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sábado, 4 de julho de 2026

Livro: Saúde Suplementar no Brasil - Sandro Leal Alves



Refeição Cultural

LEITURAS 


Ganhei o livro sobre saúde suplementar em 2016 ou 2017, em meu aniversário (não tenho certeza do ano). O livro foi lançado em novembro de 2015.

Na época, era gestor da CASSI, a autogestão em saúde dos funcionários do Banco do Brasil, era diretor de saúde eleito pelos associados. 

Minha formação acadêmica é em Ciências Contábeis e Letras. Havia feito curso de extensão em Economia. Também havia cursado dois anos de graduação em Educação Física. 

Por quatro anos fui gestor de saúde na CASSI e pelo tanto que li e aprendi, diria que conheço alguma coisa a respeito do tema. 

Ao longo do mandato, estudei muito a história da Caixa de Assistência, os modelos e sistemas de saúde, e o mercado brasileiro de saúde, no qual a CASSI operava e comprava serviços à época de nossa gestão. 

Em 2024, peguei o livro na estante para estudar os conceitos técnicos de saúde suplementar e me atualizar sobre o assunto, pois havia sido convidado para participar de um planejamento estratégico de uma operadora de autogestão e iria compartilhar com os administradores a experiência que adquiri ao ser gestor da CASSI. 

Li mais da metade do livro e relembrei muito do que já conhecia de meus tempos de diretor de saúde. Pelo retorno que tive dos participantes do evento, acho que atendi às expectativas daquela autogestão. 

Como estou num momento de terminar leituras de livros iniciados e não finalizados, decidi acabar de ler o livro de Sandro Leal Alves.

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SAÚDE SUPLEMENTAR NO BRASIL

A postagem que fiz sobre a leitura do livro, dois anos atrás, tem alguns apontamentos sobre conceitos técnicos e especificidades que comento a respeito da autogestão CASSI (ler aqui). É uma anotação pequena mediante a quantidade de informações da área de saúde. 

A leitura dos CAPÍTULO 1 - COMO FUNCIONA A SAÚDE SUPLEMENTAR e o CAPÍTULO 2 - REGULAÇÃO SETORIAL: TEORIA E PRÁTICA me permitiu rememorar conteúdos técnicos que dominei relativamente bem enquanto fui gestor da maior autogestão do país, a CASSI dos funcionários do Banco do Brasil. 

O que é uma operadora de saúde?

"A Lei 9.656/1998 define Operadora de Plano de Assistência à Saúde como sendo a pessoa jurídica constituída sob a modalidade de sociedade civil ou comercial, cooperativa, ou entidade de autogestão, que opere produto, serviço ou contrato de prestação continuada de serviços ou cobertura de custos assistenciais a preço pré ou pós-estabelecido, por prazo indeterminado, com a finalidade de garantir, sem limite financeiro, a assistência à saúde, pela faculdade de acesso e atendimento por profissionais ou serviços de saúde, livremente escolhidos, integrantes ou não de rede credenciada, contratada ou referenciada, visando a assistência médica, hospitalar e odontológica, a ser paga integral ou parcialmente às expensas da operadora contratada, mediante reembolso ou pagamento direto ao prestador, por conta e ordem do consumidor." (p. 57)

No CAPÍTULO 1, o autor apresenta as dimensões econômica e social da área, histórico, fundamentos técnicos, conceitos, instituições do setor, tipos de "produtos" e operadoras.

Para um leitor como eu, militante de esquerda, chega a ser engraçado ler o autor defendendo saúde como mercadoria, um produto como outro qualquer, como sapato ou cadeira. Ele acredita piamente nas teses liberais de livre mercado, concorrência que ajusta tudo em benefício de todos, blá-blá-blá. Faz parte, né? Temos que ler livros assim com frieza e focados no intuito de agregar conhecimentos técnicos.

No CAPÍTULO 2, Sandro Leal vai discorrer sobre falhas do mercado e do governo, regulação prudencial, tipos de coberturas, rol de procedimentos, preços e reajustes, marcos legais de regulação no Brasil etc.

Tem muita coisa interessante, me lembrei muito de meus anos de gestão na CASSI. 

Aliás, passados mais de dez anos da publicação do livro, posso dizer que a leitura do material segue válida e importante para as pessoas que atuam na gestão em saúde, pois os conceitos são bons e o que muda com o tempo são as leis e regulações.

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CAPÍTULO 3 - QUESTÕES ATUAIS 

("atuais" em 2015, quando o livro foi lançado)


Verticalização na área da saúde 

"O termo verticalização caracteriza o processo de integração das atividades de gerenciamento de planos de saúde e prestação direta de serviços médicos em uma única unidade empresarial, independentemente da direção (se para frente ou para trás) e de quem detenha o controle decisório." (p. 114/115)

O autor apresenta vantagens oriundas da verticalização:

"(...) Os ganhos da verticalização podem ser visualizados no melhor gerenciamento dos riscos e custos. Os programas de prevenção de doenças e promoção de saúde da população assistida podem ser mais bem delineados por uma estrutura integrada na medida em que a própria operadora detém o controle da logística de utilização dos serviços." (idem)

A verticalização pode ser benéfica se pensarmos o envelhecimento da população assistida pelos sistemas de saúde. 

"De fato, diante de um cenário de envelhecimento da população e transição epidemiológica, com custos crescentes, pode haver benefício em se ter maior controle sobre a rede. Considerando aspectos regulatórios como a regulação dos reajustes dos planos individuais, o aumento das coberturas obrigatórias etc este controle pode ser eficiente. A própria regulação de capital estimulou a verticalização quando da aceitação de rede própria como ativo garantidor da provisão de risco vigorou até dezembro de 2009." (p. 115)

Esse era o caso da autogestão em saúde dos servidores de Mato Grosso do Sul, CASSEMS, que tinha boa estrutura verticalizada, naquele momento, 2016, aos 15 anos de existência. Eu estudei e visitei três vezes a CASSEMS durante meu mandato de diretor da CASSI.

Outra vantagem que a CASSEMS também obteve com a verticalização no Estado de MS e que o autor cita no livro é o poder de disciplinar preços dos concorrentes na prestação de serviços de saúde. 

"(...) Outro fator de estímulo às aquisições de rede é a tentativa de redução do risco e do grau de dependência de determinados prestadores que detenham posição dominante no mercado. Neste caso, a verticalização pode gerar o benefício de disciplinar preços no mercado." (p. 115/116)


Judicialização na saúde

Outro tema que ganhou muita relevância nas últimas duas décadas foi a questão da judicialização na saúde suplementar e nas demandas ao Sistema Único de Saúde, ao ponto de ter havido uma organização do setor de oferta de serviços jurídicos especializados em demandar planos de saúde e o SUS. 

