012: sobre mesas de negociação (link)

20. Por onde ando... Campanha 2012 (link)

21. A idiotice daqueles que odeiam a Política (link)

22. bb e as dificuldades de sempre com os gestores do banco (link)

23. Eleições, democracia e fascismo - se a direita quiser guerra, eu topo! (link)

24. Desabafo de um militante de esquerda (link)

25. Agenda sindical... Fechei semana com reunião na base (link)

26. Por onde ando... (vejam como eu trabalhava pouco...) (link)

27. Curso de formação estuda história do movimento e desafios atuais (link)

28. Eleição paulistana - Campanha de Haddad (PT) conquista o povo (link)

29. Por onde ando... trabalhando muito (link)

30. Horas de greve: anistia, ou que todos os beneficiados nos direitos paguem por elas (link)

31. Meu repúdio ao Felipão e à burguesia desinformada (link)

32. Por onde andei... Fui à base conversar com os colegas (link)

33. Desejo muito sucesso em 2013 nas lutas da classe trabalhadora (link)


2012

Do Blog Refeitório Cultural

1. Os mitos de origem do macho - Frans de Waal (link)

2. A era da empatia - Os mitos de origem, de Frans de Waal (link)

3. Paradoxos do darwinismo social - Lendo Frans de Waal (link)

4.



2013

Do Blog A Categoria Bancária

1. De que lado você está? Não me venha com essa de neutro, isento... (link)

2. De que lado você está (II)? Ética DA política ou NA política? (link)

3. PLR 2013 com imposto de renda menor (link)

4. Agenda sindical... Trabalho ininterrupto (link)

5. Agenda de luta: Foco na defesa dos direitos dos bancários do bb (link)

6. Agenda sindical... Semana dedicada a combater as porcarias do bb (link)

7. Agenda de luta na semana: mesa com bb no DF, Previ no RJ e OLT em SP (link)

8. Mais uma semana de luta em defesa dos bancários do bb (link)

9. Agenda Sindical: organizando os bancários para greve dia 30 no bb (link)

10. Meu REPÚDIO à bancada petista paulistana que apoiou homenagem à ROTA (link)

11. Lutar contra a má-gestão do bb... Finalizei a semana reunido hoje com colegas bancários (link)

12. Direção do bb edita boletins internos duvidando da inteligência dos bancários (link)

13. Contraf-CUT solicita que bb cancele norma que pune gerente de contas (link)

14. Agenda de luta... Foram 12 dias ininterruptos em prol da classe trabalhadora (link)

15. Agenda de luta: Encontro no Paraguai, Encontro dos Funcis do bb e Comando Nacional (link)

16. Eleição Caref BB - Peço voto e apoio a Rafael Matos F8369846 (link)

17. Eleições Caref BB - Votem Rafael Matos F8369846 (link)

18. Agenda de lutas - Diversas questões do BB na pauta (link)

19. Agenda sindical... Deste dirigente militante cutista (link)

20. Agenda de luta... Na base, conversando com os trabalhadores (link)

21. Agenda de luta... Estive em Dourados (MS) (link)

22. Agradecimentos - Eleição de Rafael Matos ao Caref BB (link)

23. Agenda de luta... Longa jornada diária nesta semana (link)

24. Agenda de luta... Debates com os bancária/os na base (link)

25. Agenda de luta... Por onde andei (link)

26. Agenda de luta... Hoje falei com cerca de 250 bancários (link)

27. Agenda de luta... 10h de trabalho invisível: uma reflexão sobre o papel do dirigente sindical (link)

28. Agenda sindical... Bancári@s definiram reivindicações neste domingo (link)

29. Agenda sindical... Preciso descansar um pouco, mas... (link)

30. Agenda de luta... Além da coordenação CEBB, na base com bancários (link)

31. Agenda de luta da semana de 5 a 9 de agosto (link)

32. Agenda: luta contra o PL 4330 e na base falando com colegas bb (link)

33. Agenda de luta... Negociações com Fenaban, BB e luta contra PL 4330 (link)

34. Governo não manda aqui! - Minha leitura das palavras do presidente do bb (link)

35. Agenda sindical: luta seguirá intensa na semana (link)

36.

