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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Livros com as vozes das mulheres


Lendo e aprendendo com as mulheres 

Ao fazer minha contagem dos cem clássicos da literatura universal, percebi que foram poucas as autoras que li na vida, bem poucas. Senti a necessidade de mudar essa característica de meu percurso de leituras até aqui. Quero ler mais livros de autoras, tanto romances quanto livros de outras áreas do conhecimento humano.

Além de olhar para a frente e escolher mais autoras para ler, vou fazer uma retrospectiva do passado e recordar o que já li de livros de mulheres. Porém, também lerei mais livros sobre as mulheres, mesmo que não sejam escritos por elas.

As vozes femininas são essenciais para nós todos, independente da área onde atuamos, da visão de mundo que tenhamos, ler e ouvir o ponto de vista das mulheres é fundamental para construirmos uma sociedade humana que supere a violência ancestral dos homens em relação às mulheres.

Criando este espaço no blog com as leituras que já fiz de autoras de livros dos mais diversos gêneros discursivos e áreas de conhecimento, vou sistematizando minhas experiências com as autoras, e também vou revendo e aprendendo com as vozes femininas.

A página estará em constante modificação, pois estará em construção permanente.

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Obras lidas e comentadas no blog em ordem cronológica:


2024

1. Canção para ninar menino grande (2018) - Conceição Evaristo (link)

2.


2025

1. Bagagem (1976) - Adélia Prado (link)

2. Cachorro velho (2005) - Teresa Cárdenas (link)

3. Pequena coreografia do adeus (2021) - Aline Bei (link)


2026

1. Casa à venda: turismo, mercado de imóveis e transformação sócio-espacial em Havana (2024) - Aline Marcondes Miglioli (link)

2. Clandestina (2024) - Ana Corbisier (link)

3. Uma delicada coleção de ausências (2025) - Aline Bei (link)

4. Persépolis (HQ 2000/2003. No Brasil, 2007) - Marjane Satrapi (link)

5. Poemas e maravilhas de Marili Santos - Ano 2013 (link)

6. Yargo (1979) - Jacqueline Susann (link)

7.


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Livros que me impactaram muito:

1. O diário de Anne Frank (1947) - Org. Otto Frank e Mirjam Pressler

2. Felicidade fechada (2017) - Miruna Genoino

3. Banzeiro Òkótó (2021) - Eliane Brum

4. Uma delicada coleção de ausências (2025) - Aline Bei

5. Evocación (2008) - Aleida March

6. Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída (1978) - Kai Hermann e Horst Rieck

7. Lula, filho do Brasil (1996/2003) - Denise Paraná 

8.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Livro: Minhas horas finais (Memórias de D. Pedro I de Portugal) - Leo Ricino



Refeição Cultural

LITERATURA E HISTÓRIA 


"(...) e só agora, aos quarenta e sete, estou a conseguir, por um motivo muito forte, me expor e falar espontaneamente de mim, inclusivamente desse meu problema pessoal, essa gaguez que sempre me acompanhou e da qual tive vergonha durante minha vida toda. Não poucas vezes acabei sendo mais cruel, como resultado da minha não aceitação dela e pela pequenez como ser humano que projetava em minha mente perturbada. Talvez." 


Li nesta semana um livro bem interessante. Aprendi muito sobre a história portuguesa, mesmo sendo um texto de ficção: Minhas horas finais (Memórias de D. Pedro I de Portugal), edição de 2019.

O autor - Leo Ricino - nos passa de forma leve e descontraída uma versão ficcional de como teria sido a vida e os instantes finais do 8° monarca português, D. Pedro I, que governou o Reino entre 1357 e 1367. Leo utiliza sua erudição em benefício dos leitores. 

No romance, o monarca D. Pedro I, o Justiceiro, já em seu leito de morte, ganha voz e escreve de punho uma autobiografia não formal, diferente daquela que constará nos anais da história. 

Leo nos esclarece que D. Pedro I de Portugal, em sua autobiografia, quer ficar conhecido em sua totalidade, em sua essência humana, e não somente com as formalidades oficiais do cargo, quer ir além da alcunha de "Justiceiro".

E aí, se preparem, leitor e leitora, pois vocês vão descobrir as maldades e vilanias do monarca português, ditas por ele mesmo, num momento no qual ele não tem nada a perder.

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"A raiva, a ira, a revolta e a sede de vingança ofuscam a clareza do pensamento e do agir, pois as decisões tomadas nos momentos de exacerbação da força sanguínea por todo o corpo carecem de claridade. E muito agi sob esses efeitos."

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Vamos viajar no tempo e nos costumes da Corte, veremos uma versão sobre Inês de Castro, famosa e conhecida por todos que já leram Camões ou que estudaram para vestibulares. 

Durante a leitura ficcional, os leitores sentem uma curiosidade incrível de ir aos manuais de história portuguesa para compilar história e ficção. Muito estimulante o método. 

Conhecemos o professor Leo e a professora Isabel, casal de amizade cativante, na Colônia dos Professores localizada na Praia Grande (SP). 

É isso, amig@s leitores. O livro está disponível no formato digital. Vale a pena ler essa ficção com pitadas de história. 

William 

24/07/26

sábado, 20 de junho de 2026

Sobre esquerdismo (2) - Lendo Lênin



Refeição Cultural

A importância do partido e dos sindicatos


Nesta postagem com alguns excertos do texto de Vladimir Lênin sobre a questão do Esquerdismo, doença infantil do comunismo (1920), vemos um dos líderes da Revolução Russa afirmar ser estupidez abrir mão da participação nos sindicatos considerados pelegos ou sob controle de burocracias ligadas às classes dominantes. Segundo Lênin, é fundamental disputar e conquistar sindicatos para politizar e influenciar as massas da classe trabalhadora.

O mesmo diz Lênin sobre a importância de um partido bem organizado e disciplinado, com apoio e confiança das massas, para derrotar as classes dominantes, não somente as elites da burguesia mas, sobretudo, os pequenos burgueses, que são muitos e que têm o hábito e as ideias da elite. Sindicatos e partido são essenciais para fazer a disputa ideológica no seio das massas proletárias e populares.

Bem interessante as explicações de Lênin. A primeira parte de minhas anotações pode ser lida aqui.

Eu mudei palavras do português de Portugal para o português brasileiro na hora de fazer as citações.

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EXCERTOS DE LÊNIN

Capítulo V - O comunismo 'de esquerda' na Alemanha. Chefes, Partido, Classe, Massas


"Os comunistas alemães, de quem vamos falar agora, não se chamam de 'esquerdistas', mas de 'oposição de princípio', se não me engano. Mas, pelo que se segue, pode-se ver que têm todos os sintomas da 'doença infantil do esquerdismo'."

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"Todo bolchevique que tenha participado conscientemente do desenvolvimento do bolchevismo desde 1903, ou que o tenha observado de perto, não poderá deixar de exclamar imediatamente, depois de haver lido tais opiniões: 'Que velharias conhecidas! Que infantilidades de 'esquerda'!"

Comentário: Lênin vai fazer algumas citações de um panfleto do grupo que se coloca como oposição ao Partido Comunista da Alemanha da época, 1920.