Em alguns casos, o próprio setor de saúde chega a usar a expressão "indústria da judicialização".

Após uma boa explanação sobre o tema o autor diz:

"É preciso, contudo, que se separem os conceitos. Pode ser correta a judicialização no caso em que operadoras venham a negar ou restringir procedimentos contratados e previstos na legislação. Por outro lado, há casos em que o beneficiário, processa a operadora em busca de uma cobertura que ele não tem direito, uma espécie de atalho, ou jeitinho brasileiro, para não ter que pagar a integralidade do valor da mensalidade necessária à manutenção do equilíbrio econômico do contrato. Este é o caso condenável. Mas há ainda situações que ficam no meio do caminho, de difícil interpretação. Estes são os casos mais complexos e que demandam um aprofundamento técnico para dirimi-lo." (p. 131)

Como gestor de uma autogestão em saúde de grande porte, acompanhei uma rotina estranha de decisões judiciais exigindo que a CASSI atendesse demandas completamente questionáveis à época, decisões que eram contrárias ao que previa contratos, rol de procedimentos da ANS e até exigências que não tinham o crivo da Anvisa. 

Vejam uma pesquisa que Sandro leal cita sobre as tendências dos juízes em questões de demandas de saúde:

"(...) Não custa lembrar um dos trabalhos de Armando Castelar que mostra que ao serem perguntados sobre a tensão que frequentemente existe na aplicação da lei, entre contratos que precisam ser observados, e os interesses de segmentos sociais menos privilegiados, que precisam ser atendidos, 78,8% dos 688 magistrados que responderam à questão se identificaram com a posição de que 'O juiz tem um papel social a cumprir, e a busca da justiça social justifica decisões que violem os contratos." (idem)

Legal, né? Danem-se os 500 mil participantes de um plano de saúde como, por exemplo, a CASSI se um juiz entender que uma parte importante do patrimônio do plano deva ser gasto no atendimento fora das regras para um ou dois participantes...


Práticas anticoncorrenciais de cooperativas de especialidades médicas

Outro tema que me lembro perfeitamente de ter lidado com ele na nossa autogestão em saúde foram os cartéis das cooperativas médicas. Em alguns estados brasileiros isso tinha se transformado num grande problema para os planos de saúde e seus participantes. 

"Finalmente, as Cooperativas de Especialidade foram representadas por práticas de cartel, consubstanciadas na coordenação das ações de médicos cooperados para fixar preços, impor tabelas de honorários ou organizar boicotes em negociações com as diferentes Operadoras de Saúde Complementar e hospitais." (p. 136)


O impacto na inflação médica (ou variação dos custos médico-hospitalares)

Outro item importante no capítulo de questões atuais. A chamada indústria da saúde é o único setor no qual o avanço da tecnologia não diminui custos por ganhos de produtividade e ou escala.

É o inverso. A cada dia, novas tecnologias, medicamentos e procedimentos aumentam e aumentam os custos da saúde em benefício dos capitalistas médicos e empresários e em prejuízo dos participantes de planos de saúde e governos.


Um retrato da situação do setor 

O autor apresenta dados das operadoras de saúde - medicina de grupo, cooperativas médicas e seguradoras - do período analisado, dados até 2013, e o resultado era ruim em termos de sustentabilidade. 

Como estudei muito esse tema à época (2014-2018), foi uma leitura para relembrar o que eu mesmo esclarecia aos participantes da CASSI em dezenas de apresentações em conferências de saúde e outros fóruns. 


CAPÍTULO 4 - DESAFIOS DEMOGRÁFICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Bem interessantes os prognósticos apresentados por Sandro como, por exemplo, envelhecimento da população, aumento de sobrepeso e obesidade, a transição epidemiológica, as doenças mais prevalentes etc.

"Para lidar com esta realidade, diversas operadoras têm programas de incentivo à promoção da saúde e prevenção da doença..." (p. 161)

A CASSI tinha entre 2014 e 2018 modelo assistencial baseado na Atenção Primária e Medicina de Família e a ANS chegou a reconhecer os programas de saúde da autogestão. 

Chegamos a desenvolver estudos inéditos no mercado de saúde comprovando a eficiência da Estratégia de Saúde da Família (ESF) na redução de internações e atendimentos em pronto socorro de pacientes vinculados (fidelizados) às equipes de família e unidades CliniCASSI.

"(...) Por outro lado, aumentou no país o índice de obesidade em todas as classes sociais. Metade da população está com excesso de peso. O aumento de peso elevou a frequência de diabete e hipertensão. Em relação aos fatores de riscos, a dieta inadequada, tabagismo, falta de atividade física, excesso de peso e obesidade, colesterol alto, hipertensão arterial e glicemia elevada são os que merecem atenção e controle..." (p. 167)

O autor nos conta na página 168 que "(...) ainda falta cuidar da obesidade, que quadruplicou entre os homens e duplicou entre as mulheres no período de 1975 a 2009."

Como diretor de saúde, era responsável na CASSI pelos exames periódicos de saúde no Banco do Brasil. Essas informações do capítulo eu via na prática ao ler resultados de EPS em quase 100 mil trabalhadores. 


CAPÍTULO 5 - COMBINANDO REGULAÇÃO COM INCENTIVOS 

Franquias e Coparticipações fortalecendo o Consumidor e preservando o Sistema

Comentário: de todo o conteúdo do livro, esse é o mais absurdo! Não vejo problema no autor ser liberal, defensor do mercado e privatista, contanto que ele seja técnico e honesto com os leitores.

O mesmo autor que no início do livro diz que há um poder desmedido dos profissionais de saúde pelo domínio do tema em relação ao restante dos interessados, no final do livro o autor insinua que o consumidor teria um poder que nunca teve ao pagar franquias e coparticipações porque assim ele teria condições de escolher melhor o que deveria ou não deveria fazer pela sua saúde, inclusive decidindo por conta própria se deve ou não fazer o que os profissionais de saúde recomendam... coisa que nem as operadoras de saúde e órgãos reguladores têm conseguido saber, o consumidor teria esse poder de decidir melhor...

Francamente, qualquer pessoa com um mínimo de inteligência se sente enganada ao ler a defesa entusiasmada do autor ao mercado privado e aos planos com altas franquias e coparticipações em prejuízo dos consumidores. Dureza!

Um verdadeiro conto de fadas em um livro técnico de saúde suplementar!

Para dar um exemplo da contradição do autor sobre o tal poder de escolha e decisão do consumidor no sistema de saúde, veja o caso das mulheres e casais na indicação de partos por cesariana, que têm custos muito maiores para as "consumidoras" e seus planos privados ou ao SUS.

