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| Férias na Praia Grande SP |
Refeição Cultural
Osasco, 31 de janeiro de 2026. Sábado.
JANEIRO
Que posso dizer do primeiro mês do ano? Poderia começar dizendo que estou por aqui, e isso é bom! Me esforcei em cuidar da minha saúde para poder estar no mundo e com isso poder manter as relações sociais que nos fazem humanos.
A consciência sobre a importância de estar no mundo e a responsabilidade em relação às pessoas que pertencem às nossas relações sociais me ajudaram a superar a preguiça e o desânimo em diversos momentos do cotidiano e com isso pude praticar atividades físicas em 22 dias do mês e tentar me alimentar com consciência corporal. Sei da fragilidade da vida.
OS SENTIDOS DA VIDA
Tenho buscado sentidos para o momento presente do viver. Mais que sentidos, diria que busco motivos para seguir adiante.
Ao longo de décadas procurei respostas para questionamentos filosóficos que fazia a mim mesmo desde muito jovem. Avalio que encontrei as respostas principais sobre a vida e o mundo. Compreendi como é a vida. Por estudo, reflexão e experiência tenho compreensão sobre minha passagem pelo mundo.
A vida é uma oportunidade diária para novas experiências e descobertas. Só estando vivo e pertencendo ao mundo natural é que podemos participar de alguma forma das mudanças que alteram para melhor ou para pior a realidade. Cada um de nós pode e deve participar das lutas para mudar a realidade que oprime as maiorias e privilegia as minorias.
Hoje, enquanto era mais um na multidão, seja no evento cultural magnífico que participei pela manhã no Armazém do Campo - o lançamento do livro "Vai pra Cuba! E eu fui!" do companheiro Tin Urbinatti -, seja entre a classe trabalhadora espremida dentro do vagão do trem voltando para casa, fiquei pensando o quanto me identifico com as classes populares e exploradas e o quanto é injusto o que os donos do poder fazem com o povo. A elite canalha da casa-grande é a principal culpada pelo sofrimento do povo brasileiro.
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| Luiza Erundina, Tin Urbinatti e José Genoino |
Ao ouvir e conversar no encontro cultural e político de hoje com grandes seres humanos como Aloísio Cuginotti, Tin Urbinatti, José Genoino, Luiza Erundina, Adriano Diogo e Rui Falcão, voltei para casa com um senso de responsabilidade diferente daquele que o cotidiano em casa nos impele a sentir no dia a dia, um certo desânimo e pusilanimidade em relação às lutas por um mundo melhor.
A esperança e a utopia são centrais nos sentimentos e atitudes de um militante de esquerda, de um socialista, de um guerreiro pela liberdade do povo trabalhador e das classes populares. Somos inteligentes e podemos mudar a realidade miserável. Lutar pela mudança é o sentido da vida de um militante de esquerda.
Ouvir e conversar com o companheiro José Genoino é um convite à esperança, é um chamamento para as lutas populares com altivez e engajamento.
CUBA - O tema central do encontro cultural foi a situação de nossos irmãos cubanos por causa do cerco dos Estados Unidos que atua neste momento para matar de fome milhões de crianças, mulheres, idosos e todo o povo da ilha caribenha. Cuba não tem recursos naturais em relação a fontes de energia, precisa de petróleo para movimentar a vida cotidiana e o governo fascista de Trump ampliou o bloqueio para que nenhum país forneça petróleo ao país socialista. Sem petróleo, não há energia, não há água e não há comida.
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| Livro do ator e diretor Tin Urbinatti |
Temos que apoiar e defender o povo cubano! É um dever de todas as pessoas decentes do mundo exigir o fim do bloqueio criminoso e genocida imposto pelos Estados Unidos e dizer um basta ao novo Hitler do século XXI.
Vamos apoiar Cuba como pudermos. Estarei lá daqui algumas semanas prestando minha solidariedade aos nossos irmãos. Será minha terceira visita à República Socialista de Cuba.
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LIVRO SOBRE A CASSI - Decidi escrever sobre algo que sei alguma coisa a mais que a média das pessoas: a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI), uma autogestão em saúde que completou 82 anos neste mês e da qual tive a oportunidade de fazer parte de uma de suas gestões. Não acho correto guardar comigo e não compartilhar o que sei sobre essa extraordinária instituição de assistência social.
A espécie humana inventou a escrita e deu um salto evolutivo por causa dessa tecnologia, passamos a transmitir o que acumulamos de conhecimento na vida e as gerações que se seguiram umas às outras foram acumulando saberes e histórias. Eu sei alguma coisa sobre a CASSI e tenho o dever de transmitir esse conhecimento, independente de quantas pessoas terão interesse nessas informações.
LIVRO DE POESIAS - Estou editando também um livro com algumas dezenas de poesias que criei ao longo da vida. Nunca pensei em reunir em livro os poemas, mas decidi fazê-lo agora. A coletânea estará dividida em dois blocos de poemas, um deles com textos experimentais criados ao longo de duas décadas, com um eu-lírico estudante de Letras e sindicalista. O outro bloco de textos é o resultado de sentimentos e impressões da realidade atual.
Havia pensado em fazer uma pequena edição para presentear amigos/as e companheiros/as de luta, da mesma forma que fiz com o livro "Memórias de um trabalhador politizado pelos bancários da CUT". A ideia foi sendo burilada nos últimos dias e pensei em fazer um lançamento do livro para arrecadar recursos para alguma causa social. Hoje, após o evento cultural e político sobre Cuba, decidi tentar fazer um lançamento para arrecadar recursos para contribuir com a causa do povo cubano. Vou ver como posso levar adiante esse desejo.
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FAZER O QUE TEM QUE SER FEITO
Somos seres históricos, somos inteligentes e muitos de nós tivemos oportunidades na vida para desenvolverem suas habilidades enquanto espécie animal de natureza social.
As pessoas que têm consciência e formação política não podem se dar ao luxo de se apartarem das lutas que estão sendo travadas neste momento da história humana pelo presente e pelo futuro da cada um de nós, do planeta Terra e de todas as formas de vida que existem.
Amigas e amigos leitores do blog, engajem-se nas causas do campo progressista, causas culturais, sociais, ambientais e do campo popular. Cada um de nós pode fazer a sua parte.
Eu escrevo e tento compartilhar o que sei, o que sinto e o que defendo para a sociedade humana. De forma gratuita, no meu caso.
Abraços fraternos e sigamos na luta por um mundo livre do imperialismo e do totalitarismo do capitalismo.
William




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