O grupo faz um questionamento separando o partido e a classe proletária, a transição entre o capitalismo e o socialismo, através da ditadura do proletariado, deveria ser conduzida por um ou outro...

Lênin vai falar da importância do Partido e dos sindicatos

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"Todos sabem que as massas se dividem em classes, que só é possível opor as massas às classes num sentido; opondo-se uma esmagadora maioria (sem dividi-la de acordo com as posições ocupadas no regime social da produção) a categorias que ocupam uma posição especial nesse regime; que as classes são geralmente e na maioria dos casos (pelo menos nos países civilizados modernos), dirigidas por partidos políticos; que os partidos políticos são dirigidos, via de regra, por grupos mais ou menos estáveis, integrados pelas pessoas mais prestigiosas, influentes ou sagazes, eleitas para os cargos de maior responsabilidade e chamadas de chefes. Tudo isso é o ABC, tudo isso é simples e claro. Que necessidade havia de trocar isso por tais confusões, por essa espécie de volapuk?*" 

* Volapuk - Idioma Internacional artificial inventado por Schleyer, em 1879. (Nota de Ediciones en Lenguas Extranjeras)

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"No fim da guerra imperialista e depois dela, manifestou-se em todos os países com singular vigor e evidência o divórcio entre 'os chefes' e 'a massa'. A causa fundamental desse fenômeno foi explicada muitas vezes por Marx e Engels, de 1852 a 1892, usando o exemplo da Inglaterra. A situação monopolista, desse país originou o nascimento de uma 'aristocracia operária' oportunista, semi-pequeno burguesa, saída da 'massa'. Os chefes dessa aristocracia operária passavam-se frequentemente para o campo da burguesia, que os sustentava direta ou indiretamente. Marx foi alvo do ódio, que lhe honra, desses canalhas, por havê-los qualificado publicamente de traidores."

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"A vitória do proletariado revolucionário torna-se impossível sem a luta contra esse mal, sem o desmascaramento, a desmoralização e a expulsão dos chefes oportunistas social-traidores; essa política, exatamente, foi a aplicada pela III Internacional."

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"Negar a necessidade do Partido e da disciplina partidária: eis o resultado a que chegou a oposição. E isso equivale a desarmar completamente o proletariado, em proveito da burguesia."

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"Suprimir as classes significa não só expulsar os latifundiários e os capitalistas - isso nós fizemos com relativa facilidade - como também suprimir os pequenos produtores de mercadorias; estes, porém, não se pode expulsar, não se pode esmagar; é preciso conviver com eles, e só se pode (e deve) transformá-los, reeducá-los, mediante um trabalho de organização muito longo, lento e prudente."

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"Para fazer frente a isso, para permitir que o proletariado exerça acertada, eficaz e vitoriosamente sua função organizadora (que é sua função principal), são necessárias uma centralização e uma disciplina severíssimas no partido político do proletariado."

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"A força do hábito de milhões e dezenas de milhões de homens é a força mais terrível. Sem partido férreo e temperado na luta, sem um partido que goze da confiança de tudo que exista de honrado dentro da classe, sem um partido que saiba tomar o pulso do estado de espírito das massas e influir nele é impossível levar a cabo com êxito essa luta."

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"No IX Congresso de nosso Partido (abril de 1920) houve uma pequena oposição que também se pronunciou contra a 'ditadura dos chefes', a 'oligarquia', etc. Não há, portanto, nada de surpreendente, nada de novo, nada de alarmante na 'doença infantil do 'comunismo de esquerda' entre os alemães."

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Capítulo VI - Os revolucionários devem atuar nos sindicatos reacionários?


"Obtém-se, no conjunto, um dispositivo proletário, formalmente não comunista, flexível e relativamente amplo, poderosíssimo, por meio do qual o Partido está estreitamente ligado à classe e às massas, e através do qual se exerce, sob a direção do Partido, a ditadura da classe. É claro que nos teria sido impossível governar o país e exercer a ditadura, já não digo dois anos e meio, mas nem sequer dois meses e meio, se não houvesse a mais estreita ligação com os sindicatos, seu apoio entusiasta, seu abnegadíssimo trabalho tanto na organização econômica como na militar."

Comentário do blog: lembrando que o texto de Lênin é de 1920 e a Revolução havia ocorrido em outubro de 1917.

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"Consideramos que o contato com as 'massas' através dos sindicatos não é suficiente. No transcurso da revolução criou-se em nosso país, na prática, um organismo que procuramos manter a todo custo, desenvolver e ampliar: as conferências de operários e camponeses sem partido, que nos possibilitam observar o estado de espírito das massas, aproximarmo-nos delas, corresponder a seus desejos, promover aos postos do Estado seus melhores elementos, etc."

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"Depois, por meio desses sindicatos de indústria, será iniciada a supressão da divisão do trabalho entre os homens, a educação, instrução e formação de homens universalmente desenvolvidos e universalmente preparados, homens que saberão fazer tudo. O comunismo marcha e deve marchar para esse objetivo, que será atingido, embora somente dentro de muitos anos."

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"O desenvolvimento do proletariado, porém, não se realizou, nem podia realizar-se, em nenhum país de outra maneira senão por intermédio dos sindicatos e por sua ação conjunta com o partido da classe operária."

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"Mas sustentamos a luta contra a 'aristocracia operária' em nome das massas operárias e para colocá-las ao nosso lado; sustentamos a luta contra os chefes oportunistas e social-chauvinistas para ganhar a classe operária. Seria tolice esquecer esta verdade mais que elementar e evidente. E é essa, precisamente, a tolice cometida pelos comunistas alemães 'de esquerda', que deduzem do caráter reacionário e contrarrevolucionário dos chefetes dos sindicatos que é necessário... sair dos sindicatos!!, renunciar ao trabalho neles!!, criar formas de organização operária novas, inventadas!! Uma estupidez tão imperdoável, que equivale ao melhor serviço que os comunistas podem prestar à burguesia."

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"(...) Não atuar dentro dos sindicatos reacionários significa abandonar as massas operárias insuficientemente desenvolvidas ou atrasadas à influência dos líderes reacionários, dos agentes da burguesia dos operários aristocratas ou operários aburguesados' (ver a carta de Engels e Marx em 1858 a respeito dos operários ingleses).

"O Comitê Executivo da III Internacional deve, na minha opinião, condenar abertamente e propor ao próximo Congresso da Internacional Comunista que condene, de modo geral, a política de não participação nos sindicatos reacionários (explicando pormenorizadamente a insensatez que essa não participação significa e o imenso prejuízo que causa à revolução proletária)

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Comentário final

Não foi preciso ler essa obra de Lênin durante minha vida de representação sindical do campo cutista para ver na prática toda essa discussão que o líder revolucionário aborda em relação aos "esquerdistas" dentro do próprio movimento comunista de sua época.

Sigamos lendo o clássico de Vladimir Lênin.

William

20/06/26

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Sobre esquerdismo (1) - Lendo Lênin



Refeição Cultural

Dias atrás, o presidente Lula disse a um grupo de líderes do G7, e a conversa foi captada pelos microfones, que nunca foi "esquerdista" e essa afirmação gerou algum tipo de discussão a respeito da questão.