"(...) As alterações comportamentais podem incluir mudanças nas recomendações médicas para pacientes assim como a extensão do diagnóstico e tratamento para produzir renda adicional a fim de alcançar o objetivo. Um exemplo citado na literatura, e bastante atual, é a indicação de cesarianas. Neste caso, a hipótese é que os obstetras utilizam de sua autoridade sobre a grávida para gerar receita." (p. 176)

Ao ler o conto de fadas do poder do consumidor em sistemas com mais franquias e coparticipações em consultas, exames e internações, nas páginas 169, 170 e 171 do livro imagina que a paciente grávida tem total poder de decidir se o médico está certo ou errado ao indicar cesariana porque está focado em "produzir renda adicional a fim de alcançar o objetivo".

Como já disse, o livro nos capítulos 1 e 2 tem muitos conceitos e abordagens interessantes, mas esse final foi de doer.

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Na questão dos modelos de pagamentos no sistema de saúde, falando a respeito do fee-for-service, tenho plena concordância com o autor. Isso é um sistema insustentável, é necessário mudar a forma de cobrança de serviços de saúde em relação aos prestadores médicos e hospitalares.

Sandro Leal cita um novo modelo que vinha sendo avaliado, o DRG - Diagnosis Related Group, que previa remuneração dos hospitais por episódio de tratamento.

Eu me lembro que estava-se discutindo um modelo de pagamento por pacotes de serviços, também na linha de grupos de procedimentos por diagnóstico: por cirurgia x, por tratamento y, etc.

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Comentário final

Enfim, terminei a leitura do livro de Sandro Leal Alves sobre Saúde Suplementar no Brasil

Ganhei a obra quando era gestor na maior autogestão do país. À época, já tinha boa parte do conhecimento abordado no livro e ao ler o volume uma década depois relembrei parte do conhecimento que adquiri na área.

A crítica específica que fiz pelo exagero do autor na defesa da implantação de franquias e coparticipações dos planos em prejuízo dos participantes não tira o mérito dos conteúdos do livro que agregam saberes técnicos a qualquer pessoa interessada em conhecer sistemas de saúde suplementar.

É isso! Mais um livro lido, neste caso um livro temático.

Sigamos lendo e aprendendo coisas novas enquanto vivemos e nos aperfeiçoamos na existência, como nos ensina o mestre Paulo Freire.

William

04/07/26


Bibliografia:

ALVES, Sandro Leal. Fundamentos, regulação e desafios da Saúde Suplementar no Brasil. Rio de Janeiro: Funenseg, 2015.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Livro: Sussurros Metropolitanos - Sandro Sedrez dos Reis



Refeição Cultural

LITERATURA BRASILEIRA 


"Todas as histórias passam por términos..." (Sandro Sedrez)


Após ler dois livros de não ficção, leituras que considerei exigentes e cansativas, dei-me o direito ao prazer das estórias ficcionais. 

Em literatura, estórias ficcionais nos colocam em contato com histórias de personagens que poderiam ser qualquer um de nós, leitores do mundo.

Peguei na estante o livro Sussurros Metropolitanos (2024), de Sandro Sedrez dos Reis. 

O autor é meu amigo, trabalhamos juntos na área de gestão de saúde, e após uma vida de serviços prestados à comunidade do Banco do Brasil, Sandro está se dedicando a nos presentear com suas narrativas marcantes. 

Logo após a aquisição do livro, li os três primeiros contos, da primeira parte da obra, e gostei muito das estórias: "Uma História de Café da Manhã ", "Visitas, Mimos & Segredos" e "Tá descendo?".

Depois, me envolvi com as outras diversas leituras que faço ao mesmo tempo e guardei os Sussurros Metropolitanos

Recentemente, decidi mudar um pouco minha estratégia de leituras: vou ler um livro de cada vez ou, no máximo, dois livros com temáticas bem diferentes. 

Foi com essa nova estratégia de leituras que escolhi retomar e terminar o livro Sussurros Metropolitanos

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Almas e Rodas (p. 93)

Uma delícia de narrativa! A personagem Lúcia é encantadora. O nosso mundo está carente de lúcias e beatrizes.

- Ninguém solta a mão de ninguém, não é, Nina?

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Memória (p. 125)

Que diferença um gesto pode fazer na vida de alguém?

Narrativa incrível! O final da estória é de arrepiar!

Ao que parece, ao nos apresentar personagens como Lúcia ("Almas e Rodas") e Vicente, o autor nos lembra que a esperança no ser humano pode estar ao redor de cada um de nós, nas pessoas comuns do cotidiano. 

Assim seja, Sandro!

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Voz nos Trilhos (p. 153)

Para alguém que cresceu em cidades do interior como eu (Uberlândia, MG), causos como o investigado por Walter e Werner são comuns. 

Cantos, becos e passagens entre um lugar e outro são locais propícios para os sussurros da noite. 

Narrativa envolvente!

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Desfolha Outonal (p. 179)

Amig@s leitores, esse escritor, Sandro Sedrez, sabe pegar a gente de jeito...

Nossa! Essa estória bateu fundo neste leitor que vos escreve...

Após o término do conto, só foi possível enxugar a lágrima, calçar o tênis e sair para caminhar... respirar entre as árvores. 

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Invisível (p. 197)

Uma estória dramática a do personagem Joaquim, ou Quincas.

O autor nos coloca em enredos nos quais poderíamos figurar como personagens principais. 

A identificação do leitor com os personagens, os acontecimentos e os sentimentos amplia muito a experiência da leitura. 

Torci muito por Joaquim nesta narrativa. 

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Um dia de (Ro)Tina(S) (p. 213)

Sandro tem uma habilidade incrível de nos transportar para a história que nos conta, para nos colocar ao lado dos personagens e de seus dramas e sentimentos. 

Ao lado de Tina, vivi por instantes os desafios de milhões de mães solo no Brasil e no mundo. Refleti sobre muita coisa. 

Literatura também é isso.

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Conexão (p. 241)

O autor fechou com chave de ouro o livro através deste conto.

Haveria um destino desenhado para cada pessoa ou ser vivente? Como compreender os acasos e as veredas que a vida nos apresenta?

A história de Endrigo nos põe a pensar...

De fato, os aeroportos são lugares cheios de histórias...

Assim como a vida da gente.

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COMENTÁRIO FINAL 

O escritor Sandro Sedrez dos Reis é escritor refinado, criador de textos bem escritos e muito reflexivos.

As narrativas que nos conta trazem questões muito contemporâneas, tanto pessoais quanto coletivas, da vida em sociedade. 

Sandro tem a habilidade de colocar os leitores no cenário das histórias que conta, nos vemos nas cafeterias, nas ruas, ao lado das personagens. 

Seus textos nos dão prazer, algo raro hoje em dia, um prazer intelectual e popular, pois suas personagens são gente como a gente.