37.



2013

Do Blog Refeitório Cultural

1. Literatura como experiência: O cemitério - Stephen King (link)

2. Home - Um alerta sobre a vida na Terra (link)

3. Correndo e exercitando a tolerância (link)

4. Papillon (1973) e o desejo de Liberdade (link)

5. Ainda não encontrei o que procuro (link)

6. Grande Sertão: Veredas - Amor simplesmente... (link)

7. John J. Rambo, o personagem (link)

8. O Grande Mentecapto - Fernando Sabino (link)

9. O mundo banal das aparências (link) 

10. As aventuras de Pi - Filme de 2012 (link)

11. Riobaldo e Diadorim - Metáforas de todos nós (link)

12. Libertação - Quando terei a minha (link)

13. Reflexão - Incomunicabilidade (link)

14. O desejo de calar é incongruente com o que sou (link)

15. Lutar com dedicação e fazer o que se deve ser feito (link)

16. Filme: O Palhaço (reflexões...) - (link)

17. A memória e o ato de contar (link)

18. Fim de semana para dar um tempo à falta de tempo  (link)

19. Pessoas que são exemplos de reserva moral (link)

20. Nova York sitiada - 1998 (The Siege) (link)

21. A Vida no pálido ponto azul do Universo (link)

22. Faroeste Caboclo - O Filme... Emocionante! (link)

23. As neves do Kilimanjaro (2011) - Direção de Robert Guédiguian (link)

24. Cismando sobre os desejos (link)

25.

26.



2014

Do Blog A Categoria Bancária

1. Cassi - Longos dias de trabalho na Caixa de Assistência (link)

2.


2014

Do Blog Refeitório Cultural

1. Reflexões sobre liberdade, esperança nos humanos e foco na tolerância (link)

2. Diário - 020914 (link)

3.


2018

1. Não só perdeu a liberdade, mas ganhou a servidão (link)

2.

3.


2024

1. Mulheres são tudo isso e muito mais - Reflexão a respeito do livro (link)

2.



2025

Do Blog A Categoria Bancária

1. Cassi, BB e reclamações trabalhistas (link)

2. Cassi, BB e reclamações trabalhistas, 2ª parte (link)

3. Vereadora Luna Zarattini conversa com a militância (link)

4. E o "Bem Cassi" terceirizado, lá de 2020? Deu em quê? (link)

5. Dia Internacional das Mulheres (link)

6. Previ sob ataque - Apresento artigo de Sérgio Riede (link)

7. A necessidade de pertencer a (link)

8. O PT é estratégico nas lutas populares (link)

9. Sem anistia pra golpistas! (link)

10. Previ sob ataque político - Apresento nota da Previ (link)

11. Minha solidariedade às vítimas de lawfare e cancelamentos (link)

12. Call Marx!!! (link)

13. Companheiro Marcos Martins, sempre presente! (link)

14. A necessária unidade contra a extrema-direita (link)

15. Volta às origens (link)

16. A autorreforma sindical e a história dos bancários da CUT Brasil (link)

17. Identidade (link)

18. Ato em defesa da FFLCH-USP (link)

19. Mudanças na direção da Previ - Comento notícia com reflexões (link)

20. Revendo amigos e lutas sindicais (link)

21. A importância dos comitês populares na luta por um Brasil mais justo (link)

22. Pelo fim da escala 6x1 e pela vida além do trabalho (link)

23. O melhor de mim (link)

24. Encontros (link)

25. Epidemia de violência contra as mulheres (link)

26. Participação política e cidadania (link)

27. Hospital CASSEMS Campo Grande (link)

28. Retrospectiva e perspectivas (link)

29. Previ supera expectativas em 2025 (link)

30. Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2025 (link)


2025

Do Blog Refeitório Cultural

01. Dia das professoras e professores (link)


2026

Do Blog A Categoria Bancária

1. O futuro (link)

2. História da PLR no Banco do Brasil (link)

3.


2026

Do Blog Refeitório Cultural

1. Dá para ter esperança? (link)

2.