Eu tenho a minha leitura sobre o sentido do que Lula disse, por minha experiência política de décadas de representação como dirigente da classe trabalhadora, como cutista e como petista.

Motivado por isso, acabei tendo a curiosidade de ler uma obra que nunca li de Vladimir Lênin: Esquerdismo, doença infantil do comunismo, de 1920.

Para entender Lula e o Novo Sindicalismo que surgiu nos anos setenta, e consequentemente a CUT e o PT, um dos livros que mais contribuíram para minha compreensão foi o da jornalista Denise Paraná, Lula, filho do Brasil, editado pela Perseu Abramo em 2003. A primeira edição foi em 1996 pela Editora Xamã.

Enfim, enquanto leio o livro de Lênin, vou recortando alguns trechos que acho interessantes. Já li até o capítulo 4.

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EXCERTOS DE LÊNIN

Os poucos recortes que fiz abaixo são dos capítulos I a IV, com os títulos:

I - Em que sentido podemos falar do significado internacional da Revolução Russa?

II - Uma das condições fundamentais do êxito dos Bolcheviques

III - As principais etapas da história do Bolchevismo

IV - Quais foram os inimigos que o Bolchevismo enfrentou, dentro do movimento operário, para poder crescer, fortalecer-se e temperar-se?


“É possível que os revolucionários russos já tivessem derrubado o czar há muito tempo se não fossem obrigados a lutar, ao mesmo tempo, contra o aliado deste, o capital europeu.” (de “Esquerdismo: Doença Infantil do Comunismo” por “Vladimir Ilitch Ulianov Lênin, UTL”)

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“Como Karl Kautsky escrevia bem, há dezoito anos!” (idem)

Comentário: Lênin diz isso em referência a uma avaliação que Kautsky fez em 1902. A frase que citei acima é dele.

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A NECESSIDADE DA DITADURA DO PROLETARIADO

“A ditadura do proletariado é a guerra mais severa e implacável da nova classe contra um inimigo mais poderoso, a burguesia, cuja resistência está decuplicada, em virtude de sua derrota (mesmo que em apenas um país), e cuja potência consiste não só na força do capital internacional, na força e na solidez das relações internacionais da burguesia, como também na força do costume, na força da pequena produção.” (idem)

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“infelizmente, continua a haver no mundo a pequena produção em grande escala, e ela cria capitalismo e burguesia constantemente, todo dia, a toda hora, através de um processo espontâneo e em massa. Por tudo isso, a ditadura do proletariado é necessária, e a vitória sobre a burguesia torna-se impossível sem uma guerra prolongada, tenaz, desesperada, mortal; uma guerra que exige serenidade, disciplina, firmeza, inflexibilidade e uma vontade única.” (idem)

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“a centralização incondicional e a disciplina mais severa do proletariado constituem uma das condições fundamentais da vitória sobre a burguesia.” (idem)

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COMO MANTER A DISCIPLINA DO PARTIDO, DO MOVIMENTO E DO PROLETARIADO?

“A primeira pergunta que surge é a seguinte: como se mantém a disciplina do partido revolucionário do proletariado? Como é ela comprovada? Como é fortalecida? Em primeiro lugar, pela consciência da vanguarda proletária e por sua fidelidade à revolução, por sua firmeza, seu espírito de sacrifício, seu heroísmo.” (idem)

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“Segundo, por sua capacidade de ligar-se, aproximar-se e, até certo ponto, se quiserem, de fundir-se com as mais amplas massas trabalhadoras, antes de tudo com as massas proletárias, mas também com as massas trabalhadoras não proletárias.” (idem)

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“Finalmente, pela justeza da linha política seguida por essa vanguarda, pela justeza de sua estratégia e de sua tática políticas, com a condição de que as mais amplas massas se convençam disso por experiência própria.” (idem)

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OS REVOLUCIONÁRIOS DE INTERNET ("DE BOCA")

“E se os bolcheviques conseguiram tal resultado foi exclusivamente porque desmascararam impiedosamente e expulsaram os revolucionários de boca, obstinados em não compreender que é necessário recuar, que é preciso saber recuar, que é obrigatório aprender a atuar legalmente nos mais reacionários parlamentos e nas organizações sindicais, cooperativas, nas organizações de socorros mútuos e outras semelhantes, por mais reacionárias que sejam.” (de “Esquerdismo: Doença Infantil do Comunismo” por “Vladimir Ilitch Ulianov Lênin, UTL”)

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“os bolcheviques. Estes nunca teriam conseguido eliminar os mencheviques, caso não houvessem aplicado uma tática justa, combinando o trabalho ilegal com a utilização obrigatória das "possibilidades legais". Na mais reacionária das Dumas, os bolcheviques conquistaram toda a bancada operária.” (idem)

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“a república 'operária-camponesa' soviética é melhor que qualquer república democrático-burguesa, parlamentar. Sem essa preparação prudente, minuciosa, sensata e prolongada não teríamos podido alcançar nem manter a vitória; de Outubro de 1917.” (idem)

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OS PEQUENO-BURGUESES

“0 pequeno-burguês 'enfurecido' pelos horrores do capitalismo é, como o anarquismo, um fenômeno social comum a todos os países capitalistas. São por demais conhecidas a inconstância e a esterilidade dessas veleidades revolucionárias, assim como a facilidade com que se transformam rapidamente em submissão, apatia, fantasias, e mesmo num entusiasmo 'furioso' por essa ou aquela tendência burguesa 'em moda'.” (idem)

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“Em 1908, os bolcheviques 'de esquerda' foram expulsos de nosso partido, em virtude de seu empenho em não querer compreender a necessidade de participar num 'parlamento' ultrarreacionário. Os 'esquerdistas', entre os quais havia muitos excelentes revolucionários que depois foram (e continuam sendo) honrosamente membros do Partido Comunista, apoiavam-se, principalmente, na feliz experiência do boicote de 1905.” (de “Esquerdismo: Doença Infantil do Comunismo” por “Vladimir Ilitch Ulianov Lênin, UTL”)

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“0 boicote dos bolcheviques ao 'parlamento' em 1905, enriqueceu o proletariado revolucionário com uma experiência política extraordinariamente preciosa, mostrando que, na combinação das formas de luta legais e ilegais, parlamentares e extraparlamentares, é, às vezes, conveniente e até obrigatório saber renunciar às formas parlamentares. Mas transportar cegamente, por simples imitação, sem espírito crítico, essa experiência a outras condições, a outra situação, é o maior dos erros” (idem)

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COMENTÁRIO FINAL

Até aqui na leitura, eu fiquei pensando nas entrevistas de Lula para a jornalista Denise Paraná, lá no início dos anos noventa.

Lula não era um "esquerdista" e esse foi um dos motivos pelos quais seu irmão Frei Chico, um "esquerdista", e seus companheiros pensaram na possibilidade de Lula entrar no movimento sindical dos metalúrgicos.