Valeu muito a leitura! Estou pensativo por causa de várias histórias que vivi com os Sussurros Metropolitanos

William 

26/05/26

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Diário e reflexões - Fevereiro



Refeição Cultural

Sábado, 28 de fevereiro de 2026.


FEVEREIRO

AGENDA POLÍTICA

Passei a semana em Brasília, capital federal do país. 

Minha estadia na cidade foi para participar do processo eleitoral do Sindicato dos Bancários. Vim contribuir com o debate na base social da entidade e ao longo da semana fiz campanha nos locais de trabalho do Banco do Brasil, junto com outros companheiros e companheiras. Nós apoiamos a chapa 1, liderada por Rodrigo Britto, a chapa cutista que representa a unidade nacional.

Quando cheguei, no início da semana, estava cheio de expectativas e incertezas. Eu tinha receio se ainda conseguiria fazer o que fiz boa parte de minha vida: conversar com a categoria bancária, desenvolver boas falas nos locais de trabalho e ter alguma atenção dos trabalhadores. Após reflexões coletivas com a militância que apoia a chapa 1, posso concluir que deixei a minha contribuição para o processo democrático. Fico feliz por isso.

Por ter sido convidado, participei de algumas reuniões do movimento sindical bancário no mês de fevereiro, assim como ocorreu em janeiro e dezembro. Tenho o compromisso ético com o movimento sindical cutista de estar sempre à disposição, porque a CUT influenciou decisivamente na formação política que tenho hoje.

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CULTURA

Li apenas um livro no mês de fevereiro, o livro "Fidel Castro, comandante invicto", de Norberto Escalona Rodríguez (comentário aqui). O escritor e jornalista cubano nos conta a respeito da participação dos músicos do Quinteto Rebelde na luta de libertação do povo. Também aborda a participação das mulheres na Revolução Cubana: o Batalhão das Marianas fez história e influenciou as políticas de igualdade que fizeram parte da construção da República Socialista de Cuba.

Estou editando um livro com as poesias que escrevi ao longo da vida. O manuseio do material textual do livro foi um processo interessante. A editora Cleusa Slaviero está me ajudando com o material. 

Encadernei poesias, crônicas e textos da professora e amiga Marili Santos. Foi um processo prazeroso de leitura. Presenteamos a escritora e passamos um dia delicioso com a família dela. 

FILMES - Vi alguns filmes no mês e só não escrevi as minhas impressões e sentimentos sobre eles porque não tive tempo e os textos que faço dão muito trabalho. 

Vimos "Sonhos de trem" (2025, EUA), de Clint Bentley; "A vida invisível" (2019, BRA), de Karim Aïnouz; "O agente secreto" (2025, BRA), de Kleber Mendonça Filho; "Hamnet: a vida antes de Hamlet" (2025, Reino Unido e EUA), de Chloé Zhao. 

Todos os filmes são excelentes e me deixaram pensativo. Todos! Hamnet me fez chorar.

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A VIDA E O MUNDO

A notícia do último dia do mês de fevereiro foi o bombardeio do Irã e o assassinato de dezenas de crianças. Os assassinos são os estados terroristas Estados Unidos e Israel. Eles não vão parar, assim como Hitler e a Alemanha nazista não pararam no passado.

Os terroristas dos Estados Unidos atacaram no início do ano a Venezuela e sequestraram seu presidente e a esposa. Mataram dezenas de pessoas. Vergonhosamente, nenhum dos principais países do mundo exigiram a libertação imediata de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Nem o meu país, o Brasil. Sinto vergonha e uma decepção indescritível por essa atitude brasileira.

O império fascista do Norte está matando a população de Cuba de fome, falta de medicamentos e itens básicos para a subsistência. Os genocidas do Norte querem que Cuba vire uma estância balneária dos ricos norte-americanos, o mesmo projeto que têm para a Faixa de Gaza, na Palestina.

Estava olhando da janela do quarto do hotel a bela imagem da cidade de Brasília e pensando a respeito das consequências de ninguém reagir e fazer nada contra os fascistas de Israel e EUA. Eles podem decidir bombardear nosso país, matar nosso presidente e invadir nossa terra para tomarem os recursos naturais que temos. Ninguém vai fazer nada a respeito. Nada.

Esse é o valor da vida humana e dos seres vivos neste momento da história, dia 28 de fevereiro de 2026, pelo Calendário Gregoriano.

Isso não é natural e não deveria ser aceito por nós. Se é para sermos assassinados e explodidos por bombas a qualquer momento, deveríamos ter as nossas bombas para persuadirmos os fascistas a não nos atacarem e para nos defendermos caso nos atacassem para roubar os nossos recursos naturais.

William

domingo, 19 de outubro de 2025

Livro: Desafios do Sindicalismo no Brasil Contemporâneo - Luiz Azevedo



Refeição Cultural

Encontrei o companheiro Luizinho Azevedo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 19/09/25, no dia da sessão que relembrou os 40 anos da histórica greve dos bancários em 1985. Luizinho foi um dos líderes protagonistas nessa história. 

Naquele dia, recebi de presente do Luizinho o livro "Desafios do Sindicalismo no Brasil Contemporâneo - Entre Transformações e Resistências", de sua autoria. 

Estudioso das questões do mundo do trabalho e estrategista de primeira linha, Luizinho segue sendo referência para todos nós que lutamos por um mundo mais inclusivo e sustentável. 

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TRANSFORMAÇÕES NO TRABALHO 

"A teoria materialista da história enfatiza as relações sociais como o motor primário do desenvolvimento histórico e da formação das ideias. Segundo Marx, as ideias não surgem de forma isolada ou independente, mas são moldadas e influenciadas pelas condições materiais e sociais em que as pessoas vivem e trabalham." (p. 19)


No primeiro capítulo, Luizinho apresenta um panorama geral das mudanças no mundo do trabalho organizado pelo modo de produção capitalista. 

Relembrou o ludismo do início do século XIX, passou pelo fordismo no início do XX e abordou o toyotismo, que flexibilizou a produção e facilitou as etapas atuais de terceirização, uberização e pejotização.

O movimento sindical tem desafios enormes para organizar e representar os trabalhadores nesse cenário atual, que ainda conta com o avanço tecnológico das IAs, eliminando boa parte do trabalho tradicional humano. 

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A RESISTÊNCIA SINDICAL NO PERÍODO RECENTE 

"As transformações no mundo do trabalho descaracterizaram de tal forma as identidades de categoria e de classe, que grande parte dos trabalhadores não se identifica nem como classe em si, quanto mais avançar para se sentir parte de uma classe para si, fator essencial para a organização sindical e política." (p. 27)


Luizinho apresenta de forma sucinta as causas e consequências da atual situação do mundo do trabalho no Brasil. 