Me marcou muito como estudioso do movimento sindical cutista e como militante do PT ver o Lula dizer que aquele movimento sindical e partidário que estava surgindo no final dos anos setenta e início dos oitenta tinha claro o que NÃO queria como referência: nem a URSS, nem a China, nem Cuba, não queriam saber de partido único, de movimento sindical atrelado ao partido e ao governo e que não podia fazer greve etc.

Enfim, sigamos na leitura.

William

18/06/26

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Instantes



Sexta-feira. 

9h06. Poderia decidir hoje viajar para a China, em um grupo organizado pelo professor Lejeune Mirhan. O valor investido e a programação estão muito bons. Vi um chamado dele alertando para o prazo final de adesão. Refleti. Não vou pra China.

Estou meio mequetrefe, azedo. Faz quase duas semanas que fiz cirurgia na língua e ainda não consigo comer direito, mastigar coisas sólidas, duras. Que saco! Imagino quem tem problemas mais sérios que esse meu, imagino quem sente dor de verdade, não essa dorzinha incômoda que sinto, que foda deve ser... estou azedo!

Ontem, caminhei 11 Km em ritmo acelerado. Dias atrás, foram 8 Km. Por mais que saiba que meu quadril, meu corpo, estão sofrendo os efeitos da natureza e do tempo, e da genética e do percurso hard que percorri, a natureza da identidade da gente insiste em querer correr, fazer longas caminhadas, desafiar distâncias blá-blá-blá. Insistência também é nosso nome...

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21h48

Li mais um capítulo do livro Casa à venda: turismo, mercado de imóveis e transformação sócio-espacial em Havana, da professora de economia Aline Marcondes Miglioli, um capítulo abordando a indústria do turismo sob a ótica do capitalismo (comentários aqui). É encantador ler e sair da leitura com reflexões e novos conhecimentos! Dificilmente verei o turismo que eu e a maioria de vocês fazemos com os mesmos olhos que via antes da leitura da autora.

Comecei a leitura da nova edição da revista CartaCapital, que recebi hoje. É uma leitura triste, são notícias sobre a realidade do Brasil e do mundo. A verdade factual entristece a gente.

Aí, meia hora atrás, estava vendo uma aula de meu amigo professor de português, Sérgio Gouveia, analisando um poema de Drummond, um de meus poetas favoritos, e fiquei admirado com a facilidade com a qual ele interpretava o poema "Elegia 1938", antes de entrar na parte da aula sobre orações subordinadas adjetivas e outras questões gramaticais. Cara, que facilidade o Gouveia tem para ler e decifrar um poema do Drummond, autor cujos poemas considero exigentes, alguns de difícil compreensão.

I'm a lucky man... Refleti que a vida, de certa forma, tratou de abrir veredas e caminhos que eu não planejei. No fim, eu não fui professor de português. Orações subordinadas, metonímias, metáforas... as veredas foram minha salvação. Olhando para trás, imagino que eu não teria dado certo como professor... gramática sempre me pareceu física quântica (que deve ser mais fácil, rsrs). Porém, é certo que tentei ser um sindicalista dedicado à classe trabalhadora que representava. 

Admirável a habilidade humana de educar e transmitir conhecimentos...

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(hoje, efetivamente, estou bolado com a questão da leucoplasia oral que descobri meses atrás e as consequências até agora, duas cirurgias para retirar as lesões na língua. Passei o dia com receios em relação a essa questão...)

sábado, 11 de abril de 2026

Livro: Um anjo de mochila azul - Diogo Almeida



Refeição Cultural

LITERATURA BRASILEIRA 


“Nunca fui uma aluna exemplar, mas era esforçada: sempre tive que dar um tranco no tico e teco, porque meu cérebro demora um pouco para funcionar, mas, depois que ele pega no tranco, aí vai que vai! Das três amigas que estudavam comigo, uma delas, a Josi, era parte integrante do meu time (o das esforçadas) e as outras duas eram trabalhadas na inteligência.” (de “Um Anjo de Mochila Azul” por “Diogo Almeida”)


Ao ler o romance de Diogo Almeida, sendo companheiro de uma professora, me senti em casa na leitura das aventuras e desventuras da Francislena (Francis, por favor!) e suas amigas de profissão. 

Temáticas desenvolvidas no romance: o dia a dia em sala de aula com os alunos ("os capirotos"), as dificuldades inerentes à educação em um país que não valoriza a profissão de professor(a), os perrengues de se viver ganhando um salário insuficiente e os desafios imensos relativos à condição da mulher brasileira.

“A separação foi avassaladora na minha vida. Meu Deus! Eu achei que não fosse superar! Porque, por mais insuportável que seja a pessoa, a gente acaba se acostumando com a criatura. Relacionamento é igual a banho no inverno: ruim para entrar e, depois que se acostuma, muito pior de sair. Se ver sozinha depois de um longo período com alguém é meio assustador, mas essa sensação e esse medo passam com o tempo.”

Eu sempre digo e escrevo que considero a área da educação a dimensão humana mais necessária do mundo e a profissão de professor(a) a mais importante entre todas as profissões que existem. O mundo seria outro, seria melhor, se a educação fosse prioridade de governos e famílias. 

O autor desenvolveu o romance em linguagem oral e prosaica, com falares cotidianos das classes populares e de trabalhadores, fato que torna a leitura fácil e descontraída. A intenção me pareceu ser a reprodução do ambiente real do mundo do trabalho dos professores. 

Uma particularidade: estou refletindo comigo mesmo os motivos para um certo desconforto que senti com o linguajar específico nas temáticas sexuais... o desconforto me deixou atento para o fato de talvez eu estar me comportando de forma antiquada no tema da sexualidade. Seria por estar ficando mais velho? Não sei. Seguirei digerindo essa refeição cultural. 

“De repente, um dos alunos me abraça muito forte, um abraço que demora uns dez segundos. Na verdade, eu nem reparei muito nele durante a aula; ele é bem quieto, quase imperceptível. Ele veio com a sua mochila azul bem surradinha, me abraçou bem forte e agora diz: – Como estão a Francis e a Lena que moram dentro de você? Brigando ou unidas? Como está o seu povo interior? – Ri e vai embora!”

O livro é bom. Vale a leitura. Sobre o anjo de mochila azul, esse garoto brincalhão do romance, deixo pra vocês a descoberta. 

William 

11/04/26

sábado, 7 de março de 2026

Instantes (21h29) - Lutar e perseverar num mundo sem direitos



Refeição Cultural

Na academia do condomínio, o usuário anterior do aparelho apertou com tanta força o parafuso que regula o encosto da cadeira que os usuários seguintes - homens e mulheres - não poderiam mais regulá-lo. O sujeito não tem o menor respeito pelos outros...

A energia acabou e voltou algumas vezes. O fornecimento de energia elétrica na grande São Paulo está cada dia pior. O serviço é privatizado. O governador de São Paulo, da extrema-direita, privatizou também a água. As pessoas na maior cidade do país estão sem água e energia elétrica a todo momento. E aqui nem tem embargo dos Estados Unidos como ocorre em Cuba...