O golpe de Estado contra Dilma Rousseff, a prisão de Lula para darem seguimento ao golpe, as reformas de Temer e Bolsonaro, e até a dificuldade das lideranças sindicais em unificar demandas para fortalecer a classe trabalhadora são fatores analisados pelo autor no 2° capítulo do livro.

Luizinho, no entanto, não perde a esperança no planejamento estratégico para reverter o processo desagregador das classes. Temos que apostar mais na organização de fato dos trabalhadores para depois lutar pela representação de direito, até para questões de financiamento sindical (p. 24)

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HÁ MUITA FORÇA PARA SER DESPERTADA 

Neste capítulo, Luizinho apresenta os desafios atuais do movimento sindical. 

A sindicalização da classe trabalhadora é a menor dos últimos tempos: 8,4% de 100 milhões de pessoas ocupadas. 

"As Centrais Sindicais, e a CUT em particular, precisam se organizar e fazer uma discussão com as direções de cada sindicato, entidade por entidade, sobre a necessidade de romper com o passado, dele aproveitando apenas as forças acumuladas, e iniciar uma operação efetiva de adensamento sindical, buscando valorizar as negociações coletivas e viabilizar financeiramente as entidades sindicais." (p. 33)

Comentário do blog: nas questões analisadas por Luizinho, percebem-se as dificuldades atuais para a autonomia e independência dos sindicatos em relação a partidos e governos, um dos objetivos do novo sindicalismo nascido no final dos anos setenta e início dos oitenta. 

No Brasil e no mundo, na atual conjuntura, todo partido tem relação mais estreita com uma agremiação sindical. (p. 33)

O reconhecimento das Centrais Sindicais em 2008, com a participação nas contribuições sindicais à época (10%), estimulou as divisões políticas no movimento sindical. 

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TENTANDO ROMPER O CERCO NEOLIBERAL 

"Na base, a perda de credibilidade e o crescimento do individualismo dificultam o surgimento de uma nova geração de dirigentes. Ou seja, sem inovar na organização e nas ações não haverá militantes disponíveis para fazer a renovação nas direções." (p. 46)


Neste capítulo, o autor faz diagnósticos dos desafios dos movimentos sindicais e nos atualiza sobre as propostas em debate para fortalecer o sindicalismo. 

Autorregulação no sindicalismo, adensamento sindical e campanhas de sindicalização são alguns dos eixos em debate no movimento. Além, é claro, das formas de sustentação financeira da estrutura sindical. 

Luizinho fala da ideia de organizar "brigadas digitais" na questão de disputa nas redes na internet, mas a adesão até agora foi aquém do ideal por parte dos sindicatos. 

O estudioso Luizinho cita as boas experiências em comunicação que o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região vem fazendo em relação a aplicativos para celular e comunicação virtual com associados. (p. 44)

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APONTAMENTOS FINAIS

Luizinho diz ao final de suas reflexões e sugestões que fazer é mais complexo do que escrever, como ele fez.

Entretanto, o blog lembra aqui que as análises e reflexões do autor devem ser recebidas por todos nós como um esforço honesto e necessário de um grande pensador e alguém que participou de toda a história de nossas lutas desde o final dos anos setenta. 

O livro foi escrito no final de 2024, após o avanço da direita e da representação conservadora nos executivos e legislativos das cidades brasileiras, ou seja, após nossa derrota nas bases da classe trabalhadora. 

Pensar novas estratégias de organização do povo trabalhador é pensar formas de nos sairmos melhor nas eleições de 2026.

"A guerra híbrida atacou a imagem dos sindicatos. A superação deste desgaste depende de muita dedicação, presença na base, compromisso com as reivindicações tal e qual são sentidas pela base. Mas, sem mudanças substanciais nas formas de se organizar, de representar e de se comunicar não conseguirá recuperar ou construir laços de confiança com a base." (p. 55)

Luizinho sugere ousadia para organizar os trabalhadores que não estão na forma tradicional da carteira de trabalho. 

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COMENTÁRIO 

Excelente leitura! 

Luizinho é uma referência para mim e para todos nós que o conhecemos como um militante que congrega em sua vida a prática e a teoria no fazer político, nas lutas de classe. 

Sigamos na luta por um mundo melhor para o povo trabalhador. Um mundo mais sustentável ambientalmente e que supere o capitalismo. 

William Mendes 


Bibliografia:

AZEVEDO, Luiz. Desafios do Sindicalismo no Brasil Contemporâneo - Entre Transformações e Resistência. 1a edição. Florianópolis, SC: Ed. do Autor, 2024.


segunda-feira, 13 de outubro de 2025

O sentido da vida (12)



Ser às vezes o ombro amigo


Encontrou uma vizinha no ponto de ônibus. Parou para conversar com ela até que viesse o ônibus. Sempre que se encontram, ele a ouve com atenção. Ela tem mais de oitenta anos. Ela desabafou chorando... ingratidão e falta de respeito familiar. 

Dias atrás, ele ficou um tempão com uma pessoa muito querida ao telefone. Ela também chorou e desabafou... a ingratidão e desrespeito familiar estavam lhe fazendo muito mal.

Ele havia ido aos Correios postar suas Memórias para três amigos. A vida é um instante, seu desejo era deixar algumas unidades daquelas histórias reunidas em livro em alguns cantinhos do mundo.

Ao chegar da rua, soube pelas redes sociais do falecimento de um grande companheiro que viveu com ele muitas daquelas histórias de lutas sindicais no Banco do Brasil e na categoria bancária. Ficou triste demais. 

A vida é um instante. Se pudermos ao menos ser o ombro amigo de alguém por um instante, será um ato de solidariedade, um ato de amor.

José Michelena, presente!

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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Livro: Memórias de um trabalhador politizado pelos bancários da CUT - William Mendes



Refeição Cultural

Ler minhas Memórias em formato de livro foi uma experiência bem diferente da leitura dos capítulos no blog. 

O trabalho de equipe da Editora ComPactos tornou a experiência bastante agradável, na minha opinião. 

Escrevi as Memórias entre o final do ano de 2021, auge da pandemia, e agosto de 2023. A base principal de consultas para a confecção dessas Memórias foi os milhares de textos de meu blog sindical: A Categoria Bancária - InFormação e História.

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A importância da História 

Por muito tempo fiquei me perguntando como foi possível as lideranças da República Socialista de Cuba resistirem a décadas de bloqueio e tentativas de mudança de regime por parte do vizinho, os Estados Unidos. 

A compreensão veio após passar a estudar um pouco a respeito da história de Cuba e da Revolução Cubana para visitar o país. Tive a oportunidade de ir a Cuba duas vezes e a experiência me ajudou a formular uma explicação para tamanha resistência: Educação e História.

A educação do povo cubano baseada nos ensinamentos de José Martí há mais de um século e a importância que o governo revolucionário cubano dedica à história são fundamentais para a manutenção do espírito altivo e patriótico das pessoas, geração após geração de cubanos desde 1959. A professora Maria Leite, especialista em Cuba, nos fala de cubanidad e cubanía para expressar esse sentimento que o povo tem de amor à sua pátria.

Sem Educação e sem História um povo não consegue resistir à ideologia do capitalismo e suas ferramentas cada vez mais avassaladoras na captura de corações e mentes. 

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O nascimento da edição impressa das Memórias

Ao aceitar a sugestão de transformar em livro as dezenas de capítulos de memórias que fiz em meu blog sindical durante a pandemia mundial de Covid-19, sugestão da editora Cleusa Slaviero, os textos foram ganhando outra leitura e a sistematização no formato de livro me permitiu ler e reler e reler e fazer textos acessórios para apresentar as minhas Memórias.

Enfim, diria hoje que organizar uma edição de livro é uma oportunidade interessante de manusear e refletir sobre os próprios textos que o autor fez sem aquela intensão inicial de editar um livro.

Um dos motivos para realmente decidir reunir os textos em uma edição impressa é a questão muito atual da guarda de produção cultural da humanidade em "nuvens", em formas digitais e virtuais majoritariamente guardadas nos servidores de poucas big techs que dominaram o planeta Terra em sua área. 

Há tempos venho alertando leitoras e leitores de meus blogs para que não depositem toda a sua produção cultural nessas tais "nuvens" dos inimigos da humanidade, as corporações capitalistas que fizeram da internet e da tecnologia da comunicação uma máquina de manipulação da humanidade.

Imprimir e presentear alguns conhecidos é uma forma de deixar em algumas estantes e locais dispersos do mundo um pouco da história de um militante de uma categoria de trabalhadores que faz parte da luta de classes entre os capitalistas e nós o povo explorado por eles, no Brasil e nos demais pontos geográficos do mundo.

Ao reler pela enésima vez os 39 capítulos e o pequeno livro anexo com a história dos bancários nos primeiros anos do governo do Partido dos Trabalhadores, e com o olhar de estudioso que tenho (não posso negar isso), concluo que ali contém informações relevantes no que diz respeito a um recorte do tempo de nossa categoria bancária, do segmento dos funcionários do Banco do Brasil, da corrente política majoritária no campo cutista e do próprio Brasil durante a fantástica experiência vivida pelo povo brasileiro através dos governos do PT, de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O trabalho de confecção dessas Memórias, dessas histórias, foi grande. A releitura foi trabalhosa. Mas entendo que foi necessário editar o livro. Os textos não têm só informações históricas, têm momentos de emoção, de alegrias e de tristezas, afinal de contas o autor é um militante, é um ser humano como todos os demais.

Por fim, afirmo a vocês que os textos são sinceros, é o que posso garantir aos leitores que já os leram no blog e aos que por acaso venham a lê-los editados na forma de livro nessas minhas Memórias

O nome comprido do livro é o que tinha que ser, pois o autor realmente é hoje o resultado real de seu mundo do trabalho, um trabalhador que passou a ser outra pessoa depois do convívio com os bancários da maior central sindical do país, a nossa querida Central Única dos Trabalhadores e Trabalhadoras.

Agora que reli o boneco final do livro, é imprimir algumas unidades e lançá-las ao mundo.

William Mendes

Dia dos Bancários

Aniversário da CUT

28/08/25

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Artigos e textos de William Mendes


Refeição Cultural

Nesta página do blog estão reunidos os artigos e textos que publiquei ao longo de minha vida política como dirigente nacional da categoria bancária. 

Podem constar ainda alguns textos da época estudantil, principalmente do período no qual cursei a graduação de Letras na Universidade de São Paulo.

A página estará em constante atualização, pois os textos serão incluídos à medida que o autor do blog for revisitando as publicações e revisando os textos, dando a eles uma formatação mais padronizada.

Na medida do possível, os textos estarão dispostos em ordem cronológica, por representar um pouco do que o autor pensava na época da criação do texto.

Para ler os artigos, basta clicar no link.

William Mendes

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2002

1. Que decepção! Poucos humanos nas "humanidades" (link)


2006

1. Comentário sobre a carta do "tal" trabalhador ao presidente (link)

2. Eleições 2006 - Por que voto em Lula? (link

3. Contribuição para a Campanha Nacional dos Bancários, de 2007 (link)


2007

1. Preparar a greve no BB para março (link)

2. Entenda a composição da PLR do BB (link)

3. Por que rejeitar a proposta de PLR do BB? (link)

4. PLR do BB: A derrota da solidariedade (link)

5. Acerca da contratação da remuneração dos trabalhadores bancários: uma contribuição ao debate (link)


2008

1. Há que se educar as pessoas (link)

2. Comparações de análise sintática: Bechara X Hildebrando (link)

3. BB avança nas ilegalidades e agora, na imoralidade (link)

4. O apagão ferroviário de São Paulo (link)

5. Pra que serve o Banco do Brasil? (link)

6. Campanha salarial dos bancários 2008 (link)

7. Preenchendo lacunas culturais (link)

8. Pôr o coração naquilo que se faz (link)

9. Thomas Mann e reflexões sobre tortura e assassinato estatal (link)

10. O intelectual deve combater estereótipos (link)

11. Os 300 de Esparta (e leitura sobre a Bolívia) (link)

12.


2009

Do Blog Refeitório Cultural

1. Todo cidadão tem direito de se reunir em locais públicos e se manifestar (link)

2. Democracia e direito constitucional (link)

3. A grande imprensa é inimiga da classe trabalhadora (link)

4. Lendo Os Sertões, de Euclydes da Cunha (link)

5. Livro (Cap.1): Fragmentos Contemporâneos da História  dos Bancários (link)

6. O século: Vista aérea - Era dos Extremos, Eric Hobsbawm (link)

7. Livro (Cap.2): Fragmentos Contemporâneos da História dos Bancários (link)

8. Livro (Cap.3): Fragmentos Contemporâneos da História dos Bancários (link)

9. Era dos Extremos: A era da guerra total - Eric Hobsbawm (link)

10. Livro (Cap.4): Fragmentos Contemporâneos da História dos Bancários (link)

11. Livro (Cap.5): Fragmentos Contemporâneos da História dos Bancários (link)

12. Era dos Extremos: A era da guerra total - Eric Hobsbawm (link)

13. Lutar pela valorização do Trabalho e por um Banco para o Brasil (link)

14. Aula: Literatura Española Medieval (I) (link)

15. A teoria da alienação em Marx - István Mészáros (link)

16. Modernas teorias da alienação (link)

17. Aula: Literatura Española Medieval (II) (link)

18.