A cidade de São Paulo e sua população estão largadas à própria sorte. O prefeito reeleito segue fazendo uma gestão semelhante à que fez quando herdou a cadeira do prefeito eleito e morto por câncer meses depois de assumir (não havia gestão e não há). Não há zeladoria, não se tem um olhar para as pessoas. Não se tem licitação para obra alguma, e se tem ela cheira a coisa estranha. Os parças financiadores de campanha mandam em tudo.

Vivemos assim: pessoas sem educação ao nosso redor; sem serviços básicos que prestam; sem governos locais que se preocupam com o povo.

E ainda lidamos com a epidemia de violência e assassinatos de mulheres...

Para registrar o instante, tem o Trump e os Estados Unidos, tem Netanyahu e Israel. Tem as bombas e assassinatos de crianças e mulheres e idosos executados por esses sujeitos. Tem os sequestros e assassinatos de líderes políticos de outros países.

Esses são os tempos...

E quase me esqueci de registrar que a casa-grande e sua mídia canalha estão a todo vapor para impedir Lula de ser reeleito, manipulando o povo como nunca antes... essa gente não merece viver. Mas estão por aí f. o conjunto do povo brasileiro.

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No entanto, temos os jovens, e as crianças, e a ciência que também cura, e pessoas que amam, que são solidárias, que cuidam e que abraçam com carinho...

Temos que perseverar e seguir e lutar para salvar as pessoas e o mundo. Ainda podemos educar e partilhar os conhecimentos que acumulamos ao longo de nossa história humana.

William

07/03/26

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

6. A Grã-Bretanha em perigo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


6. A Grã-Bretanha em perigo

* Os planos de invasão de Hitler

Em junho de 1940, a França já havia se rendido, e Adolf Hitler não duvidava que, muito em breve, a Grã-Bretanha tentaria negociar a paz.

* A batalha da Grã-Bretanha e a blitz de Londres

A Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, vinha castigando a Marinha britânica no canal da Mancha desde junho de 1940. O objetivo do marechal do Terceiro Reich, Hermann Göring, era provocar a Força Aérea britânica para que entrasse em combate.

* Os homens que libertaram Belsen

As cenas testemunhadas pelas tropas britânicas no campo de concentração de Belsen, em 1945, causaram enorme impacto. Correspondentes de guerra, como Richard Dimbleby, revelaram ao mundo, em transmissões radiofônicas e numa única sequência filmada, os terríveis crimes cometidos pelos nazistas.

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COMENTÁRIO

Os documentários sobre fatos históricos poderiam servir para que gerações humanas futuras aprendessem com os erros do passado e não os repetissem no presente. 

A sociedade humana do século XXI sabe o que foi a 2a GM? O que a motivou, seus participantes e como ela terminou?

O que e quem define a pauta e a agenda de milhões de pessoas no mundo neste exato momento?

Tenho a impressão que não, que as pessoas não sabem nada disso que perguntei acima. Isso não é o que prevalece no cotidiano das massas.

Não é. 

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Ao ver os documentários da coleção de DVDs sobre aquela guerra e refletir sobre o momento atual do mundo com o conhecimento que tenho, vejo o quão próximo estamos de repetir todo aquele horror.

Os humanos ao meu redor (o mundo) poderiam repetir o que os nazistas fizeram com as pessoas que habitavam a própria Alemanha e as terras que decidiram se apropriar?

Sim.

Pessoas que pensam diferente de mim poderiam fazer comigo o que os nazistas fizeram com suas vítimas?

Sim.

Essa é a realidade no mundo humano em fevereiro de 2026.

Podemos mudar essa realidade? 

Sim.

Sabendo dessa possibilidade por ser consciente, acordo diariamente pensando em como posso contribuir para mudar a realidade. 

Escrever o que sei e penso é uma forma de contribuir com a sociedade humana. 

Sigamos adiante.

William 

09/02/26

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

5. A guerra-relâmpago



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


5. A guerra-relâmpago

* Blitzkrieg na Holanda, Bélgica e França

No dia em que Winston Churchill assumiu como primeiro-ministro, Adolf Hitler determinou o início da guerra-relâmpago (blitzkrieg) contra o Reino Unido e a França. Ao mesmo tempo, caças e bombardeiros alemães atacavam as bases aéreas holandesas e belgas.

* A França entra na luta

Em 25 de maio de 1940, a situação da Força Expedicionária Britânica e do 1º Exército Francês era desesperadora. Os alemães haviam ocupado o porto de Boulogne, isolado Calais e os britânicos foram forçados a recuar até o porto de Dunquerque.

* O incrível coronel Doolittle

Os cidadãos japoneses mal podiam acreditar ao ver os aviões norte-americanos sobrevoando Tóquio. Era o primeiro ataque, sob o comando de James Doolittle.

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COMENTÁRIO

Enquanto assistia ao documentário sobre os ataques dos Aliados ao território japonês, fiquei me lembrando do livro "Era dos extremos", do historiador marxista Eric Hobsbawm, na parte que ele fala das mudanças de alvo nas guerras contemporâneas, saindo dos campos de batalha e tendo como foco a destruição e morte das cidades e da população civil. O que pode ser mais bárbaro que isso?

O experimento na cidade de Guernica, na Espanha, em 1937, virou a referência no ataque aéreo às cidades dos países adversários.

O documentário do DVD, do tal Doolittle, aborda essa temática. Os aviões foram a tecnologia humana utilizada para ampliar a escala de morte e destruição de cidades e população civil durante uma guerra.

Dessa nova metodologia de matar - jogar zilhões de toneladas de bombas sobre as cidades e civis -, chegamos ao experimento "Faixa de Gaza" no primeiro quarto do século seguinte à 2ª GM. 

Os palestinos do século XXI, vítimas das decisões imperialistas dos vencedores da guerra mundial entre 1939-45, viviam espremidos na pequena Faixa de Gaza após o roubo de suas terras, cercados pelo exército de Israel, quando foram dizimados pelas bombas dos sionistas no ano de 2025. Ali viviam dois milhões de pessoas... dezenas de milhares foram trucidados pelas bombas e não sobrou nada em pé naquela parte da Palestina.

A estratégia nazista das guerras-relâmpago virou referência na forma de invadir e tomar territórios pela força das bombas. Diplomacia pra quê? Os EUA de Trump estão no presente momento atuando pelo "espaço vital" do Reich que o novo führer quer estabelecer no século XXI.

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A coleção de DVDs sobre a II Guerra Mundial é do ano de 2009, da Abril Coleções. Um vizinho do condomínio iria se desfazer do material e decidi pegá-lo para ver e aprender um pouco mais sobre aquele período da história humana.

William

05/02/26

domingo, 1 de fevereiro de 2026

4. Hitler mostra sua força



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


4. Hitler mostra sua força

* A "guerra estranha" no Ocidente

No início de 1940, a guerra havia arrefecido. Durante o inverno, particularmente intenso, ambos os lados pouco fizeram além de patrulhar, manter os treinamentos e tentar sobreviver ao frio. Esse período ficou conhecido como "guerra estranha".

* As invasões da Dinamarca e Noruega

Em 30 de novembro de 1939, a União Soviética invadia a Finlândia. Josef Stálin queria evitar que os finlandeses permitissem a entrada dos alemães para atacar Leningrado e o vital ponto ártico de Murmansk.

* Os homens que decodificaram o Enigma

Agentes poloneses capturaram uma máquina Enigma e a entregaram aos britânicos que, sob as ordens de Alastair Denninston, quebraram seu código.

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COMENTÁRIO

Ganhei de um vizinho do condomínio uma coleção de DVDs sobre os 70 anos da II Guerra Mundial. A produção é da Abril Coleções, de 2009. São trinta DVDs e só estão faltando dois.

É interessante rever a história do nazifascismo neste momento da história humana com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. Ele pretende construir um novo Reich em sua busca de "espaço vital". 

É triste perceber que pouca gente no mundo liga para história ou para qualquer tipo de conhecimento e cultura. Estamos na era do incentivo à ignorância e a idiotice é premiada com milhões de seguidores em redes sociais e rios de dinheiro por views e likes.

No Ocidente, milhões de pessoas - crianças, jovens, adultos e idosos - estão com suas mentes capturadas por bichinhos, dancinhas, bets, pornografia, pastores empresários sofistas, fake news e temas de violência e ódio. 

Os dias de existência das massas são desperdiçados dentro das grades das celas dos celulares, as prisões dos humanos atuais com seus cérebros em desfazimento. Já vivemos em um mundo de zumbis digitais...

Pensei nas big techs de hoje (parceiras de Trump e Netanyahu) ao assistir ao documentário sobre a máquina alemã Enigma, que codificava mensagens e que por um acaso foi descoberta (o imponderável) e isso permitiu aos cientistas britânicos, liderados pelo matemático e cientista da computação Alan Turing, descobrir o segredo daquele sistema de criptografia e surpreender os ataques nazistas. Quem vai parar os algoritmos e as "IAs" dos parceiros do presidente dos EUA?

Vendo os episódios deste DVD, também fiquei pensando sobre a atualidade ao me lembrar do pacto de não agressão feito entre Hitler e Stálin em 23/08/39, permitindo aos nazistas se concentrarem em seus objetivos de ataque naquele momento - França e Inglaterra - e aos soviéticos prepararem o Exército Vermelho para enfrentarem os nazistas quando fossem a bola da vez na expansão nazista em busca de seu "espaço vital" (a invasão ocorreu uns dois anos depois).

O Reich de Trump está na fase megalomaníaca de submeter todo o continente americano, o "quintal do império", e seu "espaço vital" inclui a Groelândia e outros países também. Venezuela, Cuba e Colômbia são alvos a qualquer momento; México e Brasil estão na mira. O Führer do Norte já conta com as maiores tecnologias para neutralizar e manipular seus alvos: as big techs.

As presidências de Brasil e México tentam algum acordo de não agressão com o pseudo-imperador, mas não há garantia alguma. Os dois países não têm exércitos nem armamentos para serem respeitados e não sofrerem agressões e interferências para mudanças de governos, colocando-se governos fantoches submetidos ao Reich do Norte.

Dureza!

William

01/02/26

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Diário e reflexões - O tempo que resta



Refeição Cultural

Praia Grande, 26 de janeiro de 2026. Segunda-feira. 


A areia com sujeira deixada por humanos sem educação e sem consciência ambiental é a mesma, estejamos em Praia Grande ou Porto de Galinhas. A diferença são os poluidores: nas praias do Nordeste, os porcalhões falam esquisito e ficam da cor dos camarões: são os gringos. 

A cor do mar até pode ser diferente: em um local a água é marrom; noutro, é verde-esmeralda. Num, não se vê mais peixinhos n'água; noutro, peixinhos, corais e bioma estão morrendo, pisoteados e cozidos. A igualdade é questão de tempo.

Passar uns dias na Colônia dos Professores na Praia Grande é muito mais que cor de areia, de mar e de humanos que emporcalham as praias. É um tempo e espaço de reflexão e busca de rumos. Sentidos!

Enquanto vinha ao calçadão para ver o mar, o movimento e me despedir, refletia sobre o caminhar, o enxergar, o ter condições psicológicas de refletir. Sinceramente, não sei se num futuro próximo terei condições para essas ações triviais do ser humano. 

O que fazer do meu tempo ao subir a serra e retornar a Osasco? 

Não tenho conseguido ler por prazer, único sentido da leitura no meu caso neste momento. Não tá legal minha leitura. Pra ler assim, é melhor não ler.

Talvez devesse estabelecer uma rotina disciplinada de sistematização de meus textos dos blogs três ou quatro vezes por semana, por algumas horas, para aliviar minha consciência e poder fazer outras coisas. 

Enquanto não cumprir esse objetivo, não terei cabeça pra outras coisas. 

Entendi que tenho que escrever sobre a Cassi. Até para isso, preciso definir a questão da sistematização dos blogs. Porém, boa parte do conteúdo sobre a Cassi está nos blogs, então, daria pra conciliar essas ações. 

A percepção do tempo mudou para mim. Tenho pouco tempo agora. Não é mais a percepção de antes. A natureza se impõe. Sou natureza. 

Tenho pouco tempo agora. 

Vamos embora. De volta a Osasco. Tchau, Praia Grande. 

William

10h27

sábado, 17 de janeiro de 2026

3. O começo



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


3. O começo

* Hitler a caminho da guerra: Áustria e Tchecoslováquia

Ao ser nomeado chanceler da Alemanha, em 30 de janeiro de 1933, Hitler começou a trabalhar nos seus planos de longo prazo. Um deles era "conquistar o território do Leste e germanizá-lo de forma implacável..."

* A blitzkrieg devasta a Polônia

Na tarde de 31 de agosto de 1939, as forças alemãs realizaram os preparativos finais para a invasão da Polônia. Os tanques foram colocados em suas posições de ataque e as tripulações estudavam seus objetivos.

* O homem que projetou o Spitfire

O caça mais famoso da Segunda Guerra Mundial foi concebido pelo inventor R. J. Mitchell. O Spitfire tornou-se onipresente entre as forças britânicas na Batalha da Inglaterra.

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COMENTÁRIO

Com a desculpa de retomar e ou anexar territórios nos quais parte da população falava a língua alemã, Adolf Hitler começou sua expansão rumo ao Leste. A Alemanha e seu Führer retomavam o projeto do "Espaço vital" para o povo alemão.

Depois de invadir e anexar Áustria e Tchecoslováquia, foi a vez da Polônia. A motivação para atacar o país foi uma mentira contada por Hitler: alguns soldados alemães se vestiram com uniformes dos soldados poloneses, invadiram e mataram alguns alemães numa rádio na região da fronteira e essa fake news valeu a invasão da Polônia para se defender...

Pois é, no ano de 2026 do século seguinte ao do Terceiro Reich, o presidente do país mais terrorista do século XX, causador da maioria das guerras pelo mundo, um tal Trump, começou a seguir os passos de Hitler e através de mentiras ou na cara de pau mesmo sequestrou um presidente em país da América do Sul para roubar seu petróleo (inventou que o presidente era narcotraficante) e mira diversos países para invadir e ou anexar aos Estados Unidos.