19.



2009

Do Blog A Categoria Bancária

1. Melhorar renda, condições de trabalho e a vida da classe trabalhadora (link)

2. Formação e Informação (link)


2010

Do Blog A Categoria Bancária

1. Greve Nacional dos Bancários 2010 - Dia 1 (link)

2. Voto em Dilma Rousseff e no Partido dos Trabalhadores (link)

3. Desafio para a greve 2010 no Banco do Brasil (link)

4. (react) Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (1) (link)

5. (react) Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (2) (link)

6. (react) Vejamos o que o BB está "prometendo" apresentar (3) (link)

7. PLR do BB - Explicando as regras da PLR para colegas com dúvidas sobre valores pagos (link)

8. Brasil elege sua primeira mulher presidente - Dilma Rousseff - Do Partido dos Trabalhadores (link)

9. Plínio de Arruda Sampaio, líder do PSOL, não acredita na educação e na formação e prefere a repressão e a violência! (link)

10. Nossa guerreira Dilma Rousseff, Presidente do Brasil, diz (sob tortura em 1970) por que combatia a ditadura militar (link)

11. "Justiça proíbe greve dos aeroviários": Não pensem como passageiros de avião, pensem como trabalhadores (link)

12. Avaliação política e sindical de 2010 (link)


2011

Do Blog A Categoria Bancária

1. Sobre Bresser-Pereira atribuir acertos do governo Lula a Deus (link)

2. Negros no BB - O racismo no Brasil é real e muito há que se fazer para resolver esse problema histórico (link)

3. PLR - É hora de começar a receber a 2ª parte da conquista da campanha de 2010 (link)

4. Estratégia 2011 do BB (link)

5. Banco do Brasil e a piada da "bancarização" através do "Pag+fácil Mais BB" (link)

6. Mundo em mudança (link)

7. Estratégia 2011 do BB: traduzindo a fala do presidente Bendine (link)

8. PT, Mr. Obama e manifestações (link)

9. Democracia representativa não se confunde com "assembleísmo" (link)

10. OLT na categoria bancária - o papel do delegado sindical (link)

11. Falecimento: minha gratidão a José Alencar! (link)

12. O quadro funcional do Banco do Brasil de hoje (link)

13. O que penso sobre a nova Selic e o Governo Dilma/PT? (link)

14. 1º de Maio - Dia dos Trabalhadores (link)

15. Direito humano à saúde (link)

16. PLR, Conlutas e o choque de realidade (link)

17. Privatização dos aeroportos: não podemos aceitar isso!!! (link)

18. A pauta... governo Dilma está seguindo até agora a pauta da direita (link)

19. Horas de greve em renovação de direitos coletivos - Anistia ou distribuição para todos (link)

20. Previ Futuro: - Redução da Parcela Previ para cálculo do benefício de risco (link)

21. Articulação Sindical da CUT e o 22º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (link)

22. Reflexões militantes (link)

23. Fim das metas X fim das metas abusivas (link)

24. Reivindicações específicas BB 2011 - Entendendo as propostas (1) (link)

25. Reivindicações específicas BB 2011 - Entendendo as propostas (2) (link)

26. Informação e contrainformação em campanha salarial (link)

27. Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão... (link)

28. Greve!! A palavra de ordem no bb é "ponto fechado!!" (link)

29. PCR do BB precisa ser melhorado (link)

30. Greve segue crescendo... E bb segue mentindo para os trabalhadores! (link)

31. A precarização do trabalho bancário exposta em tempos de renovação de direitos coletivos da categoria (link)

32. Ao Companheiro Lula (link)

33. PSO no bb - Mais uma etapa da terceirização bancária (link)

34. bb - O banco da ilegalidade (link)

35. Curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro - Contraf-CUT e Dieese (link)

36. bb - Vale tudo por 1 trilhão (link)


2012

Do Blog A Categoria Bancária

1. Sacolas plásticas abolidas em SP: presente para os capitalistas (link)

2. Agenda sindical: retomando a luta (link)

3. 2012 - Ano de grandes lutas (link)

4. "Ficha Limpa" - Sou contrário! (link)

5. "1984" é hoje! (link) 

6. Corações militantes - Os imprescindíveis! (link)

7. Formação sindical é... estar em contato com os trabalhadores (link)

8. Formação sindical (2): organizando os bancários (link)

9. Formação sindical (3) - Agenda de luta (link)

10. Formação sindical (4) - Organizando os bancários: nossa razão em ser sindicalistas cutistas (link)

11. Formação sindical (5) - Conversas bancárias: tributação (link)

12. Formação sindical (6) - A grandeza da Previ está nos funcionários do bb que a criaram (link)

13. Formação sindical (7) - Previ fecha 2011 com R$ 155 Bi em ativos e Contraf-CUT exalta papel dos bancários (link)

14. Formação sindical (8) - Organização nos Locais de Trabalho (link)

15. 1º de Maio (link)

16. Eleições Previ - Votar na Chapa 6 - Unidade na Previ é o melhor para os bancários do BB (link)

17. Salários-base do Banco do Brasil, reajustes e inflações (link)

18. 23º Congresso dos Funcionários do BB - Agradecimentos e desculpas (link)

19. Campanha Nacional 2012: sobre mesas de negociação (link)

20. Por onde ando... Campanha 2012 (link)

21. A idiotice daqueles que odeiam a Política (link)

22. bb e as dificuldades de sempre com os gestores do banco (link)

23. Eleições, democracia e fascismo - se a direita quiser guerra, eu topo! (link)

24. Desabafo de um militante de esquerda (link)

25. Agenda sindical... Fechei semana com reunião na base (link)

26. Por onde ando... (vejam como eu trabalhava pouco...) (link)

27. Curso de formação estuda história do movimento e desafios atuais (link)

28. Eleição paulistana - Campanha de Haddad (PT) conquista o povo (link)

29. Por onde ando... trabalhando muito (link)

30. Horas de greve: anistia, ou que todos os beneficiados nos direitos paguem por elas (link)

31. Meu repúdio ao Felipão e à burguesia desinformada (link)

32. Por onde andei... Fui à base conversar com os colegas (link)

33. Desejo muito sucesso em 2013 nas lutas da classe trabalhadora (link)


2012

Do Blog Refeitório Cultural

1. Os mitos de origem do macho - Frans de Waal (link)

2. A era da empatia - Os mitos de origem, de Frans de Waal (link)

3. Paradoxos do darwinismo social - Lendo Frans de Waal (link)

4.