Considerando o momento atual do mundo e da humanidade, é difícil considerar que no século seguinte (XXII) - em tempos cronológicos do planeta Terra - tenhamos pessoas estudando o século anterior, na época que a sociedade humana era dominada por IAs e por governantes estúpidos, psicopatas e que não encontraram resistência para destruir o mundo ainda na primeira metade do século XXI.

Por fim, ao ver o documentário sobre a busca incessante por aviões que matassem mais nos tempos de guerra, fiquei pensando na tristeza que Alberto Santos Dumont deve ter sentido ao ver sua invenção servindo para matar pessoas em 1932 na chamada "revolução constitucionalista" entre paulistas e as forças do governo de Getúlio Vargas.

William

17/01/26

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

2. A tempestade se aproxima



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


2. A tempestade se aproxima 

* A aventura imperialista de Mussolini na Abissínia

Com o governo paralisado por uma greve geral em agosto de 1922, Mussolini ordenou seus seguidores a marchar sobre Roma. Temendo uma guerra civil, o rei da Itália pediu-lhe que formasse um governo. Mussolini assumiu poderes ditatoriais e empenhou-se no objetivo de criar um novo império romano. 

* Ensaio geral: a Guerra Civil Espanhola 

Suas armas e táticas de combate somadas às experiências da Primeira Guerra Mundial serviram de laboratório para a Segunda Guerra Mundial. 

* O tanque 

A Segunda Guerra Mundial testemunhou o surgimento de enormes tanques, como os lendários Pantera e Rei Tigre alemães, e de tanques leves, como os russos T-34 e os americanos Sherman. Mas qual modelo foi o mais eficaz?

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COMENTÁRIO 

Ao ver o documentário sobre a ascensão de Benito Mussolini na Itália e o avanço do regime fascista nos anos vinte do século XX, é assustadora a semelhança com a atualidade deste primeiro quarto de século XXI. 

Mussolini chegou ao poder, invadiu a Abissínia, no continente africano, e os países da Liga das Nações não fizeram absolutamente nada.

Exatamente o que está acontecendo agora com os arroubos ditatoriais de Donald Trump e a máquina de guerra dos Estados Unidos. 

Trump bombardeou a Venezuela, sequestrou o presidente do país e a ONU não fez absolutamente nada. Agora ele ameaça a Groenlândia e outros países. 

O segundo vídeo da coleção, que aborda a Guerra Civil Espanhola, é uma lição do passado a nós do presente. Enquanto os republicanos pediram apoio para a Grã-Bretanha e a França e receberam um "não", a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini deram armas e soldados aos nacionalistas liderados por Franco.

Nazistas e fascistas derrotaram os republicanos, Franco iniciou seu regime totalitário e ficou provado para a extrema-direita que as democracias eram covardes e nada fariam contra o avanço extremista. 

No último documentário do DVD, é possível ter uma noção do imenso poder dos tanques de guerra. 

Infelizmente, caminhamos para o fim da paz global. 

William 

16/01/26

sábado, 10 de janeiro de 2026

1. A ascensão dos regimes fascistas



Refeição Cultural

Coleção 70º Aniversário da II Guerra Mundial (1939-1945)


1. A ascensão dos regimes fascistas

* Sementes do conflito: Hitler chega ao poder

Em janeiro de 1933, o presidente Hindenburg nomeou Adolf Hitler chanceler. Foi o início da ascensão política e militar do futuro Führer do Terceiro Reich, cuja ambição de dominar o mundo não tinha limites.

* O Japão invade a Manchúria e a China

No início do século 20, o Japão era uma potência militar, que havia combatido ao lado dos Aliados na Primeira Guerra Mundial, disposta a conseguir uma rápida expansão econômica e territorial.

* Os homens que inventaram o radar

A invenção do radar resultou da fascinante corrida tecnológica empreendida pelas grandes potências econômicas nos anos 30. Essa nova tecnologia foi essencial para a defesa aérea britânica durante a Segunda Guerra Mundial.

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COMENTÁRIO

Ao ver o documentário foi possível fazer comparações com o momento atual do mundo neste primeiro quarto de século XXI. Nos episódios do primeiro volume da coleção, vemos o nascimento da Liga das Nações e a sua incapacidade de evitar guerras através do diálogo diplomático.

A ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha nos lembra um pouco os estudos que demonstram como as democracias morrem. O partido nazista conseguiu maioria eleitoral no início dos anos trinta e depois Hitler virou o Führer do 3º Reich.

Os Estados Unidos de Donald Trump caminham a passos largos para causar na sociedade humana o que o nazifascismo causou um século atrás. Hitler não foi parado por nenhuma diplomacia da época. 

A extrema-direita vem crescendo eleitoralmente no mundo e seu líder, Trump, inviabilizou organizações internacionais criadas ao final da 2ª GM para buscar entendimentos globais sem novas guerras. A ONU perdeu completamente seu papel neste momento da história. Pensemos nisso.

Sobre a coleção de DVDs 

O resumo acima, constante na caixinha do documentário, sintetiza bem o que se vê nos filmes remasterizados pela Abril Coleções em 2009.

Um vizinho do condomínio perguntou em uma rede social se alguém queria a coleção e resolvi pegá-la para assistir aos DVDs, relembrar o que sei de história e melhorar meus conhecimentos gerais.

A história pode nos ensinar sobre os erros da sociedade humana e nos fazer pensar maneiras de não repetir as tragédias do passado.

William

10/01/26

Instantes (13h21) - Leituras: José Genoino



Refeição Cultural 

LEITURAS

"Foi nesse momento crucial que um dilema existencial se impôs, deixando marcas profundas e atormentando-me: dedicar-me aos estudos e alcançar o título de doutor para, assim, libertar minha família da labuta rural e da pobreza, ou trilhar o caminho da política, visando o bem-estar da sociedade como um todo?" (José Genoino, em Uma Vida Entrevista, p. 22)


Me identifiquei com essa passagem das memórias do companheiro José Genoino. Na hora, me lembrei dos momentos de angústia pessoal que viveria a partir de 2002, quando virei dirigente sindical dos bancários e um ano antes havia me tornado aluno da Universidade de São Paulo. 

Ao mesmo tempo, me peguei na condição de realizar um sonho antigo de me tornar um intelectual, um acadêmico, quiçá um professor, e me vi eleito dirigente político de um dos maiores sindicatos do país, me sentindo com a responsabilidade de ser o melhor representante que pudesse ser de meus colegas bancários que estavam sofrendo péssimas condições de trabalho na categoria. 

Somente meus diários antigos, minhas lembranças e algumas pessoas próximas sabem o quanto sofria por não conseguir conciliar todo estudo que teria que fazer para ser um bom aluno de Letras e para ser um bom dirigente de classe. 

Prevaleceu o compromisso com a classe trabalhadora e com a coletividade, com a luta pela mudança social da classe à qual sempre pertenci na sociedade brasileira. Não fui professor. Tentei ser um bom dirigente sindical. 

Felizmente, tive o privilégio e a sorte de ter boas referências como, por exemplo, essa figura extraordinária de nossa história, José Genoino. 

William 

10/01/26

domingo, 30 de novembro de 2025

Diário e reflexões



Refeição Cultural

Osasco, 30 de novembro de 2025. Domingo. 