2013

Do Blog A Categoria Bancária

1. De que lado você está? Não me venha com essa de neutro, isento... (link)

2. De que lado você está (II)? Ética DA política ou NA política? (link)

3. PLR 2013 com imposto de renda menor (link)

4. Agenda sindical... Trabalho ininterrupto (link)

5. Agenda de luta: Foco na defesa dos direitos dos bancários do bb (link)

6. Agenda sindical... Semana dedicada a combater as porcarias do bb (link)

7. Agenda de luta na semana: mesa com bb no DF, Previ no RJ e OLT em SP (link)

8. Mais uma semana de luta em defesa dos bancários do bb (link)

9. Agenda Sindical: organizando os bancários para greve dia 30 no bb (link)

10. Meu REPÚDIO à bancada petista paulistana que apoiou homenagem à ROTA (link)

11. Lutar contra a má-gestão do bb... Finalizei a semana reunido hoje com colegas bancários (link)

12. Direção do bb edita boletins internos duvidando da inteligência dos bancários (link)

13. Contraf-CUT solicita que bb cancele norma que pune gerente de contas (link)

14. Agenda de luta... Foram 12 dias ininterruptos em prol da classe trabalhadora (link)

15. Agenda de luta: Encontro no Paraguai, Encontro dos Funcis do bb e Comando Nacional (link)

16. Eleição Caref BB - Peço voto e apoio a Rafael Matos F8369846 (link)

17. Eleições Caref BB - Votem Rafael Matos F8369846 (link)

18. Agenda de lutas - Diversas questões do BB na pauta (link)

19. Agenda sindical... Deste dirigente militante cutista (link)

20. Agenda de luta... Na base, conversando com os trabalhadores (link)

21. Agenda de luta... Estive em Dourados (MS) (link)

22. Agradecimentos - Eleição de Rafael Matos ao Caref BB (link)

23. Agenda de luta... Longa jornada diária nesta semana (link)

24. Agenda de luta... Debates com os bancária/os na base (link)

25. Agenda de luta... Por onde andei (link)

26. Agenda de luta... Hoje falei com cerca de 250 bancários (link)

27. Agenda de luta... 10h de trabalho invisível: uma reflexão sobre o papel do dirigente sindical (link)

28. Agenda sindical... Bancári@s definiram reivindicações neste domingo (link)

29. Agenda sindical... Preciso descansar um pouco, mas... (link)

30. Agenda de luta... Além da coordenação CEBB, na base com bancários (link)

31. Agenda de luta da semana de 5 a 9 de agosto (link)

32. Agenda: luta contra o PL 4330 e na base falando com colegas bb (link)

33. Agenda de luta... Negociações com Fenaban, BB e luta contra PL 4330 (link)

34. Governo não manda aqui! - Minha leitura das palavras do presidente do bb (link)

35. Agenda sindical: luta seguirá intensa na semana (link)

36.

37.



2013

Do Blog Refeitório Cultural

1. Literatura como experiência: O cemitério - Stephen King (link)

2. Home - Um alerta sobre a vida na Terra (link)

3. Correndo e exercitando a tolerância (link)

4. Papillon (1973) e o desejo de Liberdade (link)

5. Ainda não encontrei o que procuro (link)

6. Grande Sertão: Veredas - Amor simplesmente... (link)

7. John J. Rambo, o personagem (link)

8. O Grande Mentecapto - Fernando Sabino (link)

9. O mundo banal das aparências (link) 

10. As aventuras de Pi - Filme de 2012 (link)

11. Riobaldo e Diadorim - Metáforas de todos nós (link)

12. Libertação - Quando terei a minha (link)

13. Reflexão - Incomunicabilidade (link)

14. O desejo de calar é incongruente com o que sou (link)

15. Lutar com dedicação e fazer o que se deve ser feito (link)

16. Filme: O Palhaço (reflexões...) - (link)

17. A memória e o ato de contar (link)

18. Fim de semana para dar um tempo à falta de tempo  (link)

19. Pessoas que são exemplos de reserva moral (link)

20. Nova York sitiada - 1998 (The Siege) (link)

21. A Vida no pálido ponto azul do Universo (link)

22. Faroeste Caboclo - O Filme... Emocionante! (link)

23. As neves do Kilimanjaro (2011) - Direção de Robert Guédiguian (link)

24. Cismando sobre os desejos (link)

25.

26.



2014

Do Blog A Categoria Bancária

1. Cassi - Longos dias de trabalho na Caixa de Assistência (link)

2.


2014

Do Blog Refeitório Cultural

1. Reflexões sobre liberdade, esperança nos humanos e foco na tolerância (link)

2. Diário - 020914 (link)

3.


2018

1. Não só perdeu a liberdade, mas ganhou a servidão (link)

2.

3.


2024

1. Mulheres são tudo isso e muito mais - Reflexão a respeito do livro (link)

2.



2025

Do Blog A Categoria Bancária

1. Cassi, BB e reclamações trabalhistas (link)

2. Cassi, BB e reclamações trabalhistas, 2ª parte (link)

3. Vereadora Luna Zarattini conversa com a militância (link)

4. E o "Bem Cassi" terceirizado, lá de 2020? Deu em quê? (link)

5. Dia Internacional das Mulheres (link)

6. Previ sob ataque - Apresento artigo de Sérgio Riede (link)

7. A necessidade de pertencer a (link)

8. O PT é estratégico nas lutas populares (link)

9. Sem anistia pra golpistas! (link)

10. Previ sob ataque político - Apresento nota da Previ (link)

11. Minha solidariedade às vítimas de lawfare e cancelamentos (link)

12. Call Marx!!! (link)

13. Companheiro Marcos Martins, sempre presente! (link)

14. A necessária unidade contra a extrema-direita (link)

15. Volta às origens (link)

16. A autorreforma sindical e a história dos bancários da CUT Brasil (link)

17. Identidade (link)

18. Ato em defesa da FFLCH-USP (link)

19. Mudanças na direção da Previ - Comento notícia com reflexões (link)

20. Revendo amigos e lutas sindicais (link)

21. A importância dos comitês populares na luta por um Brasil mais justo (link)

22. Pelo fim da escala 6x1 e pela vida além do trabalho (link)

23. O melhor de mim (link)

24. Encontros (link)

25. Epidemia de violência contra as mulheres (link)

26. Participação política e cidadania (link)

27. Hospital CASSEMS Campo Grande (link)

28. Retrospectiva e perspectivas (link)

29. Previ supera expectativas em 2025 (link)

30. Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2025 (link)


2025

Do Blog Refeitório Cultural

01. Dia das professoras e professores (link)


2026

Do Blog A Categoria Bancária

1. O futuro (link)

2. História da PLR no Banco do Brasil (link)

3.


2026

Do Blog Refeitório Cultural

1. Dá para ter esperança? (link)

2.