NOVEMBRO 

O que poderia registrar sobre o mês de novembro? Quais fatos e acontecimentos marcaram o meu mês de novembro e o mundo onde habito?

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O MUNDO, MUNDO, VASTO MUNDO

Sobre o mundo eu não sinto vontade de registrar nada em especial. Posso tecer alguns comentários, entretanto.

Os Estados Unidos seguem ameaçando com guerras e mortes os países e governos que não se submetem a eles. Querem derrubar o governo de Maduro na Venezuela, estão f... a Ucrânia por não precisarem mais do país para suas guerras por procuração. Voltaram atrás em questões de tarifas contra o governo Lula porque a decisão estúpida estava f... o povo norte-americano: It’s the economy, stupid!

O meu governo, o 3º governo Lula, que ajudei a eleger, segue fazendo o possível para entregar ao povo brasileiro alguns dos compromissos que Lula assumiu ao colocar seu nome à disposição do Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais em 2022, contra o genocida e corrupto que estava no poder. 

As correlações de forças não ajudam muito o governo Lula, pois a política foi destruída durante a longa noite de Temer e Bolsonaro.

Lula conseguiu a aprovação da isenção do Imposto de Renda para os trabalhadores que ganham até cinco mil reais por mês naquele Congresso Nacional corrupto e de lacaios da casa-grande. O presidente conseguiu beneficiar dezenas de milhões de pessoas das classes populares e com menos acessos aos direitos da cidadania. Grande feito melhorar a vida do povo!

O 3º governo Lula também está entregando realizações surpreendentes na área da saúde, com o trabalho do ministro Padilha: o SUS avança. Milhões de brasileiras e brasileiros estão passando a ter acesso a medicamentos e materiais médicos de forma gratuita através do programa Farmácia Popular, quase extinto no governo passado, do genocida que foi acusado na CPI da Pandemia de praticar nove crimes diferentes, inclusive contra os direitos humanos.

Um acontecimento marcou o mês de novembro de 2025: a condenação definitiva do ex-presidente Bolsonaro e de alguns militares de alta patente. O sujeito que estimulou o contágio por Covid-19 e zombou de pessoas que morreram por não conseguirem respirar durante a pandemia não foi condenado por essas mortes (ainda), e nem pelas acusações de roubo, mas começou a cumprir sua pena de 27 anos de prisão por tentativa de Golpe de Estado. Sujeito desprezível!

O Brasil sediou a COP30 em Belém do Pará e considero válido o esforço feito pelo governo Lula de tentar envolver os países do mundo em uma busca conjunta sobre as questões da emergência climática. 

Francamente, sem discutir o fim do capitalismo, do lucro, da mais-valia, da produção de mercadorias desnecessárias aos povos do mundo, do uso responsável dos recursos naturais como a água, não estaremos no planeta nas próximas décadas, não falo séculos, falo décadas. Porém, a culpa da questão climática não é do presidente Lula, esse político estadista é sincero em suas intenções de preservação dos biomas e da vida humana.

A imprensa comercial, o jornalismo venal dos donos do poder secular, nunca foi tão criminosa como na atualidade. Nunca! A violência contra as mulheres virou uma epidemia no Brasil e a mídia canalha em todos os seus meios aliena a população brasileira escondendo o motivo central da violência: a pregação dos líderes políticos que ela apoia, apoiou e mantém no poder, ou seja, a extrema-direita e a pequena elite do 1% de privilegiados. Essa é minha leitura e opinião. A mídia deu espaço a todo o lixo pregado por Bolsonaro e pelo bolsonarismo. Está aí o resultado!

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ESTE SER QUE HABITA O MUNDO


“That one last shot’s a permanent vacation
And how high can you fly with broken wings?
Life’s a journey, not a destination
And I just can’t tell just
What tomorrow brings, yeah

You have to learn to crawl
Before you learn to walk
But I just couldn’t listen
To all that righteous talk, oh yeah
Well, I was out on the street
Just tryin’ to survive
Scratchin’ to stay alive…”

(Amazing, Aerosmith)

Não tendo grandes buscas filosóficas como tive ao longo da vida, minha busca de sentidos hoje é diferente das etapas vencidas. Compreendi a vida, agora é achar sentidos para seguir vivendo.

Olhando para trás, poderia tranquilamente dizer que aprendi a rastejar antes de caminhar e hoje sei mais que nunca que a vida é uma jornada e não um destino. Nunca se sabe o que o amanhã nos trará...

Estando retirado das lutas sindicais que me formaram como pessoa e cidadão brasileiro durante minha vida de bancário e, principalmente, após os trinta anos de idade, quando virei sindicalista, hoje estou mais concentrado em sistematizar o percurso que percorri nessas quase três décadas após assumir uma representação política na categoria na qual trabalhei a maior parte da vida.

Escrevi durante a pandemia mundial de Covid, em meu blog sindical, memórias que depois foram reunidas em um livro chamado “Memórias de um trabalhador politizado pelos bancários da CUT”. O livro vem ganhando o mundo. Não é um livro comercial, é uma espécie de depoimento de alguém que acredita na educação e na formação política porque o autor é fruto dessa experiência.

Em novembro, consegui presentear mais algumas pessoas com o livro. Seguirei fazendo isso. Alguns textos ou temas tratados no livro podem não ter muito sentido para todos os tipos de públicos, mas alguns capítulos podem ser interessantes para qualquer tipo de público, seja dirigente sindical, seja militante de esquerda, seja trabalhador da categoria bancária. É também um livro para as pessoas que me conhecem hoje ou que já conviveram comigo.

As reflexões contidas nos textos do livro, todos independentes, descrevem as concepções e práticas políticas que me politizaram e isso se deu com a militância da Central Única dos Trabalhadores (CUT), principalmente através do Sindicato de minha base de trabalho e da corrente política que me influenciou como dirigente de centenas de milhares de bancários por cerca de duas décadas.

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SISTEMATIZAÇÃO DOS TEXTOS DOS BLOGS

O trabalho de leitura, diagramação e encadernação de milhares de textos escritos em meus blogs ao longo de duas décadas está em andamento e não sei quando vou conseguir terminar essa sistematização. Mas tenho que terminar esse trabalho.

O personagem que registrou todas aquelas histórias da categoria bancária, que viveu e sentiu tudo que está escrito nas páginas dos blogs de cultura e sindical é um brasileiro que escolheu fazer esses registros e compartilhar esses textos abrindo mão de outras coisas na vida. 

O material histórico pode não ter importância para muita gente deste momento do mundo, mas como estudioso da sociedade humana, sei que o material tem sua importância histórica.

Enfim, sigamos fazendo as coisas que entendo que devem ser feitas.

Entendo que partilhar o que sei é a minha função no mundo até que eu não exista mais ou até que minha essência, meu ser, não possa mais fazer isso.

Por fim, visitei meus familiares em Uberlândia neste mês, fiz o que pude por eles, li o que foi possível, e tive minha rotina alterada após a edição do livro, pois estou encontrando pessoas do mundo político neste período de distribuição de minhas memórias.

William Mendes